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ANÁLISE SETORIAL Destaques:

No documento BEING GLOBAL RELATÓRIO & CONTAS 2012 (páginas 40-46)

• Ambiente do setor da construção na Europa em depressão acentuada durante 2012:

A Euroconstruct aponta para uma queda de 4,7%; Com a construção cívil a cair 7,5%

• Condições de mercado foram-se deteriorando – anúncio de profit warnings por parte de diversas empresas do setor por toda a Europa

Medidas de austeridade intensificadas em diversos países adiam por vários anos qualquer oportunidade de investir em

projetos de infraestruturas

• Crescimento económico conduzido pelos mercados emergentes, principalmente na Ásia e na América do Sul, faz com que as oportunidades no setor, acabam por surgir nestes países

• No Brasil, o setor é alavancado por diversos projetos de infraestruturas; indústria de construção deverá ter um crescimento médio de 7,1 % por ano entre 2012 e 2016:

Preparação para a realização de dois grandes eventos desportivos: Mundial de Futebol de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016

Implementação da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II) – investimento de mais de US$ 500 bn

entre 2011 e 2014

ATIVIDADE

A carteira de encomendas em 2012 registou o valor mais elevado de sempre nos 373 milhões de euros, mais 83 milhões de euros que em 2011, e distribuída principalmente por 11 países.

Da análise que podemos fazer da atual carteira de encomendas, e em perspetiva com o registado nos anos anteriores, será de destacar o peso do Brasil de 27 %, com aproximadamente 100 milhões de euros, seguido da França com 87 milhões de euros e da Arábia Saudita com 61 milhões de euros.

Os principais projetos em carteira são:

• No Brasil, as pontes da Transcarioca e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e os estádios Arena Fonte Nova, em Salvador da Bahia e Arena Amazônia, em Manaus

• Em França, o Estádio do Lyon, a sede da EDF e os hangares da Airbus

• Na Arábia Saudita, a King Abdullah Financial City, em Riade e o Estádio do King Abdullah Sports City, em Jeddah • Em Portugal, destacam-se as embarcações em construção pela Navalria

RELATÓRIO & CONTAS 2012 PÁGINA 41

CARTEIRA DE ENCOMENDAS POR GEOGRAFIA

GEOGRAFIA VALOR (M€) % Brasil 101,8 27% França 86,7 23% Arábia Saudita 61,4 17% Portugal 49,7 13% Reino Unido 22,4 6% Angola 16,9 5% Espanha 14,9 4% Roménia 8,8 2% Polónia 4,0 1% Austrália 3,4 1% Peru 3,0 1% TOTAL 373

RESULTADOS

Os Proveitos Operacionais da área de Construção Metálica aumentaram 4,2 % para os 250,3 milhões de euros em 2012. Apesar das dificuldades vividas no setor, principalmente na Europa. A mudança no peso dos Proveitos Operacionais, da Península Ibérica para o Brasil, foi a razão por detrás do facto do negócio ter contrariado a tendência negativa. Como é possível verificar nas tabelas abaixo, em 2012 o registo de atividade sofreu alterações significativas quando comparado com 2011.

2012 2011

GEOGRAFIA VALOR (M€) GEOGRAFIA VALOR (M€)

Brasil 57,2 Península Ibérica 50,2

Angola 41,1 Angola 40,5

Península Ibérica 38,2 Polónia 28,5

Reino Unido 26,3 Reino Unido 22,9

França 19,0 Roménia 22,8

Roménia 18,5 Marrocos 14,7

Arábia Saudita 17,6 França 13,6

Polónia 14,0 Alemanha 13,0

Austrália 7,0 Austrália 10,4

Dinamarca 6,3 Dinamarca 10,4

EUA 3,4 Brasil 7,6

Eslovénia 0,7 Bélgica 3,6

Marrocos 0,5 Arábia Saudita 0,7

TOTAL 250,3 TOTAL 240,2

Como se pode verificar acima, o esforço nos últimos três anos, de focalização da atividade em países com crescimento económico e com plano de investimento em infraestruturas, começa a ser visível. Porém, os impactos negativos de todas estas mudanças estratégicas estão em parte refletidos na estrutura de custos.

Sendo assim, o EBITDA em 2012 reflete efeitos não correntes penalizadores, explicados por dois tipos de fatores: (1) os custos associados com o encerramento da atividade industrial na Polónia e o impacto da redução da capacidade produtiva em Portugal; (2) margens operacionais negativas em alguns projetos, principalmente na Polónia, Ibéria e Austrália que refletem o ambiente geral no setor, com margens muito reduzidas devido à falta de procura de grandes projetos, principalmente na Europa.

Os Encargos Financeiros Líquidos sofreram um aumento de 12,7 % para os 14,4 milhões de euros, devido ao aumento dos custos financeiros e de diferenças de câmbio desfavoráveis

O Resultado Líquido totalizou -46,1 milhões de euros, dos quais 0,3 milhões de euros são atribuíveis a interesses não controlados da Martifer Angola.

A Dívida Financeira Líquida da área de Construção Metálica a 31 de dezembro de 2012 atingiu 120 milhões de euros, mais 13 milhões de euros que no final do ano de 2011. Da dívida líquida total, 27 milhões de euros estão alocados a projetos na área de Retail, considerada como uma área não core.

O CAPEX total no período atingiu os 10,1 milhões de euros, valor que corresponde à finalização da construção da unidade de construção metálica no Brasil e investimento de manutenção diverso na construção metálica.

