Capítulo 2 – O Material Bambu
2.8 BAMBU LAMINADO COLADO (BLC)
2.8.4 APLICAÇÕES DAS RIP
Segundo Cardoso Jún laminados de bambu surgiu
ambu
r se comparada às lâminas externas (Figura 2.30). Os e o PVA. Na Tabela 2.6 estão apresentados os resultados m
Figura 2.30 – Esquema de retirada das lâminas de bambu.
Fonte: Nogueira (2008).
Tabela 2.6 –Características mecânicas dos painéis em BLC.
Dimensões (cm) Adesivo Posição lâmin 8,0 x 1,5 x 4,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern 8,0 x 1,5 x 40,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern cidade na 8,0 x 1,5 x 40,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern dial (área 8,0 x 1,5 x 4,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern ngitudinal 8,0 x 1,5 x 4,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern ngitudinal ina de cola a: 8,0 x 3,0) 8,0 x 1,5 x 4,0 PVA Extern Intern adespec Extern Intern Fonte: Nogueira (2008).
dos resultados referentes às propriedades m ios autores acima citados consiste no fato de não haver s cada pesquisador adota uma metodologia diferente,
resultados.
DAS RIPAS DE BAMBU E DO BLC
Cardoso Júnior (2008), com a recente produção em surgiu um novo mercado para sua utilização na const
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Os adesivos utilizados s resultados médios obtidos.
. Posição da lâmina Resistência (MPa) Externa 58,77 Interna 54,22 Externa 64,42 Interna 62,00 Externa 78,95 Interna 91,20 Externa 75,60 Interna 67,85 Externa 11913,88 Interna 10555,70 Externa 7965,22 Interna 7790,25 Externa 11,18 Interna 9,42 Externa 9,84 Interna 11,87 Externa 6,45 Interna 7,34 Externa 7,69 Interna 7,79 Externa 2,35 Interna 3,29 Externa 2,07 Interna 1,40 priedades mecânicas do BLC haver uma padronização ia diferente, o que dificulta a
rodução em larga escala dos ção na construção além de uma
série de máquinas próprias para o seu processamento. Na Figura 2.31 são apresentados exemplos de produtos utilizados com BLC.
Figura 2.31 – Produtos fabricados em BLC.
(a) Caixa em BLC. (b)Piso de BLC.
(c) Cadeira em BLC. (d) Divã de BLC.
Fonte: Pereira e Beraldo (2008).
Para Castro e Silva (2005), o uso do bambu laminado colado, por ser um material totalmente padronizado em relação ao bambu in natura (roliço), proporciona maior flexibilidade na produção de móveis diversos. Estes móveis podem sem restrições, devido à resistência e aos seus aspectos estéticos, atuar no mercado dos móveis juntamente e em substituição a madeira serrada, proveniente de árvores coníferas e frondosas. Atualmente, existem diversos sites da rede mundial de computadores, onde se pode encontrar uma grande quantidade de ofertas destes móveis a partir dos termos “bamboo furniture” ou “bamboo
flooring”. Portanto, o laminado de bambu é produzido e exportado em grande escala por
vários países na Ásia.
Koga, Bittencour e Gonçalves (2002) realizaram um estudo para comparar a resistência à abrasão (desgaste) de laminados de ipê, peroba rosa, maçaranduba e bambu
Dendrocalamus giganteus. No trabalho supracitado foi concluído que o laminado de bambu
teve uma resistência à abrasão semelhante ou superior aos demais laminados das outras espécies de madeira.
Hidalgo López (2003) estudou o uso das ripas para fabricação de treliças de banzos paralelos do tipo Warren, com bambus da espécie Guadua angustifolia. Os elementos estruturais foram fixados com parafusos, formando uma treliça com 3 metros de vão, própria
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para coberturas leves, como as telhas onduladas. Esse sistema construtivo oferece muitas possibilidades de uso, pois é leve, barato e de fácil montagem. As treliças foram verificadas, experimentalmente, utilizando duas treliças colocadas lado a lado. Estas suportaram o peso de dois homens adultos (150 kgf), apresentando uma deformação muito pequena, constatando-se sua resistência (Figura 2.32).
