3 METODOLOGIA DE PESQUISA
3.7 Apresentação do Material Complementar de Apoio ao
Esta seção tem por objetivo apresentar a descrição do material desenvolvido pela pesquisadora na versão Caderno do Professor – Material de Complementação Oral. Iniciamos a descrição traçando um breve panorama da concepção e da estrutura do material, para, então, detalhar as atividades que o compõem.
3.7.1 Da concepção e estrutura
Partimos do pressuposto que a 5ª série/ 6º ano é o primeiro ano de escolaridade que contempla, na grade curricular da escola pública (SÃO PAULO, 2008), o ensino de Inglês, e que os alunos iniciam a 5ª série/ 6º ano repletos de expectativas, pois, afinal, é o primeiro contato com o idioma e eles chegam completamente dispostos a encarar e desvendar os mistérios de falar outra língua, conforme afirma o Caderno:
A proposta curricular prevê a ênfase no desenvolvimento das competências leitora e escritora. Entretanto, como este será, para a maioria dos alunos, o primeiro contato com a língua inglesa em ambiente escolar, procuramos propor também algumas atividades orais, já que aprender a falar é uma expectativa largamente observada entre estudantes dessa faixa etária (SÃO PAULO, 2009, p.8 – grifo nosso).
O professor tem, nesse momento, a valiosa oportunidade de ser a presença vicária que vai alavancar esse processo de aprendizagem e conduzir os alunos por um caminho prazeroso e contínuo na construção do conhecimento.
Muito embora a proposta curricular preveja a ênfase no desenvolvimento das competências leitora e escritora, a própria orientação sobre os conteúdos do bimestre, presente nos cadernos de inglês, deixam clara a importância do desenvolvimento das habilidades que dizem respeito a compreensão e produção orais.
Considerando as expectativas dos alunos em relação à oralidade e a atual proposta do Estado de São Paulo que estabelece um currículo único, e o oferecimento dos Cadernos de Inglês, surge a ideia de uma complementação do material proposto, a fim de suprir as necessidades em consonância com o que já está posto.
O material desenvolvido não tem a intenção de criar algo novo, com exercícios inéditos que prometam milagres em sala de aula. Ao contrário, são atividades simples, muitas vezes de conhecimento comum por terem suas origens em brincadeiras de criança, cotidiano de sala de aula, e suas raízes na atividade social (LIBERALI, 2012).
O objetivo do material complementar é dar subsídios a o professor, para que explore a habilidade oral de maneira atrelada ao conteúdo dos cadernos, com atividades simples que se relacionem diretamente às situações de aprendizagem propostas nos Cadernos, servindo como uma alavanca para um processo de ensino- aprendizagem de língua estrangeira, mais completo no sentido de contemplar outras habilidades além de leitura e escrita, pois, assim como afirma Liberali (2012, p.98), as habilidades não podem ser isoladas: “[...] compreendemos que não podem ser consideradas de forma estanque, elas se relacionam o tempo todo, quando consideradas em contextos reais de produção [...]”.
O material desenvolvido propõe uma complementação e não substituição do material já utilizado. Dessa maneira, seria interessante que o Caderno do Aluno trouxesse algumas faixas de áudio, a fim de assegurar que o aluno tivesse a oportunidade de conhecer a pronúncia das palavras que está aprendendo e enriquecer o conteúdo oferecido, não dependendo única e exclusivamente da pronúncia do professor. Essa seria uma sugestão, caso houvesse uma modificação nos moldes da proposta dos Cadernos.
Vale ressaltar que não analisei a pertinência das situações de aprendizagem, bem como a ordem em que se apresentam, pois seria possível discorrer inúmeras linhas para discutir e refletir sobre a relevância e, até mesmo, a importância do acréscimo de algumas atividades que podem ser fundamentais em um primeiro momento, ou em um primeiro contato com a língua, como é o caso das turmas de 5ª série / 6o ano.
