Para avaliar a qualidade do corpo de evidência a ferramenta metodológica GRADE Pro-GDT (Grading of Recomendation assessment, Development and Evaluation Working Group) foi utilizada. A pergunta do GRADE a ser respondida é:
“Exercícios físicos devem ser indicados para pacientes com aneurismas de aorta?”.
Para tal, as seguintes comparações foram utilizadas:
1) Exercícios físicos por um período entre sete e 12 semanas comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta em acompanhamento clínico ambulatorial;
2) Exercícios físicos por um período de 36 meses comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta em acompanhamento clínico ambulatorial;
3) Exercícios físicos comparados com acompanhamento usual no período pré-operatório;
4) Exercícios físicos comparados com acompanhamento usual no período pós-operatório;
5) Exercícios físicos comparados com acompanhamento usual nos períodos pré e pós-operatório.
Para cada comparação os seguintes desfechos foram avaliados:
1) Mortalidade;
2) Rotura de aorta;
3) Ritmo de crescimento do aneurisma;
4) Número de participantes da pesquisa com pelo menos uma complicação cardiovascular;
5) Número de pacientes encaminhados para cirurgia.
As comparações e desfechos são descritos na sequência e os resultados estão resumidamente apresentados nos Anexos 13 a 17.
Para todos os desfechos avaliados em todas as comparações estudadas, a evidência foi considerada como de “muito baixa qualidade”. As razões para diminuir a qualidade da evidência são descritas a seguir:
5.9.1 Exercícios físicos por um período entre sete e 12 semanas, comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta em acompanhamento clínico ambulatorial
5.9.1.1 Mortalidade:
a) Metade dos estudos não tinha cego o avaliador dos desfechos, não tinha sigilo de alocação ou o método de randomização era incerto;
b) O tempo de avaliação dos desfechos não é longo o suficiente para que ocorra;
c) Baixo número de eventos;
d) Tamanho da amostra pequena.
Dessa forma, as limitações são metodológicas (que aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.1.2 Rotura de aorta:
a) Metade dos estudos não tinha cego o avaliador dos desfechos, não tinha sigilo de alocação ou o método de randomização era incerto;
b) O tempo de avaliação dos desfechos não é longo o suficiente para que ocorra;
c) Baixo número de eventos;
d) Tamanho da amostra pequena.
Novamente, as limitações são metodológicas (que aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.1.3 Ritmo de crescimento do aneurisma:
a) O tempo de avaliação dos desfechos não é longo o suficiente para que ocorra;
b) Baixo número de eventos;
c) Tamanho da amostra pequena.
d) O estudo tinha um avaliador de desfecho sem cegamento e não tinha sigilo de alocação. O método de randomização é incerto além de ter dados de desfechos incompletos.
As limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.1.4 Número de participantes da pesquisa com pelo menos uma complicação cardiovascular:
a) Metade dos estudos não tinha cego o avaliador dos desfechos, não tinha sigilo de alocação ou o método de randomização era incerto;
b) O tempo de avaliação dos desfechos não é longo o suficiente para que ocorra;
c) Baixo número de eventos;
d) Tamanho da amostra pequena.
Dessa forma, as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.1.5 Número de participantes da pesquisa encaminhados para cirurgia:
a) Metade dos estudos não tinha cego o avaliador dos desfechos, não tinha sigilo de alocação ou o método de randomização era incerto;
b) O tempo de avaliação dos desfechos não é longo o suficiente para que ocorra;
c) Baixo número de eventos;
d) Tamanho da amostra pequena.
Novamente, as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.2 Exercícios físicos por um período de tempo de 36 meses (três anos) comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta em acompanhamento clínico ambulatorial
5.9.2.1 Mortalidade:
a) Há um único estudo;
b) O método de randomização, o sigilo de alocação, o cegamento dos avaliadores dos desfechos e outras fontes de viés são incertos. Há um “alto risco de viés” para dados incompletos de desfechos;
c) A intervenção foi realizada em um ambiente muito controlado, não podendo ser aplicada ao paciente real;
d) Tamanho da amostra pequena;
e) Baixo número de eventos;
Dessa forma, as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.2.2 Rotura de aorta:
a) Há um único estudo;
b) O método de randomização, o sigilo de alocação, o cegamento dos avaliadores dos desfechos e outras fontes de viés são incertos. Há um “alto risco de viés” para dados incompletos de desfechos;
c) A intervenção foi realizada em um ambiente muito controlado, não podendo ser aplicada ao paciente real;
d) Tamanho da amostra pequena;
e) Baixo número de eventos;
f) Há uma grande perda de seguimento de participantes da pesquisa.
Novamente, as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.2.3 Ritmo de crescimento do aneurisma:
a) Há um único estudo;
b) O método de randomização, o sigilo de alocação, o cegamento dos avaliadores dos desfechos e outras fontes de viés são incertos. Há um “alto risco de viés” para dados incompletos de desfechos;
c) A intervenção foi realizada em um ambiente muito controlado, não podendo ser aplicada ao paciente real;
d) Tamanho da amostra pequena;
e) Baixo número de eventos;
As limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.2.4 Número de participantes da pesquisa com pelo menos uma complicação cardiovascular:
a) Há um único estudo;
b) O método de randomização, o sigilo de alocação, o cegamento dos avaliadores dos desfechos e outras fontes de viés são incertos. Há um “alto risco de viés” para dados incompletos de desfechos;
c) A intervenção foi realizada em um ambiente muito controlado, não podendo ser aplicada ao paciente real;
d) Tamanho da amostra pequena;
e) Baixo número de eventos;
Novamente as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.2.5 Número de participantes da pesquisa encaminhados para cirurgia:
a) Há um único estudo;
b) O método de randomização, o sigilo de alocação, o cegamento dos avaliadores dos desfechos e outras fontes de viés são incertos. Há um “alto risco de viés” para dados incompletos de desfechos;
c) A intervenção foi realizada em um ambiente muito controlado, não podendo ser aplicada ao paciente real;
d) Tamanho da amostra pequena;
e) Baixo número de eventos;
As limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.3 Exercícios físicos por um período de seis semanas, comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta em um período pré-operatório
5.9.3.1 Mortalidade:
a) Há um único estudo;
b) Baixo número de eventos;
c) Devido à natureza da intervenção, foi impossível cegar participantes e pessoal.
Dessa forma, as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.3.2 Rotura de aorta:
a) Há um único estudo;
b) Baixo número de eventos;
c) Devido à natureza da intervenção, foi impossível cegar participantes e pessoal.
Novamente as limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.3.3 Ritmo de crescimento do aneurisma:
Este desfecho não foi avaliado já que todos os pacientes já tinham uma indicação cirúrgica.
5.9.3.4 Número de participantes da pesquisa com pelo menos uma complicação cardiovascular:
a) Há um único estudo;
b) Baixo número de eventos;
c) Devido à natureza da intervenção, foi impossível cegar participantes e pessoal.
As limitações são metodológicas (aumentam o risco de viés e a imprecisão).
5.9.3.5 Número de participantes da pesquisa encaminhados para cirurgia:
Esse desfecho não foi avaliado já que todos os pacientes tinham indicação cirúrgica.
5.9.4 Exercícios físicos por um período de tempo variável comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta no período pós-operatório
Nenhum dos desfechos propostos para avaliação da qualidade da evidência foi descrito nesse estudo.
5.9.5 Exercícios físicos por um período de tempo variável, comparados com acompanhamento usual para pacientes com aneurismas de aorta nos períodos pré e pós-operatório
Nenhum dos desfechos propostos para avaliação da qualidade da evidência foi descrito nesse estudo.