Prancha 04 B Peixe peixe – gato – peixe.
2- Animais vertebrados e
invertebrados.
“A joaninha não tem osso e os outros tem.” (Prancha 05 A).
“A borboleta não tem osso e a vaca tem osso.” (Prancha 09 A). “O peixe tem mais osso que o passarinho (beija-flor). A borboleta não tem osso e a vaca tem” (Prancha 11 A).
“A barata e a formiga não tem osso e o peixe tem” (Prancha 14 A). “O elefante tem mais osso que o coelho” (Prancha 16 A).
“A girafa tem mais osso que o leão”. (Prancha 20 A). Alunos Categorias Fred 3-Mamíferos, aves e peixes.
“O papagaio (arara) tem pouco osso e o cachorro tem muito osso” (Prancha 02 A).
“Esse ( pássaro) tem menos osso que o outro (macaco). O macaco tem muito osso” (Prancha 03 A).
“O sapo tem mais osso que o gato. A onça (leão) tem mais osso que o cachorro” (Prancha 10 A).
“Tem ( peixe maior) mais osso que o peixe menor” (Prancha 12 A).
Alunos
Categorias Beto
1-Seres Vivos e não vivos.
“A cama tem quatro pernas e a geladeira tem duas” (Prancha 13 A). “O carro (skate) tem quatro rodas e a borboleta não tem” (Prancha 17 A).
“O tucano tem pena e a TV não tem” (Prancha 19 A).
Alunos
Categorias Beto
2- Animais vertebrados e invertebrados.
“O pato tem duas e a barata tem seis pernas” (Prancha 06 A). “A vaca tem quatro pernas e a borboleta não tem” (Prancha 09 A). “A formiga tem quatro pernas e o peixe não tem pernas” (Prancha 14 A).
“O coelho não combina com a formiga. O coelho e grande e a formiga e pequena” (Prancha 16 A).
Alunos
Categorias Beto
3-Mamíferos, aves e peixes.
“A galinha tem duas pernas e o cachorro tem quatro” (Prancha 02 A). “O peixe não tem perna e o gato tem quatro” (Prancha 04 A). “O cachorro tem quatro e a galinha tem duas” (Prancha 10 A). “O gato e grande e o sapo e pequeno” (Prancha 01 A).
“O macaco tem quatro pernas e o peixe não tem pernas” (Prancha 12 A).
Alunos
Categorias Tina
1-Seres Vivos e não vivos.
“O fogão não tem vida” (Prancha 01 A).
“ A cama não e que nem isso aqui ( mostra o guarda-roupa).Não tem o que isso tem” (mostra os cabides). (Prancha 13 A).
“Ele (o lápis) não e que nem os outros. Com os outros a gente não escreve. O lápis não tem as antenas da borboleta” (Prancha 17 A).
Alunos
Categorias Tina
2- Animais vertebrados e invertebrados.
“A joaninha não e que nem o galo. A borboleta não tem o rabo” (Prancha 05 A).
“A barata não e que nem o pato. Ela não tem esse “negocinho” (aponta o olho do pato). Não tem asa” (Prancha 06 A).
“A formiga não tem o que o peixe tem. Não tem escamas. Ela não tem olhinhos” (Prancha 14 A).
“A borboleta não tem o que isso (polvo) aqui tem. O polvo não tem antena” (Prancha 15 A).
“O elefante não e que nem este (coelho). O elefante não tem o que o coelho tem” (Prancha 16 A).
Alunos
Categorias Tina
3-Mamíferos, aves e peixes.
“Ele não tem bico igual ao que o pato tem” (Prancha 02 A).
“ Ele não e que nem o peixe. O peixe não tem rabinho” (Prancha 04 A). “O cachorro não e que nem a galinha. Ele não tem o biquinho. Só” (Prancha 07 A).
“O sapo não e que nem o gato. Ele pula. E o gato não tem isso aqui (mostra a pele pintada do sapo)” (Prancha 10 A).
“O macaco não tem o que o peixe tem. O macaco não tem escama. Não tem pena” (Prancha 12 A).
Alunos
Categorias Ana
1-Seres Vivos e não vivos.
“Os outros são mamíferos e o fogão não é” (Prancha 01 A). “A vaca é mamífero e o guarda-roupa não é” (Prancha 13 A).
“A borboleta é um ser vivo. O avião não é um ser vivo” (Prancha 17 A). “A mulher é um mamífero e o tucano é uma ave” (Prancha 19 A).
