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ESTUDOS WEBOMÉTRICOS DE ASSOCIAÇÕES DE MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIA.

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(1)

ESTUDOS WEBOMÉTRICOS DE ASSOCIAÇÕES DE

MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIA.

FÁBIO CASTRO GOUVEIA

Rio de Janeiro

Agosto de 2007

(2)

Livros Grátis

http://www.livrosgratis.com.br

(3)

Estudos Webométricos de Associações de

Museus e Centros de Ciência.

Tese de doutorado apresentada ao

programa de pós-graduação em Química

Biológica, do Instituto de Bioquímica

Médica, Universidade Federal do Rio de

Janeiro, como parte dos requisitos

necessários para a obtenção do grau de

Doutor em Ciências.

Orientadora: Eleonora Kurtenbach

Rio de Janeiro

(4)

ciência / Fabio Castro Gouveia. -- Rio de Janeiro: UFRJ / Instituto de Bioquímica Médica, 2007.

xiii, 210 f. : il. ; 30 cm.

Orientadora: Eleonora Kurtenbach

Tese (doutorado) – UFRJ / Instituto de Bioquímica Médica / PGED, 2007.

Referências bibliográficas: f. 180-185

1. Webometria. 2. Museus e Centros de Ciência. 3. Análise de Co-Link. 4. Internet. 5. Educação, Gestão e Difusão em Biociências - Tese. I. Kurtenbach, Eleonora. II.Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Bioquímica Médica, PGED. III. Título.

(5)

Fábio Castro Gouveia

Estudos Webométricos de Associações de Museus e Centros de Ciência

Tese submetida ao Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Doutor em Química Biológica.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 2007.

____________________________________ Dra. Eleonora Kurtenbach (orientadora) Professora Associada

Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ.

____________________________________ Dr. Antônio Carlos Pavão

Professor Adjunto

Instituto de Química, UFPE, Recife, Pernambuco. Diretor do Espaço Ciência de Pernambuco.

Diretor da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC.

____________________________________ Dra. Claudia Jurberg

Tecnologista em Saúde Pública

Instituto Oswaldo Cruz – Fundação Oswaldo Cruz.

____________________________________ Dra. Maria Lucia Bianconi

Professora Adjunta

Instituto de Bioquímica Médica, UFRJ.

____________________________________ Dra. Jaqueline Leta (revisora)

Professora Adjunta

Instituto de Bioquímica Médica, UFRJ.

____________________________________ Dra. Denise Coelho Studart (suplente) Tecnologista em Saúde Pública

Coordenadora do Núcleo de Avaliação e Estudos de Público

(6)

Para Pamela, meu amor, minha companheira, pela doce aventura que é contigo viver

(7)

AGRADECIMENTOS

À minha orientadora, Dra. Eleonora Kurtenbach, pela oportunidade de ter aprendido com toda a sua bagagem acadêmica e por ter sabido usar minha face de biólogo molecular para me orientar, vendo camundongos em páginas da Internet e expressões gênicas em matrizes de co-links.

À minha querida companheira Pamela, por tudo e por muito mais do que isto, pois não chegaria onde cheguei sem você.

Ao meu filho, por ter acompanhado sempre contente, mesmo os fins de semana tumultuados deste pai gestando uma tese.

Aos meus pais, Goya e Ana, por terem me formado e investido em mim desde a infância sempre com toda confiança.

À minha nova família, cada dia mais querida, Marcos e Márcia, por todo carinho, apoio e torcida.

À minha revisora, Jacqueline Leta, por todas as sugestões e análises feitas ao longo deste trabalho.

À minha colega Sonia Mano, por todo companheirismo e parceria a cada dia de trabalho, que permitiram que eu tivesse condições de enfrentar este desafio.

À minha colega Luisa Massarani, pela parceria constante e por ter me levado a entender cada vez mais o que é Divulgação Científica.

À minha colega Ana Palma, pelos constantes e sinceros desejos de sucesso na minha carreira.

Aos meus colegas do Museu da Vida, em especial aos da Coordenação de Divulgação e Novas Tecnologias e do Centro de Estudos, por todo o apoio e principalmente pela compreensão nos dias mais estressantes.

Aos meus colegas de Laboratório de Biologia Molecular e Bioquímica de Proteínas, que sempre estiveram prontos a me ajudar nos momentos críticos.

A todos os funcionários do Programa de Pós-Graduação em Química Biológica, às agências de fomento, e ao Museu da Vida, por terem tornado esta pesquisa possível.

E, por fim, a todos que de alguma forma contribuíram para que este momento finalmente chegasse.

(8)

"Para saber que nós sabemos o

que nós sabemos, e para saber

que nós não sabemos o que nós

não sabemos, isso é o

conhecimento verdadeiro."

Nicolau Copérnico

(9)

RESUMO

O presente trabalho realiza estudos webométricos em museus e centros de ciência membros de seis associações: Association of Science and Technology Centers – ASTC; European

Network of Science Centres and Museums – ECSITE; Nordiska Science Center Förbundet –

NSCF; Asia Pacific Network of Science & Technology Centres – ASPAC; Red de

Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe – RedPOP; e

Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC. A metodologia inclui o levantamento dos fatores de impacto na Web e análises de agrupamento, com base na construção de matrizes de co-links, para todas as associações estudadas. No entanto, por serem consideradas instituições-chave para popularização da ciência na região, o trabalho aborda de maneira mais aprofundada as relações entre os museus e centros de ciência do Brasil (ABCMC) e da América Latina (RedPOP), com análises de escalonamento multidimensional, análises adicionais de co-link, levantamento de idiomas e classificação das páginas com links para os seus sítios. Sendo a webometria um campo de estudo recente, o trabalho investiga ainda questões relativas à padronização das técnicas escolhidas. Os dados analisados revelam que os valores médios de fatores de impacto na Web dos sítios das associações latino-americana e brasileira foram significativamente baixos em relação a outras associações regionais (NSCF e ASPAC) e mundiais (ASTC e ECSITE); há influências geográficas e linguísticas para a formação dos agrupamentos nas seis associações estudadas, destacando-se na RedPOP um claro isolamento das instituições brasileiras em função da diferença de idioma; os sítios de museus e centros de ciência da rede latino-americana cujo idioma principal é o espanhol se agrupam de acordo com a área de atuação ou público-alvo, proximidade geográfica ou tipo de instituição, fatores de influência que também são percebidos com relação às instituições brasileiras estudadas da ABCMC. Para o caso das associações brasileira e latino-americana, o trabalho sugere ações pontuais com vistas a uma mudança no atual panorama de visibilidade – considerado inferior ao observado em museus e centros de ciência de outros países e regiões geopolíticas –, como a disponibilização de listas de links de membros em cada um dos sítios dos associados da ABCMC e o incentivo à criação de versões em espanhol, para maior integração com a América Latina, e em inglês, com o objetivo de ampliar a sua visibilidade mundial.

