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ALGUNS PONTOS IMPORTANTES

No documento fasciculo 2-ultimo (páginas 35-41)

 Nem sempre é fácil separar a relação pessoal do profissional e os limites da relação ACS/família. Isso pode determinar ou reorganizar o processo de trabalho do ACS e a forma como se vincula à família. Recomenda-se que o ACS estabeleça um bom vínculo com a família, mas saiba dissociar a sua relação pessoal do seu papel como agente comunitário de saúde;

 Para o desenvolvimento de um bom trabalho em equipe, é fundamental que tanto o ACS quanto os demais profissionais interajam com a comunidade, sem fazer julgamentos quanto à cultura, crenças religiosas, situação socioeconômica, etnia, orientação sexual, deficiência física etc;

 Todos os membros da equipe devem respeitar as diferenças entre as pessoas, adotando uma postura de escuta, tolerância aos princípios e às distintas crenças e valores que não sejam os seus próprios, além de atitudes imparciais;

 A visita domiciliar requer, contudo, um saber-fazer que se aprende no cotidiano, mas pode e deve se basear em algumas condutas que demonstrem respeito, atenção, valorização, compromisso e ética;

 Para ser bem feita, a visita domiciliar deve ser planejada. Ao planejar, utiliza-se melhor o tempo e respeita-se também o tempo das pessoas visitadas;

 Para auxiliar no dia a dia do trabalho, é importante que o ACS tenha um roteiro de visita domiciliar, o que vai ajudar muito no acompanhamento das famílias da sua área de trabalho;

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 Também é recomendável definir o tempo de duração da visita, devendo ser adaptada à realidade do momento.

 Por meio da visita domiciliar, é possível:

 Identificar os moradores, por faixa etária, sexo e raça, ressaltando situações como gravidez, desnutrição, pessoas com deficiência etc.;

 Conhecer as condições de moradia e de seu entorno, de trabalho, os hábitos, as crenças e os costumes;

 Conhecer os principais problemas de saúde dos moradores da comunidade;  Perceber quais as orientações que as pessoas mais precisam ter para

cuidar melhor da sua saúde e melhorar sua qualidade de vida;  Ajudar as pessoas a refletir sobre os hábitos prejudiciais à saúde;

 Identificar as famílias em situação de maior vulnerabilidade e risco e que necessitam de acompanhamento mais freqüente ou especial;

 Divulgar e explicar o funcionamento do serviço de saúde e quais as atividades disponíveis;

 Desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população do território de abrangência da unidade de saúde;

 Orientar medidas de prevenção de doenças e promoção à saúde, como os cuidados de higiene com o corpo, no preparo dos alimentos, com a água de beber e com a casa, incluindo o seu entorno;

 Orientar a população quanto ao uso correto dos medicamentos e a verificação da validade deles;

 Alertar quanto aos cuidados especiais com puérperas, recém-nascidos, idosos, acamados e pessoas portadoras de deficiências;

 Registrar adequadamente as atividades realizadas, assim como outros dados relevantes, para os sistemas nacionais de informação disponíveis para o âmbito da Atenção Primária à Saúde ( SIAB).

Curso Técnico de Agente Comunitário de Saúde 36 ACS entrega relatório até o dia 18 de cada mês à enfermeira

Relatório consolidado pela Enfermeira

Encaminhada a produção da ESF (Ficha A, PMA2 e SSA2) para o DS

DS Digita a informação, consolida e encaminha a informação DISTRITAL para a Gerência de Atenção Básica( GAB)

A GAB recebe a informação de TODOS os 6 DS , consolida e encaminha a informação para SES

SES consolida a informação e envia ao Ministério da Saúde Fluxo da informação do SIAB

Então a minha informação é importante dentro desse

Curso Técnico de Agente Comunitário de Saúde 37 SIM! É MUITO IMPORTANTE!!!!

 Se aplica ao planejamento, à organização, à operação e à avaliação de ações e serviços;

 É essencial à tomada de decisões: estabelecer prioridades, alocar e gerir recursos de forma direcionada para a modificação positiva das condições de saúde da população;

 Orientam a implantação dos modelos de atenção, de proteção e promoção da saúde e as ações de prevenção e controle.

Portaria 648/06:

“São atribuições do enfermeiro :

...planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS...”

