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4.2 Grupo etowah

4.2.7 Apobaetis trivellae sp. nov

54 Material examinado

Holótipo: uma ninfa em lâmina, BRASIL, RORAIMA, CARACARAÍ, Balneário Bem-querer, 1°55'46.3"N/61°00'06.9"W, 25.iii.2012, Hamada, N., Cruz, P., Dantas, G., Boldrini, R., cols.

Parátipos: uma ninfa em lâmina e quatro ninfas em álcool 80%, com mesmos dados do holótipo; cinco ninfas em lâmina e oito ninfas em álcool, BRASIL, RORAIMA, CARACARAÍ, ramal para Balneário Bem-querer, 1°56'01.3"N/61°01'38.4"W, 21.iii.2013, Hamada, N., Cruz, P., Dantas, G., Boldrini, R., cols.

Distribuição. BRASIL – RORAIMA: Caracaraí.

55 quatro e três dentículos, respectivamente; prosteca robusta, bífida no ápice, lobo externo robusto, lobo interno delgado com tufo de cerdas medianas; margem entre prosteca e região molar côncava, amplo processo subtriangular com pequena protuberância na margem distal;

tufo de cerdas na base do processo subtriangular; dentículos da região molar não constritos, com três dentes proeminentes; margem externa convexa. Mandíbula direita (Fig. 14D).

Incisivos não fusionados; incisivos externo e interno com três e dois dentículos, respectivamente; prosteca delgada, bífida na metade apical, pequitinada nas margens externas;

margem entre prosteca e região molar côncava; tufo de cerdas na base da região molar ausente;

dentículos da região molar não constritos; margem externa convexa. Hipofaringe (Fig. 14E).

Língua subquadrangular, coberta por tufo de cerdas pequenas, comprimento subigual a superlíngua; superlíngua oval não expandida, com cerdas curtas, finas e simples na margem distolateral e distal. Maxila (Fig. 14F). Palpo maxilar longo, 2.3 × o comprimento da gálea-lacínea; segmento I robusto, 0.8 × o comprimento da gálea-gálea-lacínea; segmento II estreito da base ao ápice, com cerdas finas e simples na superfície, ápice sem constrição; margem medial da gálea-lacínea com seis cerdas em forma de espinho em diferentes tamanhos. Lábio (Fig. 14G).

Glossa subquadrangular, mais longa que a paraglossa, margem interna sem cerdas; superfície dorsal com cerda diminuta em forma de espinho no ápice próximo à margem interna; duas cerdas finas e simples e duas cerdas pequenas em forma de espinhos no ápice; fileira longitudinal de seis cerdas robustas em forma de espinhos na metade apical próximo à margem externa; superfície ventral coberta por cerdas longas, finas e simples. Paraglossa curvada internamente; superfície dorsal com uma cerda longa e robusta em forma de espinho no ápice;

fileira longitudinal de onze cerdas longas em forma de espinhos no 2/3 apical na margem externa e fileira longitudinal de seis cerdas longas e robustas em forma de espinhos na metade apical próximo à margem interna; superfície ventral com uma fileira longitudinal de sete cerdas longas e robustas em forma de espinhos na metade apical ao meio. Palpo labial com segmento I 0.8 × o comprimento dos segmentos II e III combinados, coberto por microporos (não ilustrado); segmento II com margem externa coberta por cerdas finas, longas e simples, margem interna sem cerdas; projeção distomedial do segmento II pontiaguda e alongada, direcionada lateralmente; superfície ventral da projeção distomedial do segmento II com cerdas finas, longas e simples; segmento III retangular, com margem distal côncava, curto 0.4 × a largura máxima, coberto por cerdas finas, longas e simples na margem externa, dorsalmente com fileira de onze cerdas robustas em forma de espinhos em diferentes tamanhos próximo à margem distal, ventralmente com fileira de oito cerdas robustas em forma de espinhos em diferentes