(10)

ABSTRACT

The present study carries out webometric analysis of science centres and museums affiliated to six associations: Association of Science and Technology Centers – ASTC; European Network of Science Centres and Museums – ECSITE; Nordiska Science Center Förbundet – NSCF; Asia Pacific Network of Science & Technology Centres – ASPAC; Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe – RedPOP; and Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC. The methodology includes the use of web impact factors and clustering analysis, which was based on the matrix constructed with the number of co-links found among each pair of websites, for all the associations above. However, for being considered key institutions for science popularization in the region, this study explores more deeply the relations of Brazilian (ABCMC) and Latin American (RedPOP) science centres and museums, by using multidimensional scaling, additional co-link analysis, language verification, as well as by performing an analysis of all the pages with links to its websites. Due to the fact that webometrics is a very recent field of study, issues regarding the padronization of the chosen techniques were also investigated. The data analysis reveals that the medium values for web impact factors of science centres and museums websites for the Latin American and Brazilian associations were significantly lower than the ones observed in other regional (NSCF and ASPAC) and worldwide (ASTC and ECSITE) associations; there are geographical and linguistics influences on clustering in all associations studied, with RedPOP showing a clear isolation of Brazilian institutions due to language difference; websites of science centres and museums from the Latin American association (RedPOP) whose main language is Spanish are clustered together in terms of their area of activity, target public, geographic proximity or type of institution, factors which also seem to influence Brazilian institutions affiliated to ABCMC. For RedPOP and ABCMC, this study specifically suggests some actions to change their actual panorama viewing – considered inferior to what has been observed in science centres and museums from other countries or geopolitics regions –, such as making a list available in each website of the institutions affiliated to ABCMC, with links of its members, and to invest in translation of contents to Spanish, to better integrate them with Latin America, and to English, in order to enhance international visibility.

(11)

SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS ... V RESUMO ... VII ABSTRACT ... VIII SUMÁRIO...IX LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ...XI LISTA DE FIGURAS ... XII LISTA DE TABELAS ... XIII

1. INTRODUÇÃO... 14

1.1. O contexto sul americano e brasileiro ... 28

1.2. Associações de museus e centros de ciência ... 34

1.2.1. Association of Science and Technology Centers (ASTC) ... 36

1.2.2. European Network of Science Centres and Museums (ECSITE)... 39

1.2.3. Nordiska Science Center Förbundet (NSCF)... 41

1.2.4. Asian Pacific Network of Science and Technology Centres (ASPAC) ... 42

1.2.5. Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe (RedPOP)... 43

1.2.6. Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC)... 45

1.3. A Internet e os estudos webométricos ... 46

2. OBJETIVOS... 59

3. METODOLOGIA... 60

3.1. Análise de variação dos dados webométricos ... 61

3.2. Coleta de dados webométricos ... 63

3.3. Análise de fator de impacto na Web externo (xWIF) para associações de museus e centros de ciência... 64

3.4. Seleção de museus e centros de ciência... 66

3.4.1. Sítios da Association of Science and Technology Centers estudados ... 68

3.4.2. Sítios da European Network of Science Centres and Museums estudados ... 72

3.4.3. Sítios da Nordiska Science Center Förbundet estudados... 76

3.4.4. Sítios da Asian Pacific Network of Science and Technology Centres estudados 80 3.4.5. Sítios da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe estudados ... 83

3.4.6. Sítios da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências estudados.. 86

3.5. Análise de agrupamento ... 89

3.5.1. Matrizes de co-link de sítios das seis associações estudadas... 90

3.5.2. Matrizes de páginas com links para dois ou mais sítios estudados da RedPOP e ABCMC 91 3.6. Levantamento de idiomas disponíveis nos sítios estudados... 92

3.7. Escalonamento multidimensional... 93

3.8. Categorização das páginas com links para dois ou mais sítios estudados ... 94

4. RESULTADOS ... 96

4.1. Análise de variação de resultados totais de busca ... 97

4.2. Análises de fator de impacto na externo Web... 99

4.2.1. xWIF para sítios das associações internacionais ASTC e ECSITE... 100

4.2.2. xWIF para sítios das associações regionais NSCF e ASPAC ... 103

4.2.3. xWIF para sítios da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe – RedPOP... 105

(12)

4.2.4. xWIF para sítios da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC 106

4.3. Análise de agrupamento ... 108

4.3.1. Análise de agrupamento de sítios da Association of Science and Technology Centers - ASTC ... 109

4.3.2. Análise de agrupamento de sítios da European Network of Science Centres and Museums – ECSITE ... 116

4.3.3. Análise de agrupamento de sítios da Nordiska Science Center Förbundet – NSCF 124 4.3.4. Análise de agrupamento de sítios da Asian Pacific Network of Science and Technology Centres – ASPAC ... 131

4.3.5. Análises de agrupamento de sítios da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe – RedPOP ... 136

4.3.6. Análises de agrupamento de sítios da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência – ABCMC ... 143

4.4. Análise de escalonamento multidimensional de sítios da RedPOP e ABCMC ... 149

4.5. Análise de tipos de páginas com links para sítios da RedPOP e ABCMC... 154

5. DISCUSSÃO ... 158

5.1. Coleta de dados webométricos ... 159

5.2. Índices webométricos de associações... 161

5.3. Análises de co-link de associações de museus e centros de ciência... 164

6. CONCLUSÕES ... 177

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 180

(13)

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ABCMC Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

ASPAC Asian Pacific Network of Science and Technology Centres

(Rede de Centros de Ciência e Tecnologia da Ásia e Pacífico) ASTC Association of Science and Technology Centers

(Associação de Centros de Ciência e Tecnologia)

CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Brasil ECSITE European Network of Science Centres and Museums

(Rede Européia de Museus e Centros de Ciência) EUA Estados Unidos da América

http HiperText Transfer Protocol

(Protocolo de Transferência de HiperTexto)

ICANN Internet Coorporation for Asigned Names and Numbers

(Coorporação para Designação de Nomes e Números da Internet) ICOM International Councils of Museums

(Conselho Internacional de Museus)

ISO International Standardization Organization

(Organização Internacional para Padronização) MCT Ministério da Ciência e Tecnologia - Brasil MDS MultiDimensional Scalling

(Escalonamento MultiDimensional) MS Ministério da Saúde - Brasil

NSF National Science Foundation

(Fundação Nacional de Ciência – EUA) NSCF Nordiska Science Center Förbundet

(Associação Nórdica de Centros de Ciência)

PUCRS Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

RedPOP Red de Popularización de la Ciência y la Tecnologia para América Latina y el Caribe

(Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia da América Latina e Caribe) TLD Top Level Domain

(Domínio de Nível Superior) USP Universidade de São Paulo

UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Unesco United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization

(Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) URL Uniform Resource Locator

(Localizador Uniforme de Recursos) WIF Web Impact Factor

(Fator de Impacto na Teia de Alcance Mundial) WWW World Wide Web

(Teia de Alcance Mundial) xWIF external Web Impact Factor

(14)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Percentual de visitas a instituições e eventos científicos e culturais pela população

de 25 países da União Européia segundo relatório do Eurobarometer 2005... 30

Figura 2: Percentual de visitas anuais a museus e centros de ciência e tecnologia pela população de 25 países da União Européia segundo relatório do Eurobarometer 2005 ... 31

Figura 3: Visitação e participação em eventos científicos segundo pesquisa do MCT – Brasil 2006 ... 33

Figura 4: Diagrama de inter-relação dos cinco subcampos da Ciência da Informação segundo Vanti (2005)... 51

Figura 5: Consulta ao AltaVista para a cláusula link:www.invivo.fiocruz.br com dez resultados por página e registro inicial 1, 6 e 11 ... 61

Figura 6: Exemplo de tabela Excel com dados de levantamento webométrico ... 65

Figura 7: Variação dos resultados de busca para link:www.museudavida.fiocruz.br... 97

Figura 8: Valores de Link NOT Host para membros da ASTC (n=428) e da ECSITE (n=138) ... 101