Algumas das atividades orais complementares aqui propostas começaram a ser desenvolvidas quando eu ainda estava em sala de aula, sofrendo algumas modificações e adequações com o passar dos anos letivos e no contato com as mais diversas turmas. Quando em sala de aula, muitos de nós, professores, temos a liberdade para criar, buscar e desenvolver as atividades de diversas maneiras. Podemos fazer pesquisas, utilizar diferentes recursos e ir além do que está proposto, justamente pelo fato de o material didático utilizado não ser “engessado”. No entanto, eu não tinha a preocupação de planejar tais atividades para todas as situações de aprendizagem, tampouco tinha, naquele momento, um olhar mais crítico e reflexivo, que, aos poucos vem se desenvolvendo.
Enfim, essas atividades são fruto de uma necessidade que surgiu em sala de aula e aos poucos foram desenvolvidas e pensadas após o período de 02 anos no trabalho de formação de professores.
A seguir descrevo cada sessão construída para constituir o caderno de complementação oral para as turmas de 5ª série / 6º ano.
3.7.2 Descrição da Carta ao Professor
A Carta ao Professor é a primeir seção do Caderno de Complementação e procura seguir o mesmo design gráfico dos cadernos, tendo como intenção realizar
uma pequena apresentação inicial, antes das atividades, assim como propõem todos os outros volumes do material didático.
Nesse primeiro contato com o professor, começo explicando que a 5ª série/ 6º ano é o primeiro8 ano de oferta da disciplina na grade curricular da escola pública Estadual, assim como afirma o Currículo (SÃO PAULO, 2011), e acrescento que os alunos chegam repletos de expectativas e uma delas diz respeito à aprendizagem de Língua Inglesa, uma vez que querem aprender a falar inglês (comunicação oral), conforme apontado na pesquisa de Miranda (2005), que constata que o principal interesse dos estudantes é o desenvolvimento da habilidade oral.
Essa seção foi colocada no material, pois há uma deficiência na formação docente refletida nas práticas de sala de aula, pois “o ensino de LE que os professores receberam no âmbito da graduação foi tão geral ou acadêmico que não preparou os alunos quanto à competência discursiva ou pragmática, necessárias para enfrentar a comunicação de sala de aula (ELDER, 2001, p.152, tradução nossa)9.
Assim, considerando o fato de que a educação contínua deve ter como objetivo a formação de um profissional autocrítico e reflexivo de sua prática (SCHÖN, 1983), autônomo, capaz de “educar-se a si mesmo, à medida que caminha em sua tarefa de educador”(CELANI 2002, p.22), sugiro, no material, a visita a alguns sites da internet através dos links que disponibilizei, no intuito de minimizar inseguranças em relação à pronúncia das palavras em inglês e enriquecimento do repertório linguístico do professor, além de propiciar um desenvolvimento autônomo em seu próprio processo de atualização.
3.7.3 Situações de aprendizagem 1 e 2
Sob o tema Primeiros Contatos, as situações de aprendizagem 1 e 2 buscam explorar conteúdos como cumprimentos, despedidas e apresentações pessoais. No
8 Conforme a Resolução SE-29, de 28-5-2014, foi instituído o Projeto Early Bird (Inglês nos anos
iniciais) para os alunos da rede pública Estadual, mas ainda está limitado a apenas 46 escolas, podendo ser ampliado nos anos subsequentes.
9 Nossa tradução para o texto: “The language training which teachers had received in the context of
their undergraduate studies was too general or too academic and did not equip them with either the discourse or pragmatic competence necessary to cope classroom communication".
exercício número 1 (um), o professor pode aproveitar o momento para se apresentar em inglês e conhecer os alunos, promovendo um primeiro contato e aproximação.
A proposta é de uma atividade de apresentações pessoais, pois, por ser o primeiro contato com o idioma e com um professor de Língua Inglesa, é importante que os alunos se apresentem e possam cumprimentar uns aos outros, experimentando uma situação de contexto real; afinal, as palavras-chave do bimestre, conforme os Cadernos, são: “Experimentação, compreensão e reconhecimento” (SÃO PAULO, 2009, p.11).
A atividade foi inicialmente pensada como um jogo de “batata-quente”, brincadeira infantil muito conhecida popularmente e incrementada com base nos jogos “Care and Share” (WRIGHT et al., 2006, p.11), em que os alunos são convidados a, confortavelmente, compartilhar suas informações com os colegas.
