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ALPARGATAS CAMBUCI GRENDENE VULCABRAS SEGMENTO

1 – Deduções de transferências aos municípios 2 – Pagamento de profissionais da educação

ALPARGATAS CAMBUCI GRENDENE VULCABRAS SEGMENTO

IND 18,87% 18,37% 10,42% 26,23% 18,96%

Fonte: Elaborado com base nos dados da pesquisa (2018)

Para o cálculo do IND do segmento, foram somados os dados de todas as empresas, sendo estas, os critérios divulgados e os não aplicáveis, como se fossem uma só companhia. O IND do segmento será usado como parâmetro de comparação para as empresas.

Conforme Tabela 09 a Grendene obteve IND 10,42%, seguida por Cambuci com IND 18,37% e Alpargatas com IND 18,87%. Já o segmento alcançou IND 18,96%, sendo assim as três companhias supracitadas, representando 75% da amostra, apresentaram IND menor do que o IND do segmento. A única empresa com IND superior ao do segmento foi a Vulcabras com IND 26,25%.

Ao comparar o IND da Alpargatas com o IND da Cambuci, empresa que obteve menor resultado ao que obteve o maior índice, respectivamente, nota-se que a diferença entre os índices é de 15,81%. Já ao comparar o IND do segmento com o IND da Cambuci, a diferença entre os índices é de 7,27%.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo objetivou mensurar o nível de divulgação dos critérios obrigatórios disposto no CPC 27. Para isto, foram analisadas as notas explicativas das companhias do segmento de calçados listadas na B3 nos anos de 2015 a 2017. A análise foi traçada nos 32 critérios de divulgação discriminada no Pronunciamento Técnico sobre o ativo imobilizado.

No que se refere a consonância com os critérios do CPC 27, nenhuma das entidades da amostra atendeu, em sua plenitude, aos quesitos dispostos, ou por não apresentarem tais premissas nos períodos em estudo, ou por descumprimento do regulamento.

No total foram analisados, de 2015 a 2017, 384 critérios do mencionado normativo, porém apenas 170 critérios foram evidenciados, representando 44,27% do total dos itens.

154 Dos 32 critérios dispostos no CPC 27, foram atendidos, pelas companhias, 19 itens pelo menos uma vez, isto é, 59,38% dos critérios. Destes, 12 quesitos foram divulgados pelas empresas em todos os anos analisados, são estes: 73 (a, b, c, d, e- i, ii, vii, viii, ix), 74 (a, b) e 75 (a, b). Em contrapartida, 13 critérios do normativo não apresentaram divulgação, seja pelo não cumprimento do mesmo ou por terem sido classificados como não aplicáveis, são estes: 73 (e-iiii, iv, v), 74 (c, d), 76 (a, b, d), 77 (a, e) e 79 (a, c, d).

Das quatro companhias estudadas, três obtiveram IND superior ao IND do segmento. A empresa com o menor IND foi a Grendene, na qual obteve IND 10,42%, já o segmento alcançou IND 18,96%. Ou seja, 75% da amostra obteve resultado melhor do que o segmento.

Conclui-se que as informações divulgadas pelas empresas não atendem a todos os critérios prescritos no CPC 27. A análise sugere que as companhias ainda não divulgam as informações conforme o Pronunciamento, mesmo este estando em vigor desde 2010.

As empresas necessitam melhorar o modo de divulgação em suas notas explicativas para que assim, os usuários tenham, ao menos, informações obrigatórias divulgadas.

A pesquisa apresenta limitações por restringir-se a um só Pronunciamento Técnico. Sugere-se, para novos estudos, a ampliação de outros CPC, principalmente o CPC 01 – Redução ao Valor recuperável de Ativos e um recorte temporal maior para analisar a evolução da divulgação das empresas.