56 tamanhos próximo à margem distal. Tórax. Coloração do holótipo (Figs. 13A-C). Bege, com mancha lateral marrom-claro. Perna anterior (Figs. 15A e B). Fêmur. Margem dorsal com fileira de oito cerdas curtas, côncavas e arredondadas; ápice com duas cerdas curtas, côncavas e arredondadas; superfície anterior com fileira de cinco cerdas curtas e côncavas no 1/3 basal;

margem ventral com fileira de nove cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos;

superfície anterior com fileira de oito cerdas alongadas em forma de espinhos próximo à margem ventral; superfície posterior com fileira de nove cerdas em forma de espinhos em diferentes tamanhos próximo à margem ventral. Tíbia. Margem dorsal sem cerdas, margem ventral com uma fileira de treze cerdas em forma de espinhos. Sutura patelo-tibial presente, restrita à margem ventral. Tarso. Margem dorsal sem cerdas, margem ventral com uma fileira de quatorze cerdas em forma de espinhos. Garras. 0.8 × o comprimento do tarso, fileira de dentículos ausente. Perna posterior similar à perna anterior. Abdômen. Coloração do holótipo (Figs. 13A-C). Tergito II com mancha mediana marrom; tergito V com marca marrom lateral;

esternitos I-VIII com marca marrom anterolateral; esternito IX com marca marrom na margem anterior. Tergito IV (Fig. 15C). Esculturação do tergito abdominal em forma de escamas triangulares rasas; superfície tergal coberta por microporos; margem posterior do tergito IV com espinhos triangulares mais longos que largos. Brânquia (Fig. 15D). Ápice triangular, traqueia conspícua; longa, estendendo-se até o início do terceiro tergito subsequente.

Paraprocto (Fig. 15E). Doze espinhos marginais em diferentes tamanhos; extensão posterolateral sem espinhos. Cercos (Fig. 15F). Pequenos espinhos posterolaterais em todos os segmentos. Paracerco (Fig. 15G). Pequenos espinhos posterolaterais em segmentos alternados.

Etimologia: O epíteto específico é uma homenagem à Dra. Daniela Trivella, coordenadora científica do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM). Durante a pandemia coordenou a força-tarefa da COVID-19 que abrangeu projetos de estudos com proteínas do SARS-CoV-2 na busca de algum medicamento já existente e utilizado para outra doença que tivesse eficácia contra o coronavírus.

Comentários: Apobaetis trivellae sp. nov. pode ser diferenciada das demais espécies do grupo pelo palpo maxilar longo, 2.3 × o comprimento da gálea-lacínea, com segmento II estreito da base ao ápice (Fig. 14F), em A. etowah o palpo maxilar tem 1.6 × o comprimento da gálea-lacínea (Fig. 2E em Cruz, 2020), A. signifer 1.38 × o comprimento da gálea-gálea-lacínea (Fig. 6E em Cruz, 2020), A. fiuzai e A.pucupi têm palpo maxilar 1.5 × o comprimento da gálea-lacínea

57 (ver Fig. 4E em Cruz, 2020 e Fig. 19 em Cruz & De-Souza, 2014) e A. pasternakae sp. nov.

tem palpo maxilar 2.0 × ou maior que o comprimento da gálea-lacínea, afilando somente a partir da metade apical (Fig. 6F); A. trivellae sp. nov. não possui cerdas na margem interna da glossa (Fig. 14G), caraterística compartilhada apenas com A. pucupi, no entanto, podem ser diferenciadas pelo ápice do segmento II do palpo maxilar, sem constrição em A. trivellae sp.

nov. (Fig. 14F) com constrição em A. pucupi (Fig. 19 em Cruz & De-Souza, 2014).

Fig. 13. Apobaetis trivellae sp. nov., hábito da ninfa macho. Holótipo (INPA). A. vista dorsal;

B. vista lateral; C. vista ventral.

58 Fig. 14. Apobaetis trivellae sp. nov., estruturas bucais da ninfa. Holótipo (INPA). A. labro (esquerda v.d., direita v.v.); B. labro (detalhes das cerdas medianas espatuladas); C. mandíbula esquerda; D. mandíbula direita; E. hipofaringe; F. maxila; G. lábio (esquerda v.d., direita v.v.).

59 Fig. 15. Apobaetis trivellae sp. nov., estruturas do tórax e abdômen da ninfa. Holótipo (INPA).

A. perna anterior (fêmur na superfície anterior); B. perna anterior (detalhes das cerdas na superfície anterior); C. margem posterior do tergito IV; D. brânquia; E. paraprocto; F. cercos;

G. paracerco.

60 Material examinado

Holótipo: uma ninfa em lâmina, BRASIL, AMAPÁ, OIAPOQUE, 10.viii.2011, BR156, 51º49'55.7"W/3º50'38.4"N, Pes, A., Cruz, P., Fernandes, A., Hamada, N., cols. (INPA).

Distribuição. BRASIL – AMAPÁ: Oiapoque.

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