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DETECÇÃO DE PERDAS FÍSICAS DE ÁGUA

2.6 APLICAÇÃO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA – SIG

2.6.4 Modelos de Dados e Aplicabilidade do SIG

2.6.4.2 Aplicabilidade Geral e Específica

Utilizar um SIG implica em definir as representações computacionais mais adequadas ao significado para o qual deu origem a sua aplicação. Do ponto de vista da tecnologia, desenvolver um SIG significa oferecer o conjunto mais amplo possível de estruturas de dados e algoritmos capazes de representar a grande diversidade de concepções de espaço, conforme (CAMARA E QUEIROZ, 2001).

CAMARA et al (1996) propuseram, neste sentido, que um fenômeno geográfico pode ser analisado diferentemente dependendo dos objetivos de sua aplicação. Assim sendo, um mesmo conjunto de dados podem receber tratamento distinto. Esta característica causa um impacto direto na coleta, modelagem e armazenamento dos dados georefenciados. Por outro lado, cada aplicação requer a manipulação de fenômenos geográficos distintos, associados a diferentes características e propriedades que variam no espaço e no tempo. Na outra ponta, os usuários, devido a diversidade de perfis, demandam diferentemente por soluções específicas para cada área de domínio do conhecimento. Em resposta a grande variedade de tipos de demandas e necessidades de aplicações, distintas, são oferecidas aos usuários e projetistas, um conjunto adequado de funções de análise e manipulação dos dados geográficos. A partir de tais necessidades, surgem diferentes especializações do termo SIG, como por exemplo, Land Information System (LIS), Natural Resource Information System (NRIS), Soil Information System (SIS).

MAGUIRE, GOODCHILD and RHIND (1993) apud CAMARA et al (1996), classifica as aplicações em:

 Sócio-econômicas: envolvendo o uso da terra, seres humanos e a infra- estrutura existente;

 Ambientais: enfocando o meio ambiente e o uso de recursos naturais;

 Gerenciamento: envolvendo a realização de estudos e projeções que determinam onde e como alocar recursos para remediar problemas ou garantir a preservação de determinadas características.

Diante desta classificação, a presente dissertação pretende trabalhar com os conceitos correlatos com as duas últimas, ambientais e gerenciamento, as quais combinadas garantem embasamento teórico ao desenvolvimento dos trabalhos.

Atualmente a aplicação de SIG’s em conjunto com modelagem matemática e hidráulica, associado ao um programa de combate a perdas totais de água representa uma poderosa ferramenta na eficácia de gestão do SAA’s. Pretende-se para o desenvolvimento desta dissertação a aplicação das tecnologias livres, disponíveis gratuitamente, denominadas de domínio público ainda com a possibilidade para alguns programas em trabalhar com seu código fonte, permitindo customizar suas funcionalidades à realidade e objetivos desejados. Como exemplos destas ferramentas, podem-se citar algumas delas, como por exemplo, SPRING e o aplicativo visualizador desenvolvido a partir da biblioteca de geoprocessamento TERRALIB - TERRAVIEW, ambos fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial – INPE. Estes modelos de SIG permitem a criação de uma banco de dados onde poder-se-á relacionar os mapas de interesse com Tabelas de atributos e portanto, extrair informações as quais serão úteis para área de planejamento, operação e manutenção dos SAA’s.

No Capítulo três, Materiais e Métodos, será apresentado um estudo detalhado desenvolvido para o auxílio na escolha de qual ferramenta adotar para os trabalhos relativos ao SIG.

A finalidade de se utilizar uma ferramenta SIG associada aos aplicativos de modelagem matemática e hidráulica, com finalidade de detecção e controle de perdas físicas de água em SAA’s, conforme GOBBI (2002), pode otimizar e beneficiar os resultados a serem obtidos, uma vez que, ao trabalhar com dados on line, o usuário das informações produzidas poderá efetivamente intervir no sistema, seja em seu planejamento ou até

mesmo em sua operação e manutenção, podendo resultar em redução dos índices de perdas físicas de água em SAA’s.

