• Nenhum resultado encontrado

Capítulo I - MULHERES EM MOVIMENTO

FOTO 17 – Amuleto – Chamsa

Chamsa – Amuleto contra mau-olhado Fonte: Unterman124

“Além da coleção de “Chamsa” (figura de mão como símbolo contra o mau-olhado), ainda trouxemos o caderno de receitas de doces, que foi a base da minha chocolataria artesanal, da qual sobrevivo até hoje.”125

124 UNTERMAN, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições , p. 23

Conta uma das sefarditas entrevistadas, ou ainda, na declaração de uma de origem oriental:

“Tínhamos um plano arrojado que era baseado no interesse pelas pedras brasileiras, já que nossa família trabalhava com ourivesaria, há varias ‘gerações”126

Diante de tantas diferenças, quais seriam as semelhanças que agrupam e consolidam o grupo étnico estudado?

2.3 - Contornos de identidade

Neste caso, o grupo étnico estudado e sua longa história, em diversos espaços geográficos, caracteriza-se pelo efeito imantador da cultura judaica, qual seja: seus valores morais e éticos, costumes explícitos ou religião, identificados com a história de origem mítica de origem.

Partindo da definição dada por Weber e frisada por Poutignat e Streiff-Fenart sobre a pertinência ao grupo étnico, o conceito de autopercepção foi utilizado como parâmetro:

(....)crença subjetiva em uma comunidade de origem fundada nas semelhanças de aparência externa ou dos costumes, ou dos dois, ou nas lembranças da colonização ou da migração, de modo que esta crença torna-se importante para a propagação da comunalização, pouco importando se a comunidade de sangue exista ou não objetivamente.(WEBER,1971, p.33 -34)

O psicanalista Salvador Sandoval agrega outra condição, que é a própria perenidade potencial do grupo étnico, “a capacidade de se autoperpetuar biologicamente”127. As palavras que melhor parecem ilustrar a magia da identificação judaica pesquisada nos diversos trabalhos sociológicos e antropológicos da atualidade, que estudam as conotações, os sentidos e as definições sobre etnicidade, foram as seguintes: “(....) a

125 Relato de Claudete a MFW em SP, 2000.

126 Relato de Margareth a MFW em SP, 2000.

127 CARIGNATO,Taeco T; ROSA, Miriam D.; PACHECO Fº,Raul A.(Org.) Psicanálise, Cultura e Migração, p.18

reação de um certo tipo de leitor – um leitor judeu lendo textos judaicos e explicando suas estruturas e temas.”128

Essas histórias confirmam as realizações de mulheres oriundas de diferentes países, de regiões estranhas entre si que imigraram no período entre 1945 e 1956. Arrancadas de seus locais de origem por questões ligadas a perseguições, emigraram, lutando pela sobrevivência, buscando soluções econômicas num contexto em que encontrassem novamente segurança física,

(....)pela sua condição biológica de ser judeu transforma sua imigração numa emigração vital, na maioria das vezes em ações clandestinas, heroísmos individuais e até apoios de entidades internacionais, todos unidos pela condição de serem judeus, perseguidos por serem judeus.129

Os grupos de imigrantes, perseguidos por sua identidade judaica, configuram o grupo étnico de diversidade cultural. De diversos locais de origem, seja do velho continente ou de impérios desaparecidos, onde viviam e conviviam com a comunidade local, participaram do processo de crescimento das cidades de origem. Sendo sujeitos, também, provocaram mudanças na cidade de São Paulo, tanto interétnicas como intra-étnicas, concluindo, após algumas décadas, tornaram-se brasileiro-judeus ou judeu–brasileiros.

Ao imigrarem para o Brasil, em muitos casos, a única alternativa na premência do momento. São Paulo tinha um apelo econômico favorável panfletado pela mídia internacional e foi considerada desde o final da década de 1930, uma “globalcity’, conforme Otávio Ianni, ”... enclave de penetração do capitalismo, mesmo que de um país semi-periférico” e foi neste cenário aberto à “alteração dos padrões de estrutura urbana e hierarquia social’130, que chegaram os imigrantes.

