2.3 FATORES INTEGRANTES DA MORALIDADE
2.3.3 Ambiente
As ciências de matriz sociológica, em especial a partir de Durkheim (2012), acentuam os fatores ambientais e estruturais no desenvolvimento moral da pessoa.
Por sua vez, a prática pedagógica tradicional insistiu continuamente na influência do ambiente, a começar pelo familiar e escolar, sobre o amadurecimento moral do ser humano. Todos os que se preocupam com os estudos da moralidade, do amadurecimento moral, não se cansam de destacar como fundamental a osmose de valores que ocorre entre os pais e os adolescentes (PRUST; GOMIDE, 2007).
A cultura faz seu ingresso em nossas vidas com o aprendizado da linguagem como pesquisaram, entre outros, PIAGET (2010) e VIGOTSKY (2008). Ela comporta desde já uma hierarquia de valores. Contemporaneamente, adquirimos do ambiente, como boas ou más, determinadas atitudes e escolhas, sucessivamente, ao longo de todo o processo de amadurecimento. Sentimo-nos pressionados e até vinculados aos critérios de julgamento que encontramos sustentados em nossa volta, percebendo que aceitá-los significa sermos escolhidos, enquanto recusá-los nos leva a sermos rejeitados. Como afirma Durkheim (2012, p. 89): “Para que o homem seja um ser moral, é preciso ligar-se a algo que não ele mesmo; é preciso que se sinta solidário a uma sociedade, não importa quão modesta ela seja.” Mesmo depois de ter alcançado uma consciência mais madura e autônoma, ficamos sempre devedores do ambiente em que vivemos. Mas, concordamos com La Taille (2006, p. 15) que “as estruturas da inteligência e do conhecimento são fruto de um trabalho individual, de uma labuta psíquica de auto-organização, e não de mera cópia de modelos externos”.
Como já afirmamos na página 43, tudo isso julgamos essencial, mas, não podemos cair nas absolutizações ambientalistas e estruturalistas. A consciência moral individual pode ser o reflexo de uma consciência coletiva, no seio da qual nasce e da qual se alimenta, mas implica efetivamente ir além do que recebeu, em sentido tanto positivo quanto negativo.
Cada uma das leituras que fizemos evidenciam algumas dimensões da complexa unidade que é a estrutura moral da pessoa. A multiplicidade desses fatores, com a consequente indeterminação de cada um, tem como efeito que nenhum deles como também a sua soma não podem ser considerados explicação adequada de todo o processo de estruturação moral.
Esboça-se assim o papel insubstituível da liberdade. O amadurecimento moral da pessoa não é redutível somente ao resultado da interação de elementos complexos de caráter psicológico, sociológico, etc. É confiada à responsabilidade de cada um.
“Age moralmente quem se sente intimamente obrigado a tal, e não quem é coagido por algum poder exterior. Logo, o sujeito moral é, por definição, livre, porque é ele mesmo quem decide agir por dever.” (LA TAILLE, 2006, p. 54).
Ocorre um real desenvolvimento moral quando se verifica uma mudança e uma evolução não somente no que a pessoa ‘faz’ (este é, em geral, o caminho da socialização), tampouco não somente no que a pessoa ‘pensa’/’raciocina’ (o caminho da mediação racional), bem como não somente no que a pessoa ‘sente’ emocional ou
instintivamente (afetividade), mas no que a pessoa ‘sente’ ao agir com conhecimento de causa: este ‘sentir’ suscitado pelos valores objetivos (bem objetivo da pessoa humana) arrasta consigo o fazer e o pensar na unidade do agir do ser humano. A estrutura do ser humano revela-se então como uma unidade complexa e dinâmica entregue à sua responsabilidade.
