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Aportes teóricos: o campo da Morfologia Urbana

a materialização: uma introdução

1.2.2. Aportes teóricos: o campo da Morfologia Urbana

Os autores revisados têm em comum uma preo-cupação acerca da materialidade da cidade, ao tra-tar do objeto do Urbanismo, entendendo-a como elemento de partida para a atividade projetual e propositiva. A crítica ressalta a desigual relação en-tre os diferentes atores que produzem a cidade, mas nos oferece poucos insumos para a intervenção.

Entende-se aqui que o campo de conhecimento da Morfologia Urbana é importante para o enten-dimento da materialização das cidades, na medida em que fornece subsídios metodológicos para análi-se das preexistências, mencionadas como ponto de partida para as atividades teóricas e projetuais do Urbanismo contemporâneo.

A Revisão bibliográfi ca aqui apresentada conta com autores estrangeiros e brasileiros, com a fi na-lidade de revelar o que são os materiais urbanos, quais são seus métodos, explorando as fi guras da Forma Urbana, abordadas pelos autores como pon-to de partida e objepon-to das transformações que o Ur-banismo almeja em sua acepção prática.

Forma Urbana

Antonucci (2006) traz o entendimento da mor-fologia como a ciência que estuda as formas, inter-ligando-as aos fenômenos que lhe deram origem. Elabora um apanhado sobre os poucos estudos sobre morfologia urbana no Brasil, apesar de sua importância no contexto da estruturação do pensa-mento urbanístico posterior ao pensapensa-mento moder-nista, recuperando o percurso da morfologia urbana enquanto conceito e método para elaboração de me-todologia analítica da materialização das cidades.

Retoma os fundadores (Conzen, na Inglaterra, e Muratori, na Itália) revisando a evolução dos estu-dos no campo da morfologia e as diferentes escolas – Inglesa, Italiana, Francesa, Catalã e Portuguesa – que desenvolvem os conceitos e métodos da análise da forma como lógica da evolução das relações so-ciais. Entende que o nascimento do campo da mor-fologia urbana está atrelado à crítica ao urbanismo moderno – desvinculado do contexto, ou seja, da forma – e ao afastamento das disciplinas técnicas e teóricas no campo do Urbanismo. A autora, par-tindo da revisão das diferentes escolas extrai lições válidas para o contexto brasileiro.

De Muratori, a autora extrai as lições provenien-tes do estudo dos tecidos urbanos: a dependência

94 I - Materialização: mediações conceituais/ Materialization : conceptual mediations historic center.

From Argan´s work, the author extracts the historic method and the synthesis of formal interpreta ons.

From Aldo Rossi, Antonucci highlights the importance of Typologies in structuring ci es and city elements, the uniqueness of monuments in opposi on to the logic of residen al urban ssue, basic city component created with the logic of repe on, in which each typology is giv-en by morphologic uses, that is related and structured by public spaces.

From the French school, by the works of Panerai, De-paule, and Demorgon, the author extracts the importance of the cadastre and the elements of urban analysis, un-derstood as the “theore cal place of design” (ANTONUCCI, 2006: 78). According to the French school on Urban Mor-phology, the key to understand and analyze form is found in the land parceling pa erns, the road system, and repe

ve typologies.

From the Catalan school, whose theory was based on the transforma on of the City of Barcelona over the 1980´s and 1990´s – par cularly important for the current research when dealing with Urban Projects – the refl

on on morphology is extracted as a theore c and cri cal exercise from Urbanism itself, as an element that sets the basis for proposals.

Regarding the few Brazilian Studies on Urban Morphol-ogy the author revises important works:

At fi rst, it is important to highlight the historic urban framework proposed by Reis (1968) from which we under-stand the independency of architecture from urban struc-tures, or the autonomy of the type, especially important when considering the contemporary process of material-iza on by means of ver calmaterial-iza on and its impacts on the urbanity of the ci es.

The proposals of Del Rio (1998) defi nes four themes for the urban morphology fi eld in the country: Urban Growth; Trace and Land parceling; typologies of Urban Elements and Ar cula ons between elements.

Candido Malta Filho (1988), while demonstra ng that forms are the outcome of interac ons between public and private stakeholders, created a classifi ca on of the exis ng Urban Tissues in Sao Paulo by the late 1980´s, defi ned as (A) peripheral isolated neighborhoods; (B) Linear

es, of consequence of two accessibility routes; (C) patch-es rpatch-esul ng of garden city allotments; and (D) non-linear centrali es, as mixed use patches.

Antonucci´s revision elucidates the diff erent urban morphology schools and ideas behind them, from which one can highlight the Catalan school – which emerged based on contemporary issues – as the most adequate to deal with contemporary materializa on. Among the au-do tipo e o teciau-do urbano, au-do teciau-do urbano e a

es-trutura urbana; e a eses-trutura urbana e sua dimen-são histórica; desenvolvendo, assim, o método de reconstituição tipológica como base da atividade projetual, testado na restauração do centro históri-co de Bolonha.

