4. RESULTADOS
4.2. Análises de fator de impacto na externo Web
4.3.2. Análise de agrupamento de sítios da European Network of Science Centres and
Na Tabela 11 é apresentada a matriz de co-link obtida para os 46 sítios da European
Network of Science Centres and Museums – ECSITE – selecionados para o estudo53. Os valores na diagonal são o resultado da soma de cada coluna e representam o somatório dos
links compartilhados entre o sítio da instituição com cada um dos outros 45 sítios.
Os cinco sítios com maior somatório foram, em ordem decrescente, o Exploratorium
(EXPL-US) com 10.074, Science Museum (SCIM-UK) com 9.730, Boston Museum of
Science (BMSC-US) com 7.890, o Experimentarium (EXPM-DK) com 4.530 e o Ontario
Science Centre (OTSC-CA) com 4.422. Os cinco sítios com menor somatório foram, em
ordem crescente, o Centre des Sciences de Montreal (CMST-CA) com 25, o Pavilhão do
Conhecimento – Ciência Viva (PAVC-PT) com 26, o Teaduskeskus AHHAA (SCAH-EE)
com 57, o Maritien Museum Rotterdam (MMRT-NL) com 150 e o W5 Online (W5OL-UK)
com 234. Comparando estes valores com os obtidos para a associação anterior analisada
(ASTC) podemos perceber que o OSTC-CA apresentou maior relação com os museus da
ECSITE, enquanto o EXPL-US manteve sua posição de sítio com um somatório elevado de
links compartilhados.
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Na Figura 15 é apresentado o resultado da análise de agrupamento para os 46 sítios da
ECSITE. A divisão foi efetuada à distância de 1,2, formando 13 agrupamentos distintos. O
agrupamento A é composto pelos museus alemães Deutsches Hygiene-Museum (DHMD-
DE), Heinz Nixdorf MuseumsForum (HNMU-DE), Deutsches Museum (DMUS-DE) e
Phänomenta (PNMT-DE), e pelos centros de ciência suíço – Technorama Swiss Science
Center (TSSC-CH) – e austríaco – Ars Electronica Center (AREC-AT). Formado por
instituições da Bélgica e Holanda, o agrupamento B inclui o Technopolis (TKNP-BE), o
Science Center NEMO (SCNM-NL), o Maritime Museum Rotterdam (MMRT-NL) e o
Museon (MSON-NL). Já no agrupamento C, o australiano Questacon (QTCN-AU) junta-se
aos americanos Boston Museum of Science (BMSC-US), Exporatorium (EXPL-US) e
Science Museum of Virginia (SMVG-US). Os canadenses Centre des Sciences de Montréal
(CSMT-CA) e Ontario Science Centre (OTSC-CA) formam o agrupamento D. Membros de
diversos países formam o agrupamento E, composto pelo dinamarquês Experimentarium
(EXPM-DK), pelo inglês National Space Centre (NSPC-UK), pelo japonês National Museum
of Emerging Science and Innovation (NMES-JP), pelo sueco Tekniska Museet (NMST-SE) e
pelo norte-americano New York Hall of Science (NYHS-US). O agrupamento F é composto
por três instituições espanholas – Casa de las Ciencias (CCLC-ES), Ciudad de las Artes y las
Ciencias de Valencia (CACV-ES) e Parque de las Ciencias (PQCI-ES). Já no agrupamento G,
temos um centro de ciência estoniano – Tiaduskeskus AHHAA (SCAH-EE) –, um finlandês –
Heureka - Suomalainen Tiedekeskus (HFSC-FI) – e um português – Pavilhão do
Conhecimento - Ciência Viva (PAVC-PT). O par de instituições suecas – Tom Tits
Experiment (TTEX-SE) e Universeum (UNIV-SE) – formam o agrupamento H. No
agrupamento I, três membros franceses se juntam: Cité des Sciences et de l'Industrie (CSID-
Szienza (CSCI-IT) e Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci
(MNST-IT) formam o agrupamento J, enquanto os israelenses Bloomfield Science Museum
Jerusalem (BSMU-IL) e Israel National Museum of Science (INMS-IL) formam o
agrupamento K. No agrupamento L, temos os ingleses Bletchleypark National Codes Centre
(BPRK-UK), Horniman Museum (HOMM-UK), National Maritime Museum (NTMM-UK),
Jodrell Bank Observatory (JBOB-UK), Museum of Science and Industry in Manchester
(MSIM-UK) e Science Museum (SCIM-UK). E, por último, temos o agrupamento M,
formado pelo Eden Project (EPRJ-UK), o Our Dynamic Earth (DYNE-UK), o Explore-At-
Bristol (ATBR-UK) e o W5 Online (W5OL-UK).
