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Análise estatística

No documento MARCIANO CARNEIRO CANOAS, 2016. (páginas 73-83)

4.2 Processamento das imagens

4.2.6 Análise estatística

Esta análise foi feita com base nas discrepâncias e nos fatores de correlação, de forma a permitir o enquadramento do produto final de acordo com a legislação pertinente bem como em relação às necessidades práticas dos profissionais envolvidos com cálculos de volumes em minas.

Nas tabelas abaixo, é possível observar as discrepâncias encontradas entre Altitude Ortométricas GNSS x Altitude Ortométrica medidas entres os MTDs.

Tabela 19 - Discrepâncias GNSS x MDT1

Alvo

Tabela 20 - Discrepâncias GNSS x MDT2

Alvo

Tabela 21 - Discrepâncias GNSS x MDT3

Tabela 22 - Média das discrepâncias Alvo Discrepância (m)

Tabela 23 - Médias de Altitude ortométricas

Alvo

Através da análise das discrepâncias encontradas nas Tabelas 20, 21 e 22, foi possível observar as diferenças entre os modelos, que variaram entre -0,076m até +0,063m no MDT1, -0,097m até +0,026m no MDT2 e o -0,055m até +0,033m no MDT3. Pode-se perceber que as médias encontradas nos modelos, respectivamente, foram de: -0,010, -0,017 e -0,21 metros, permitindo acurácia decimétrica, com benefícios em relação aos métodos convencionais, como eficiência e, principalmente, rapidez.

Na tabela 24, é possível observar os coeficientes de Correlação das duas varáveis, Altitude Ortométrica Digital x Precisão dos três modelos, calculados no software Excel 2013.

Em estatística descritiva, o coeficiente de correlação de Pearson tem como objetivo medir o grau da correlação e dar a direção entre duas variáveis de escala métrica, classificando como positiva ou negativa.

Este coeficiente, normalmente representado por p assume apenas valores entre -1 e 1.

p = 1 Significa uma correlação perfeita positiva entre as duas variáveis.

p = -1 Significa uma correlação negativa perfeita entre as duas variáveis – Isto é, se aumenta, a outra sempre diminui.

p = 0 Significa que as duas variáveis não dependem linearmente uma da outra. No entanto, pode existir uma dependência não linear.

Calcula-se o coeficiente de correlação de Pearson segundo a seguinte fórmula:

e são os valores medidos de ambas as variáveis. Além disso

e

são as médias aritméticas de ambas as variaveis.

Tabela 24 - Coeficiente de Correlação Modelo Coeficiente

MDT1 -0,2787 MDT2 0,2335 MDT3 0,3403

Fonte: Produzido pelo autor, 2016.

Conclui-se que o grau de correlação no MDT1 é negativa fraca, já as correlações do MTD2 e MDT3, positivas fracas, comprovando que não dependem linearmente uma da outra, ou seja, a altitude no experimento não está relacionada diretamente à precisão altimetrica.

5 CONCLUSÃO

Conforme a Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR), no que diz respeito às especificações técnicas de dados geoespaciais vetoriais, os resultados dos três levantamentos se enquadram na escala cartográfica de 1:1000, categoria

“A”. Analisando EMQxy e EMQz, observou-se que 100% dos erros dos pontos coletados no produto cartográfico/topográfico (ortoimagem), quando comparados com as suas coordenadas levantadas em campo por método diferencial em tempo real, ficaram abaixo dos 0,28m, limite este solicitado pela PEC planimétrica e PEC altimétrica previstas no Decreto 89.817, de 20 de junho de 1984.

Para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a referência de precisão nos produtos cartográficos é a do CONCAR, portanto a escala encontrada no experimento satisfaz a norma e atende a finalidade de cálculo de volumes em cavas de minas.

O vento influenciou diretamente na precisão planialtimétrica, causando turbulência durante a tomada das imagens. Tal fator é relevante na utilização desta tecnologia, portanto se indica que seja avaliada a velocidade do vento na hora da coleta.

6 TRABALHOS FUTUROS

- Avaliar os dados deste experimento em outros softwares comerciais de aerofotogrametria do mercado, buscando verificar diferenças e acurácia através dos algoritmos internos.

- Avaliar velocidade ideal para levantamento aerofotogramétrico com VANT de pequeno e médio porte.

- Realizar avaliação comparativa de custos e vantagens operacionais entre o VANT e o Laser Scanner 3D.

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ANEXO A

No documento MARCIANO CARNEIRO CANOAS, 2016. (páginas 73-83)

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