Alimentação de instalação de baixa tensão e seus componentes 14

No documento PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM BAIXA TENSÃO: ESTUDO DE CASO DO PRÉDIO DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE VILA MARABÁ. MAURO MACHADO DA SILVA (páginas 28-36)

Capítulo 1 – Normas, Teorias e Definições em Instalações Elétricas

1.3 Instalações Elétricas

1.3.1 Alimentação de instalação de baixa tensão e seus componentes 14

Segundo a NBR 5410/2004 uma instalação elétrica pode ser alimentada:

a) Diretamente em baixa tensão:

 Por rede pública em baixa tensão da concessionária, caso típico de pequenas edificações residenciais, comerciais e mesmo industriais (pequenas oficinas, por exemplo);

 Por transformador exclusivo, da concessionária, como é o caso de edificações residenciais e comerciais de maior porte.

b) Em alta tensão, através de subestação de transformação do usuário, caso típico de edificações de uso industrial de médio e grande porte; c) Por fonte própria em baixa tensão, como é o caso típico dos

chamados “sistemas de alimentação elétrica para serviços de segurança” ou mesmo de instalações em locais não servidos por concessionária.

Componentes de uma instalação elétrica é um termo geral que se refere a um equipamento elétrico, a uma linha elétrica ou a qualquer outro elemento necessário ao funcionamento da instalação [1].

Por sua vez, equipamento elétrico é uma unidade funcional completa e distinta, que exerce uma ou mais funções relacionadas com geração, transmissão, distribuição ou utilização de energia, incluindo máquinas, transformadores, dispositivos, equipamentos de medição e equipamentos de utilização que convertem energia diretamente utilizável (mecânica, luminosa, térmica, etc.).

A seguir são apresentadas algumas das terminologias dos componentes de uma instalação elétrica, neste caso as definições atribuídas pela CELPA (concessionária local) através da NTD-01 [7]:

1. Unidade Consumidora: Conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizados pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

2. Ponto de Entrega: Ponto de conexão do sistema elétrico da CELPA com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento.

3. Entrada de Serviço: Conjunto de condutores, equipamentos e acessórios compreendidos entre o ponto de derivação da rede de distribuição da CELPA e a medição e proteção, inclusive:

 Ramal de Ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede de distribuição da CELPA e o ponto de entrega de uma ou mais unidades consumidoras.

 Ramal de Entrada: Conjunto de condutores e acessórios compreendidos entre o ponto de entrega e a medição/proteção.

 Centro de Medição: Local onde estão instalados o(s) medidor (es) de energia, convenientemente aterrado(s), e o dispositivo de proteção da unidade consumidora.

A figura 1.8 relaciona os componentes de alimentação de uma instalação em baixa tensão.

Figura 1.8 : Esquema de ligação da rede de alimentação com a unidade consumidora. Fonte: [7].

4. Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora que, após concluídos os trabalhos de instalação, estão em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

5. Demanda Prevista: Valor estimado de utilização da carga instalada, calculado para o dimensionamento da instalação elétrica e sua proteção.

6. Aterramento: Ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra.

7. Sistema de Aterramento: Conjunto de todos os condutores e peças condutoras com o qual é constituído um Aterramento, num dado local.

8. Poste Particular: Poste instalado na propriedade do consumidor com a finalidade de fixar, elevar e/ou desviar o ramal de ligação. 9. Pontalete: Suporte instalado na edificação do consumidor com a

finalidade de fixar e elevar o ramal de ligação.

10. Caixas: Possui tipos diferentes com finalidade distintas em destaque, são:

 Caixa para Medição Individual: Caixa destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios, podendo ter instalado também, o dispositivo de proteção.

 Caixa para Medição individual (tipo CPREDE): Caixa destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios, instalada em muro, mureta, parede ou poste, protegida contra intempéries, no limite da propriedade com a via pública.

 Caixa para Medição no Poste: Caixa individual ou múltipla destinada à instalação de medidores de energia e seus acessórios no poste da Rede de Distribuição da CELPA.

 Caixa de Proteção: Caixa destinada à instalação de dispositivo de proteção (disjuntores) e seus acessório, instalada em muro, mureta, parede ou poste, protegido contra intempéries, no limite da propriedade com a via pública.

 Centro de Distribuição: Constituída em caixa metálica composto de barramento de cobre, disjuntor geral e disjuntores parciais em número igual ao de circuitos de saída.