Figura 9: Valores de xWIF para membros da ASTC (n=428) e da ECSITE (n=138) ... 102

Figura 10: Valores de xWIF para membros da NSCF (n=40)... 103

Figura 11: Valores de xWIF para membros da ASPAC (n=23)... 104

Figura 12: Valores de xWIF para membros da RedPOP (n=25)... 105

Figura 13: Valores de xWIF para membros da ABCMC (n=18) ... 106

Figura 14: Análise de agrupamento de dados de co-link para 45 museus e centros de ciência da ASTC. ... 113

Figura 15: Análise de agrupamento de dados de co-link para 46 museus e centros de ciência da ECSITE... 121

Figura 16: Análise de agrupamento de dados de co-link para 37 museus e centros de ciência da NSCF ... 128

Figura 17: Análise de agrupamento de dados de co-link para 19 museus e centros de ciência da ASPAC ... 134

Figura 18: Análise de agrupamento de dados de co-link para 18 museus e centros de ciência da RedPOP... 139

Figura 19: Análise de agrupamento de matriz entre as 670 páginas com links para dois ou mais dos 18 museus e centros de ciência da RedPOP ... 141

Figura 20: Análise de agrupamento de dados de co-link para 15 museus e centros de ciência da ABCMC ... 145

Figura 21: Análise de agrupamento de matriz entre as 372 páginas com links para dois ou mais dos 15 museus e centros de ciência da ABCMC analisados... 147

Figura 22: Escalonamento multidimensional 2D para 18 museus e centros de ciência da RedPOP ... 151

Figura 23: Escalonamento multidimensional 2D para 15 museus e centros de ciência da ABCMC... 153

(15)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Museus e centros de ciência da ASTC selecionados para estudo de co-link: Nome, País, URL e Abreviatura utilizada neste estudo ... 69 Tabela 2: Museus e centros de ciência da ECSITE selecionados para estudo de co-link: Nome, País, URL e Abreviatura utilizada neste estudo ... 73 Tabela 3: Museus e centros de ciência da NSCF selecionados para estudo de co-link: Nome, País, URL e Abreviatura utilizada neste estudo ... 77 Tabela 4: Museus e centros de ciência da ASPAC selecionados para estudo de co-link: Nome, País, URL e Abreviatura utilizada neste estudo ... 81 Tabela 5: Museus e centros de ciência da RedPOP selecionados para estudo de co-link: Nome, País, URL e Abreviatura utilizados neste estudo ... 84 Tabela 6: Museus e centros de ciência da ABCMC selecionados para estudo de co-link: Nome, Estado, URL e Abreviatura utilizada neste estudo ... 87 Tabela 7: Exemplo de matriz com lista de links para co-link ... 90 Tabela 8: Resultados de xWIF para associações de museus e centros de ciência... 107 Tabela 9: Matriz de co-link entre 45 sítios de museus e centros de ciência da ASTC estudados.

... 110 Tabela 10: Idiomas disponíveis nos 45 sítios dos museus e centros de ciência da ASTC

estudados ... 115 Tabela 11: Matriz de co-link entre 46 sítios de museus e centros de ciência da ECSITE

estudados. ... 117 Tabela 12: Idiomas disponíveis nos 46 sítios dos museus e centros de ciência da ECSITE estudados ... 123 Tabela 13: Matriz de co-link entre 37 sítios de museus e centros de ciência da NSCF

estudados. ... 125 Tabela 14: Idiomas disponíveis nos 37 sítios dos museus e centros de ciência da NSCF

estudados ... 130 Tabela 15: Matriz de co-link entre 19 sítios de museus e centros de ciência da ASPAC

estudados. ... 132 Tabela 16: Idiomas disponíveis nos sítios de museus e centros de ciência da ASPAC

estudados ... 135 Tabela 17: Matriz de co-link entre 18 sítios de museus e centros de ciência da RedPOP.

Valores nas diagonais são a soma das colunas. ... 137 Tabela 18: Idiomas disponíveis nos sítios de museus e centros de ciência da RedPOP

estudados ... 142 Tabela 19: Matriz de co-link entre 15 sítios de museus e centros de ciência da ABCMC... 144 Tabela 20: Idiomas disponíveis nos sítios de museus e centros de ciência da ABCMC

estudados ... 148 Tabela 21: Categorias de classificação de páginas com links para dois ou mais sítios da

RedPOP estudados... 155 Tabela 22: Categorias de classificação de páginas com links para dois ou mais sítios da

(16)

1. INTRODUÇÃO

Sociedade de Informação. Assim temos definido nossa sociedade nas últimas duas

décadas. A evolução dos sistemas de comunicação, as redes de computadores, a Internet, as

mudanças tecnológicas nos diversos campos da ciência moderna, todos estes aspectos têm

afetado o cotidiano do cidadão comum do mundo globalizado.

Segundo Levy (1999), Albert Einstein declarou em uma entrevista nos anos 50 que o

século XX tinha sofrido o impacto da explosão de três bombas: a “demográfica”, a “atômica”

e a das “telecomunicações”. Ainda para o autor, estaríamos vivendo o que Roy Ascott

chamou de “segundo dilúvio”, o das informações, gerado pela revolução das

telecomunicações, e cuja natureza de crescimento é exponencial, explosiva e caótica acabou

por criar o que Levy (1999) definiu como ciberespaço – um meio de comunicação que surge

da interconexão mundial de computadores, composto pela infra-estrutura material da

comunicação digital, pelo universo oceânico de informações que abriga e pelos seres humanos

que por ele navegam e o alimentam esse universo; um novo ambiente onde as alternativas de

interação são infinitas, o público ilimitado e o tempo contínuo. Um espaço em que um mar de

possibilidades se apresenta, de almirante com ventos em popa, mas que também pode

demonstrar sua fúria, suas correntes e suas barreiras. Mapear estas novas barreiras, conhecer

estas correntes, compreender os caminhos é parte de uma nova cartografia. Observar as

relações que se estabelecem, os vínculos e as associações tornou-se fundamental para

entender onde se está e planejar para onde se deseja ir.

Negroponte (1995) alertou para a modificação na natureza dos meios de comunicação

como resultado do processo de digitalização e da inversão do processo de seleção dos

conteúdos. Anteriormente, o fornecimento de conteúdo passava por sucessivas seleções que

(17)

escolha e, por conseguinte, de uma reversão do quadro anterior, de coletivo para

individualizado.

Um elemento essencial nesse novo espaço é a Internet. Ela tem o potencial de transpor

as barreiras de espaço físico e permite um envolvimento diferenciado com o que se deseja

conhecer, pois o tempo dedicado a esse processo fica a cargo do usuário. Ao produtor de

conteúdo cabe a organização da informação a ser disponibilizada, oferecendo opções de

interação. Neste sentido, a metáfora da navegação parece distante, se assemelhando esse

ambiente mais ao conceito de teia (em inglês: Web), do qual derivam a sigla WWW (do

inglês: World Wide Web ou Teia de Alcance Mundial) e os termos Website, sítio na Web, ou

simplesmente site ou sítio.

A revolução no processo de comunicação que a Internet traz abre a oportunidade de

pessoas e instituições participarem de um espaço sem distâncias físicas e de

compartilhamento de informações e conhecimentos, onde há diferentes regras de legitimação

de seus conteúdos.