De Argan extrai o método da história como sín-tese de interpretação formalista.

De Rossi extrai a importância da tipologia, a es-truturação da cidade e seus elementos, a questão do locus, ou sítio, o estudo dos fatos urbanos em si mesmos e a permanência do tipo como elemento estruturador, defi nindo dois elementos urbanos: os monumentos, esfera pública; e as áreas residenciais, tecido básico, composto por tipologias arquitetôni-cas pensadas na lógica da repetição, onde cada ti-pologia se dá em função de uma certa morfologia, relacionada e estruturada pelos espaços públicos.

De Aymonino extrai a revisão do tipo, entendido não como elemento, mas como categoria, de forma a identifi car relações entre forma urbana e escala de edifícios: na primeira as formas assumem elemen-tos objetivos e historicamente precisos, na segunda as relações assumem caráter de imagens, onde o monumento se encontra com o cotidiano.

Da escola francesa, através dos trabalhos de Pa-nerai, Depaule, Demorgon, extrai a importância do cadastro e os elementos de análise urbana, entendi-dos como “lugar teórico do projeto” (ANTONUCCI, 2006: 78). De acordo com essa escola, no parcela-mento, na trama (sistema viário) e nas constantes tipológicas estão as chaves para o entendimento e análise da forma.

Da escola catalã, cuja evolução teórica se deu ba-seada na transformação da cidade de Barcelona – particularmente importante para o presente traba-lho – extrai a refl exão da morfologia como exercício teórico do próprio Urbanismo, como elemento que baseia a atitude propositiva.

Sobre os poucos estudos sobre morfologia urba-na no Brasil, a autora revisa alguns trabalhos im-portantes.

Primeiro o quadro urbano histórico proposto por Reis (1968), no qual se entende a independên-cia da arquitetura e das estruturas urbanas, ou a autonomia do tipo, especialmente importante ao considerarmos o processo contemporâneo de mate-rialização através da verticalização e seu impacto na urbanidade das cidades.

As propostas de Del Rio no livro “Desenho Ur-bano no Brasil” (1982) apresentam quatro temas pertinentes ao campo da morfologia: o crescimento

thors refl ec ng on urban form, we will approach Manuel de Sola Morales, author proposing contribu ons on urban morphology as the basis for the design ac vity.

Manuel de Solà-Morales in “The Forms of Urban Growth” (1997) brings important methodological ap-proaches for urban projects, depar ng from the logics of urban morphology fi eld, rela ng physical form - the ma-teriality of the ci es - to its social and economic contents, a ribu ng the reading of urban materials, the substan al ma er of Urbanism Theory.

Solà-Morales points the tendencies in urban studies based on the capitalist development – the Marxist cri que and the liberal historicism – which cannot avoid a social determinism, disabling the urbanizing process – the ma-terializa on – of a certain theore cal autonomy, reducing it to determined wider social processes, distor ng – and not orien ng – the designerly ra onality of urban growth.

From this understanding Solà-Morales proposes a complete structural explana on on the city form, in its parts and as a whole, its projects and historic evolu on, in excep onal construc ons and banal areas, its results and processes, recognizing the importance of morphologically independent infrastructured forms – in its project,

on, and func on – from patches and fragments which confi gure city design. Therefore, the concept of urban morphology should develop dis nguishing forms of infra-structures – based on the project ra onality – of parceling forms that compose the urban ssue.

For Solà-Morales, the construc on of the ci es – its materializa on – is given by the sequence of Urbaniza on (infrastructuraza on), land parceling, allotment and edi-fi ca on or occupa on (construc on) and mul ple modes of combina on of these ra onali es in me and spaces, building the complexity that defi nes the contemporary ur-ban form (fi gure 1.2).

Thus, Solà-Morales approaches the urbanist gesture, which apprehends topography, property structure, the coexistence of controlled and indecisive forms, accessibil-ity, and me, the main material and object of city making. Understands Urban Projects as the fi eld in which discourse and pragma c Contemporary urbanism meet, as a propos-al for integra ng urban form and architectonic forms.

The author understands the new land parceling and current forms of real estate developments, the open order brought by the modern movement, the isolated buildings, the architectonic design of wide scale infrastructure are the main current themes for a real Contemporary Urban-ism, which were almost not explored by the tradi onal fi eld of Urban Morphology.

Basing his argument on a material urbanity, Solà Mo-rales (2008) emphasizes the importance of the rela ons between diff erent materials, distances, rhythms, con-urbano, o traçado e o parcelamento; as tipologias de

elementos urbanos e as articulações.