SIMÃO E RODRIGUES (2003), através do artigo desenvolvido para o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra – INESC, propõe um sistema protótipo para auxiliar na gestão de sistemas urbanos de abastecimento de água. Via de regra, os sistemas operados no local estudado, possuem grandes dificuldades de levantamento, relacionamento e análise dos dados e informações necessárias, permitindo redução de tempo hábil para as tomadas de decisão.

Para COELHO (2006), podemos referir como principais vantagens obtidas, dentro dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), no desenvolvimento desta iniciativa:

 Melhoria dos fluxos de informação;  Conhecimento mais fidedigno das redes;  Alteração de procedimentos no SIG;

 Melhoria na recolha e armazenamento de informação;  Contato mais estreito com outros setores dos SMAS;

 Obtenção de dados de forma a fundamentar tecnicamente decisões de gestão;

 Reconhecimento técnico por parte da Administração.

A aplicação de SIG na efetividade dos processos organizacionais favorece a otimização dos recursos materiais e humanos, necessários e/ou disponíveis, visando atingir os objetivos propostos.

STAR E ESTES (1990), destacam as possíveis aplicações para o SIG, e dentre elas propõe o SIG Municipal, o qual caracteriza-se com facilitador único paras atividades de planejamento urbano, controle fiscal e tributário, controle sanitário, entre outras, minimizando as redundâncias e custos nas atividades envolvidas.

Da mesma forma a utilização do SIG atualmente vem demonstrando que esta ferramenta pode auxiliar fundamentalmente os mais diversos tipos de processos, uma vez que,

confere a estes facilidades no armazenamento, manipulação e análise dos dados e informações necessárias. Dentro desta realidade, os especialistas neste assunto já procuram focalizar seus produtos para cada tipo de necessidade, e não diferente disto, o setor de infra-estrutura urbana, pode contar com sistemas desenvolvidos especialmente para esta finalidade. Nas últimas duas décadas estes sistemas vêm se expandindo quanto aos softwares utilizados, inclusive com maior interação entre os mesmos, capacidade de armazenamento e processamento através de máquinas mais poderosas, com relação custo x benefício mais baixa, utilização do ambiente World Wide Web (WEB), através da internet ou intranet, com maior comodidade e rapidez na disponibilização dos serviços aos seus usuários.

Especificamente para área de saneamento básico e ambiental, seus gestores estão mais alertas a estas facilidades e estão buscando implantá-las para ajudá-los nas tarefas diárias ou operacionais, bem como naquelas onde precisamos prever ou projetar para um médio ou longo espaço de tempo, as melhores ações a serem decididas. Portanto, algumas experiências neste sentido já podem ser comprovadas, principalmente, focadas na efetividade da gestão operacional e estratégica de todo o sistema, onde se pode destacar a redução de perdas físicas e não físicas (comerciais), otimização das condições de projeto e planejamento, agilidade e confiabilidade nas ações de manutenção e operação diária, auxílio no monitoramento da qualidade da água, entre outros.

2.7

INDICADORES DE MONITORAMENTO DE PERDAS FÍSICAS

Embora neste trabalho este assunto não configure como um dos principais, porém, devido a sua potencialidade para a gestão de uma forma geral, procurou-se dar o devido destaque a este tópico, neste trabalho, buscando identificar possíveis aplicações em trabalhos futuros os quais venham ampliar a linha de pesquisa, integrando-a como ferramenta capaz de auxiliar no desenvolvimento de novos conhecimentos no estudo de perdas físicas de água.

Neste sentido a utilização de indicadores de desempenho traz benefícios na gestão operacional do sistema. Estes indicadores possibilitam mensurar a eficácia, eficiência (e efetividade) com que os objetivos pré-estabelecidos na fase de planejamento estão cumpridos na realidade, ou seja, à eficácia cabe mensurar se objetivos estão sendo atingido, caso afirmativo, a eficiência responde pela otimização dos recursos empregados na consecução dos mesmos. (Acrescenta-se ainda que a freqüência com os objetivos são alcançados com melhor performance pode caracterizar a efetividade do processo). As aplicações permitem vantagens para os gestores dos SAA’s, como se pode ver a seguir, conforme (ALEGRE et al., 2000):

 Facilita o monitoramento dos processos de decisão e seus efeitos;

 Diminui o tempo de resposta, melhorando a qualidade oferecida às decisões;  Favorece a ação pró-ativa em detrimento das reativas diante das

solicitações;

 Permite o mapeamento dos pontos fortes e fracos dos vários processos organizacionais;

 Facilita a implementação de modelos baseados na gestão da qualidade total;  Permite a troca de conhecimento intra e extra-organizacional;

 Facilita o ambiente favorável à realização de auditorias técnicas e o acompanhamento posterior.

