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Apresentação de uma proposta de atividade multidisciplinar

No documento Relatório de Estágio Profissional (páginas 83-152)

Introdução

Neste capítulo apresento uma proposta de atividade multidisciplinar, que tem como base um projeto realizado com uma colega, para a unidade curricular de Temas do Conhecimento do Mundo. Este foi pensado para ser aplicado a crianças da Educação Pré-Escolar e a alunos do 1.º Ciclo, mas neste caso focarei apenas o que foi pensado para os alunos do 1.º Ciclo, uma vez que a colega focará o que foi pensado para as crianças da Educação Pré-Escolar.

Esta proposta de atividade aborda o tema do reconhecimento do OUTRO e do EU, daí ter o nome de Tu+Eu=Nós, chamando a atenção do outro, o tu, ao eu e também à sociedade, que formam o nós, em que todos os atores estão inseridos.

O objetivo desta proposta de atividade é explorar e abordar o tema, tendo em foco o Bloco 1 – À descoberta de si mesmo, contemplado no Programa do Estudo do Meio do 1.º Ciclo do Ensino Básico, do Ministério de Educação (2004).

Escolhi este tema uma vez que considerei pertinente e oportuno, nas idades que as atividades englobam, a criança ter mais consciência de si própria. Enquanto criança, esta tem uma perceção de si egocêntrica, criando assim uma noção errada, que com este projeto se pretende que contribua para que se conheça melhor, desenvolva a sua autoestima e interaja melhor com os outros.

Este capítulo, que tem por base o trabalho projeto, é composto por vários pontos nomeadamente, uma fundamentação teórica, para que certos conteúdos, sejam aprofundados, também um desenvolvimento da proposta de atividade, que esta repartido por: problemas, problemas parcelares, destinatários, entidades envolvidas, motivação e

negociação, objetivos gerais e específicos, planeamento, recursos, produtos finais, avaliação e calendarização. Com o desenvolvimento deste projeto, irei referir alguns

aspetos essenciais para a realização das atividades assim como os objetivos desta proposta de atividade multidisciplinar, entre outros. As considerações finais, serão o último ponto deste capítulo, onde se encontra uma reflexão em relação ao tema em foco, e onde são mencionados os conhecimentos e as competências que adquiri e desenvolvi no decorrer da elaboração desta proposta de atividade.

Resumidamente, esta proposta de atividade, para além de pretender que a criança se conheça a si própria, tem o objetivo da criança entender a importância das relações

71 estabelecidas com os outros que a rodeiam, nomeadamente no meio escolar e ainda aprender a trabalhar em equipa, vivendo com as diferenças e entreajudando-se. Desta forma, as crianças serão pessoas mais disponíveis e melhorarão a sua capacidade de se relacionar e comunicar com os outros.

4.1 Fundamentação teórica

Para Castro e Ricardo (1993) o trabalho de projeto “é um método de trabalho que requer a participação de cada membro de um grupo, segundo as suas capacidades, com o objetivo de realizar um trabalho conjunto, decidido, planificado e organizado de comum acordo” (p. 9).

Este tipo de trabalho, segundo estes autores, “é orientado para a resolução de um problema” sendo desta forma um trabalho que seja “considerado importante e real por cada um dos participantes”, sendo também “profissionalmente relevante para todos os participantes” e permita novas aprendizagens e ainda que o tema seja de “natureza tal que tenha que ser estudado/resolvido tendo em conta as condições da sociedade em que os alunos vivem” (p. 9).

O trabalho de projeto, de acordo com Castro e Ricardo (1993), serve para “praticar competências sociais, tais como a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos, a tomada de decisões e a avaliação de processos”, tentando “ligar a teoria à prática”, desenvolvendo “múltiplas capacidades das pessoas que são os alunos” (p. 9).

Leite, Malpique e Santos (1992) definem o trabalho de projeto através “das componentes essenciais da situação de aprendizagem implicada”, para que os formandos adquiram “um certo número de capacidades, de competências, de características pessoais pela elaboração e concretização” dos seus projetos. Este trabalho será “conduzido através de uma actividade colectiva e leva a uma produção com finalidade social” de forma aos participantes efectuarem as “aprendizagens, as transformações do formando e, ao mesmo tempo, as transformações da situação” (p. 51).