→ Como entender o substantivo imigrante?

No sentido jurídico e social, a definição dada à palavra imigrante e a seu oposto, o emigrante pode criar a correspondência no sentido da presença e ausência, forçando à

128 SHAKED, Gershon. Sombras de Identidade, p. 8

129 NAZZARI, Luiz. Estranhos Destinos: Uma pesquisa sobre a Errância dos Judeus Alemães.

130 CARIGNATO,Taeco T; ROSA, Miriam D.;PACHECO Fº,Raul A. (Org.) Psicanálise, Cultura e Migração, p. 81.

reflexão sobre ligação. Para Hannah Arendt, o cidadão é aquele que tem sua pertinência nacional, portanto, o imigrante ao não ser “nacional”, é excluído, é o “fora da ordem” e “há uma dupla exclusão”. Dessa maneira, a presença do imigrante altera a ordem nacional e o emigrante deixa de mudá-la pela falta. Assim, o refugiado, o sobrevivente do pós-guerra, o expulso, caracteriza-se pela falta dupla de cidadania: “(....) recusa ou negação ao direito a vida, na medida que a identidade do indivíduo está contida em sua identidade cívica”131.

Na Alemanha da década de 30 do século XX, o movimento nazista alinhavou a morte física ou biológica: “morte cívica” dos judeus, entre outros, perseguidos. A perda dos direitos jurídicos na sociedade alemã do começo do século, o isolamento em guetos situando-os como cidadãos de segunda classe, até culminar com as práticas nos campos de extermínio, completamos o panorama (....) daquele que não tem direito, muito diferente de ser fora da lei. 132

Numa correlação com outro grupo diferenciado, que ajudou a construir a história brasileira, os negros também sofreram o trauma psicológico da não pertinência e por terem sido escravos, não possuíam identidade, agravado ao fato da sujeição corporal. Assim, a falta de laços identifica o escravo com o imigrante, ambos em relação à nação vivenciam a exclusão, a diferença. A própria palavra: estrangeiro, em substituição a imigrante cria a distância social, ele não é desta sociedade. Entretanto, o imigrante de sua parte, mantém a separação ao usar outro idioma, um estrangeiro. Para o judeu, esta característica veio associada ao trauma persecutório, evitando a criação de laços, diante da potencial partida.

Dentro da história brasileira e, especificamente, da paulistana, os conflitos de classe sobrepujaram-se às eventuais divergências de inserção dos diferentes; e São Paulo foi escrita, de acordo com o padrão social, status econômico e grupo étnico. Para Lesser (2000, p.294) “entre 1850 a 1950 as ideologias e as políticas transformaram-se sistematicamente assim como a composição demográfica.”

Os imigrantes europeus fazendo parte dos planos político-econômicos do período foram amalgamados à sociedade que conciliava o direito de igualdade entre o nacional e o estrangeiro133. Mas nem sempre a legislação brasileira sobre a imigração, especificamente a judaica, foi aberta e receptiva, sobretudo, considerando as mudanças ocorridas no século XX. Houve diferentes critérios de seleção das levas imigratórias, construindo-se certa ambigüidade com relação ao estrangeiro.

131 SAYAD,Abdelmalek. A Imigração ou os Paradoxos da Alteridade, pp. 269-270 132 Ibidem

133 MIZRAHI,Rachel. Imigrantes Judeus do Oriente Médio: São Paulo e Rio de Janeiro, p.55.

No caso do imigrante judeu, somava-se o adjetivo “inassimilável” que vinha imbuído da desconfiança em portar a nacionalidade brasileira. No começo do século, as levas imigratórias de mão-de-obra rural de alemães e japoneses para o sul do Brasil apresentam características semelhantes ao se diferenciarem pela religião e traços físicos.134 Estes grupos ajudaram a ampliar o conceito para estrangeiro e diferente, ao envolverem rapidamente os imigrantes judeus.