Verifica-se que a adoção de indicadores de desempenho no auxílio da gestão de processos faz-se necessário e requer, por vezes, adequações dos paradigmas adotados até então para sua absorção dentro da organização. Por sua vez, acredita-se que esta ferramenta em conjunto com o SIG possa potencializar suas aplicações e benefícios, o que se pretende demonstrar adiante.

Segundo MAGALHÃES apud MIRANDA (2002), os indicadores são responsáveis pela sinalização, comunicação, demonstração, indicação e informação sobre uma questão qualquer a qual está sendo gerenciada, monitorada ou assistida. Podem abordar questões as quais pertençam ou não ao seu círculo de ação. Possuem várias características definidoras: quantificam e qualificam a informação, evidenciando e

simplificando sua comunicação. São elementos descritivos e não explicativos, ou seja, não são dotados de qualquer subjetividade e representam um modelo empírico da realidade, e facilita a comparação entre realidades distintas.

Ainda segundo MIRANDA (2002), os indicadores podem constituir dois grandes grupos, quais sejam, indicadores individuais (ou simples), nos quais os dados são tratados de forma independentes e os indicadores agregados (ou coletivos), onde num único indicador são tratados dados e dados e/ou informações diversas.

Os indicativos de desempenho devem entre outros requisitos, serem claramente definidos; serem representativos dos aspectos que se busca avaliar e verificar. Os indicadores devem permitir a comparação das perdas em bases eqüitativas, conforme (BESSEY E LAMBERT, 1994 apud MIRANDA, 2002)

Para qualquer plano de intervenção a ser elaborado e proposto para o controle de redução de perdas totais de água em SAA deve estar embasado em alguma forma de mensuração do problema dando a dimensão e complexidade a ser enfrentada, bem como o acompanhamento dos resultados deve ser acompanhado de alguma ferramenta, a qual, possibilite avaliar a efetividade das ações implantadas em relação aos resultados. Esta ferramenta pode ser os indicadores de desempenho os quais podem auxiliar em todos os itens mensuráveis componentes das perdas totais.

A quantificação das perdas físicas e comerciais é um dos fatores importantes para a definição das ações necessárias ao seu combate. É necessário o apontamento de todos os custos envolvidos através do acompanhamento das ações, por exemplo, conforme GONÇALVES (1998), Homens x hora gastos nas atividades de controle (detecção, localização e reparo de vazamento), Máquinas x hora de equipamentos de equipamentos de manutenção, (insumos materiais empregados nos reparos e re- trabalhos), nível de perdas, histórico de ocorrência de fatos gerados de perdas, rompimentos em rede (primária, secundária e ramal de ligação), freqüência destas ocorrências, custo do tempo de reparo para cada tipo de evento, custos de produtos químicos, energia, entre outros insumos. Estes dados reunidos representam um grande volume de dados e procedimentos.

A otimização dos recursos disponíveis pela informática é possibilitada através dos sistemas de informações (SI). Estes sistemas possibilitam a aquisição, armazenamento e manipulação de uma grande massa de dados de forma automatizada e ágil, possibilitando maior rapidez nos resultados dos processos pré-estabelecidos.

Tentar praticar estas tarefas atualmente, seria extremamente contra-producente além de extremamente trabalhoso, motivos suficientes para inviabilizar qualquer intenção neste sentido no passado, época que não se dispunha de tantos recursos informáticos acessíveis como hoje. Nas últimas décadas, vêm acontecendo grandes transformações na área da tecnologia da informação (TI), resumidamente, os custos de equipamentos e infra-estrutura de informática, atualmente, estão cada vez mais viáveis, a mão-de-obra mais capacitada e o contínuo desenvolvimento de recursos poderosos, para a utilização das possibilidades computacionais, customizáveis às diversas finalidades possíveis. Esta situação proporciona um cenário favorável à tendência de utilização destas tecnologias.