Os agrupamentos em grande parte seguiram um padrão lingüístico ou geográfico na
sua formação. O agrupamento A foi composto por quatro museus alemães, um suíço e um
austríaco, sendo que todos tinham em seus sítios o alemão como idioma principal. No
agrupamento B foram reunidos todos os museus que tinham o holandês como idioma
principal, sendo um belga e três holandeses. Outro aspecto interessante é que estes dois
agrupamentos formam um agrupamento em conjunto próximo da distâcia 2,0.
Além desses casos, em que claramente pode-se pensar em uma influência lingüística,
temos mais seis grupos, cuja formação está associada a uma influência ao menos geográfica:
F, formado por três instituições espanholas; I, composto por três sítios franceses; J, que abriga
duas instituições italianas; D, que abrange duas canadenses; K, formado por duas israelenses;
e H, com dois sítios suecos.
Apesar de separados em dois agrupamentos (L e M), os sítios ingleses se encontram
conjuntamente isolados, à exceção do National Space Centre54 (NSPC-UK), que faz parte do
agrupamento E, o mais diverso em composição de países, com instituições da Dinamarca,
Suécia, Japão, EUA e Reino Unido.
O agrupamento C congrega museus e centros de ciência muito atuantes e reconhecidos
mundialmente, como o australiano Questacon (QTCN-AU) e os americanos Boston Museum
of Science55 (BMSC-US), Exporatorium (EXPL-US) e Science Museum of Virginia56
(SMVG-US). Três fatores poderiam explicar a junção do Questacon a este grupo: o fato de ser
a única instituição australiana na lista dos sítios selecionados na ECSITE, o que não permitiria
que se formasse um grupo regional específico; ter como idioma principal o inglês; e atuar em
âmbito internacional.
Por último, podemos observar o agrupamento G, provavelmente resultado da fusão de
sítios que têm menos vínculo geral com o grupo estudado, sendo um centro de ciência
estoniano, um finlandês e um português.
55 Museu de Ciência de Boston - EUA 56 Museu de Ciência da Virginia - EUA
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A Tabela 12 apresenta os idiomas existentes em cada um dos sítios segundo a norma
ISO 639-2. Foram encontrados 22 idiomas diferentes e uma língua de sinais (LSF –
Linguagem de Sinais Francesa). Versões em inglês foram encontradas em 43 sítios. O francês
foi a segunda lingua mais freqüênte com 13 sítios, seguido pelo alemão com nove. Dos 46, 18
sítios apresentavam versões em apenas um idioma. A média por sítio foi de 2,37 idiomas.
Diferentemente da amostra da ASTC, para a ECSITE a amostra foi de conjunto bastante
diverso de instituições de diferentes países.
Os sítios com maior variedade de idiomas foram o National Maritime Museum
(NTMM-UK) com 11, o Vulcania (VULC-FR) com seis e o Casa de las Ciencias (CCLC-ES)
e o Deutsches Hygiene Museum (DHMD-DE) com cinco. Todos os outros sítios tinham no
máximo quatro idiomas disponíveis. A disponibilização de mais idiomas em versões
alternativas para os sítios aparentemente não causou influência na formação dos
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Códigos de Idiomas segundo norma ISO 639-2: (EN) Inglês, (DE) Alemão, (FR) Francês, (IT) Italiano, (ES) Espanhol, (HL) Holandês, (SV) Sueco, (DA) Dinamarquês, (FI) Finlandês, (RU) Russo, (ET) Estoniano, (JA) Japonês, (HI) Hindi, (PA) Punjabi, (GU) Guajarati, (CY) Welsh, (HE) Hebraico, (PL) Polonês, (CS) Tcheco, (GL) Galego, (CA), Catalão ou Valenciano e (PT) Português. . Exceto (LSF) = Linguagem de Sinais Francesa. Em destaque, o idioma inicial oferecido pelo