Uma das instituições que tradicionalmente é reconhecida como provedora de

informações é o museu. Ele apresenta ao grande público exposições que reúnem acervos e

coleções, interpretados por curadores na busca de contextualizar objetos e melhor envolver e

despertar o interesse de seus visitantes (DONOVAN, 1997). No entanto, por se tratarem de

uma interpretação, as exposições de um museu mostram objetos retirados de seu contexto

original, estando, portanto, sujeitos a apresentações lineares e direcionadas, além de limitadas

pelo espaço físico e pela disposição dos objetos (BREITENEDER & PLATZER, 2001).

Mas a que instituições nos referimos quando usamos o termo “museu”?

Etimologicamente, a palavra museu vem do latim museum, que é derivado do grego

mouseion, em referência ao templo dedicado às Musas, as nove filhas de Zeus – Clio

(18)

Erato (Poesia Lírica), Polímnia (Música Cerimonial), Urânia (Astronomia) e Calíope (Poesia

Épica) –, divindades na Mitologia grega que inspiravam as artes. Já o conceito atual é de

instituições abertas ao público que principalmente conservam e expõem acervos. O estatuto

do International Council of Museums1 (ICOM) traz uma definição bastante abrangente, que

inclui os parques naturais e as instituições com acervos vivos (jardins zoológicos, jardins

botânicos e oceanários) como museais, e ainda reúne os museus e centros de ciência,

instituições com características próprias, mas que a cada dia compartilham mais de suas

práticas. De acordo com a versão de 2001 do Art. 2º do estatuto do International Council of

Museums (ICOM), organização não governamental internacional fundada em 1946 por

intermédio da Unesco, um museu é:

“... uma instituição permanente sem fins lucrativos a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberto ao público, que obtêm, conserva, pesquisa, comunica e exibe, com o propósito de estudo, educação e deleite, evidências materiais do homem e de seu meio ambiente.

(a) A definição acima de museu deve ser aplicada sem qualquer restrição resultante do tipo de autoridade tutelar, estatuto territorial, sistema de funcionamento ou orientação das coleções da instituição em questão;

(b) Além das instituições designadas como “museus”, as seguintes instituições são admitidas como parte desta definição:

(i) sítios e monumentos naturais, arqueológicos e etnográficos, monumentos históricos e sítios de natureza museal que obtêm, conservam e comunicam evidências materiais do homem e de seu meio ambiente;

(ii) instituições detentoras de coleções e que apresentam espécimes vivos de plantas e animais, tais como jardins botânicos e zoológicos, aquários e viveiros;

(iii) centros de ciência e planetários;

(iv) galerias de exposição de arte sem fins lucrativos; institutos de conservação e galerias de exposição permanentemente mantidas por bibliotecas e centros de arquivo;

(v) parques naturais;

(vi) organizações locais, nacionais, regionais ou internacionais de museus, administrações públicas de responsáveis por museus tal como foram definidos acima;

(19)

(vii) instituições ou organizações sem fins lucrativos exercendo atividades de conservação, pesquisa, educação, treinamento, documentação e outras atividades relacionadas a museus e a museologia;

(viii) centos culturais e outras entidades que auxiliam na preservação, continuidade e manutenção de recursos patrimoniais tangíveis e intangíveis (patrimônio vivo e atividades criativas digitais)

(ix) quaisquer outras instituições que o Conselho Executivo, após consulta a parecer da Comissão Consultiva, considere como detentora de algumas ou todas as características de um museu, ou que possibilite aos museus e profissionais de museus significativos meios de pesquisa, educação ou treinamento museológico.”2

Mas o que diferencia os museus de ciência dos centros de ciência? Os museus de

ciência são geralmente dotados de exposições permanentes e de longa duração, cujas

narrativas costumam estar focadas nos feitos estabelecidos da ciência, geralmente por

intermédio de um recorte histórico. Já os centros de ciência costumam abrigar exposições

interativas que apresentam princípios científicos ou uma determinada tecnologia, com

narrativa focada em aspectos práticos (SABBATINI, 2004).

Apesar das diferenças que cercam suas práticas, o termo museu de ciências é

ambíguo, incluindo desde instituições que conservam, expõe e pesquisam materiais científicos

de interesse histórico, quanto instituições que não têm acervo, mas apresentam os

fundamentos de várias disciplinas científicas por intermédio de painéis, jogos interativos e

demonstrações hands-on3. Em certos idiomas, como o espanhol, o termo museu tem sido

usado independentemente da natureza da instituição ser mais próxima a um centro de ciência

ou a um museu de ciência (DIAZ & EGIDO, 1999).

Apesar desta ambigüidade do ponto de vista de nomenclatura, pode-se dizer que

museus e centros de ciência atuam de forma complementar, fazendo uso de demonstrações,

2 Tradução nossa para o Estatuto do ICOM disponível em http://icom.museum/statutes.html#2 3 Entenda-se aqui o termo hands-on como similar ao em português “mão na massa”.

(20)

experimentos e atividades interativas, e compartilhando o objetivo de informar sobre ciência e

tecnologia por intermédio de exposições abertas ao público.

Podemos dizer que os museus de ciência se enquadram historicamente em três

gerações. Os de primeira geração remontam os tempos dos gabinetes de curiosidades. Os de

segunda geração são tradicionalmente museus que apresentam a técnica. Já os de terceira

geração são compostos pelos centros interativos de ciência. Em cada uma destas gerações o

conteúdo muda e a museologia tem conceitos distintos (SABBATINI, 2004).

Os museus de ciência de primeira geração foram criados para atender necessidades

práticas das universidades e indústrias. O primeiro deles, e melhor exemplo, é o museu do

Conservatoire National des Arts et Métiers, de Paris, criado em 1794. Sua função principal

era o treinamento de novos artesãos e profissionais, utilizando a coleção como recurso

educacional. Os de segunda geração são os tradicionais museus tecnológicos, que apresentam

os desenvolvimentos e transmitem os conhecimentos tecnológicos e a ideologia do mundo

moderno. Alguns de seus módulos expositivos permitem a operação para observação de

fenômenos. Os mais notáveis são o Deutsches Museum4, em Munique, na Alemanha, o Museum of Science and Industry5, em Chicago, nos Estados Unidos, e o Science Museum6, em Londres, na Inglaterra. Já os museus de terceira geração surgem dentro do conceito de centro

interativo de ciências. Os mais conhecidos são o Exploratorium7, em São Francisco, nos

EUA, o Palais da la Découverte8, em Paris, na França, e o Ontario Science Center9,

localizado em Ontário, no Canadá (FRIEDMAN, 2007; SABBATINI, 2004; VALENTE et

al., 2005).

4

Museu Alemão – Munique – Alemanha – URL: http://www.deutsches-museum.de 5 Museu da Ciência e Industria – Chicago – EUA – URL: http://www.msichicago.org 6 Museu de Ciências – Londres – Inglaterra – URL: http://www.sciencemuseum.org.uk 7

Exploratorium – São Francisco – EUA – URL: http://www.exploratorium.edu 8 Palácio da Descoberta – Paris – França – URL: http://www.palais-decouverte.fr

(21)

Além destas três gerações, autores como Ten (1998) propõem uma quarta geração de

museus que seguiriam um estilo de parque temático. Para Friedman (2007), a próxima

geração de museus de ciência pode não ter nada de museu de ciência, mas ser uma instituição

em que as ciências, as artes e as ciências humanas estejam intrinsecamente unidas de forma a

explorar questões vitais sobre o universo e seus habitantes. Já Padilla (2001) acredita que a

quarta geração de museus fará uso das mais avançadas tecnologias, estando o caráter inovador

não no aparato tecnológico, mas na ênfase da participação do visitante de forma criativa,

facilitando a sua escolha entre diversas opções de uma experiência ou conteúdo para

aprofundamento. Este seria uma espécie de “museu à la carte” que estaria, segundo o autor,

pronto para ter um enfoque paradigmático integrador de aportes das diversas tendências

educativas, sociológicas, psicológicas e comunicativas modernas, desenvolvidas em diversos

lugares do mundo, com interpretações e aplicações distintas e enriquecedoras.

