• Nenhum resultado encontrado

ANALYSIS OF PUBLICATIONS MADE AT THE NATIONAL RESEARCH MEETING IN SCIENCE EDUCATION: TEACHING GENETICS THROUGH ALTERNATIVE

No documento 1 ARTIGOS DE PESQUISA (páginas 159-162)

Estado Civil por Subgrupo

ANALYSIS OF PUBLICATIONS MADE AT THE NATIONAL RESEARCH MEETING IN SCIENCE EDUCATION: TEACHING GENETICS THROUGH ALTERNATIVE

METHODOLOGIES

ABSTRACT:Genetics is a content that attracts students and teachers, it is discuss relevants aspects about heredity, current technologies and the human body. Despite this interest, there are difficulties in teaching this content. The present work aimed to verify the publications related to the teaching of genetics at ENPEC - 2017. Therefore, a simple search in the abstracts was carried out in order to quantify the publications related to the teaching of genetics, especially those related to the use of alternatives methodologies. Based on the results, it can be inferred that although genetics is of great relevance the number of publications in the selected event is very small, which demonstrates that research related to the teaching of genetics is needed.

Keywords: genetics, teaching-learning, alternative methodologies, ENPEC

23 Trabalho aprovado e financiado pelo Edital 01/2019 PAPq/PROPPG - UEMG

24 Aluna bolsista do Edital 01/2019 PAPq/UEMG

25 Professora orientadora e bolsista BPO do Edital 01/2019 PAPq/UEMG

INTRODUÇÃO

Vivemos em uma sociedade na qual a ciência está cada vez mais presente em nosso cotidiano, buscando compreender os acontecimentos ao nosso redor e o nosso corpo. O conhecimento científico ou tecnológico é de grande importância para o cidadão (MOURA et al, 2013). Através do conhecimento científico é possível que as pessoas da comunidade e os estudantes conheçam determinados aspectos relacionados com a sua qualidade de vida e sejam capazes de posicionar-se criticamente em relação as informações divulgadas na mídia, neste sentido, o ensino de Ciências apresenta uma posição de destaque (PEDRACINI et al, 2007).

O ensino de Ciências é muito importante para os alunos, dentro de sala de aula e na sociedade como um todo (MOURA et al, 2014). Ele é capaz de trazer para os estudantes aspectos importantes da sua vida e dos outros seres vivos e ainda permite entender a vida que nos rodeia. É através do estudo de Ciências que podemos conhecer as plantas e suas funções, cada animal que habita ou já habitou a terra e suas relações, buscando maneiras de preservar o ambiente no qual estamos inseridos. Além disso, um aspecto pelo qual temos que destacar o ensino de Ciências, é que através dele podemos compreender em detalhes a maneira que nós, seres humanos, fomos formados, entender sobre a reprodução humana e transmissão de características. Porém, o ensino de Ciências vem sendo marcado por uma dicotomia que constitui um desafio para os educadores. Seu conteúdo e sua metodologia no Ensino médio estão voltados, quase que exclusivamente, para preparar os alunos para os exames vestibulares e/ou ENEM. Neste contexto também se insere o ensino de genética (JUSTINA, FERLA, 2006).

A genética, conhecida como ciência da hereditariedade, é o ramo da Biologia que estuda o mecanismo de transmissão dos caracteres de uma espécie de uma geração para a outra. Neste conteúdo, estuda-se as variações que acontecem durante a transmissão das características, a importância delas na constituição dos seres vivos e as relações disso com as tecnologias biológicas (MOURA et al, 2014).

Através do ensino de genética é possível que os alunos compreendam aspectos importantes relacionados ao corpo humano, os quais são valorizados e debatidos na sociedade (JUSTINA, FERLA, 2006). Além disso, a disciplina de

genética, geralmente desperta interesse nos alunos por estar sempre em temas polêmicos atuais, e apresentar contextos contemporâneos (JANN, LEITE, 2010).

É um conteúdo de grande relevância dentro do ambiente escolar. Estudos relacionados com esta temática vêm ganhando destaque em nossa sociedade, já que é um conteúdo relevante e que atrai alunos e professores por debaterem aspectos significativos para o ensino de Biologia e também para a vida em sociedade. Além disso, é frequentemente debatido nas mídias.