No período estudado, o governo de Getúlio Vargas, objetivava “(....) retornar a uma sociedade católica mais tradicional”135, restringindo136 as possibilidades de entrada dos diferentes. No entanto, a elite intelectual e, sobretudo a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo já cumpriam seu papel ao abrigar diferentes vozes para reflexão e construir um olhar paulistano-urbano que reconhecia como favorável essa pluralidade:

Em outros termos, no âmbito de uma cidade que assumia o perfil de metrópole que, no ângulo cultural, significa intensificar o processo de assimilação das correntes mundiais, ao mesmo tempo em que as absorve segundo termos próprios.137

Assim, o fim do Estado Novo foi marcado pela institucionalização da Carta de 1946 e um “relaxamento político”. A nova situação democrática abriu espaço para um distinto comportamento da comunidade judaica, implantando instituições e representações judaicas no cenário público. Ao invés de “guetização” 138, um exercício de cidadania era permitido, ao qual não estavam acostumados.

Por isso, a participação política dos judeus no mundo laico, de modo geral, foi de cunho universalista e acabou por significar para a maioria o enfraquecimento da identidade étnica. A assimilação foi bastante associada ao favorecimento do êxito do nazismo, desdobrando-se num recrudescimento das fronteiras sociais. Seguindo o pensamento de Grin, que explica a preservação do grupo pela da convivência estabelecida “pela diferença

134 CARIGNATO,Taeco T; ROSA, Miriam D.;PACHECO Fº,Raul A. (Org.) .Psicanálise, Cultura e Migração, p. 9 135 LESSER, Jeffrey. A negociação da identidade nacional: Imigrantes,minorias e a luta pela etnicidade no Brasil, p.118

136 CARNEIRO,Mª Luiza Tucci. O Anti-semitismo na Era-Vargas Fantasmas de uma Geração(1930-1945).

137 ARRUDA, Mª Arminda N.Metrópole e Cultura: São Paulo no meio século XX, p. 211

138 GRIN,Mônica. Etnicidade e Cultura Política no Brasil – O caso dos imigrantes judeus do Leste - Europeu, p.151

com o outro, pelo não pertencer ao outro grupo” ou o contrário “...individuação de seus membros significa a despolitização do grupo.”139

Houve a necessidade de preservação da ajuda para consolidar a densificação em bairros específicos, configurando-se um mapa paulistano recheado de “bairros étnicos, e ambientes eram favoráveis à regulamentação da comunidade e da qual a “interação passa a caracterizar a etnicidade”140.

Conforme Rattner (1977, p. 16), “quanto mais aberta e envolvente a sociedade adotiva, mais rápida são as mudanças culturais”. Assim, na sociedade paulistana desse período, os diversos e modernos setores da economia ofertaram oportunidades de negócios e empregos, sob a alegação de uma qualificada experiência profissional pregressa141, contribuindo para a absorção e integração aos imigrantes.

Esse ponto chama a atenção, pois diferente dos estudos localizados em vasto material bibliográfico encontrado, as imigrantes entrevistadas declararam favorecidas, em especial, pelos conterrâneos, justificando com a facilidade de comunicação. Desse modo, os poloneses com poloneses, os russos com russos, italianos com italianos foram por eles ajudados no processo de reorganização familiar.

Estas mulheres surpreendendo-se com as diferenças, em São Paulo, depararam-se com os diferentes grupos culturais e foram avizinhando-se entre seus iguais, tecendo redes de relacionamento e construindo novas famílias.

A Tabela, a seguir mostra a distribuição das mulheres entrevistadas por bairros na imigração a São Paulo.