Uma outra abordagem para se pensar os objetivos destas instituições quando

atualizadas para o contexto contemporâneo perante um público cada dia mais exigente é a de

se entender os museus de ciência como um meio de comunicação por si só, porém com

características distintas de outros veículos de comunicação pela possibilidade de conferir

interatividade e sentido, tanto físico quanto afetivo, com o objetivo de transmitir uma

mensagem.

Neste conceito, um museu de ciência cria uma diferença entre o antes e o depois da

visita. Logo, o que se deve medir não são as respostas que o visitante tem, mas sim quantas

perguntas ele se faz. Para tanto, os museus devem fazer uso de três abordagens: a de

interatividade manual e provocadora de emoções ou hands-on; a de interatividade mental e

emoção inteligível ou minds-on; e, por último, mas não menos importante, a de interatividade

(22)

Um museu de ciência poderia agir então como um espaço dedicado a criar no visitante

estímulos a favor do conhecimento e do método científico, promovendo a opinião científica

no cidadão por intermédio de sua credibilidade e prestígio. Considerando ainda a vasta gama

de visitas escolares, paralelas ao visitante espontâneo, os museus e centros de ciência

poderiam representar também fontes de informação tanto para estudantes, quanto para

professores (DIAZ & EGIDO, 1999). Para Nuñez (1997), um dos principais objetivos do

ensino de ciências está na demonstração da eficácia da racionalidade diante dos enfoques

emocionais. Assim, conhecer os conceitos e processos fundamentais das ciências, por meio de

uma abordagem crítica e lógica, é requisito para uma independência de opiniões,

característica fundamental para formação do cidadão.

É uma preocupação corrente a existência de um desequilíbrio entre o desenvolvimento

cientifico e tecnológico e a educação em ciência da população, ou o baixo grau de

conhecimento cientifico geral da população. O analfabetismo científico pode facilmente ser

percebido pela ignorância, superstição, insalubridade, falta de acesso a oportunidades de

trabalho e crescimento profissional, bem como pelo escasso aproveitamento que os governos

fazem do conhecimento científico para a resolução de questões sociais e da utilização de

recursos naturais de forma sustentável (PADILLA, 2001).

Embora sejam vistas como uma saída para as grandes questões sociais, para Collins &

Pinch (1994) a ciência e a tecnologia são como um gólem10, extremamente poderoso e capaz

de obedecer às ordens de seu criador. No entanto, a perda de seu controle pode implicar a

destruição de todos a sua volta. Já Cossons (1996) acredita ser consenso que a ignorância

científica e tecnológica está na raiz da maior parte da antipatia da sociedade diante da ciência

e dos avanços tecnológicos. É razoável que não esperemos que a educação em ciência

(23)

transforme leigos em experts, mas ao menos podemos desejar que ela diminua o medo e a

desconfiança em relação às questões científicas causada pela sua não compreensão.

É diante desse contexto, tão profundamente delineado pelo desenvolvimento científico

e que muitas vezes tem implicações diretas nas políticas públicas, que a popularização da

ciência e a democratização do conhecimento científico tornam-se peças fundamentais para o

exercício da cidadania. Para um governo democrático ser pleno, é necessário um eleitorado

bem informado, capaz de participar de decisões postas diante de si (MINTZ, 2005;

WAGENSBERG, 2005b).

As atuais mudanças tecnológicas e a grande necessidade de acesso à informação

científica reforçam o papel dos museus e centros de ciência como interfaces entre este

conhecimento e a sociedade. Em uma pesquisa realizada em 2001 pela National Science

Foundation – NSF –, dos Estados Unidos, foi constatado que 30% dos norte-americanos

diziam obter informações sobre ciência e tecnologia a partir de visitas a museus e centros de

ciência (MINTZ, 2005).

A interface dos museus em geral com a ciência da computação se iniciou, ainda na

década de 60 do século XX, a partir da necessidade de organização dos acervos e troca de

informações entre instituições. Os padrões estabelecidos evoluíram nas duas décadas

seguintes, paralelamente ao avanço dos computadores (JONES-GARMIL, 1997). Nos anos

90, com a Internet e a ampliação do acesso à rede e aos computadores, os museus de ciência e

tecnologia, como o Boston Museum of Science11, começaram a apresentar em suas exposições

os avanços tecnológicos, criando inclusive sítios na rede como marco de seu pioneirismo.

Besser (1997) apontou que as novas tecnologias mudaram a forma como os museus

passaram a desempenhar suas funções, bem como a sua percepção pelo público, e imaginou

um futuro onde esses espaços proveriam muito mais informação para um público cada vez

(24)

maior. Os museus seguiriam então os passos das bibliotecas, instituições culturais que sempre

estiveram aproximadamente uma década à frente no processo de absorção tecnológica. Esta

visão vai ao encontro do que Tagueña (2005) mais recentemente ressaltou ao afirmar que os

museus são a segunda instituição educativa à qual os estudantes recorrem para suas pesquisas

escolares, estando atrás apenas das bibliotecas.

Nos dez últimos anos, novos modelos vêm sendo desenvolvidos por museus e centros

de ciência para popularização da ciência a partir da Internet, tanto para sua utilização como

um desdobrável eletrônico a fim de divulgar a instituição, como para visita virtual aos espaços

existentes ou até mesmo a uma exposição imaginária.

Diaz & Egido, em 1999, já apontavam para o fato de que os museus em geral, e os de

ciências e tecnologia em particular, estavam se mobilizando para Internet e que quase todos já

tinham sítios na Web, alguns contendo mais informações do que outros. Bowen (1999)

acrescentou, porém, que havia a necessidade de se observar o que os visitantes dos sítios de

museus desejavam. Segundo o autor, 74% deles esperavam encontrar exposições virtuais e

mais da metade imagens que poderiam ser baixadas da rede. A despeito desse resultado,

destaca-se que exposições virtuais até hoje não fazem parte da maioria dos sítios e que a

disponibilização de imagens com qualidade na rede ainda é assunto de amplo debate.

De uma maneira geral, os sítios de museus traduzem uma visão do espaço da Internet

como ambiente de divulgação. Ainda que tenha ocorrido um grande crescimento no conteúdo

disponibilizado na Web por estas instituições, existem sítios de museus e centros de ciência

que não ultrapassam em conteúdo o total de 20 páginas, volume somente suficiente para

produção de um desdobrável digital. Para Sabbatini (2004), tradicionalmente os museus têm

reagido de forma mais lenta que outros setores da sociedade ao integrar novas tecnologias e

infra-estruturas às suas práticas, e muitos sentem-se intimidados pelos desafios inerentes à

(25)

Seria importante, no entanto, que os museus vissem como motivos para se ter um sítio

na Internet não apenas o fato de poderem dispor de um ambiente de divulgação, mas também

pela possibilidade de construírem uma comunidade de visitantes que tivesse a importância de

uma comunidade real (BOWEN, 2000).

