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Malhotra (2001, p. 301) afirma que a maioria dos projetos de pesquisa tem como objetivo obter informações sobre as características ou parâmetros de uma população. “Uma população é o agregado, ou soma, de todos os elementos que compartilham algum conjunto de características comuns, conformando o universo para o problema de pesquisa sobre competitividade”.

De acordo com Gil (1999), na definição da amostragem da pesquisa social, o pesquisador pode se confrontar com dois grandes grupos, em que estão separados os tipos de amostragem: amostragem probabilística e não-probabilística. A amostragem probabilística é baseada em procedimentos estatísticos ou matemáticos. Já a os procedimentos do segundo grupo não se caracterizam como tendo fundamentação matemática ou estatística. Diante disso, o estudo caracteriza-se a partir de uma amostragem por tipicidade ou intencional (GIL, 1999). Este tipo de amostragem

também constitui um tipo de amostragem não probabilística e consiste em selecionar um subgrupo da população que, com base nas informações disponíveis, possa ser considerado representativo de toda a população. A principal vantagem da amostra por tipicidade está nos baixos custos de sua seleção. Entretanto, requer considerável conhecimento da população e do grupo selecionado. (GIL, 1999, p. 104).

E, para saber se os gestores percebem alguma contribuição do Programa Extensão Empresarial no processo de gestão e obtenção de vantagem competitiva das micro, pequenas e médias empresas, assistidas pelo referido programa, dividiu-se a pesquisa em duas etapas, constituindo o primeiro em entrevistas com quatro empresários, com o objetivo de fazer um levantamento preliminar das questões críticas do programa e a sua relação com o desempenho das empresas analisadas.

Devido às empresas atendidas pelo Programa Extensão Empresarial possuírem grande homogeneidade nesta primeira etapa, a amostra foi definida por acessibilidade, desde que atendidos os seguintes critérios:

a) possuir, no mínimo, 10 empregados;

b) estar localizada no Corede Noroeste Colonial;

c) ter participado do Programa Extensão Empresarial no período de 2004 a 2006; d) não possuir fins filantrópicos.

A segunda etapa da pesquisa empírica foi realizada como base em um questionário resultante da sistematização das questões fundamentais sobre o programa, levantadas pelos empresários na etapa de entrevistas. Esta etapa teve como objetivo aprofundar a consistência das questões levantadas em um contingente maior de empresas, de modo que permitiu uma análise estatística dessa consistência. Desta forma, as questões do questionário envolveram questões fechadas, exceto uma que foi descritiva.

Os critérios para a seleção das empresas que participaram desta etapa da pesquisa foram por acessibilidade, considerando:

a) possuir, no mínimo, um empregado;

b) estar localizada no Corede Noroeste Colonial;

c) ter participado do Programa Extensão Empresarial no período de 2004 a 2006; d) não possuir fins filantrópicos.

No que concerne ao tamanho da amostra, nesta segunda etapa foram enviados 100 instrumentos de pesquisa, os quais foram complementados até atingir a meta mínima de 42 retornos.

Considerando os objetivos desta pesquisa, realizou-se quatro entrevistas com empresários participantes do PEE do município de Ijuí, em função de maior facilidade de acesso, agenda, custos, o que convergiu na disponibilidade de tempo tanto do entrevistador quanto do entrevistado. Mesmo assim, para a realização destas entrevistas foram necessários aproximadamente 20 dias.

Após a realização das entrevistas passou-se à elaboração do instrumento de coleta de informações, questionário padrão, que contemplou avaliar cada uma das áreas da organização, quais sejam, Administração Organizacional, Gestão de Pessoas, Finanças e Custos, Vendas e Marketing, Processo de Comercialização, Produto e Manufatura, Desenvolvimento e Execução dos Serviços, contemplando, desta forma, a identificação dos avanços proporcionados pelo PEE nas empresas, assim como os setores onde os resultados não foram os esperados.

Para a aplicação do instrumento de pesquisa em número de 100, utilizou-se do correio eletrônico (e-mail) para distribuir a grande maioria dos questionários às empresas. Foram realizados contatos telefônicos, buscando sensibilizar os empresários da importância da participação na pesquisa, tanto para viabilizar a conclusão do estudo como para o

levantamento das suas percepções quanto ao resultado trazido pelo PEE à suas organizações. Importante destacar que os retornos obtidos foram voluntários e merece destaque especial o empenho dos empresários que sacrificaram parte do seu tempo para responder de forma graciosa o questionário formulado, bem como o interesse desses empreendedores em dar sua contribuição para a qualificação da metodologia e manutenção do programa, atualmente em desuso por fatores diversos.

Tendo em vista que a pesquisa foi realizada no território do Corede Noroeste Colonial do Rio Grande do Sul e pela necessidade de coletar informações junto a empresas que não dispõem de estrutura de informática, realizou-se visitas às empresas de vários municípios da região de abrangência da pesquisa, como Tenente Portela, São Martinho, Redentora, Catuípe, além de empresas de Ijuí, sendo que estas últimas permitiram baratear os custos com a pesquisa.

Em linhas gerais, a conclusão dessa fase da pesquisa levou aproximadamente cinco meses, quando se obteve o número esperado de retornos para o início da formatação, compilação e análise dos dados coletados. Do total de 100 questionários distribuídos obteve- se o retorno de 42, devidamente respondidos, sendo 26 de empresas comerciais, 4 de empresas industriais e 12 de empresas prestadoras de serviços.

Os dados coletados foram tabulados e analisados por meio da construção de gráficos. A análise das respostas das empresas foi feita de duas formas: primeiramente, foi feita a análise de uma maneira geral/global, com o objetivo de analisar tão somente se as empresas utilizam ou não determinada ferramenta, como por exemplo, o planejamento estratégico, sem levar em consideração o segmento das empresas; em um segundo momento as respostas foram analisadas e classificadas de acordo com o segmento: indústria – comércio – serviços. E num terceiro e último momento, as respostas expressas por meio dos gráficos foram submetidas à análise conclusiva e teórica, o que permite inferir sobre o conjunto de medidas a serem tomadas para a melhoria do desempenho das pequenas e micro empresas.

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