TABELA 06 – Bairro de Instalação à chegada das entrevistadas Bairro de instalação Número de Entrevistadas

Bom Retiro 07

Higienópolis 04 Jardins 03 Outros 08 Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

139 Ibidem, p.152

140 CARIGNATO,Taeco T; ROSA, Miriam D.;PACHECO Fº,Raul A. (Org.) Psicanálise, Cultura e Migração, p. 19 141 PEREIRA, l.C. Bresser. Desenvolvimento e Crise no Brasil, p. 53

GRÁFICO 02 – Distribuição por porcentagem dos bairros de instalação na chegada das entrevistadas

Higienópolis Jardins 18%

14%

Outros

36% Bom Retiro

32%

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

Segundo Mizrahi (2003), as diferenças idiomáticas, de costumes e visões de mundo restringiram a auto-identificação entre os grupos culturais judaicos (ashkenazitas, sefarditas e orientais), causando certa indisposição inicial na articulação de uma comunidade única.

Diante dessa percepção, a constituição da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) veio a satisfazer as expectativas e necessidades, de integração do grupo assumindo um posicionamento dos judeu-brasileiros por meio de uma entidade democrática.

Nos discursos das entrevistadas, a percepção sobre a organização do cotidiano no período da imigração e os ajustes à rede de relacionamentos reiteravam o reconhecimento da força de atração e coesão do grupo étnico, assim como a percepção sobre os distintos processos identificatórios, conforme detalhado anteriormente: a religião, a tradição, a filosofia ético-moral, a matrilinearidade e a identificação ideológica e política com Israel.

No entanto, percebemos dois fatores que, além de estarem interligados, se influenciam. O primeiro é a atuação da família na formação da identidade do indivíduo e o outro é a comunidade com suas características comuns, histórias, interesses, etc., com os quais cada indivíduo se relaciona, identificando-se com esses valores. Refletindo esse apego está a valorização nos casamentos intra-étnicos que podem ser constatados também nesta pesquisa.

A tabela a seguir mostra o número de entrevistadas casadas com judeu ou não.

TABELA 07 – Matrimônio Endogâmico

Marido Judeu Número de Entrevistadas

Não 03 Sim 19 Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

No universo pesquisado, 19 mulheres entrevistadas casaram-se com judeu, porém, no período inicial da pesquisa, ao chegarem a São Paulo nem todas se identificaram como judias, resguardando-se das restrições impostas pelas leis de imigração, ainda adversas aos judeus,. Dentre estas, duas vieram como católica e uma como protestante.

Dália, a entrevistada educada como protestante, descobriu sua ascendência judaica depois de casada, quando sua mãe não agüentou ver o genro incorporar-se ao exército nazista alemão e segredou a pertinência da família ao grupo étnico-judaico. Durante alguns anos, ela tentou seguir alguns rituais judaicos sob o manto personalista, conforme este relato confirma:

“Eu aprendi com a minha mãe a fazer jejum de um dia inteiro, na época, para mim pouco se diferenciava das outras pessoas. Era talvez a Sexta-Feira Santa!!!!

Hoje sei que é o Yom Kipur (Dia do Perdão)”.142

Outro caso pesquisado fez a conversão ao catolicismo, refletindo uma medida de proteção para a família, ainda na Alemanha, numa época em que o anti-semitismo tornara-se evidente, também, transferiram os filhos para escola católica. Alguns resquícios da origem judaica, no entanto, acompanharam esta família: um deles era o uso da “mezuzá143 embutida no batente da porta, na dobradiça”. Após a imigração, a nova escola escolhida para a filha contou com a inclusão da educação religiosa. Para que esta fosse mais facilmente aceita e reconhecida como judia, Dália fez a reconversão ao judaísmo, embora a

142 Relato de Dalia a MFW em SP, 2000.

143 Mezuzá: um rolo de pergaminho contendo uma parte de uma reza e fica afixada no batente direito da porta e para enfatizar no homem a consciência de Deus. UNTERMAN, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições , p.174

mezuzá continue sendo colocada, até hoje, pelo lado de dentro da casa. O desdobramento da convivência com a comunidade propiciou o casamento da filha com um judeu.