As diferentes leituras realçam um outro elemento como fator que puxa os outros. O comportamento moral é um compromisso entre os impulsos afetivos e o controle consciente. O ponto de vista sociológico considera que o comportamento moral provoca os sentimentos, o controle consciente entra como um juiz. O desenvolvimento racional considera a moral como uma realidade consciente humana;
por isso a cognição é o seu fundamento. Uma situação moral do ponto de vista cognitivo produz um comportamento moral e um sentimento de algum modo simultâneo. Qualquer que seja o elemento, não é possível identificá-lo de uma maneira apriorística. Será identificado somente na dinâmica concreta do sujeito e nas situações que haverá de enfrentar.
Enfim, trata-se de elementos decisivos em toda formação, mas que, por sua vez, não devem ser realçados de tal maneira que excluam outros, igualmente importantes. A complexidade de nosso contexto torna ainda mais urgente uma visão integral, que enquadre harmoniosamente, conforme a sensibilidade específica de cada pessoa, os diferentes componentes. Ao mesmo tempo deve ser respeitado e desenvolvido o aspecto específico que cada um é chamado a dar ao seu caminho formativo, para evitar toda massificação, que sempre anula a responsabilidade.
3 FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA ÉTICA E DA MORAL: UMA PERSPECTIVA ARISTOTÉLICA E KANTIANA
Na elaboração do pensamento ético ocidental, duas figuras se destacam como principais representantes das tradições que se formaram ao longo do tempo e que ainda hoje mantém aberto o diálogo sobre questões éticas e morais que continuam a nos desafiar. Aristóteles27, principal formador da herança que deriva da Grécia Antiga e no século XVIII, Kant28 que se afasta de Aristóteles e representa um novo ponto de partida para o pensamento ético.
Este capítulo procura realçar a dialética formada por estes filósofos, que julgamos fundamental para que seja possível, posteriormente, acompanhar o percurso de desenvolvimento ético, ou seja, qual a perspectiva ética adotada por adolescentes, segundo a literatura, envolvendo no nosso caso, tanto a esfera ética e moral desses indivíduos, como a esfera jurídica e política que dão suporte para estes adolescentes.
Aristóteles acreditava na perfectibilidade do ser humano, que, mais que os outros entes da natureza, uma vez que de forma consciente, age em vista de sua felicidade, ou seja, de sua plena realização, do seu bem; controlando suas paixões agressivas e não movido apenas pelo instinto de sobrevivência e de competitividade.
Kant recupera, por outras vias, a crença da vocação do ser humano para o aperfeiçoamento moral, embora reconhecendo nele a “insociabilidade”, decorrente das paixões – do pathos29.
O pensamento ético ocidental oscila num movimento pendular entre segurança e liberdade, dois valores fundamentais para a constituição de uma sociedade justa. Mas, na medida em que se tornam excludentes, se levados às últimas consequências, é necessário encontrar para eles um ponto de equilíbrio – a justa medida em termos Aristotélicos.
27 Aristóteles de Estagira (Macedônia, 384-322 a.C.). Já na juventude viaja para Atenas onde ingressa na Academia de Platão e permanece por 20 anos. A ética e a política aristotélica formam o primeiro grande tratado sobre o comportamento das pessoas e da sociedade. (cf. REALE; ANTISERI, 2004, p.
187ss.).
28 Immanuel Kant (1724-1804). Nasce na Prússia Oriental, hoje território Russo. Nascido no século das luzes quando irrompia um grande progresso político e cultural guiados pela “luz da razão”. Kant defende que nenhum progresso poderia acontecer sem o progresso da moral, pois o progresso só floresce pela formação e educação. Por isso, em várias de seus escritos estão presentes o tema da moral, antropologia, educação e religião. (cf. REALE; ANTISERI, 2005, p.347ss.).
29O único uso filosófico para o termo é de Kant que indica o pathos como “a faculdade inferior de desejar”, ou seja, ao conjunto das inclinações humanas naturais. (cf. ABBAGNANO, 2000, p. 745).