REFERÊNCIAS

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ANEXO

Anexo - Divulgação obrigatória do CPC 27

73. As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de ativo imobilizado: (a) os critérios de mensuração utilizados para determinar o valor contábil bruto;

(b) os métodos de depreciação utilizados;

(c) as vidas úteis ou taxas de depreciação utilizadas;

(d) o valor contábil bruto e a depreciação acumulada (mais as perdas por redução ao valor recuperável acumuladas) no início e no final do período; e

(e) a conciliação do valor contábil no início e no final do período demonstrado: (i) adições;

(ii) ativos classificados como mantidos para venda ou incluídos em um grupo classificados como mantidos para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31- Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada e outras baixas;

158 (iii) aquisições por meio de combinação de negócios;

(iv) aumentos ou reduções decorrentes de reavaliações nos termos dos itens 31, 39 e 40 e perdas por redução ao valor recuperável de ativos reconhecidas ou revertidas diretamente no patrimônio líquido de acordo com o Pronunciamento Técnico 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos;

(v) provisões para perdas de ativos, reconhecidas no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos;

(vi) reversão para perdas de ativos, reconhecidas no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01- Redução ao Valor Recuperável de Ativos;

(vii) depreciações;

(viii) variações cambiais líquidas geradas pela conversão das demonstrações contábeis da moeda funcional para a moeda de apresentação, incluindo a conversão de uma operação estrangeira para amoeda de apresentação da entidade; e

(ix) outras alterações.

74. As demonstrações contábeis também devem divulgar:

(a) a existência e os valores contábeis de ativos cuja titularidade é restrita, como os ativos imobilizados formalmente ou na essência oferecidos como garantia de obrigações e os adquiridos mediante operação de leasing conforme Pronunciamento Técnico CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil;

(b) o valor dos gastos reconhecidos no valor contábil de um ativo imobilizado durante a sua construção;

(c) o valor dos compromissos contratuais advindos da aquisição de ativos imobilizados; e (d) se não for divulgada separadamente no corpo da demonstração do resultado, o valor das

indenizações de terceiros por itens do ativo imobilizado que tenham sido desvalorizados, perdidos ou abandonados, incluído no resultado.

75. A seleção do método de depreciação e a estimativa da vida útil dos ativos são questões de julgamento. Por isso, a divulgação dos métodos adotados e das estimativas das vidas úteis ou das taxas de depreciação fornece aos usuários das demonstrações contábeis informação que lhes permite revisar as políticas selecionadas pela administração e facilita comparações com outras entidades. Por razões semelhantes, é necessário divulgar:

(a) a depreciação, quer reconhecida no resultado, quer como parte do custo de outros ativos, durante o período; e

(b) a depreciação acumulada no final do período.

76. De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 23- Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativas e Retificação de Erro, a entidade deve divulgar a natureza e o efeito de uma mudança de estimativa contábil que tenha impacto no período corrente ou em períodos subsequentes. Relativamente aos ativos imobilizados, tal divulgação pode resultar de mudanças de estimativas relativas a:

(a) valores residuais;

(b) custos estimados de desmontagem, remoção ou restauração de itens do ativo imobilizado; (c) vidas úteis; e

(d) métodos de depreciação.

77. Caso os itens do ativo imobilizado sejam contabilizados a valores reavaliados, quando isso for permitido legalmente, a entidade deve divulgar, além das divulgações exigidas pelo

159

Pronunciamento Técnico CPC 46, o seguinte: (Alterado pela Revisão CPC 03) (a) a data efetiva da reavaliação;

(b) se foi ou não utilizado avaliador independente; (c) (eliminada pela Revisão CPC 03)

(d) (eliminada pela Revisão CPC 03)

(e) para cada classe de ativo imobilizado reavaliado, o valor contábil que teria sido reconhecido se os ativos tivessem sido contabilizados de acordo com o método de custos; e

(f) a reserva de reavaliação, indicando a mudança do período e quaisquer restrições na distribuição do saldo aos acionistas.

78. De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a entidade deve divulgar informações sobre ativos imobilizados que perderam o seu valor, além das informações exigidas no item 73(e)(iv)-(vi).

79. Os usuários das demonstrações contábeis também podem entender que as informações seguintes são relevantes para as suas necessidades:

(a) o valor contábil do ativo imobilizado que esteja temporariamente ocioso;

(b) o valor contábil bruto do ativo imobilizado totalmente depreciado que ainda esteja em operação; (c) o valor contábil de ativos imobilizados retirados de uso ativo e não classificados como mantidos para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada; e

(d) o valor justo do ativo imobilizado quando este for materialmente diferente do valor contábil apurado pelo método do custo.