Bowen (2000) levantou as seguintes questões a serem consideradas quando da criação

de um sítio na Internet para um museu:

“Não tente recriar a experiência tradicional museal. A Web é um meio diferente com seus próprios pontos fortes e fracos, que devem ser explorados para ampliar a experiência do visitante virtual. Grandes volumes de informação como bases de dados e catálogos do museu podem ser disponibilizados on-line a um custo relativamente baixo já que o armazenamento de dados é barato.

Auxílios a navegação óbvios e consistentes devem ser incluídos em todas as páginas do sítio Web para permitir que o visitante percorra o sítio com facilidade. Por exemplo, em um museu físico pode ser difícil achar a entrada para uma determinada galeria, mas em um museu virtual todos os lugares devem incluir um hiperlink direto para a página inicial do museu.

Evite disponibilizar imagens em alta qualidade a não ser que considere positivo que estas sejam utilizadas por outras pessoas. Estas imagens demoram a carregar e jamais devem ser incluídas em páginas de navegação dentro do sítio Web. Adicionalmente, questões sobre os direitos autorias necessitam ser resolvidas. É positivo incluir informações quanto a direitos autorais sempre que cabível, mas lembre-se que os direitos autorais de materiais colocados on-line são uma área em evolução. Visitantes virtuais esperam encontrar imagens, portanto imagens de baixa e média resolução (que não são boas o bastante para imprimir, mas adequadas para visualizar em tela) devem certamente ser incluídas.12

Uma razão comum para se buscar um sítio de museu na Internet e o de obter informações de um museu que se situa distante de onde o visitante virtual vive. Isto certamente levanta a atenção para a existência do museu e pode influenciar positivamente uma visita se esta pessoa estiver algum dia próximo a este museu. Isto pode conduzir a futuras pesquisas quanto ao exato nível deste efeito na prática. Qualquer que seja esta influência, espera-se que esta cresça exponencialmente por conta da expansão constante no uso da Internet.”13

12 Para uma visão inicial sobre práticas de licenciamento de imagens em meios eletrônicos oriundas de museus ver: SORKOW, J. Pricing and Licensing for Museum Digital Content. Archives and Museum Informatics v. 11, p. 165–179, 1997.

(26)

No âmbito da participação dos museus na Internet, desde 1997 profissionais de

diversas áreas voltadas para esta atividade vem se reunindo anualmente nas conferências

Museums and the Web. Trant (1997), no editorial da Archives and Museum Informatics,

referente à primeira conferência anual Museums and the Web, realizada em Los Angeles –

EUA, apontou que os sítios de então ainda espelhavam a percepção tradicional do que é um

museu, sem fazer uso de uma nova abordagem que explorasse recursos da Web. Aventava-se,

assim, para a necessidade de uma mudança nessa concepção, visando à integração de acervos

e conteúdos entre instituições para uma comunicação com o público mais efetiva. Dessa

forma, ter-se-ia não mais o conceito de sítios de museus individualizados, mas sim o

desenvolvimento do compartilhamento do patrimônio cultural e de conhecimentos

amplamente acessíveis. Essa seria uma mudança de foco das informações para a relação entre

elas, dos sítios para os links.

Indo ao encontro desta visão, Kenderdine (1999) apresentou o conceito de metacentro

formado por diversos museus da Austrália, visando à colaboração destas instituições para

produção de conteúdo para Web. Já Anderson (1999) apresentou uma proposta de

agrupamento temático com a formação de uma rede entre diferentes museus. Cada uma destas

abordagens tenta modificar a forma como os museus e centros de ciência têm ocupado e

percebido o espaço virtual da Internet.

Diante desta gama de abordagens diferenciadas para ocupação e utilização em

conjunto e das diferentes possibilidades de uso da Internet como meio de apresentação de

conteúdos e existência virtual de um museu, podemos levantar alguns aspectos interessantes.

Primeiramente, temos a possibilidade de múltiplos caminhos e formas de apresentação de um

mesmo conteúdo. Isto permitiria ao visitante reconhecer um objeto em vários contextos

culturais, contribuindo para o entendimento da complexidade das interconexões e das

(27)

uma questão preocupante e o grau de aprofundamento dos textos de apoio na contextualização

do material poderia ser oferecido em diferentes níveis de detalhamento, de acordo com o

conhecimento e necessidades do visitante.

Estas múltiplas escolhas no ambiente virtual vão ao encontro do que ocorre na visita

presencial a um museu. Segundo Falk & Storksdieck (2005), dada a natureza de livre escolha

das experiências museais, os visitantes seletivamente escolhem sobre o que desejam aprender

mais, sendo esta decisão muito influenciada pelo que eles têm de conhecimento prévio.

Outra questão relevante quanto a novas abordagens possíveis é o uso de simulações,

jogos e atividades na Web. Levy (1999), ao abordar a questão da simulação, apontou para um

modo especial de conhecimento, tendo ela um papel crescente nas atividades de pesquisa

científica, criação industrial, gerenciamento, aprendizagem, bem como nos jogos interativos.

A produção de conteúdos para Internet tem se popularizado a cada dia, e, com o

advento dos sistemas gestores de conteúdo, as portas se abriram para os autores. O que antes

dependia da ação direta de um profissional de Informática, ou de um Web designer, hoje pode

estar acessível a qualquer profissional interessado em disponibilizar algum documento na

rede. Honeysett (2002) destacou o custo decrescente de manutenção de um sítio na Internet

constantemente atualizado e o fato das ferramentas de gestão de conteúdo serem objeto de

debate entre os museus com presença na rede.

Em paralelo a isso, com a explosão das atividades via Internet nos anos 90 do século

XX, o espaço entre a Rede de Pesquisa e a Rede Comercial tornou-se uma arena cheia de

controvérsias. Entre outras questões, havia uma insatisfação generalizada com relação ao

processo de registro de nomes de domínio e ao seu gerenciamento, principalmente no que

tange a resolução de conflitos entre titulares de domínios e proprietários de marcas registradas

(28)

A proposta de um novo Top Level Domain14 (TLD) foi encaminhada à Internet

Coorporation for Asigned Names and Numbers15 (ICANN), que então aprovou, em novembro de 2000, junto com mais outros seis novos domínios, a criação do TLD “.museum”. Seu

controle e gestão ficaram a cargo de uma organização sem fins lucrativos denominada

Museum Domain Management Association16 (MuseDoma), fundada pelo ICOM e pela Fundação Getty. A responsabilidade primordial desta organização é ser o responsável legal

pelo domínio e estabelecer as políticas relacionadas à sua operação servindo a comunidade

que representa (KARP, 2002).

Um dos aspectos importantes da criação de um TLD é poder estabelecer critérios

primários para que seja permitido registrar um domínio. No caso do domínio “.museum”, é

necessário satisfazer a definição de museu estabelecida pelo ICOM17. Ao mesmo tempo em

que isto dá garantias quanto à não exploração destes domínios para fins meramente

comerciais e de reserva, os museus que são puramente virtuais atualmente não fazem parte da

definição estabelecida pelo ICOM e, portanto, estão impedidos de se registrarem.