Figura 2.32 – Treliça de banzos paralelos feitas de ripas de bambu.
(a) (b)
Fonte: Hidalgo López (2003).
No Brasil, o Instituto do Bambu construiu em Juvenópolis-AL uma casa popular, projetada por Sartori e Cardoso Jr., por meio da composição de paredes de bahareque oco e treliças de bambu ripado (Figura 2.33).
Figura 2.33 – Treliças de telhado fabricadas com ripas de bambu.
Fonte: Peixoto (2008).
Peixoto (2008) realizou uma pesquisa onde buscava fazer uma abordagem das possibilidades estruturais dos laminados colados de bambu da espécie Dendrocalamus
giganteus. Propôs um sistema construtivo, que através da pré-fabricação de componentes
modulares, pretendia impulsionar o uso do bambu, enfocando a simplificação dos processos construtivos e a redução do impacto ambiental causado pelos convencionais métodos de construção.
Segundo a autora acim material na indústria da const com perfis comerciais, como apresentar uma linearidade em o seu uso em soluções retilíne do bambu reside na dificulda bambus com diâmetros difer tornando-as pouco eficientes.
Em com vantage um mat protube Na Figura 2.34 é mo confeccionada em BLC, que fo Na Figura 2.35 percebe
(a) Local de ruptura da
As treliças de forma Portanto, não seriam necessár
acima referida, pode-se atribuir a pouca utilizaçã tria da construção civil à impossibilidade da confecção d rciais, como vigas e pilares de seções transversais ret nearidade em seus colmos, ou seja, com seções irregular uções retilíneas torna-se difícil. Outro problema com o f
na dificuldade em ajustar os encaixes das conexões e metros diferentes, as ligações não se ajustam, dificul o eficientes.
Em comparação ao bambu em estado natural, os laminados vantagens do aproveitamento de peças de pequena dimensã um material mais homogêneo onde os defeitos podem ser re protuberâncias provocadas pela presença de nós. (PEIXOTO, é mostrado o esquema de carregamento da tr que fora ensaiada por Peixoto (2008).
Figura 2.34 – Sistema de carregamento.
Fonte: Peixoto (2008).
percebe-se o modo de ruptura da treliça proposta
Figura 2.35 – Modo de ruptura da treliça.
de ruptura da peça. (b) Afastamento nas fib Fonte: Peixoto (2008).
s de forma geral apresentam menor resistência em su iam necessários que as barras da treliça apresentassem se
ouca utilização do bambu como confecção de peças estruturais nsversais retangulares. Por não es irregulares em toda estrutura, ema com o formato dos colmos s conexões entre as peças. Em am, dificultando as uniões e
os laminados colados apresentam as ena dimensão, além de constituírem podem ser removidos juntos com as
(PEIXOTO, 2008, p. 92).
mento da treliça tipo Warren
por Peixoto (2008).
mento nas fibras do bambu.
ência em suas conexões (nós). sentassem seção transversal tão
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elevada, levando em consideração que os máximos esforços de tração e compressão foram em módulo da ordem de 1100 kgf, assim admitindo que a resistência à compressão é de 500 kgf/cm2 (a resistência à compressão do bambu é sensivelmente menor que à resistência à tração), seriam necessários 2,2 cm2 de área resistente. Portanto, a análise do nó deve ser mais criteriosa, especialmente, no que diz respeito à distância mínima estabelecida entre conectores de peças de madeira (tracionadas ou comprimidas). Vale salientar, que para peças comprimidas esbeltas torna-se necessária especial atenção a flambagem das barras comprimidas da treliça.
Este capítulo tem por como treliças planas tipo How Bambu Laminado Colado planas aplicadas em cobertura de conteúdos normativos, ao p das propriedades físico-mecân de dimensionamento.