Figueiredo (2014) refere algumas das fases do trabalho de projeto, nomeadamente inicialmente ter contacto “com o planeamento do trabalho de projeto (…) a comunicação à turma”, com isto terá de existir um “plano de trabalho, que implica a distribuição de ações no tempo e atribui responsabilidades” (p. 131).

72 Castro e Ricardo (1993) mencionam que no trabalho de projeto além do referido, tem de ser definido o “tema ou problema”, tem de haver a “escolha e formulação de problemas parcelares” recorrendo a “perguntas começadas por: «Como?», «O que é que?», «O quê?»” (pp. 35 e 36).

Após estas duas fases, Castro e Ricardo (1993), referem que se deve passar à “preparação e planeamento do trabalho”. Nesta fase têm de “fazer um levantamento dos recursos (…) planear tempos e espaços para o trabalho (…) dividir tarefas. Organizar, eventualmente, subgrupos” e ainda “preparar o trabalho de campo” (p. 36). Em seguida, surge então o “trabalho de campo” e nesta fase tenta-se recolher “dados, informações e documentos que contribuam para a resolução do problema” (p. 38) e ainda passa-se à realização das atividades planeadas.

Ao longo do projeto e ainda segundo Castro e Ricardo (1993), tem de se realizar um ou vários pontos “da situação” e “avaliações do processo”, após a recolha de alguma informação tem de se proceder ao “tratamento da informação recolhida” e à “preparação do relatório e da apresentação dos trabalhos” e por conseguinte à “apresentação dos trabalhos”. O projeto terminará então com um “balanço”, avaliando “os métodos de trabalho, as dificuldades e o modo como foram ultrapassadas” culminando na “evolução dos grupos” e principalmente “o produto real em termos físicos, cognitivos, económicos, institucionais, psicológicos e sociais” (pp. 39-41).

Guedes (2011) sublinha que o trabalho em projetos é a forma “mais eficaz de desenvolver competências fundamentais para uma verdadeira cultura científica, pois sustenta as aprendizagens na investigação, na pesquisa, na recolha de dados e o seu tratamento” levando à “elaboração de produtos culturais e na comunicação do processo e do produto final” (p. 5).

Figueiredo (2014) sublinha que é “importante trabalhar os temas curriculares” (p. 131). Desta forma, escolhi o tema do conhecimento do Eu, uma vez que no Programa de Estudo do Meio, do ME (2004), um dos blocos se intitula de À descoberta

de si mesmo e neste bloco pretende-se “que os alunos estruturem o conhecimento de si

próprios, desenvolvendo, ao mesmo tempo, atitudes de auto-estima e auto-confiança e de valorização da sua identidade e das suas raízes”. Este bloco tem ainda alguns pontos que se devem trabalhar com os alunos, nomeadamente “a sua identificação (…) os seus gostos pessoais, (…) o seu corpo” (pp. 105-106).

Este tema é importante, pois como Leal (1994) refere, alguns psicólogos sugerem que “a interação com os materiais de aprendizagem (…) e o intercâmbio

73 humano (professor, aluno-colega, colegas em grupo) podem funcionar como mediadores de uma continuada construção do Eu”. Alertam ainda para o facto de “como determinado ensino pode fazer perder o sentido da própria realidade mental como instrumento de auto-conhecimento e auto-estima e de motivação intrínseca para aprender” (p. 109).

Leal (1994) refere ainda que na escola “todos os actos de aprendizagem devem vir a constituir-se como eventos pessoais de construção, configurada e produzida em intercâmbio entre professor e os alunos, sem prejuízo das sessões intercaladas de treino de tarefas específicas” e refere ainda que estas podem “ser individuais ou de grupo” (p. 118).

Com o projeto que realizei penso que irei ao encontro do que a autora referiu. De forma a explorar o tema serão realizadas algumas atividades além das aulas de Estudo do Meio, aliás pretende-se que estas sejam realizadas em interdisciplinaridade entre si.

4.2 Desenvolvimento do projeto

4.2.1 Problema

 Quem somos?

4.2.2 Problemas parcelares

 Quem sou eu?

 Quem és tu?

 Conheço bem o próximo?

 Reconheço os meus colegas?

 O que é que me caracteriza?

 Como sou?

 Como és?

4.2.3 Destinatários

 Alunos do 1.º Ano e 2.º Ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico 4.2.4 Entidades envolvidas

 Comunidade escolar (alunos do 1.º Ano e 2.º Ano, professores, funcionários, encarregados de educação, etc.);

74 4.2.5 Motivação e negociação

No período de motivação e negociação, que decorrerá no início do ano letivo, ou seja, na última quinzena de setembro, servirá para envolver os alunos.

