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4.3 Grupo insolitus

4.3.5 Apobaetis danielae sp. nov

69 superfície anterior); C. garra tarsal (detalhes das fileiras de dentículos); D. margem posterior do tergito IV; E. brânquia; F. paraprocto; G. cercos; H. paracerco.

Material examinado

Holótipo: uma ninfa em lâmina, BRASIL, RORAIMA, AMAJARI, Rio Ereu, 26.iii.2012, 04°02'02.9"N/61°23'09.5"W, Hamada, N., Cruz, P., Dantas, G., Boldrini, R., cols. (INPA).

Parátipos: duas ninfas em lâmina, uma ninfa em álcool, com os mesmos dados do holótipo.

Material adicional: uma ninfa em lâmina, BRASIL, RONDÔNIA, TEIXEIRÓPOLIS, Vale das Cachoeiras, 03.ix.2012, 10°55'20.4"S/62°22'34.7"W, Boldrini, R., Fernandes, A. S., e Hamada, N., cols.; uma ninfa em lâmina com os mesmos dados acima, exceto data 10.vii.2018.

(INPA).

Distribuição. BRASIL - RORAIMA: Pacaraima; RONDÔNIA: Teixeirópolis.

70 distal; cerdas longas, finas e simples cobrindo a superfície dorsal; superfície ventral com uma fileira de cerdas robustas em forma de espinhos nas margens distolateral e distal. Mandíbula esquerda (Fig. 19C). Incisivos não fusionados; incisivos externo e interno com três dentículos, cada; prosteca robusta, bífida no ápoce, lobo externo robusto, lobo interno delgado com tufo de cerdas medianas; margem entre prosteca e região molar côncava, amplo processo subtriangular com pequena protuberância na margem distal; tufo de cerdas na base do processo subtriangular;

dentículos da região molar não constritos, com três dentes alongados; margem externa convexa.

Mandíbula direita (Fig. 19D). Incisivos não fusionados; incisivos externo e interno com três e dois dentículos, respectivamente; prosteca delgada, bífida no ápice, com tufo mediano de cerdas diminutas; margem entre prosteca e região molar côncava; tufo de cerdas na base da região molar ausente; dentículos da região molar não constritos; fileira de dentículos com ápice triangular no conjunto de dentículos externo; margem externa convexa. Hipofaringe (Fig.

19E). Língua subquadrangular, ápice coberto por tufo de cerdas pequenas, comprimento subigual a superlíngua; superlíngua oval com base estreita, com cerdas finas em tamanhos variados na margem distolateral e distal. Maxila (Fig. 19F). palpo maxilar longo, 1.5 × o comprimento da gálea-lacínia; segmento I robusto 0.6 × o comprimento da gálea-lacínea;

segmento II medianamente robusto, com base e ápice estreitos, com cerdas finas e simples na superfície, ápice sem constrição; gálea-lacínea robusta; margem medial da gálea-lacínea com três cerdas em forma de espinho em tamanhos irregulares. Lábio (Fig. 19G). Glossa subtriangular, comprimento subigual a paraglossa; superfície dorsal com uma fileira longitudinal de sete cerdas curtas em forma de espinhos na metade apical próximo à margem interna; uma cerda fina e alongada em forma de espinhos e uma cerda robusta em forma de espinho no ápice; fileira longitudinal de seis cerdas robustas em forma de espinhos na metade apical próximo à margem externa; superfície ventral coberta por cerdas longas, finas e simples.

Paraglossa curvada internamente; superfície dorsal com uma cerda longa e robusta em forma de espinho no ápice; fileira longitudinal de treze cerdas longas em forma de espinhos no 2/3 apical na margem externa e uma fileira longitudinal de três cerdas longas e robustas em forma de espinhos na metade apical próximo à margem interna; superfície ventral com uma fileira longitudinal de quatro cerdas longas e robustas em forma de espinhos na metade apical ao meio.

Palpo labial com segmento I 0.8 × o comprimento dos segmentos II e III combinados, coberto por microporos (não ilustrado); segmento II com margem externa coberta por cerdas finas, longas e simples, margem interna sem cerdas; projeção distomedial do segmento II triangular apicalmente não pontiaguda, direcionada lateralmente; superfície ventral da projeção

71 distomedial do segmento II com tufo de cerdas finas, longas e simples; segmento III triangular, com comprimento subigual a largura, com ápice levemente destacado, coberto por cerdas finas, longas e simples na margem externa, dorsalmente com fileira de seis a sete cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos próximo à margem interna, ventralmente com fileira de seis a oito cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos próximo à margem interna. Tórax.

Sem fotos da ninfa. Pernas (Fig. 20A-C). Fêmur. Superfície anterior com fileira de seis cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos na metade basal próximo à margem ventral;

superfície posterior com fileira de sete cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos na metade basal próximo à margem ventral; superfície posterior com uma fileira de cinco cerdas diminutas e arredondadas, no 2/3 basal, próximo à margem dorsal. Tibia. Margem dorsal sem cerdas; margem ventral com uma fileira de doze a treze cerdas curtas em forma de espinhos.

Sutura patelo-tibial presente, restrita à margem ventral. Tarso. Margem dorsal sem cerdas;

margem ventral com uma fileira de onze a treze cerdas curtas em forma de espinhos; tarso I 1.2

× mais longo que a tíbia; tarso II e III comprimento subigual ao da tíbia. Garra. Duas fileiras de dentículos diminutos, quase imperceptíveis na metade basal; garra tarsal I 0.6 × o comprimento do tarso; garra tarsal II e III 0.7 × o comprimento do tarso. Lâmina sem tergitos e esternitos abdominais e brânquias. Paraprocto (Fig. 20D). doze espinhos marginais em diferentes tamanhos; espinhos da extensão posterolateral triangulares pontiagudos. Cercos (Fig. 20E).

Pequenos espinhos posterolaterais em todos os segmentos na margem externa. Paracerco (Fig.

20F). Sem espinhos.

Etimologia: o epíteto específico é uma homenagem à Dra. Daniela Mulari, primeira mulher a chefiar o Departamento de Ciências Clínicas da Escola de Medicina Tropical de Liverpool no Reino Unido, coordenando os centros que testavam a eficácia da vacina AstraZeneca contra a COVID-19.

Comentários: ver comentários em A. insolitus.

72 Fig. 19. Apobaetis danielae sp. nov., estruturas bucais da ninfa. Holótipo (INPA). A. labro (esquerda v.d., direita v.v.); B. labro (detalhes das cerdas medianas bífidas em forma de espinhos); C. mandíbula esquerda; D. mandíbula direita; E. hipofaringe; F. maxila; G. lábio (esquerda v.d., direita v.v.).

73 Fig. 20. Apobaetis danielae sp. nov., estruturas do tórax e abdômen da ninfa. Holótipo (INPA).

A. perna anterior (fêmur na superfície anterior), cerdas da superfície posterior pontilhadas; B.

perna anterior (femur na superfície posterior, detalhes das cerdas); C. garra tarsal (detalhes das fileiras de dentículos); D. paraprocto; E. cercos; F. paracerco.

74 Material examinado

Holótipo: uma ninfa em lâmina, BRASIL, PIAUÍ, RIO GRANDE DO PIAUÍ, Povoado Araticum, 7º46'41.66"S/43º08'14.21"W 31.v.2011, Hamada, N., Cruz, P.V. & Querino, R.B., cols. (INPA).

Parátipo: uma ninfa em lâmina, mesmos dados do holótipo.

Distribuição. BRASIL - PIAUÍ: Rio Grande do Piauí.

4.4 Grupo lakota

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