Na Grécia, fortemente marcada pelo advento da democracia, a liberdade se afirma como valor maior, a merecer mesmo o sacrifício da vida. Uma vida não livre é uma vida de escravos, indigna do ser que dispõe do logos. Essa escravidão será considerada vergonhosa e humilhante quer se manifeste como submissão às paixões sem freio, quer seja resultado da perda da cidadania. Aquele que não se governa, seja no plano ético, seja no plano moral, não pode ser considerado um ser humano em plenitude. É a perspectiva que marca o pensamento de Aristóteles.
Kant, no século XVIII, propõe uma saída para o dilema através da racionalidade, pois é nela que a liberdade pode encontrar seu fundamento e seu ponto de equilíbrio. Vejamos como se dá a dialética referida, ao menos em suas grandes linhas, que posteriormente serão rediscutidas.
Aristóteles traça o curso de um pensamento ético fundado sobre a teleologia30 que ainda hoje suscita o debate e se apresenta como referência a que recorrem inúmeros pensadores da atualidade. Com ele está lançada a grande tradição do pensamento ético, cuja influência atravessa a Idade Média e permanece fecunda, sobretudo no Ocidente.
Como características fundamentais de seu pensamento, que seguem a linha de nossa pesquisa, podemos destacar, resumidamente:
o A articulação entre ética e cidadania, dois pilares de uma mesma ciência da práxis. Aristóteles reflete sobre uma ética da cidadania que mantém a pólis como eixo de reflexão, pois só no contexto da pólis o ser humano se relaciona como ser autônomo que busca alcançar, com o outrem, o maior bem a que têm acesso como seres humanos;
o Perspectiva teleológica. A natureza, o ser humano, as sociedades existem em vista de uma finalidade que é espontaneamente buscada em seus movimentos. Como marca distintiva do pensamento aristotélico, a teleologia (de telos, fim) é um dado fundamental que orienta a ética.
o Os seres humanos são naturalmente diferentes, muito embora dotados de uma mesma “natureza humana”. Ocorre que tal natureza existe neles
30O termo indica o sentido de que o fim é causa total da organização do mundo. A explicação de qualquer evento consiste em aduzir o fim para o qual esse evento se dirige. Aristóteles afirma que “tudo aquilo que é por natureza existe para um fim”, e identifica o fim com a mesma substância, “forma ou razão de ser da coisa”. (cf. ABBAGNANO, 200, p. 457).
apenas de forma potencial e grandemente indeterminada, e só vai adquirir uma forma definida, um caráter, à medida que as potencialidades se atualizarem. Assim é que, embora seja dotado de voz ao nascer, o ser humano deve aprender a falar e a servir-se da linguagem em sua relação com os outros. Essa natureza sempre aquém do “era para ser”, incompleta e imperfeita, marca as diferenças entre os seres humanos.
o Essa diferença natural repercute sobre a sociedade, essa sim também desigual e hierarquizada e explica o conceito de justiça como proporcionalidade (equidade), e não como igualdade.
o O ser humano é um “animal político” e, como tal, tende a organizar-se numa sociedade política – ou seja, numa sociedade em que a lei substitui o arbítrio, e a palavra toma o lugar da violência e da força bruta.
Como “animal político”, só como membro de uma comunidade pode o ser humano sobreviver e só como membro de uma comunidade política poderá, mais que sobreviver, viver uma vida digna, à altura de sua natureza racional.
o O ser humano tende naturalmente, isto é, espontaneamente, a buscar a própria plenitude e a realizar progressivamente suas potencialidades – tende a tornar-se o que é, plenamente ser humano.
o Razão e paixão (pathos) fazem parte desta natureza e há entre elas uma hierarquia natural. A razão deve dominar as paixões e integrá-las na medida certa, na justa medida. O desejo, motor dos atos humanos, é por sua vez movido, seja pelas paixões, seja pela escolha deliberada. A primeira forma de agir é cega e só a segunda caracteriza o ser humano verdadeiramente livre. Daí a importância atribuída as virtudes que levam o ser humano a controlar o pathos: a temperança, sinônimo de autonomia, e a continência que sempre dependerá de uma coerção externa, e está ligada à heteronomia.
o O ser humano age naturalmente em busca do bem ao seu alcance, ou pelo menos daquilo que lhe aparece como um bem naquele momento.