Este período começará com uma ida à KidZania, depois de ter as autorizações dos Encarregados de Educação (Anexo 12) para que os alunos experienciem uma “sociedade”, tendo direitos e deveres, ficando a conhecer algumas das profissões lá existentes, percebendo que cada uma tem a sua importância para o desenvolvimento e funcionamento da sociedade.

Com esta visita, os alunos ainda podem aprender a realizar questões para as entrevistas da terceira fase do projeto, uma vez, que neste espaço há a profissão de jornalista e pivô de telejornal. Nesta visita os alunos interagem entre si e, com as várias atividades, aprendem a desinibir-se e expor-se nas variadas situações, percebem como podem interagir entre si num ambiente informal, diferente e lúdico.

Ao regressar à escola haverá uma conversa, um momento de partilha informal, com os alunos de forma a perceber o que mais gostaram, o que aprenderam e fazendo com o seu contributo, a ligação desta visita ao projeto em que serão inseridos neste ano letivo.

De forma a motivar os alunos para este projeto serão ainda realizados alguns jogos de reconhecimento e quebra-gelo.

4.2.6 Objetivos Gerais

 Perceber a importância de conhecer os colegas que nos rodeiam;

 Compreender o papel enquanto indivíduo, dentro da escola;

 Aprender a trabalhar em equipa;

 Aprender a lidar com as diferenças;

 Ajudar o próximo;

 Aperfeiçoar e aprofundar a capacidade de se dar com os outros, perante as diferenças;

 Promover a interdisciplinaridade. 4.2.7 Objetivos Específicos

 Ter consciência do eu;

 Conhecer o outro;

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 Estabelecer relações próximas;

 Compreender a importância de conhecermos o outro;

 Ir adquirindo a capacidade de fazer escolhas, tomar decisões e assumir responsabilidades, tendo em conta o seu bem-estar e o dos outros.

4.2.8 Planeamento

Durante este projeto, todas as fases serão filmadas, sendo solicitado aos respetivos encarregados de educação o consentimento informado para a participação e recolha de imagens dos educandos (Anexo 13), garantindo a confidencialidade das imagens. No final todas as imagens serão compiladas, de forma a observar-se a evolução, não só aos próprios alunos, bem como a todos os envolvidos no projeto, professores, funcionários, encarregados de educação e restante comunidade escolar.

Desta forma todos poderão perceber tudo o que foi desenvolvido e adquirido no âmbito deste projeto ao longo do ano letivo.

Uma vez que alguns trabalhos serão realizados no início e no final do projeto, também será uma forma de poder perceber a evolução ocorrida nos alunos depois das variadas atividades. Pois, em relação a este tema, é difícil avaliar a evolução ocorrida e o que foi aprendido sem que haja uma comparação.

Este projeto tem 3 fases, após a motivação e negociação, em que os alunos devem ficar com vontade de participar neste projeto, têm início as várias fases do projeto, nomeadamente a primeira fase: a definição do problema e debate; a segunda fase: o desenvolvimento das atividades e, por fim, a última fase: a apresentação dos resultados.

1.ª Fase – Definição do problema e debate

Na primeira fase, inicialmente definir-se-á o problema a resolver durante o projeto com os alunos.

Nesta fase, os professores realizam debates com os alunos de forma a perceber o que estes acham do tema, o que pensam e querem que seja trabalhado ao longo do projeto e qual a importância deste tema ser trabalhado.

Os alunos das várias turmas formulam as perguntas para as entrevistas, recorrendo a diversos recursos como revistas, livros, jornais, entre outros. Ao fim de 15 dias da apresentação do projeto e desta primeira atividade, as turmas devem reunir-se e

76 em conjunto escolher quais as perguntas que serão aplicadas nas entrevistas, que se realizarão na terceira fase.

Nesta fase ainda será criado uma página de Facebook ou Instagram para o projeto. Nesta página professores e alunos publicarão os trabalhos realizados ao longo do ano letivo, bem como as competências e os objetivos a que se destinam. Desta forma, tanto os Encarregados de Educação como todos os que quiserem, terão acesso ao que é realizado no âmbito do projeto.

2.ª Fase – Atividades

Esta fase é a mais extensa de todas e é nesta fase que ocorrerão as atividades com maior importância e mais significativas de forma a atingir o objetivo proposto.