Após cursar a matéria de genética os alunos devem desenvolver: o pensamento crítico; a capacidade de se posicionar e opinar sobre temas polêmicos, como clonagem, transgênicos e reprodução assistida; saber aplicar os conhecimentos adquiridos no cotidiano; entender os princípios básicos que norteiam a hereditariedade, para que saibam como são transmitidas as características, compreendendo melhor a biodiversidade. Sendo assim, é preciso repensar as metodologias utilizadas nos processos de ensino e aprendizagem deste conteúdo. Os estudantes terminam o ensino médio sem conhecimentos básicos relacionados ao conteúdo de genética (FERREIRA et al, 2015). Existe um grande número de conceitos relacionados à área o que são complexos, abstratos e de difícil assimilação e compreensão dos alunos. Isso, somado, ao ensino memorístico e tradicional, favorece que os estudantes se preocupem apenas em decorar termos para momentos de avaliação, em detrimento de compreender e relacionar o conteúdo com a vida prática (MARTINEZ, FUJIHARA, MARTINS, 2008; BONZANINI, 2011; SCHNEIDER et al, 2011; SILVA et al, 2014; MASCARENHAS et al, 2016).

Desta forma é preciso repensar as metodologias utilizadas no ensino de genética, a utilização de metodologias alternativas podem ser compreendidas como uma possível solução para favorecer o ensino. As metodologias alternativas, podem ser compreendidas como metodologias diferentes das tradicionais que buscam favorecer os processos de ensino e aprendizagem, complementando as aulas teóricas tradicionais. Destaca-se que é preciso repensar o ensino de genética, sem desconsiderar aspectos relevantes da aula teórica. Propõe-se a utilização de metodologias alternativas como maneira de favorecer os processos de ensino e aprendizagem de genética, complementando o ensino tradicional. A utilização de metodologias alternativas no ensino de genética vem gerando resultados positivos nos processos de ensino e aprendizagem (ROCHA et al, 2016). É preciso que os professores conheçam e utilizem práticas inovadoras como possibilidade de favorecer

os processos de ensino e aprendizagem deste conteúdo (BONZANINI, 2011). O ensino de genética pode ser favorecido com métodos inovadores de ensino, tais como arte, modelos e jogos (MARTINEZ, FUJIHARA, MARTINS, 2008).

Desta forma pesquisas relacionadas aos processos de ensino e aprendizagem de genética destacam-se e devem ser valorizadas (SCHNEIDER et al, 2011). Em especial, pesquisas relacionadas ao uso de metodologias alternativas nos processos de ensino e aprendizagem de genética.

É importante destacar que existem diversos trabalhos relacionados ao ensino de genética em encontros científicos, sejam eles da área de genética ou ainda das ciências biológicas ou educação (SCHEID, FERRARI, 2006). Desta forma, torna-se relevante compreender como o ensino de genética vem sendo abordado no Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC), considerando a importância e atualidade das metodologias alternativas no ensino de genética, torna-se relevante compreender torna-se estas destacam-torna-se em publicações relacionadas ao ensino de genética.

PERCURSO METODOLÓGICO

A pesquisa em questão apresenta um caráter quali-quantitavo, o método de pesquisa quantitativo relaciona-se com análise de dados e busca quantificar e entender a dimensão numérica de um problema (PINHEIRO, 2015), neste caso, busca quantificar os trabalhos publicados no evento selecionado. E o método qualitativo busca compreender crenças, valores e concepções a respeito de determinado assunto (MINAYO, 2008), neste trabalho relaciona-se com a compreensão efetiva dos trabalhos publicados no evento.

Para tanto, optou-se por analisar os trabalhos publicados no Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências - ENPEC do ano de 2017. O ENPEC é um congresso da área de ensino de Ciências de grande relevância academicamente e que acontece bianualmente, contato com grandes pesquisadores da área de ensino de Ciências. Optou-se pela coleta de dados referente ao ano de 2017, por este ano ser o mais atual na época que se realizou a coleta de dados. Até o presente momento, os dados referentes ao ano de 2019 não haviam sido disponibilizados.

No documento 1 ARTIGOS DE PESQUISA (páginas 159-162)