Já Suzana convertida ao catolicismo, e casada com cristão reacendeu seu vínculo com o judaísmo após a morte do marido. Vive, atualmente, no “Lar Golda Meier” “...me identifiquei, não sei explicar”144 Num tom de voz baixo e arrependido, declara que educou os filhos em colégio laico, sem nenhuma referência judaica e, seu filho, hoje casado com uma japonesa vem ao “Lar” visitá-la e ao assistir as palestras ou participar de eventos religiosos tem apenas um olhar de curiosidade.

Uma imigrante que forjou os documentos como católica, declarou estar vinculada ao judaísmo somente sob o ponto de vista filosófico e cultural, porém, sua filha, decoradora e professora da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) é praticante da religião judaica.

De modo geral, independente da relação com a religião na época da chegada e, ao longo da vida, todas entrevistadas identificam-se como judias e participam das distintas formas de atividades da comunidade, sejam como contribuintes de entidades judaicas, (82,0% dos casos estudados), sejam em clubes socioesportivos (72,0% participam das atividades dos clubes judaicos).

GRÁFICO 03 - Distribuição em Porcentagem por tipo de contribuição a entidades entre as entrevistadas

Entidade local

32%

Ambas 36%

Não 18%

Entidades de Israel

14%

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

A tabela a seguir mostra as diversas formas de contribuição social entre as entrevistadas.

TABELA 08 - Contribuições Sociais

Contribuições Sociais Número de Entrevistadas Entidade Israelense 03

Entidade local judaica 07

Ambas 07

Não contribui 05

Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

Apesar das diferenças culturais, a construção social foi edificada nos clubes sociorrecreativos para 16 mulheres entrevistadas.

A tabela abaixo mostra a distribuição das entrevistadas em relação aos clubes a que se filiaram.

TABELA 09 – Participação em clubes sociorrecreativos

Clube Número de Entrevistadas

Macabi 05

A Hebraica 11

Outros 01 Não 05 Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

GRÁFICO 04 – Distribuição em porcentagem da participação em clubes entre as entrevistadas

Macabi 23%

Hebraica 49%

Outros 5%

Não 23%

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

144 Relato de Suzana a MFW em SP, 2000.

A maneira mais imediata de identificação judaica é a religião e o ponto de inflexão que merece atenção, refere-se ao ritual da morte, já que 100,0% do universo pesquisado seguem os preceitos religiosos nos funerais. Esta percepção é reforçada pela resposta afirmativa de 11 entrevistadas sobre suas filhas terem realizado casamentos endogâmicos.

Ainda que 14,0% das filhas tenham abandonado a religião ou outra forma explícita de identificação étnica, reiteram a força de imantação com o grupo judaico, pois assim se auto-identificam.

As tabelas abaixo mostram as distribuições entre as entrevistadas de casamentos religiosos na comunidade e a manutenção da religião herdada na geração seguinte.

TABELA 10 - Tipos de casamento entre os filhos

Casamento dos filhos Número de Entrevistadas

Misto 06 Endogâmico 11

Civil 03

Sem filhos 02

Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

TABELA 11 - Religião que a filha mantém em casa

Religião que a filha mantém em casa Nº de Entrevistadas Mais religiosa 05

Igual a mãe 02

Menos religiosa 07 Abandonou a religião 03

Sem filhas 05

Total 22

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.

GRÁFICO 05 – Distribuição em porcentagem da religião que as filhas das entrevistadas mantêm em casa

Sem filhas 23%

Abandonou a religião

14%

Igual a mãe 9%

Menos religiosa

31%

Mais religiosa

23%

Fonte: Entrevistas orais com imigrantes judias em São Paulo, 2000.