Durante esta fase pretende-se que sejam realizadas várias atividades, tentando abranger todas as disciplinas e, sempre que possível promovendo interdisciplinaridade.

Na disciplina de Português, através da leitura de algumas histórias nomeadamente Eu e Tu de Anthony Browne, Por que somos de cores diferentes? de Carmen Gil, Bons amigos de John Kilaka, O patinho feio de VV. AA, Cá em casa

somos…de Isabel Minhós Martins, entre outras obras recomendadas no Plano Nacional

de Leitura.

Pretende-se que muitos dos textos trabalhados em sala de aula, ao nível da Disciplina de Português, sejam textos descritivos e com utilização de vários adjectivos. Pois, nestes textos encontra-se a descrição de algo, quer seja de um objeto, de uma pessoa, animal, lugar ou acontecimento, com a intenção, sobretudo, de transmitir ao leitor as impressões e as qualidades de algo. Os alunos também deverão realizar textos descritivos de colegas ou auto retratos, recorrendo a espelhos ou fotografias, fazendo uma descrição não apenas física mas também psicológica. Estes textos realizados pelos alunos podem funcionar depois como um jogo de descoberta da pessoa que foi descrita no texto, em que os alunos têm de se conhecer de forma a adivinhar quem esta descrito no texto.

Ainda ao abrigo do Programa de Português, serão realizadas as entrevistas planeadas na primeira fase, em que terão de ser trabalhadas a estrutura e a realização de uma entrevista.

Na Disciplina de Matemática, serão trabalhados alguns conceitos como a estatística, realizando exercícios de conjuntos em que se agruparão os alunos consoante

77 determinadas características procedendo entre outros exercícios à construção de pictogramas com alguns gostos pessoais.

Em Expressão Físico Motora também serão realizadas várias atividades com o objetivo de aproximar os alunos através de jogos, para que adquiram auto-confiança e consigam também confiar no outro, estabelecendo relações de proximidade entre si, nomeadamente jogos de quebra-gelo, apresentação e confiança (Anexos 14-19).

Na Expressão Dramática os alunos realizarão atividades de mímica em que cada aluno representará outro colega, representando as suas principais características, tendo a restante turma de adivinhar de quem se trata.

No Programa, do ME (2004), vem referido que “as atividades de exploração do corpo, da voz, do espaço, de objetos, são momentos de enriquecimento das experiências que as crianças, espontaneamente, fazem nos seus jogos” (p. 77). Sendo que, “num jogo dramático estão sempre presentes sinais exteriores do corpo no espaço, através da mímica, dos gestos, das atitudes, dos movimentos e da utilização de objetos” (p. 82).

Já na Expressão Plástica os alunos terão contacto com vários artistas que realizaram retratos e auto-retratos e a partir daí pintarão desenhos da figura humana, realizarão auto-retratos e retratos dos colegas utilizando tintas e folhas A4, repetindo os mesmos ao longo do ano letivo. Estes desenhos serão utilizados na exposição realizada na última fase, em que se perceberá a evolução e o que se foi alterando e melhorando ao longo desse ano letivo. Sampaio (2016) refere que em Expressão Plástica “a finalidade não é produzir obras de arte, mas pessoas e sociedades melhores”, sendo que “a educação na arte e pela arte estimula o desenvolvimento cognitivo e pode tornar aquilo que os alunos aprendem e a forma como aprendem, mais relevantes face às necessidades das sociedades em que vivem” (pp. 107-108).

Por último, na disciplina de Estudo do Meio, serão exploradas as partes do corpo, as diferenças que existem entre indivíduos. Os alunos deverão ser capazes de, como referido no Programa de Estudo do Meio, do Ministério de Educação (2004) fazer a “sua identificação” sabendo o seu “nome (…) sexo, idade, endereço” e ainda saber descrever “os seus gostos e preferências”, conhecer o “seu corpo” identificando “características familiares (…) reconhecer modificações do seu corpo (…) reconhecer partes constituintes do seu corpo” e ainda “comparar-se com os outros”, ter noções de “saúde do seu corpo” e ainda a “segurança do seu corpo” (pp. 105 a 106).

As atividades realizadas nas diferentes disciplinas deverão ter sempre que possível, interligação entre si e com interdisciplinaridade. Além das atividades referidas

78 ainda podem ainda ser executadas outras atividades, ao longo do projeto e com as ideias dadas pelos alunos, que ajudem à realização deste projeto e contribuam para atingir os objetivos e o propósito deste.