 Mensalmente, durante a reunião de equipe, o enfermeiro deverá realizar em conjunto com TODA Equipe a consolidação, análise e discussões das informações contidas na produção do ACS;

SIAB: Instrumentos de coleta e consolidação dos dados

São instrumentos de coleta de dados:

Cadastramento das famílias - Ficha A;

Acompanhamento de gestantes - Ficha B-GES;

Acompanhamento de hipertensos - Ficha B-HA;

Acompanhamento de diabéticos - Ficha B-DIA;

Acompanhamento de pacientes com tuberculose - Ficha B-TB;

Acompanhamento de pacientes com hanseníase - Ficha B-HAN;

Acompanhamento de crianças - Ficha C (Cartão da Criança);

 Registro de atividades, procedimentos e notificações - Ficha D

FICHA A: Cadastramento das Famílias

É preenchida nas primeiras visitas do ACS;

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 As informações recolhidas permitem à equipe de saúde conhecer as condições de vida das pessoas de sua área de abrangência e melhor planejar suas intervenções;

 Todos os dados devem ser atualizados sempre que houver alterações (nascimentos, mortes, mudança de ocupação...).

FICHA B – GES, HA, DIA, TB, HAN: Fichas para acompanhamento familiar

 São utilizadas para o monitoramento dos grupos prioritários;  A cada visita mensal estes dados devem ser atualizados;

 O ACS deve guardar consigo estas fichas, sendo discutida mensalmente com o enfermeiro instrutor/supervisor

 Sempre que cadastrar um caso novo o ACS deve discutir com o instrutor/supervisor o seu acompanhamento.

FICHA C: Ficha para acompanhamento da criança

 É uma cópia do cartão da criança, padronizado pelo MS;

 Toda a família que tiver uma criança menor de 5 anos, acompanhada por uma unidade de saúde, deve possuir o cartão;

 Ele servirá como fonte básica dos dados coletados pelo ACS;

 O ACS deve usar como base para a coleta de dados o Cartão da Criança que está de posse da família transcrevendo os dados para o cartão sombra (cópia do cartão da criança que fica com o ACS).

FICHA D: Ficha para registro de atividades, procedimentos e notificações

 É utilizada por todos os profissionais da ESF para o registro diário dos procedimentos, atividades e notificações de algumas doenças ou condições que são alvo de acompanhamento sistemático;

 Cada profissional entrega uma ficha D preenchida no final do mês;

 Alguns campos dessa ficha são específicos para determinadas categorias e apenas os profissionais dessa categoria devem preenchê-la.

Curso Técnico de Agente Comunitário de Saúde 39 São instrumentos de consolidação dos dados:

Relatório de situação de saúde e acompanhamento das famílias – Relatório SSA2:

 Consolida as informações da situação de saúde das famílias acompanhadas em cada área;

 Os dados para seu preenchimento são provenientes das fichas A, B, C e D

Relatórios de produção e marcadores* para avaliação - Relatório PMA2;  Consolida mensalmente a produção de serviços e a ocorrência de

doenças e/ou situações consideradas como marcadoras, por área;  Os dados necessários ao seu preenchimento são constantes da ficha A

e do relatório SSA2

Erros no SIAB => revelam fragilidade no registro, consolidação, análise e discussões das informações

 Número de acompanhados maior que cadastrados;  Existência de RN‟s sem informação sobre aleitamento;

 Número de crianças de 0 a 3 meses maior que de 0 a 11 meses;  Número de crianças de 0 a 11 meses somado com de 12 a 23 meses

menor que de menores de 2 anos;

 Número de desnutridos maior do que o número de pesados;  Número dos que usaram TRO maior que os que tiveram diarréia.

*Marcadores são eventos mórbidos ou situações indesejáveis que devem ser notificadas com o objetivo de, a médio prazo, avaliar as mudanças no

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Cada pessoa, durante a sua existência, pode ter duas atitudes: Construir ou Plantar.

Os Construtores podem demorar anos nas suas tarefas, mas um dia terminam aquilo que andaram a fazer. Então param, e ficam limitados pelas suas próprias paredes. A vida perde o sentido quando a construção acaba. Mas existem os que plantam. Estes, às vezes sofrem com as tempestades, as estações e raramente descansam. Mas , ao contrário de um edifício , o jardim nunca pára de crescer. E, ao mesmo tempo exige a atenção do jardineiro, também permite que para ele, a vida seja uma grande aventura.

(Frase de Paulo Coelho no livro Brida) SER ACS é ser um jardineiro, está sempre plantando, mudando, crescendo...  A importância de rever os objetivos, meios de execução, conteúdos,

monitoramento e avaliação da VD;

 Em que medida a visita domiciliar tem contribuído para a reorientação dos processos de trabalho da ESF?

Bibliografia:

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. departamento de Atenção Básica. O trabalho do agente comunitário de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009 84 p.: il. – (Série F. Comunicação e Educação em Saúde)

PARA PENSAR

Qual a importância da visita domiciliar na organização do cuidado pelo ACS?

Quais procedimentos mínimos uma visita domiciliar requere? O que caracterizaria uma boa visita domiciliar?

No documento fasciculo 2-ultimo (páginas 35-41)

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