As propostas de Candido Malta Filho (1988), que entende os tecidos como resultado de intera-ção entre o poder público e privado, defi ne os tipos de tecido paulistanos como (a) bairros isolados de posição periférica; (b) centralidade linear, fruto de cruzamento de duas grandes linhas de acessibilida-de; (c) manchas resultado de projeto urbano sob o conceito de cidade jardim; e (d) centralidade não linear, como manchas urbanas de uso diversifi cado.

A revisão proposta pela autora nos leva à escola Catalã – que nasce apoiada nas questões contem-porâneas – como mais adequada para tratar da ma-terialização das cidades. Dentre os autores que se propõem a contribuir ao campo da morfologia urba-na como base para a atividade projetual levantamos Manuel de Sola Morales.

Manuel de Solà-Morales em “As formas de cres-cimento urbano” (1997b) traz importantes aportes metodológicos para o projeto urbano partindo de lógicas e elementos do campo da morfologia, rela-cionando a forma física - materialidade – das ci-dades aos seus conteúdos sociais e econômicos e atribui à leitura dos materiais urbanos a matéria substancial da teoria do urbanismo. O autor abor-da as tendências dos estudos urbanos baseaabor-das no pensamento do desenvolvimento capitalista – a crítica marxista e o historicismo liberal – que não consegue evitar certo determinismo social que pri-va o processo urbanizador - a materialização - de autonomia, reduzindo-o a determinados processos sociais, distorcendo – e não orientando – a lógica projetual do crescimento urbano.

Propõe então uma explicação estrutural mais completa acerca da forma das cidades, nas suas par-tes e conjuntos, nos projetos e história, nas obras excepcionais e nas áreas banais, nos resultados e processos, reconhecendo a importância das formas infraestruturais independentes morfologicamente – em seu projeto, execução e funcionamento - de formas parcelares que confi guram o desenho da ci-dade. Desse modo, o conceito de morfologia deve se desenvolver distinguindo as formas de infraestrutu-ra - baseadas na lógica de projetos – de formas de parcelamento.

O autor propõe então a tríplice conceitual da ur-banização (no sentido da infra estruturação), par-celamento e edifi cação e suas combinações como elementos geradores da forma urbana, cada uma sujeita a ideias e projetos próprias, com ritmos de execução e origens diversas (fi gura 1.2).

exempla-96 I - Materialização: mediações conceituais/ Materialization : conceptual mediations

1.2_Esquema conceitual Parcelamento, urbanização e edifi ca-ção-ocupação. Fonte: SOLÀ-MORALES, 1997:21

1.2_Conceptual scheme of land larceling, urbanization and edifi cation-occupation. Source: SOLÀ-MORALES, 1997:21

res nos mostram até que ponto é necessário o pro-jeto, a ideia e a inovação no fazer cidade, ou seja, na materialização. Trata também da postura do urba-nista, que aprende a tratar a topografi a, a proprie-dade, a coexistência de formas controladas e formas indecisas, a acessibilidade e o tempo, principal ma-terial e objeto da construção das cidades. Entende o Projeto urbano como campo de discurso e campo de exercício do Urbanismo contemporâneo, como proposta de integração entre as formas urbanas e as formas arquitetônicas.

Vê os temas do urbanismo real nos novos par-celamentos existentes e formas atuais de promoção imobiliária, na ordem aberta trazida pelo movimen-to moderno quase inexplorada pelo campo da mor-fologia nas formas do edifício isolado, no projeto arquitetônico de grandes infraestruturas. Entende que a construção da cidade – sua materialização – se dá através da sequência e combinação de parce-lamento, loteamento e edifi cação. As múltiplas for-mas de combinação dessas três lógicas no tempo e no espaço dá forma às cidades contemporâneas.

Baseando seus argumentos no que chama de urbanidade material, Solà-Morales (2008) enfatiza a importância das relações entre os diferentes ma-teriais, distâncias, ritmos, continuidades, volumes, sequencias, confl itos, aliados a certos conceitos es-paciais como a monumentalidade, convenção e re-petição. A articulação de formas, ele argumenta, é dada através da sequência, justaposição, e comple-xidade de sobreposição de seus materiais urbanos.

Antonucci (2006) entende que, de certa forma, as escolas por ela analisadas apresentaram certo grau de generalização (8), elencando seus princí-pios comuns: o estabelecimento de elementos físi-cos fundamentais: edifícios (fi gura) e sua relação com espaços abertos (fundo), os lotes e as vias; o entendimento da forma em diferentes escalas: edi-fi cação e o lote; a rua e a quadra; a cidade; e a re-gião; o entendimento histórico da forma a partir da transformação e substituição de seus elementos; e o estabelecimento de unidades, nas quais o todo deve responder a um mesmo período e ter os mesmos pa-râmetros de construção, ou ter passado pelo mesmo processo de transformação.