1.4 Classificação da Alimentação

Para as unidades consumidoras com carga instalada igual ou inferior a 75 kW, o fornecimento de energia elétrica é feito em tensão secundária de distribuição, respeitando-se as limitações das categorias de atendimento apresentadas nas tabelas 1.1 e 1.2.

Tabela 1.1: Ramal de entrada. Fonte: [7].

RAMAL DE ENTRADA – 220/127 V (PADRÃO MONOFÁSICO E BIFÁSICO)

UNIDADE CONSUMIDORA CATEGORIA CARGA INSTALADA DISJUNTOR CAIXA DE MEDIÇÃO RAMAL DE ENTRADA ATERRAMENTO COBRE POTÊNCIA DO MAIOR MOTOR MONO

OU SOLDA A MOTOR CV COBRE 70ºC 750V ELETRODUTO DIÂMETRO NOMINAL KW (A) mm² PVC mm/pol AÇO mm/pol mm² F N F F MONOFÁSICA M1 Até 5 40 CM1 6(6) 25 20 6 1 - ¾ ¾ M2 De 5,1 até 7,5 60 16(16) 25 20 10 2 - ¾ ¾ BIFÁSICA B1  7,5 40 CM2 10(10) 32 25 10 1 2 1 1 B2 De 7,6 até 10 60 16(16) 32 25 10 2 3 1 1 B3 De 10,1 até 15 70 16(16) 32 32 10 2 5 1 1 ¼

Tabela 1.2: Ramal de entrada – 220/127 (Padrão Trifásico). Fonte: [7].

RAMAL DE ENTRADA – 220/127 V (PADRÃO TRIFÁSICO)

UNIDADE CONSUMIDORA CATEGORIA DEMANDA PROVÁVEL “D” DISJUNTOR CAIXA DE MEDIÇÃO RAMAL DE ENTRADA ATERRAMENTO CONDUTOR COBRE POTÊNCIA DO MAIOR MOTOR OU SOLDA A MOTOR CV ENTRADA COBRE 70ºC ELETRODUTO ( - mm) CONDUTORES ISOLADOS 750V 0,6/1kV kVA (A) mm² PVC mm/pol AÇO mm/pol PVC mm/pol AÇO mm/pol mm² FN FF 3F TRIFÁSICA T1  15 40 CM2 10(10) 40 32 40 32 10 1 2 5 1 ¼ 1 ¼ 1 ¼ 1 ¼ T2 De 15,1 até 23 60 16(16) 40 32 40 32 10 2 3 15 1 ¼ 1 ¼ 1 ¼ 1 ¼ T3 De 23,1 até 27 70 16(16) 40 32 50 40 10 2 5 20 1 ¼ 1 ¼ 1 ½ 1 ½ T4 De 27,1 até 38 100 35(25) 50 40 60 50 16 3 7,5 20 1 ½ 1 ½ 2 2 T5 De 38,1 até 47 120 50(35) 50 40 60 50 25 5 7,5 20 1 ½ 1 ½ 2 2 T6 De 47,1 até 57 150 CM3 70(50) 60 50 75 65 35 7,5 10 30 2 2 2 ½ 2 ½ T7 De 57,1 até 66 175 95(50) 75 65 85 80 35 7,5 10 40 2 ½ 2 ½ 3 3

Para unidade consumidora com carga instalada superior a esse limite, a CELPA poderá estabelecer o atendimento em tensão primária de distribuição, se a unidade estiver localizada fora do perímetro urbano, ou se tiver equipamento que pelas suas características de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros consumidores.

Salienta-se ainda que as instalações com carga instalada acima de 75 kW necessitam da aprovação prévia de projeto elétrico, e serão atendidas em tensão primária (NTD-02).

Basicamente os tipos de fornecimento de energia elétrica às unidades consumidoras, são três:

 Tipo M – monofásico (F-N)

 Tipo B – bifásico (F-F-N)

 Tipo T – trifásico (F-F-F-N).

Monofásicos:

Unidades consumidoras a serem atendidas a dois condutores (fase e neutro), com carga instalada de até 7,5 kW, através de redes de distribuição alimentadas por transformadores monofásicos ou trifásicos.

Bifásicos:

Unidades consumidoras a serem atendidas a três condutores (duas fases e neutro), com carga instalada de até 15 kW, através de redes de distribuição alimentadas por transformadores trifásicos ou monofásicos.

Trifásicos:

Unidades consumidoras a serem atendidas a quatro condutores (três fases e neutro), com carga instalada até 75 kW, na tensão de 220/127V através de redes de distribuição alimentadas por transformadores trifásicos.

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