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Aos stakeholders externos

No documento Centros de interpretação e turismo cultural (páginas 128-132)

5. RESULTADOS E PROPOSTAS DE BASE C.I.T.A

5.4.2. Aos stakeholders externos

No intento de obter dados quanto à perceção dos stakeholders externos aos territórios de Vila Nova da Barquinha, e ao CITA, mas cujo percurso profissional a este se liga pela

35 Esta salvaguarda da identidade de cada depoente, foi considerada eticamente aconselhável, e encontram-se

disponíveis no dossier de investigação da mestranda, os originais comprovativos destas entrevistas. 40%

60%

Q4. "Como valoriza a importância da

Administração Pública no Turismo?"

1. nada importante 2. pouco importante 3. importante 4. muito importante 5. totalmente importante

109 administração de equipamentos com caraterísticas similares, foi constituída uma breve entrevista, enviada aos inquiridos via email e acompanhada do respetivo guião de entrevista, não obstante, a conversação prévia e informal mantida com estes, acerca do intento do presente estudo.

Das quatro entrevistas enviadas e que reportavam às perspetivas dos agentes externos nas dimensões da administração regional, administração local e administração privada, foram concretizadas duas entrevistas e que respondiam às seguintes questões:

1 - “O que é para si um Centro de Interpretação?”

2 - “Para a estratégia nacional de Turismo, qual a importância que atribui a estes equipamentos?”

3 - “Como valoriza a importância da Administração Pública no Turismo?”

Á primeira interrogação destaca-se a resposta referente à caraterística narrativa que os inquiridos atribuem aos Centros de Interpretação (CI) através do storytelling, e da importância deste ser devidamente adequado ao público-alvo definido, e que constatamos com a afirmação de que um CI é “Um lugar através do qual se conta a história de forma acessível ao visitante”. De igual modo, é evidenciada em profundida a questão do público, através da constatação de um dos entrevistados que considera que um CI deva ser “(…)acima de tudo é um espaço de transmissão e mediação de conhecimento. Facilitador da interpretação de uma temática indo ao encontro do espectador/visitante.” (anexo XVIII). Neste âmbito, confirma-se igualmente o enfoque acerca da questão da produção e transmissão do Conhecimento, para nós tao relevante.

Às perguntas dois e três, a concordância foi total e os dois inquiridos concordaram que os CI são “totalmente importantes” para a Estratégia de Turismo nacional (100%), bem como é totalmente importante a intervenção da Administração Pública no Turismo (100%). Estas constatações poderão ser verificadas no anexo XVIII.

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Trabalho de campo

Do ponto de vista dos resultados da observação participante podemos constatar do nosso Caderno de Campo que a perceção dos residentes e a perceção dos visitantes coincidem num foco comum: Templarismo.

No desenvolvimento deste trabalho foi necessário visitar alguns dos Centros referenciados, com o objetivo de in situ se poder aquilatar das condições operacionais de funcionamento, e experimentar uma forma de observação que pudesse ser registada nos nossos Cadernos. Estes suportes de trabalho revelaram-se importantes porque, dada a escassa informação sobre a matéria de visitação, nos permitiu esboçar algumas reflexões estruturando as etapas seguintes de trabalho.

Como se poderá verificar através dos resultados obtidos, o contato com equipamento culturais, profissionais dos vários ramos da interpretação, públicos diversos em circunstâncias também diversas e, acima de tudo, o registo sensorial que a própria mestranda foi registando como impressões de trabalho de campo, coincidiram com uma síntese que se poderá enunciar do seguinte modo:

 É impossível estudar e compreender um Centro Interpretativo sem nos tornarmos públicos consumidores desse mesmo equipamento;

 O caso de Torres Vedras, no qual foi patenteada a apresentação “O Turismo Militar: Conteúdos e Experiências na Roteirização – o caso CITA de Vila Nova da Barquinha” (ver anexo VIII), foi um dos pontos críticos que fizeram parte desta construção experimental, que nos permitiu continuar e finalizar esta dissertação, considerando a síntese atrás referida.

Fechando este subcapítulo, anotaremos que a componente teórica e intangível da investigação neste domínio dos CI, exige incontornavelmente a experiência tangível do investigador.

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Propostas

Com os dados recolhidos e tratados consideramos dispor de evidências suficientemente esclarecedoras sobre os principais impactes que a criação e o desenvolvimento de sinergias geradas, o simbolismo e a economia local/regional sofrem ao longo do curto prazo de existência desta investigação em Turismo.

Com base nas evidências obtidas, e ainda tendo em consideração o apogeu da Era Digital em que nos encontramos, julgámos importante demonstrar pragmaticamente, o impacte que a existência do equipamento CITA apresenta no panorama digital (web). Assim, contruímos e apresentamos como proposta de desenvolvimento futuro, a Matriz Experimental de Notoriedade Digital (anexo XX), cujo objetivo primordial reside na perceção de quais as palavras-chaves, e/ou combinatórias, de pesquisa na web, que maior resultado descriminam para o objeto de estudo em apreço.

Com base na premissa anterior, salientamos que, no que se refere ao impacte via digital, a notoriedade digital do CITA é sobremaneira relevante com a combinação das palavras-chave “CITA” e “Templário”, mas ainda se encontra aquém da notoriedade digital da palavra-chave “Vila Nova da Barquinha”. É provável que com o desenrolar das intervenções científicas e técnicas, associadas a este equipamento cultural, se atinjam valores mais significativos. Todavia, a digitalização do processo de acesso à visitação parece-nos ser urgente, dado que a Agenda Digital Europeia suscita este tipo de abordagem tendo em conta os novos públicos, nomeadamente a Geração Z. Destacamos igualmente a possibilidade de experimentação e replicação desta matriz a outros equipamentos culturais, a fim de, expeditamente, se identificar uma possível tendência de notoriedade dos mesmos

Para além desta perspetiva, é possível estabelecer duas propostas de leitura para o CITA, enquadradas pelos resultados obtidos no trabalho de campo e nas ferramentas de recolha de dados, e que se relacionam a duas dimensões: à dimensão concetual – através da proposta da definição do que é um CI – e à dimensão programática – com a proposta de programação turístico-cultural para o este Centro Interpretativo.

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