Donde a importância das virtudes “intelectuais” que o tornam capaz de distinguir o bem do mal e encontrar os meios para atingir os objetivos visados. Nesse ponto ressaltamos a importância da educação.
o Na busca do bem a razão deve assumir a direção das paixões orientando-as para os bons motivos e inibindo os seus excessos.
o O amadurecimento do ser humano, enquanto humano, ou seja, naquilo que ele tem de mais específico, orienta-se para a conquista da autonomia, a forma como a liberdade é apreendida por Aristóteles.
o O modo do ser humano conduzir-se, os parâmetros que permitem distinguir o bem do mal e o justo do injusto no plano das ações efetivas, não se deixa apreender com o mesmo rigor dos objetos abstratos e teóricos. A ação se insere no concreto, no histórico, numa teia de relações, a qual chamaremos plano moral. A ética terá de se contentar com as grandes linhas, as aproximações, valendo-se mais de exemplos do que de códigos que permitam estabelecer rigorosamente o justo e o injusto. Haverá sempre uma margem de relatividade inerente ao plano das ações. Inútil tentar superá-las.
o O ponto de partida desta ética será a discussão das opiniões vigentes (endoxa), a atenção aos costumes (ethos). Tais opiniões serão submetidas ao processo dialético que, se permite depurá-los de suas contradições e ambiguidades, não é suficiente para demonstrá-los com rigor.
o A metodologia da filosofia da práxis (ética) é condicionada pela própria natureza de seu objeto, ele mesmo sujeito às ações e intenções humanas. Como o ser humano é, ao mesmo tempo, o sujeito e o objeto de tal pesquisa, ele mesmo é alterado durante o processo.
o Acrescenta-se ainda que o objetivo de Aristóteles é o bem da pólis. A finalidade é eminentemente política – interessa-lhe traçar uma ética da cidadania – estudar o comportamento do ser humano, suas motivações e dinâmica uma vez que seus atos repercutem no espaço público, repercutem sobre a pólis.
o Ao fim de seu pensamento ético se desenha para Aristóteles um Estado, uma pólis, que pode ter diferentes configurações, mas que, em última análise, se destina a ser a sede da razão sem paixão. Aristóteles acredita que o choque dos interesses particulares, dos afetos e das paixões acabaria por neutralizá-los, permitindo ao Estado elevar-se acima deles e pronunciar a sentença “justa”, ditada pela “reta razão”,
que visa ao bem, por meio da sabedoria, e escolhe com prudência os caminhos que conduzem até ele.
Kant aparece como um contraponto a Aristóteles. Claro que mais de vinte séculos separam o filósofo do séc. IV a.C. do filósofo do séc. XVIII. Aristóteles havia sido devidamente apropriado pela filosofia cristã desde o séc. XIII com Tomás de Aquino31. E é o Aristóteles da Escolástica (Idade Média) que merece as críticas e os dardos que lhe são lançados por Kant, que representa um momento novo, irredutível à tradição aristotélica-tomista. Seu pensamento se afirma contra Aristóteles e, ao mesmo tempo, é levado a aproximar-se, sem que fique comprometida sua radical originalidade. Os pontos de maior relevância são:
o Discorda de Aristóteles, que se contentava com uma ética fundada sobre o costume e que, pela dialética, não ultrapassava o limite da opinião, e busca uma ética universal, fundada sobre demonstrações racionais.