Para que os Encarregados de Educação se sintam integrados e participantes no projeto também serão delineadas atividades, nomeadamente escrever algo sobre os seus educandos, por exemplo respondendo às seguintes perguntas: “Se o seu educando fosse uma música/uma cor/ uma personagem de desenho animado, qual seria?”. Estes pequenos textos e respostas seriam depois lidos pelos respetivos alunos e os mesmos deverão referir se concordam ou não com que foi descrito, os restantes colegas irão também “avaliar” e partilhar se concordam ou não com o que foi lido.

Outra atividade poderia ser a de fotografar o que os alunos fizeram durante o fim de semana, que os alunos partilharão com os colegas, neste “diário de fim de semana da turma” pretende-se que sejam descritas as atividades, bem como os sentimentos experienciados e sugestões para os restantes colegas. Esta última atividade terá mesmo de ser acompanhada pelo Encarregados de Educação uma vez que são precisas fotografias e os alunos precisarão de ajuda para escrever e descrever as atividades realizadas, pois os alunos destas idades ainda estão a desenvolver estas capacidades.

3.ª Fase – Apresentação dos resultados

A última fase denomina-se de apresentação dos resultados. É nesta fase que serão revelados os objetivos atingidos no final do ano letivo. Os alunos envolvidos no projeto serão reunidos de forma a dialogar entre si e revelar a todos os colegas os conhecimentos adquiridos bem como referir quais as atividades que realizaram e que mais gostaram.

Será ainda realizada uma exposição num local da escola (ex.: ginásio), onde serão apresentados os trabalhos realizados ao longo do ano letivo pelos alunos. Serão passadas as imagens recolhidas ao longo do projeto, com todas as fases e atividades desenvolvidas a que toda a comunidade escolar terá acesso e poderá apreciar, podendo perceber, comparar e verificar quais as evoluções observadas ao longo do ano letivo.

79 4.2.9 Recursos Recursos materiais:  Espelhos;  Folhas A3 e A4;  Tintas;

 Livros de histórias relacionadas com o tema;

 Venda para os olhos;

 Folhas pautadas e quadriculadas;

 Canetas e lápis;  Câmara de filmar;  Tela;  Projetor;  Computador. Recursos humanos  Diretor da escola;

 Professores titulares de turma;

 Professores coadjuvantes;

 Encarregados de Educação;

 Funcionários da escola;

 Alunos.

4.2.10 Produtos finais

 Exposição com alguns trabalhos em que se podem fazer comparações, nomeadamente o primeiro e último retrato realizados no decorrer do projeto;

 Apresentação do amigo secreto; cada aluno teria um amigo secreto tirado à sorte e teriam de apresentar esse amigo, indicando pelo menos três características psicológicas e 3 características físicas (1.º Ano e 2.º Ano);

Apresentação de um pequeno vídeo, com pequenos sketches das entrevistas;

 Apresentação do vídeo com todas as atividades realizadas ao longo do projeto.

80 4.2.11 Avaliação

Todos os projetos necessitam de uma avaliação ao longo de todo processo e principalmente do produto final, de forma a perceber o que tem de se alterar e adaptar e, no fim, de forma a perceber se os objetivos definidos foram atingidos.

Assim, também este processo tem uma avaliação e, em anexo encontram-se fichas de forma a avaliar cada fase do projeto, realizadas tendo como base Veríssimo (2000), em que os alunos (Anexo 20) e professores (Anexo 21) terão de exprimir o que sentiram em determinada fase. Estas fichas serão depois avaliadas em conjunto para se perceber se está tudo encaminhado e caso não esteja para se alterar e melhorar o que for necessário.

No final do projeto terão outras fichas de forma a avaliar o projeto no seu todo, baseadas em Leite e Fernandes (2002), os alunos (Anexo 22) e os professores (Anexo 23) devem então avaliar e os resultados partilhados não apenas com os alunos participantes como com toda a comunidade escolar.

4.2.12 Calendarização

No quadro 17 encontra-se a calendarização do Projeto Tu+Eu=Nós ao longo de um ano letivo.

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4.3 Reflexões finais do projeto

Ao idealizar este projeto, tentei que fosse algo fácil de aplicar e que contribuísse

No documento Relatório de Estágio Profissional (páginas 83-152)