Em defi nição própria e particular ao contexto paulistano, a autora entende a morfologia urbana como campo que compreende a formação da cida-de através da estrutura fundiária, dos processos cida-de parcelamento, loteamento, criação de infraestrutu-ra e ocupação por edifi cações (tipos). Entende que a estruturação das cidades brasileiras e a criação de sua paisagem urbana têm como variáveis defi nido-ras a legislação e as tipologias de tecidos existentes,

nui es, volumes, sequence, confl icts, allied to spa al concepts such as monumentality, conven on, repe on. Ar cula on of form, he argues, is given by the sequence, juxtaposi ons and complexity of its layered urban materi-als.

Antonucci (2006) understand that, in a certain sense, these schools present a certain level of generaliza on (12), highligh ng the common principles of the dis nct schools: (A) the establishment of fundamental physical elements: buildings (fi gure) in rela on to open spaces (ground), plots and roads; (B) the understanding of form in several scales: buildings and plots, streets and the blocks; the city; the region; (C) the historic understanding of form from trans-forma on and subs tu on of urban elements; and (D) the defi ni on of analy c units in which the whole should cor-respond to the same period and have the same on parameters or passed by the same process of trans-forma on.

In her own defi ni on, par cular of Sao Paulo´s reality, the author understands urban morphology as a fi eld which comprehends the forma on of the city through property structure, parceling and allotment processes, the crea on of infrastructure and building occupa on (types). She un-derstands that the structuring process of Brazilian Ci es and the crea on of its urban landscape has as defi ning variables its legisla on and exis ng categories of urban s-sues, using as a star ng point exis ng circumstances, as the site, the road system and exis ng parcels; and variable circumstances as legisla on and market. She proposes that diff erent readings of exis ng urban regula on done by the market can alter the established urban landscape. Therefore, the combina on of fi xed assets – such as the territory and the road system – to variable assets – such as law enforcement – can generate diff erent urban ssues, in which legisla on serves as a guideline establishing the rela on between public and private spaces, built volumes and open spaces, considered the main urban elements that defi ne urban form.

The author defi nes, as specifi c to the paulistano con-text, the residen al fabric, the gated communi es pro-duced by private developers, social housing compounds produced by the state, the rental produc on made by small scale entrepreneurs and self-built patches produced by the rest of popula on, coun ng or not with technical assistance.

From this reading one can highlight some aspects: The tradi onal schools of urban morphology, while presen ng some kind of generaliza on in its methods and elements, have put a large importance in the fi gure of typologies as the basic genera ve element of form, by means of repe on and hierarchy.

Contemporary approaches, such as Solà Morales´, defy this hierarchy and present a matrix of elements, not nec-partindo de pressupostos fi xos, como o sítio, os

ar-ruamentos e os parcelamentos; e variáveis, como a legislação e o mercado. Parte da tese de que as di-ferentes leituras da regulação urbana pelo mercado imobiliário alteram a paisagem defi nida. Assim, a combinação dos pressupostos fi xos – sítio e sistema viário – aos pressupostos variáveis – aplicação da lei – gera diferentes tecidos urbanos, tendo na legis-lação a promoção do quadro referencial da relegis-lação entre espaços públicos e privados, volumes constru-ídos e áreas livres, os principais elementos urbanos defi nidores da forma.

A autora defi ne como tipos de tecidos residen-ciais, particulares ao contexto paulistano, as con-fi gurações produtivas imobiliárias como condo-mínios fechados realizados pelas incorporadoras, conjuntos habitacionais pelo estado, produção ren-tista pelo pequeno empreendedor e a autoconstru-ção pelo restante da populaautoconstru-ção, contando ou não com assistência técnica.

Dessa leitura, destacamos alguns aspectos. As escolas tradicionais de morfologia urbana, ao apre-sentarem certo grau de generalização em seus mé-todos e elementos, colocam grande importância na fi gura da tipologia, como elemento básico e gene-rativo da forma, através de artifícios de repetição e hierarquia.

As abordagens contemporâneas, como a de Solà-Morales, desafi am essa hierarquia e apresen-tam uma matriz combinatória de elementos, que não se baseia na repetição e na predominância do tipo. Além disso, ao considerar a materialidade da cidade brasileira, os autores abordados apontam a histórica autonomia do tipo, em relação aos outros elementos componentes da forma.

Paisagem urbana

Já a noção de paisagem urbana traz aportes pro-venientes do campo do Paisagismo, do Urbanismo e da Geografi a.

Argan (2005) entende a paisagem como o es-paço visual, a evolução da variedade de formas no horizonte, para além do espaço em primeiro plano. Vê o urbanista, como diretor da evolução histórica do organismo urbano, trabalhando o espaço visual e solucionando problemas de caráter estrutural,

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