Alunos
Categorias Ana
2- Animais vertebrados e invertebrados.
“Os dois (galo e joaninha) não são mamíferos. A joaninha não e mamífero” (Prancha 05 A).
“ Os outros botam ovos. São aves” (Prancha 06 A).
“ A vaca é ...mamífero. E a cobra não é. A cobra bota ovo e vaca não” (Prancha 09 A).
“ O elefante é mamífero. O elefante possui osso e a formiga não tem” (Prancha 16 A).
“ A joaninha não possui osso. A raposa tem osso” (Prancha 12 A). “ Ele não é mamífero” (Prancha 20 A).
Alunos
Categorias Ana
3-Mamíferos, aves e peixes.
“O cachorro é mamífero e os outros não são” (Prancha 21 A).
“O gato é mamífero e os outros não são . São peixes” (Prancha 04 A).
“O cachorro é mamífero. A galinha não é. A galinha é uma ave” (Prancha 17 A).
5.4.2 - Terceira etapa do quarto excluído
Alunos
Categorias Bia
1-Seres Vivos e não vivos.
“Não fala. Tem escrita. Não anda” (Prancha 01 B).
“Ela (vaca) come grama. Fica parada. Tem pêlo. Tem osso” (Prancha 13 B). “Ela não cresce. Não tem osso.Gosta das flores.Voa” (Prancha 15 B).
Alunos
Categorias Bia
2- Animais vertebrados e invertebrados
“Ela (vaca) anda. Come grama. Tem pêlos” (Prancha 05 B).
“Ele (papagaio) fala. Tem pena. Tem osso. Anda. Voa” (Prancha 06 B). “Ela (onça) é valente. Corre. Tem osso. Tem pêlos” (Prancha 11 B). “Ela (Abelha) não cresce. Não tem osso. Voa e passeia” (Prancha 14 B).
Alunos
Categorias Bia
3-Mamíferos, aves e peixes.
“Ele (peixe) nada. Tem espinhas.Tem ossos” (Prancha 04 B). “Passarinho voa, tem pena.Gosta de subir no pau” (Prancha 07).
“Ele (cachorro) late. Fica valente. Corre. Tem pêlos e fica andando” (Prancha 12 B).
5.4.2.1 - O desenvolvimento do conceito e do signo em Bia
Em Bia, o conceito apresenta-se no nível denominado de complexos do tipo associativo caracterizado pela generalização estar baseada em qualquer vínculo associativo, qualquer traço observado no objeto é suficiente para fazer com que a criança inclua o objeto em um grupo. Existe uma alternância da multiplicidade de traços concretos subjacentes ao pensamento por complexo caracterizando-o como desordenado, pouco sistematizado, baseado em vínculos concretos factuais que se revelam na experiência imediata da criança (Vigotski, 2001). As generalizações apresentadas no pensamento de Bia representam, pela estrutura, complexos de objetos particulares concretos, unificados à base de vínculos que efetivamente existem nas gravuras de animais e objetos apresentados durante a prova do quarto excluído, utilizando leis dos vínculos objetivos que ela descobre nas gravuras para conceituá-las.
No desenvolvimento do signo em Bia predominam os característicos condizentes com o terceiro estágio, denominado signos exteriores. Isto significa que Bia experimenta as propriedades físicas dos objetos à sua volta e utiliza a experiência prática para
nomear/explicar/justificar a sua escolha, usando também algumas operações externas como auxiliares na solução de um problema interno.
Alunos
Categorias Fred
1-Seres Vivos e não vivos.
“O peixe tem osso” (Prancha 01 B). “O violão não tem osso” (Prancha 13 B).
“ A menina tem osso e a pipa não tem” (Prancha 17 B).
Alunos
Categorias Fred
2- Animais vertebrados e invertebrados
“A joanimha não tem osso” (Prancha 05 B). “O jacaré tem osso” (Prancha 09 B). “O pingüim tem osso” (Prancha 14 B). “O menino tem osso” (Prancha 15 B).
Alunos Categorias Fred 3-Mamíferos, aves e peixes.
“O cachorro é diferente. Ele não tem bico” (Prancha 02 B).
“Ele não é do mesmo. Esse tipo aqui (coruja) é ave” (Prancha 03 B). “O cachorro não é peixe” (Prancha 12 B).
Alunos
Categorias Beto
1-Seres Vivos e não vivos.
“O peixe tem vida e o livro não tem” (Prancha 01 B).