O estabelecimento do TLD .museum é uma demonstração clara da ocupação de

espaço e do interesse dos museus de todo mundo neste novo ambiente de apresentação de

conteúdos e de interface com o público. Uma das maiores vantagens da iniciativa de se ter um

domínio exclusivo para museus, do ponto de vista da visibilidade, seria a concentração de

todas estas instituições em um único domínio de primeiro nível com a legitimação destes

sítios na Internet por uma instituição. Isto seria um forte contraponto à atual situação em que,

ao se buscar por museus nos mecanismos de busca, encontram-se os mais diversos tipos de

resultados. A divulgação do endereço na Internet de um museu se beneficiará pela existência

14 Domínio de Nível Superior. Exemplos de TLDs são as terminações de endereços na Internet como .com para sítios comerciais, .edu para sítios educacionais, .org para organizações não governamentais, entre outros. 15

Coorporação para Designação de Nomes e Números da Internet 16 Associação para o Gerenciamento do Domínio museum

(29)

de um domínio de primeiro nível especifico para os museus por este levar naturalmente a um

método simples de se encontrar o museu desejado na Web. Sabe-se que, quanto mais intuitivo

e simples um domínio, melhor é o resultado de divulgação de seu endereço na Internet.

O principal a ser compreendido é que atualmente a Internet é um ambiente cujo

espaço deve não só ser criado, mas estabelecido. Meramente colocar informação disponível

na rede deixou de ser o mais importante. Sem uma correta indexação e estruturação da

informação disponibilizada, estas estão quase tão inacessíveis quanto aquelas que não estão na

rede. Da mesma maneira como o objeto apresentado sem contextualização perde sua força, a

(30)

1.1. O contexto sul americano e brasileiro

A América Latina é uma região grande e diversa, interligada em sua origem, e com

uma identidade cultural forte. Suas questões sociais e educacionais compartilham uma

necessidade de desenvolvimento da educação em ciência. É uma região com a hegemonia do

espanhol, como a língua oficial da maioria dos países, e do português, falado por sua maior

nação, o Brasil. Alguns dos problemas com os quais a América Latina tem lidado diariamente

são a falta de políticas institucionais de sustentação sistemática e contínua para o

desenvolvimento do conhecimento científico e da tecnologia, e as desigualdades sociais no

acesso ao conhecimento científico e à informação. Para que a América Latina incorpore a

cultura científica e tecnológica, é crítico gerar estratégias de difusão que influenciem

estruturas políticas, institucionais, sociais e econômicas (MERINO, 2001).

Hermes-Lima et al. (2007) argumentam que nas duas últimas décadas a América

Latina tem mantido um ritmo de crescimento na produção científica significativamente

superior ao apresentado por outras regiões geopolíticas do mundo, resultando em um aumento

considerável na participação no total de publicações científicas deste período.

Paralelamente, durante os últimos 20 anos, ocorreu um “boom” na divulgação

científica na América Latina com o emprego de novas tecnologias na área, particularmente a

Internet. No entanto, ainda há um longo caminho antes que se possa dizer que a informação

sobre a ciência esteja alcançando consistentemente todos no continente, já que sua cobertura

permanece limitada, especialmente nas áreas mais pobres (MASSARANI, 2004).

No caso do Brasil, os museus e centros de ciência têm atuado na produção e

disponibilização de conteúdos na Internet, a partir de diferentes enfoques na produção de seus

(31)

experiências on-line, textos de divulgação científica, reflexões sobre a área de museus, entre

outros.

Merino (2001) aponta para a oportunidade que as ações de popularização de ciência

apresentam para recuperação da cultura por parte do homem, o que permitiria uma maior

liberdade de pensamento e o poder de dar respostas aos seus problemas cotidianos, assumindo

responsabilidades diante de questões que se apresentam frente a um mundo imerso em ciência

e tecnologia.

Durante os últimos 15 anos tem ocorrido um aumento explosivo do número de museus

e centros de ciência interativos no mundo. Em 2001, existiam cerca de 600 museus e centros

de ciência, sendo 54% deles americanos e canadenses, 24% europeus, 9% asiáticos, 9%

latino-americanos, 2% oceânicos e 2% africanos (PADILLA, 2001). Por outro lado, segundo

o autor, a Associação Americana de Centros de Ciência e Tecnologia (Association of Science

and Technology Centers – ASTC) apresentou dados em 1999 que mostravam que 42% da

população norte-americana tinham visitado centros de ciência naquele ano, enquanto na

América Latina esse número caía para apenas 2,3%.

Percebe-se, portanto, que a capacidade dos museus e centros de ciência

latino-americanos em transmitir sua mensagem para a população permanece comprometida pela

falta de acesso do público em geral, mesmo considerando que, dentre as diferentes instituições

que divulgam a ciência, os museus e centros de ciência interativos têm tido um papel-chave

na comunicação de ciência.

Sabbatini (2004) propõe que, especialmente no caso dos museus e centos de ciência

Ibero-americanos, poder-se-ia tirar partido dos referenciais culturais e lingüísticos

compartilhados para a criação de um consórcio de museus virtuais, com o objetivo de se

(32)

de informações, do estabelecimento de projetos e estratégias de desenvolvimento

colaborativas e da obtenção de financiamentos, fortalecimento as instituições envolvidas.

Uma série de pesquisas vêm sendo realizadas pelo Eurobarometer18, da comissão

européia, apresentando levantamentos de opinião pública, desde 1973, sobre diversas questões

relativas à compreensão pública da ciência em todos os estados europeus, membros ou não da

União Européia. A Figura 1 apresenta dados sobre a visitação de museus e centros de ciência

e outras instituições culturais obtidos na última pesquisa, datada de 2005, na qual pode-se ver

a média da incidência anual declarada pela população.

Figura 1: Percentual de visitas a instituições e eventos científicos e culturais pela população de 25 países da União Européia segundo relatório do Eurobarometer 200519

18 As diversas pesquisas feitas pelo Eurobarometer podem ser obtidas em URL: http://ec.europa.eu/public_opinion/index_en.htm

19 Reproduzido de Special Eurobarometer 224 / Wave 63.1 – TNS Opinion & Social - Europeans, Science and Technology - URL:http://www.mct.gov.br/upd_blob/0013/13512.pdf - página 29. Tradução nossa.

(33)

Os dados indicam uma incidência anual de visitação a museus e centros de ciência de

16%, resultado que depende, no entanto, se a pesquisa considerou ou não as visitas a

exposições e semanas de ciência, bem como a zoológicos e aquários. A visitação a museus na

Europa é mais de duas vezes e meia inferior aos resultados encontrados para os EUA em 1999

(42%), e largamente superior ao encontrado na América Latina (2,3%) para o mesmo ano. A

Figura 2 apresenta os percentuais de visitas anuais a museus e centros de ciência

individualizados para cada um dos 25 países pesquisados.

Figura 2: Percentual de visitas anuais a museus e centros de ciência e tecnologia pela população de 25 países da União Européia segundo relatório do Eurobarometer 2005

A Suécia (36%), Finlândia (27%), Suíça (26%), Luxemburgo (24%) e Islândia (24%)

(34)

e tecnologia, seguidos da Alemanha (20%), Reino Unido (19%) e República Tcheca (18%),

com percentuais ainda acima da média para União Européia.

No Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia fez recentemente um estudo de

percepção pública da ciência e tecnologia. O termo corrente no Reino Unido para este campo

é Public Understanding of Science20, enquanto Science Literacy21 é utilizado nos Estados

Unidos e Culture Scientifique22 na França (DURANT, 2005). A pesquisa, realizada entre 25

de novembro e 09 de dezembro de 200623, visou levantar o interesse, o grau de informação, as

atitudes, visões e conhecimento dos brasileiros com relação à ciência e tecnologia efetuado. O

estudo mostrou que 4% da população visitou um museu ou centro de ciência nos últimos 12

meses; 3% participou de atividades da semana nacional de ciência e tecnologia; 25%

freqüentou uma biblioteca pública; 13% visitou uma feira de ciências ou olimpíada de

ciências ou matemática; 12% visitou um museu de arte; 28% um jardim zoológico; e 52% não

visitou nenhum desses lugares. Apesar dos resultados se assemelharem mais a média

latino-americana de 1999 (2,3%), vê-se um grande número de visitantes para jardins zoológicos e

feiras de ciências ou olimpíadas. A Figura 3 apresenta a distribuição dos resultados para

visitação e participação em eventos científicos nos últimos 12 meses para a população

brasileira.