o A razão Kantiana, que serve de fundamento à ética, não é a razão aristotélica, que elabora o conhecimento a partir da experiência. É uma razão “pura” não contaminada por tendências emotivas e afetivas, nem subordinada à experiência. Uma razão a priori que fornece as condições de possibilidade da própria experiência.
o O fim da ética não é o bem comum, a felicidade (como para Aristóteles), mas o cumprimento do dever. Só uma ética do dever pode merecer o nome de ética e impor-se de forma universal e necessária.
o Os seres humanos se diferenciam por suas paixões, que os levam a buscar os objetivos individuais e pragmáticos, mas se igualam por sua razão, que opera sempre (quando pura) segundo princípios, a priori, universais e necessários. Os seres humanos são originalmente desiguais de fato, mas iguais por vocação. A igualdade fundada na racionalidade não é dada. É uma meta a ser buscada através de um processo educativo.
31 Tomás de Aquino (1221-1274) inaugura um fato extraordinário na filosofia ocidental: a confluência do pensamento grego com a fé judeu-cristã. É claro que os teólogos sempre deram primazia à fé sobre a razão. Todos os temas da filosofia foram verticalizados e vinculados diretamente à Deus. A ética, com Kant, foi a última área do saber a conquistar autonomia: a razão e a liberdade estabelecem seus próprios limites e postulados. (cf. REALE; ANTISERI, 2003, p. 211ss).
o Esse ser humano não é naturalmente o “animal político” aristotélico, embora reúna em si essa tendência, sendo marcado por uma “social insociabilidade”.
o Kant separa o plano privado (da consciência, do dever, da ética) do plano público (das ações e das relações entre os seres humanos). O primeiro é o campo da moral – o foro interno -, o outro, o campo da política – o foro externo.
o A lei moral não se funda nem se justifica por leis naturais, mas é ditada, de forma totalmente autônoma, pela razão. Obedecer à lei positiva é um dever moral, determinado pela razão.
o Tal como a tradição aristotélica-tomista acredita na perfectibilidade do ser humano. A vocação para a perfeição, se não pode ser claramente percebida nos indivíduos, revela-se na História, que é, sem dúvida, uma história do progresso da humanidade, ao menos enquanto considerada como espécie.
o A História tem um fim que se cumpre ao longo das gerações, e apresenta avanços e recuos. O progresso se mostra quando estendemos nosso olhar para o passado. Esse progresso representa a conquista da maioridade quando o ser humano passa a pensar com sua própria razão, recusando deixar-se guiar por outro, seja esse outro a autoridade, o governo ou a Igreja e a tradição.
o A sociedade, que surge como um pacto e não de uma suposta “natureza política” (como para Aristóteles), manifesta no correr de sua evolução histórica a progressiva conquista da racionalidade e da liberdade.
o Kant afirma de forma radical a autonomia da razão, único tribunal que reconhece como capaz de dirigir e julgar as ações dos humanos.
Tribunal interior que se coloca acima da tradição, da autoridade e das paixões.
Esses dois pensadores (Aristóteles e Kant) constituem, portanto, dois referenciais que utilizamos na pesquisa sobre o desenvolvimento moral de adolescentes e a educação. Nosso foco é parte da construção teórica que Aristóteles e Kant desenrolam, respectivamente, em suas obras Ética a Nicômaco (2009) e Metafísica dos Costumes (2013). Julgamos que conhecê-los é indispensável a quem pretenda se aprofundar no debate ético e moral da atualidade sobre as mútuas
relações entre justiça, virtude, desenvolvimento humano e educação. Visto que Jean Piaget, teórico que desenvolvemos no capítulo seguinte, denominou sua teoria de
“Kantismo Evolutivo” – Kantisme évolutif - (RAMOZZI-CHIAROTTINO, 1984;
FREITAS, 2002; 2003), é essencial descobrirmos os pontos onde esses dois pensadores – Kant e Piaget – se encontram para tecerem uma teoria do desenvolvimento moral.