“ A vaca tem quatro pernas e o violão não tem pernas” (Prancha 13 B). “O menino tem duas pernas e o elefante tem quatro” (Prancha 19 B).
Alunos
Categorias Beto
2- Animais vertebrados e invertebrados
“A vaca tem quatro pernas e o pássaro tem duas pernas” (Prancha 05 B). “O jacaré possui osso e ela (aranha) não” (Prancha 09 B).
“A borboleta não tem pernas” (Prancha 15 B).
“A mosca tem seis pernas e o veado tem quatro” (Prancha 20 B). Alunos Categorias Beto 3-Mamíferos, aves e peixes.
“O cachorro tem quatro pernas e o passarinho tem duas pernas” (Prancha 02 B). “O gato tem quatro pernas e o peixe não tem perna” (Prancha 04 B).
“O pássaro é mais pequeno e o menino e mais maior” (Prancha 07 B). Alunos Categorias Tina 1-Seres Vivos e não vivos.
“O livro não é que nem a vela. Não tem o “negocinho” da vela para acender” (Prancha 01 B). “O violão não é que nem a vaca. O violão tem corda e a vaca não tem” (Prancha 13 B). “A bola não é que nem o elefente. O elefante dá leite e mama” (Prancha 19 B).
Alunos
Categorias Tina
2- Animais vertebrados e invertebrados
“O cachorro não é que nem o galo. Não tem bico. Não tem as pernas e o rabo do galo” (Prancha 02 B).
“O gato não tem escama” (Prancha 04 B).
“O cachorro não é que nem o menino. O cachorro não tem a orelha do menino” (Prancha 10 B).
“O cachorro não é que nem o peixe. Não tem escama” (Prancha 12 B).
Alunos Categorias Tina 3-Mamíferos, aves e peixes.
“A joaninha não é que nem a vaca. A vaca não tem as pernas da joaninha” (Prancha 05 B). “O mosquito não é que nem o papagaio. Não tem o que o papagaio tem. Não tem bico” (Prancha 06 B).
“A aranha não é que nem a menina. A aranha não tem cabelo” (Prancha 11 B). “A joaninha não é que nem o galo. A joaninha não tem rabo” (Prancha 18 B).
“ A mosca não é que nem o gato. A mosca não tem pêlos e o gato tem” (Prancha 20 B).
5.4.2.2 - O desenvolvimento do conceito e do signo em Fred, Beto e Tina.
O desenvolvimento do conceito em Fred, Beto e Tina apresentam, principalmente, características do nível denominado complexo. O pensamento é conduzido a formar vínculos, estabelecer relações entre diferentes impressões concretas, unificar e generalizar objetos particulares para ordenar e sistematizar a experiência prática, cotidiana. O pensamento é baseado na relação de cada objeto particular com o tipo e o modo de atividade (experiência) da criança. Explicando assim o fato de cada um desses alunos
apresentarem características peculiares do pensamento apesar de estarem no mesmo nível de desenvolvimento. Cada sujeito utiliza uma lógica particular/própria para lidar com as coisas do mundo, até que possa desenvolver o acesso à compreensão da lógica formal. Os complexos formados são constituídos segundo leis de pensamento inteiramente diversas da lei do conceito (Vigotski, 2001). Um complexo é construído com base em um vínculo factual, concreto e diverso, revelados na experiência imediata. O complexo é a generalização ou a unificação de objetos concretos, sendo o vínculo de construção da generalização variável, como no caso das crianças estudadas na presente pesquisa.
No pensamento por complexos das crianças pesquisadas predominam características do tipo coleções. Uma fase do desenvolvimento do pensamento onde diferentes objetos concretos, com base em complementação mútua, combinam-se e intercomplementam-se de maneira heterogênea. Vigotski (2001) assevera que, a associação por contraste é uma característica da fase de coleções. Tal característica aparece de forma expressiva na linguagem/ comunicação de Fred, Beto e Tina. A criança não mantém coerência ao princípio que toma como base da formação do complexo, unificando pela associação, diferentes traços fazendo de todos eles a base da coleção. A fase do desenvolvimento infantil denominada de coleções é longa e persistente, possui profundas raízes na experiência prática, efetiva e direta da criança. Considerada a primeira raiz da história da evolução do conceito. Vigotski (2001) alerta que esse tipo de formação por complexos, baseados na modalidade de coleção, desempenha um papel de suma importância em doentes mentais. Os dados coletados pela pesquisa sugerem que este alerta feito pelo teórico para os doentes mentais, seja fato também para os deficientes mentais, já que Fred, Beto e Tina apresentaram tais características, correspondendo a cinqüenta por cento dos participantes da pesquisa.