CONSTRUÇÃO METÁLICA 2012 2011 VAR. %

M€ REEXPRESSO Proveitos operacionais 250,3 240,2 4,2% EBITDA -24,6 -20,1 -22,1% Margem EBITDA -9,8% -8,4% -1,4 pp EBIT -31,9 -34,5 7,5% Margem EBIT -12,7% -14,3% 1,6 pp

Encargos financeiros líquidos 14,4 12,8 12,7%

Impostos -0,2 -5,3 s.s.

Resultados de ativos detidos para venda -0,3 0,0 94,6%

Resultado líquido do exercício -46,1 -42,0 -9,9%

Atribuível a interesses não controlados 0,3 0,6 -51,8%

RELATÓRIO & CONTAS 2012 PÁGINA 43

SOLAR

ANÁLISE SETORIAL

Destaques:

• 2012 – em geral, o pior ano de sempre para as empresas do setor solar PV:

No entanto, o total de instalações cresce 3 % desde 2011, para uma capacidade mundial total a ultrapassar os 100GW • Fase de consolidação intensa do setor:

Capacidade produtiva instalada excedentária

Queda acentuada de preços, com efeitos negativos em toda a cadeia de valor • Situação agravada pela constante mudança nas políticas de apoio:

Aplicadas retroativamente em alguns países (Espanha e Bulgária)

Cria incerteza ao redor dos donos dos projetos e investidores – implicações na angariação de novos clientes e projetos • Ambiente misto no 2.º semestre, na Europa:

Espanha e Itália estagnadas devido ao agravamento das condições – corte dos subsídios no setor e bottlenecks de financiamento

• Bélgica e Bulgária com reduções drásticas nas suas condições

EUA aquém das expetativas, mas com performance superior à Europa

• Apesar de tudo, espera-se uma melhoria significativa para os próximos anos no setor

Quais são os desafios que se colocam?

(1) Descida do custo de capital (2) Novas formas de financiamento

TENDÊNCIA – ASSET FINANCE PROJETO SOLAR PV

Fonte:Bloomberg 7.244 20.078 7.495 27.257 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 2012 2011 -63% €M 54.212 70.571 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 70.000 80.000 2012 2011 -74% Fonte: Bloomberg

EUROPA E EUA TOTAL GLOBAL

Europa EUA

CUSTO DOS PROJETOS PV – EM SOLO M€/MW

O custo dos projetos caiu ~40% de 2011 para 2012 TENDÊNCIA – INSTALAÇÔES SOLAR FV

A China, o Japão e a Índia irão ser os mercados com maior crescimento nos próximos anos. Fonte: NEF

RELATÓRIO & CONTAS 2012 PÁGINA 45

ATIVIDADE

A carteira de contratos chave na mão (assinados) é de 230 milhões de euros; Portugal, América do Norte, México e Reino Unido com a contribuição mais significativa. Relembrando que o posicionamento estratégico da empresa passa pela focalização em mercados maduros com um enquadramento regulatório favorável e em países emergentes com bom potencial solar para a execução de soluções on e off-grid, é importante referir, no entanto, que as margens no segmento solar foram reduzidas ao longo da cadeia de valor, com cortes significativos nos apoios governamentais e um aumento da concorrência.

RESULTADOS

Os Proveitos Operacionais diminuíram 21,3 % face ao ano anterior, totalizando 230,8 milhões de euros. Esta performance é explicada pelo decréscimo dos preços e pelo arrastar de alguns projetos para o ano 2013. Os mercados com contribuição mais elevada foram: Portugal, Itália, EUA, França e Reino Unido.

O processo de internacionalização continua, e no ano 2012 destacam-se as entradas no Brasil com um pequeno projeto, no México, no Chile, na Ucrânia e na Roménia.

O EBITDA da área Solar foi de 16 milhões de euros, com a margem EBITDA estável nos 6,9 % em linha relativamente ao período homólogo.

Os Encargos Financeiros Líquidos registaram 7,4 milhões de euros, registando um aumento relativamente aos 3,1 milhões registados em 2011. O acréscimo dos Encargos Financeiros Líquidos face ao ano anterior é explicado fundamentalmente por uma menos valia de 2,3 milhões de euros na aquisição de uma sociedade veículo que foi entretanto vendida juntamente com outras sociedades a um grupo sul coreano, esperando-se que a margem operacional mais do que compense esta menos valia. Também o aumento dos custos de financiamento ajudam a explicar a evolução dos Encargos Financeiros Líquidos

O Investimento registado no final do ano 2012 foi de 31 milhões de euros. Este valor é explicado pelo investimento em desenvolvimento de projetos nos EUA e em França, cuja alienação está prevista para 2013.

A Dívida Líquida aumentou de 45,8 milhões de euros no final de 2011, para 61,5 milhões de euros. Este aumento é explicado principalmente pelo investimento realizado nos projetos solares PV que irão ser vendidos no decorrer de 2013.

SOLAR 2012 2011 VAR. % €M REEXPRESSO Proveitos operacionais 230,8 293,2 -21,3% EBITDA 16,0 20,1 -20,3% Margem EBITDA 6,9% 6,8% 0,1 pp EBIT 13,3 18,1 -26,2% Margem EBIT 5,8% 6,2% -0,4 pp

Encargos financeiros líquidos 7,4 3,1 >100%

Impostos 2,3 5,4 -57,1%

Resultado líquido do exercício 3,6 9,5 -62,1%

Atribuível a interesses não controlados -1,4 -0,9 62,9%

OUTRAS ÁREAS

No documento BEING GLOBAL RELATÓRIO & CONTAS 2012 (páginas 40-46)

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