20 Compreenção pública da ciência

21 Em Portugal é traduzido para “literacia científica”, já no Brasil além de percepção pública da ciência utiliza-se o termo “alfabetização científica”

22 Cultura científica

(35)

Figura 3: Visitação e participação em eventos científicos segundo pesquisa do MCT – Brasil 200624

O maior percentual de visitação anual a museus e centros de ciência e tecnologia no

Brasil corresponde a pessoas com nível de instrução superior (9%), enquanto o menor

percentual está vinculado a pessoas com nível de instrução até a 4ª série (9%). Como a

pesquisa tem uma margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais, outras variações

observadas devem ser tratadas com cautela.

Com efeito, os dados apresentam um panorama de visitação presencial a centros e

museus de ciência bastante distinto para o universo norte-americano (42% em 1999), europeu

(16% em 2005), latino-americano (2,3% em 1999) e brasileiro (4% em 2006).

24 Reproduzido de Percepção Pública da Ciência e Tecnologia MCT 2006 - URL:http://www.mct.gov.br/upd_blob/0013/13511.pdf - página 28 - Questão 3

(36)

1.2. Associações de museus e centros de ciência

Associações locais, regionais e internacionais têm atuado, ao longo do processo de

expansão na criação de museus e centros de ciência, dando suporte ao seu desenvolvimento,

agrupando estas instituições e promovendo fóruns, seminários e congressos para debates e

trocas de experiências com relação aos seus feitos e desafios enfrentados. Cada uma destas

associações tem um recorte próprio de membros participantes. As mais conhecidas

internacionalmente são a Association os Science and Technology Centers25 (ASTC),

associação mundial com um grande número de museus e centros de ciência dos Estados

Unidos e Canadá, e a European Network of Science Centres and Museums26 (ECSITE),

centrada na Europa, mas com abrangência mundial (RODARI & MERZADORA, 2007).

Outras associações regionais são a Nordiske Science Center Förbundet27 (NSCF), com foco

nos museus e centros do norte da Europa, a Asian Pacific Network of Science and Technology

Centres28 (ASPAC), que congrega instituições do leste da Ásia e Pacífico, a Red de

Popularización de la Ciencia y la Tecnología para América Latina y el Caribe29 (Red-POP), que inclui instituições voltadas para popularização da ciência, inclusive museus e centros de

ciência, da América Latina e Caribe, e a Associação Brasileira de Centros e Museus de

Ciência30 (ABCMC), que é referência no Brasil para instituições voltadas para a

popularização da ciência.

Algumas destas associações se caracterizam por não serem constituídas

exclusivamente por centros e museus de ciência interativos, mas também por programas de

divulgação e comunicação pública da ciência, provedores de materiais e soluções, consultores

e outros tipos de organizações. Para melhor entender essas associações, descreveremos cada

25

Associação de Centros de Ciência e Tecnologia - URL:http://www.astc.org 26 Rede Europeia de Museus e Centros de Ciência – URL:http://www.ecsite.net 27 Associação Nórdica de Centros de Ciência - URL:http://www.nordicscience.org 28

Rede de Centros de Ciência e Tecnologia da Ásia e Pacífico - URL:http://www.aspacnet.org

29 Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia da América Latina e Caribe – URL:http://www.redpop.org 30 URL:http://www.abcmc.org.br

(37)

uma delas a seguir, a partir das informações contidas em seus sítios, quanto aos seus objetivos

(38)

1.2.1.

Association of Science and Technology Centers (ASTC)

Segundo o sítio da Association of Science and Technology Centers (ASTC), esta é

uma rede internacional de centros de ciência e museus cuja associação é apenas por

instituição. No entanto, indivíduos interessados no campo dos centros de ciência que não

sejam participantes de uma instituição membro da ASTC podem participar das conferências

anuais e assinar a revista ASTC Dimensions da associação, sem, no entanto, se tornarem

membros efetivos da mesma.

Fundada em 1973 nos EUA, a ASTC oferece como benefícios para os seus associados

e seus funcionários descontos em aluguéis de exposições, publicações, oportunidades de

desenvolvimento profissional e acesso a informações atualizadas sobre o campo dos centros

de ciência.

A associação inclui, além de centros e museus de ciência sem fins lucrativos, parques

naturais, aquários planetários, zoológicos, jardins botânicos, museus de história natural e

museus para crianças, que compartilham o interesse no aprendizado baseado na experiência e

na educação científica participativa.

Com relação às categorias de associados existentes, a ASTC divide seus membros em

três diferentes classificações: Science Centers & Museums, Sustaining Members e Governing

Members.

Membros categorizados como Science Centers & Museums incluem as instituições

listadas anteriormente. Os Sustaining Members são companhias que oferecem serviços a

museus de ciência, bem como outras organizações interessadas em educação não formal em

ciências.

Já os Governing Members da ASTC são Science Centers & Museums que podem

(39)

um Governing Member, a instituição deve ter, além das características mínimas necessárias à

associação como Science Centers & Museums, um orçamento anual igual ou superior a US$

250.000,00 (ou equivalente). Estes membros devem ter ainda destacada atuação na ampliação

da compreensão pública da ciência por intermédio de ações típicas de centros e museus de

ciência, como o fornecimento de módulos interativos, programas, e atividades voltadas para

um largo espectro de disciplinas e tópicos científicos, a exemplo das ciências físicas e

naturais, matemática e tecnologia, e o uso de um largo espectro de técnicas voltadas para a

incrementação da experiência de aprendizado científico, que incluem atividades

experimentais, táteis, participativas e hands-on, servindo como fonte de recursos de ensino de

ciências para a comunidade.

O lema da ASTC é: “Representando o campo dos museus e centros de ciência

mundialmente”, e suas principais ações são:

• Promoção de uma conferência anual e oficinas de desenvolvimento profissional;

• Publicação de uma revista bimensal, entre outras publicações impressas;

• Manutenção de seu sítio com recursos disponibilizados para o campo de atuação de seus associados;

Gerenciamento de exposições itinerantes de experimentos hands-on;

• Acompanhamento e análise de questões referentes ao campo dos centros de ciência;

• Representação dos interesses dos centros de ciência perante o Congresso dos EUA e agências federais norte-americanas;

• Manutenção de uma lista de discussão por e-mail para profissionais de museus e de educação não-formal em ciências.

(40)

Ainda segundo seu sítio, a ASTC encoraja a inovação e excelência na educação não

formal em ciências, promovendo a integração entre seus membros mundialmente e auxiliando

no desenvolvimento de seus objetivos em comum. A ASTC provê desenvolvimento

profissional para o campo dos centros de ciência, apoiando a efetiva comunicação,

fortalecendo a posição de centros de ciência no âmbito de suas comunidades e fomentando a

criação de parcerias e colaborações de sucesso.

Tem também como um dos seus focos de atuação a promoção da eqüidade e

diversidade, visando à ampliação do número de mulheres, portadores de deficiências e

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