Para Fred, Beto e Tina o desenvolvimento do signo encontra-se no estágio denominado de crescimento para dentro. Neste estágio o significado enfatiza a aplicação da experiência da criança para lidar com o mundo ao seu redor. As operações externas se interiorizam e passam por profundas mudanças. O emprego da experiência insuficiente e incompleta causa o emprego inadequado das propriedades, estímulos e reações psicológicas. Primeiramente a criança desenvolve a gramática e só mais tarde assimila as operações lógicas que correspondem às estruturas gramaticais que utiliza.
Alunos
Categorias Ana
1-Seres Vivos e
não vivos. “ O peixe é um ser vivo e o livro não é” (Prancha 01 B). “ Esse menino é um ser vivo e a pipa não” (Prancha 17 B). Alunos Categorias Ana 2- Animais vertebrados e invertebrados
“ A joaninha não bota ovo e o pássaro bota” (Prancha 05 B). “ O jacaré possui osso e ela (aranha) não” (Prancha 09 B). Pingüim tem osso e a borboleta não tem.” (Prancha 14 B). “ O menino é mamífero e possui osso” (Prancha 15 B).
“ O gatinho é mamífero e ela ( abelha) não possui osso” (Prancha 20 B).
Alunos
3-Mamíferos, aves e peixes.
“ O gato é mamífero e o peixe não é “(Prancha 04 B). “O cachorro é mamífero e o peixe não é” (Prancha 12 B).
5.3.2.3 - O desenvolvimento do conceito e do signo em Ana
O pensamento de Ana encontra-se numa fase mais desenvolvida do pensamento por complexo, denominada pseudoconceito. É uma fase caracterizada pela transição do estágio dos complexos para a formação de conceitos propriamente ditos. Uma ponte lançada entre o pensamento concreto metafórico e o pensamento abstrato da criança. A generalização construída na mente da criança, com base no pensamento por complexo (aspectos externos) é fenotipicamente semelhante ao conceito empregado na atividade intelectual dos adultos, porém difere do conceito propriamente dito, pela essência e pela natureza psicológica (aspectos internos). Os pseudoconceitos são predominantes no pensamento de crianças na idade pré-escolar. Ana é a única participante que se encontra numa fase mais desenvolvida de alfabetização. Vigotski (2001) assevera que o domínio do pseudoconceito no pré-escolar relaciona-se ao fato de que os complexos infantis, correspondentes ao significado das palavras, não possuem desenvolvimento livre, espontâneo. O desenvolvimento do domínio do significado das palavras é previamente esboçado e estabelecido pelo discurso do adulto.
O signo em Ana apresenta características do estágio denominado crescimento para dentro, já que ela consegue operar com signos internalizados, existindo uma interação constante entre as operações externas e internas. A linguagem do meio circundante,
representada pelos significados estáveis e constantes das palavras utilizadas pelos adultos, direciona/orienta a generalização e a construção do pensamento da criança. As vias de disseminação e transmissão de significados das palavras são dadas pela comunicação verbal do adulto com a criança. A criança, porém, não a assimila de modo imediato. Ela recebe informações por intermédio de operações intelectuais diversas e as elabora pelo método de pensamento chamado pseudoconceito. A criança que pensa por complexo e o adulto que pensa por conceitos, estabelecem compreensão mútua e comunicação verbal, já que o pensamento de ambos apresenta um nível de coincidência ou de equivalentes funcionais. Ana está alfabetizada e demonstrou um melhor resultado na avaliação do quarto excluído, uma vez que, na escrita e na leitura, diferentemente da linguagem oral, o pensamento emitido é expresso em significados formais das palavras empregadas. O discurso escrito é desenvolvido e complexo. Para enunciar cada pensamento isolado, empregam-se mais palavras e amplia-se a possibilidade de desenvolvimento do leitor/escritor. Na escrita, a compreensão é produzida de combinações e palavras que contribuem para o desenvolvimento de um discurso mais complexo. A escrita é uma linguagem intencional, orientada para proporcionar o máximo de integibilidade do outro, levando a criança agir de modo mais intelectual, projetando-a a um nível superior de desenvolvimento e Ana já acessou este universo.