Dentre as finalidades de utilização destes indicadores, ALEGRE (et al, 2000) destaca alguns conforme trabalho realizado junto a International Water Asociation (IWA). Proporcionar aos diversos consumidores um serviço adequado (com regularidade) cumprindo com as políticas públicas nacionais e regionais entre outras obrigações legais. Promover uma elevada produtividade dos recursos humanos, através de práticas de valoração profissional e de carreira, buscando otimizar as qualidades e aptidões de cada indivíduo. Maximizar a eficiência dos recursos hídricos e ambientais (bem como, dos insumos materiais, de equipamentos e energéticos envolvidos na produção da água). Promover e garantir uma eficiente aplicabilidade dos recursos financeiros (a bem da saúde econômica da organização, garantindo a possibilidade de investimentos de forma regular e planejada na manutenção e ampliação do sistema). E por fim, desenvolver a cultura de gestão integrada, ou seja, para todos os empreendimentos de infra-estrutura buscar a realização de atividades em conjunto, Planejamento, Implantação e manutenção e operação, sem perder de foco a efetividade e excelência no cumprimento dos objetivos estabelecidos.

Conforme MIRANDA (2002), para que os usos dos indicadores sejam potencializados ou otimizados, a qualidade das informações adotadas para o cálculo dos mesmos, uma vez que existe relação de dependência, deve ser depositada a devida atenção. Como exemplo desta situação, a comparação de desempenho benchmarking, entre organizações, ou até mesmo internamente.

Segundo SILVA et al (1998) apud MIRANDA (2002), concorda com as abordagens relativas aos indicadores de desempenho, no entanto, acrescenta que tão importante quanto ao correto enunciado conceitual do indicador, é a confiabilidade da informação primária que lhe dá origem. Nestes termos, destacam os autores, a competência e a dedicação na coleta das informações devem corresponder ao nível de precisão necessário.

Lembra BESSEY E LAMBERT (1994 apud MIRANDA, 2002), que existem erros dentro de faixas distintas de ordem de grandeza para o processo de determinação do balanço hídrico de um sistema de distribuição, por exemplo. São erros inerentes as diferenças de qualidade dos equipamentos, suas instalações, assim como também das tecnologias empregadas. Portanto, eles destacam que é de fundamental importância que haja o máximo controle possível sobre este aspecto, (caso não seja suficiente o controle “possível” empregado, deve-se rever os processo envolvidos para que medidas mais efetivas sejam tomadas, ainda que impliquem em custos adicionais, no entanto, sem inviabilizar todo o sistema), na apenas quantitativo mas também qualitativo das informações primárias, favorecendo uma avaliação de desempenho associada aos resultados dos indicadores associada a uma avaliação do nível de confiança das informações de origem.

A seguir são apresentados alguns conceitos fundamentais para os indicadores de desempenho. Visando a consecução dos objetivos pré-estabelecidos as organizações devem buscar elevados níveis de eficiência e eficácia. Portanto, o indicador de desempenho permite quantificar ou mensurar algum aspecto específico do desempenho da entidade gestora ou do nível do serviço prestado, possibilitando o monitoramento quali e quantitativo da gestão, facilitando os procedimentos envolvidos, sem o qual poderia tornar-se numa atividade trabalhosa, complexa e possivelmente subjetiva. A

Figura 2.12 apresenta o contexto geral, no qual se encontra a entidade gestora, conforme ALEGRE et al (2000).

