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Maria Nazarena de Magalhães Castrt com Pedro Carlos dc Andrade
Ruth Torres com
Joaquim Monteiro Corrêa
V — 1931 9 —
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Casino Phe*-nix - Pancing.
O director e
professor Al-berto Esearis
com suas auxi-liares no ensino das dansas
mo-dernas.
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Alguma
Km baixo:
nofOMIOI» Alcina Navarro de Andrade que real i/a hoje, no salão nobre do Instituto Nacional de Musica, um concerto com suas alumnas. O maestro Francisco Ilraga
rege-rá a orchestra.
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A felicidade!
Não creio nella. E tal-vez seja por isso que sinto uma raiva enorme de toda esta gente que se diz fe-liz! . . .
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Ser feliz e uma cousa t?o banal, que entre I felicida-de e a infelicidade eu os-colherei sempre a segunda.
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Que a minha enorme ale-gria seja toda pela minha
magnífica infelicidade.
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Tll és infeliz?
Não?! . . .
Si tu soubesses como é bom a gente ser infeliz!
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Ha momentos na vida da gente, em que a gente tem vontade de nunca ter sids gente!
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Eu não creio na felicida-de. Mas quando vejo uma mulher soffrer ainto tama-nha satisfação, que até pa-rece que eu sou feliz! . . .
ZOLACHIO DINIZ
PAPA TODOS...
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PARA TODOS..
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OIS você deixa transparecer que tejn vontade de voltar.
Fiquei, assim, um tanto embalada por doce esperança.
Venha. O outoimno ahi está. E a guarnecer os vestidos, tiras de fino
"astrakan",
e surgem, rentes ao pes-coco das mulheres, ou displicente-mente pelos hombros, os bellos "re-nards" louros e "argentés", azues e
côr de arminho. Os vestidos de verào, transparen tes, dit^.hanos, esvoaçantes, muito rejuvenescem.
Mas nos de inverno ha encanto novo. Porque ,modi-cam a gente, porque nos tornam differentes, porque...
são outros. E' o sabor da novidade, o prazer da troca.
De roupas, minha querida, de roupas. Porque, em casos outros ha quem assevere: quem está bem não muda. Dahi, do seu canto de capital de província cojn foros de alta civilisaçào, com pretensões t
co-nhecer do verdadeiro "chie", você não desdenhará das amigas, formou a sua epinião, e se deu .por satisfeita. Fez, novas do Rio, desta cidade que cada dia é mais boni- depois, o comentário que me enviou, e está a pensar noutra ta aos olt os de quem nella vive, aos olhos dos que por cousa. Certo. Pensou... e é de regra não pensar mais nisso,
ella acenas passam. Falemos
de modas. Você vae espantar-se iun tantito com
Já sabe pelos jornaes das festas principescas ao a extravagância, que, á primeira vista você observará nos mo-Príncipe de Galles. E até você jne contou que, ahi, delos de "tailleurs"
desta pagina, e escolhi e descrevo pensando ém elle esteve algumas horas, dansou, dansou muito, v.ocê. Será, apenas, primeira impressão. Ao contrario do pro-verbio: que são as que mais gravamos, você se acostumará á nova silhueta e achará sabor exótico nestes costumes de dois te-cidos em duas core_. O primeiro, come você vê é composto de vestido de "•crêpe"
da China vermelho escuro e casaco-collette de scotmay-ah também vermelho com lambiscos brancos e pretos. Os canhões das mangas, até os cotovellos, são de "crêpe"
preto, bem como a espécie de gravata ainda com incrustações de 'crêpe" branco.
Em seguida: saia de "crépalga"
preto, casaco de escossez bran-co e preto e golla de cambraia de linho branca; um casabran-co da
lavra de Lenief, de velludo vermelho "'geranium"
e grande golla de "renard"
preto; vestido de
"crêpe"
setim preto, saia em forma, muito ondulada embai-xo. E' uma creação para você.
Troque as tonalidades, aprovei-tando para este feitio o seu co te de "crêpe"
azul rey. Faça o casaco de velludo preto com
"renard"
preto, na golla, ou ainda o "astrakan"
preto.
Você, bonita e graciosa, gosta dos tecidos de e_-tamparia. Saiba, pois, que, em Pa-ris, na Primavera que por lá dis-tribue alegria com a volta dos dias de
^mAMAmmmm m1.
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*
as levou o par de bordo, uma graciosa filha de ter-ra platina. As suas conterrâneas não ficater-ram muito contentes — rematou você. Mas, minha filha, um príncipe é sempre uma cousa especial nestes tempos de prurido republicano. Um iprincipe vae-se tornan-do tão raro — principalmente um principe que está cegn a quasi certeza de que reinará — que basta sa-tisfazer a curiosidade de o vêr. Aposto que nem a isso você se abalançou. Você leu noticias, indagou
luz, as musselinas estampadas estáo no rigor da moda, á noite, e ainda de dia, para visitas. Os cos-tureiros parisienses, habilissynos, deram a um só vestido o fei-tio de visita, de
"soi-PARA TODOS...
rée", e ainda construíram o casaco a que chamare-mos - agasalho. Aqui vae o "ensemble"
de que
fa-lei, e que é de Gorin, denominado
"jour
et soir", por
ser de verdadeira utilidade em differentes occa-siões. Na primeira figura a túnica é bem franzida e
presa por laçada, r.um dos lados da cintura. Basta affrouxar o laço, e os franzidos se desfarão de gcito a que a saia venha até os pés. Na primeira figura, uma golla capa cobre as costas e forma manguinhas que se orendem por laçadas tambem Depois, a gol-la partida ao meio cahirá dos lados, como asas. e o decote necessário ao vestido de noite surgirá COtlM
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por encanto. Por fim: o pequeno casaco cuja golla agarrada ao pescoço indicará que elle serve de dia, ao passo que, aberta, ?cntas esvoaçantes, é o
"man-teau" de noite. Preste attenção aos vários moldes de mangas que aqui figuram tambem E diga se, mesmo a coisa mais simples não dá trabalho, e gran-de, para quem a cria. . . Mais de quatro vestidos «k baile: musselina de seda branca, cinto com fivela de
"strass"
e pequeno casaco
"pailleté" de vermelho e
mangas de babados de musselina de seda vermelha, vestido de "Georgette" turquesa; vestido de »tulV
prelo; crêpe Romano marfim S capinha de velludo preto.
Você me falou, embora veladamente, em vir.
Falou em casa nova, pittoresca, com vista para a Lagoa e-tambem, de outra banda, o verde negro das montanhas tão altas que quasi tocam o céo. Pois aprecie a penteadeira moderna e o canto de sala-escriptorio, propositadamente escolhido para attra-hir você.
Venha. Na Casa Allema ha novidades e teci-dos para forrar moveis e confeccionar cortinas
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