Figura 2.12 – Contexto da entidade gestora Adaptado (ALEGRE, et al, 2000)

Ainda segundo (Op. cit.), as potencialidades de aplicação dos indicadores de desempenho podem atingir uma variedade muito grande, elevando ainda mais sua importância, permitindo maior flexibilidade e inter-operabilidade no controle e gerenciamento das ações voltadas a uma especialidade fim. A título de exemplo, a seguir é possível observar algumas destas vantagens para cada tipo de organização, ou seja:

Entidades Gestoras:

 Otimiza o tempo e a qualidade da resposta aos problemas em enfrentamento por parte dos gestores;

 Permite o efetivo monitoramento dos efeitos das decisões na gestão; ENTIDADE GESTORA

AMBIENTE EXTERNO AMBIENTE INTERNO

Recursos Naturais:

Água e Energia Economia: Recursos Financeiros Demografia: Consumidores Infra-estrutura Física Recursos Humanos Capacitação tecnológica

Políticas Nacionais e Legislação

 Fornece informações-chave de suporte as ações pró-ativa em alternativa as reações baseadas no aparente cenário de problemas apresentados;

 Permite identificar os pontos fracos e fortes dos diversos setores da entidade e assim possibilitar o planejamento e adoção de medidas corretivas para melhoria da produtividade, (processos), procedimentos e rotinas de trabalho;

 Facilita a implantação de um sistema de gestão baseado na qualidade total, visando a valoração da qualidade global (como meio de desempenho das atividades) e da eficiência na estrutura da organização;

 Permite ou facilita a implementação de rotinas de benchmarking, interna e externamente à organização, favorecendo a comparação e melhoria entre os processos e conseqüentemente, a melhoria no desempenho global;

 Permite a construção de uma base objetiva de dados necessários à auditoria das atividades desenvolvidas visando melhor precisão nas previsões futuras a cerca dos efeitos das recomendações resultantes deste processo.

Entidades de Nível Regional e Nacional:

 Fornece um quadro de avaliação e comparação estratégica de desempenho entre as entidades gestoras, permitindo o fortalecimento dos pontos fortes e minimização dos pontos fracos, através da implantação de medidas corretivas tendo como base as práticas de sucesso;

 Auxilia na formulação de políticas públicas para o setor de (saneamento),

mais especificamente no setor de água, focando-se na gestão integrada dos recursos hídricos disponíveis, visando a otimização e conciliação entre os conflitos originários dos múltiplos usos da água. Permite estabelecer as prioridades para o setor, consolidação dos investimentos necessários a curto, médio e longo prazo e o desenvolvimento de novos e aperfeiçoados instrumentos reguladores.

Agentes Reguladores:

 Auxilia no estudo de instrumentos estruturantes de monitoração de desempenho visando a garantia dos interesses, (por vezes conflituosos), dos

gestores responsáveis pelos diversos usos dos recursos hídricos, buscando superar todas as dificuldades advindas da monopolização praticamente existente nos serviços desta natureza, ainda que esta realidade vem se modificando nos últimos anos, através das concessões privadas ou até mesmo das parcerias público-privada. Facilita o monitoramento das ações postas em praticas, considerando-se muitas vezes as grandes extensões territoriais existentes.

Entidades Financiadoras:

 Permite avaliar as prioridades de investimento avaliando os projetos de engenharia e as solicitações através de critérios objetivos, permitindo um ambiente favorável para seu acompanhamento conforme os respectivos desembolsos.

Usuários diretos e Indiretos:

 Aos usuários dos serviços de abastecimento de água não é interessante disponibilizar as informações através de uma linguagem estritamente técnica, pois desta forma não cumpri com o principal objetivo, ou seja, informar aos interessados sobre a gestão deste serviço pelo responsável. Por exemplo, no Brasil em função das exigências impostas pela Portaria do Ministério da Saúde, n° 518/2004, a qual ‘estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade e dá outras providências’, conforme BEZERRA (et al, 2006). Além desta portaria a Lei Federal n° 5.440/2005, ‘Estabelece Definições e Procedimentos sobre o controle de qualidade da água de sistemas de abastecimento e institui mecanismos e instrumentos para divulgação de informação ao consumidor sobre a qualidade da água para consumo humano’, conforme MARCKA (2005).

 Os resultados das análises das águas fornecidas aos usuários são informados através de sua fatura mensal, de tal forma que o mesmo esteja sempre consciente sobre a situação de abastecimento em sua região.

Organizações Internacionais:

 Permite unicidade na adoção de uma linguagem para os estudos mundiais facilitando o estabelecimento das assimetrias existentes mundialmente, e o desenvolvimento e adoção de medidas estratégicas necessárias.

2.8

MÉTODO INTEGRADO DE DIAGNÓSTICO, CONTROLE E