Apresentamos, também, uma variação, sugerindo de alguns comandos como: jump, clap etc., pois, além de trabalhar o conteúdo previsto, amplia o vocabulário e propicia maior movimentação e interação à atividade.
Quanto à atividade 2, retomamos as palavras-chave mencionadas pelo Caderno (SÃO PAULO, 2009, p.11), “Experimentação, compreensão e reconhecimento”, sugerindo que os alunos identifiquem que tipo de exercício foi realizado, se eles fizeram um círculo ou ficaram enfileirados, devendo assinalar a alternativa correta. Nesse exercício, o professor percebe se o aluno conseguiu reconhecer qual foi a escolha realizada. Ainda nessa atividade, orientamos o professor para que a atividade não seja realizada em Língua Portuguesa, justamente para que os alunos tenham a oportunidade de associar as imagens ao som, ampliando seu conhecimento fonológico.
3.7.4 Situações de aprendizagem 1 e 2 – Exercício 3
No caderno do professor (SÃO PAULO, 2009, p.37), na seção: “Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema”, há a sugestão de retomar os cumprimentos utilizando a música “Hello, goodbye”, dos Beatles. A sugestão é que sejam escritas na lousa as palavras: Goodbye – stop – yes – hello - no – go, para que os alunos façam agrupamentos de sentidos opostos
e, em seguida, a solicitação é para que os alunos batam palma cada vez que ouvirem as palavras.
Proponho que, além dessa atividade, o professor utilize a letra da música. A atividade inicia-se com uma conversa onde o professor faz um levantamento de conhecimentos prévios10, pois,
para que uma aprendizagem significativa possa acontecer, é necessário investir em ações que potencializem a disponibilidade do aluno para a aprendizagem, o que se traduz, por exemplo, no empenho em estabelecer relações entre seus conhecimentos prévios sobre um assunto e o que está aprendendo sobre ele (BRASIL, 1998, p.93).
A intenção é procurar saber o que os alunos conhecem sobre a banda e sobre a música. O professor pode falar um pouco sobre a história da banda e depois optar por tocar a canção ou mostrar um videoclipe. Há uma versão do grupo musical Glee11, com uma perspectiva mais moderna, que pode ser explorada e confrontada com a versão original.
O professor mostra o vídeo e toca a música, a fim de contemplar necessidades de alunos auditivos e visuais. Em seguida, opta por tocar somente a música para que eles possam preencher as lacunas. Nesse momento o foco é na habilidade de ouvir.
O professor pode dividi-los e pedir que cantem alternadamente, promovendo uma pequena competição, no sentido de dividi-los entre meninos e meninas, ou um lado e outro da sala, etc., a fim de alcançar maior engajamento e interação na atividade. Não haverá ganhadores ou perdedores. Dessa maneira, a atividade caracteriza-se como um desafio. Após esse momento, o professor salienta a pronúncia das palavras mais difíceis, podendo destacá-las no quadro, pedindo aos alunos que repitam em voz alta, para que tenham a oportunidade de praticá-las e experimentar suas pronúncias.
Proponho essa atividade, pois acredito que a música contribui positivamente para o processo do ensino-aprendizagem. Conforme Faria (2001, p.24), “A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está
10 Conforme Zabala (1995), conhecimento prévio corresponde aos conhecimentos que os alunos já
possuem sobre o conteúdo que se propõe aprender.
11 Glee: Série de televisão destinada ao público jovem, que mistura música, drama, humor
presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação”. Além disso, a música promove um momento de contato real e espontâneo com o idioma que facilita o processo de ensino-aprendizagem.
Dessa maneira, o uso da música em sala de aula seria uma estratégia a ser adotada para o desenvolvimento das habilidades comunicativas, sendo um grande elo comunicativo, como afirma Gobbi (2001, p.40): “[...] é a linguagem do som e letra que chegam ao ouvinte em forma de comunicação. Julgamos, portanto, que o uso da música em sala de aula é uma estratégia que pode ajudar o professor nas tarefas se ensino e de aprendizagem. Além de ser um instrumento afetivo [...]”.
3.7.5 Situação de aprendizagem 3 - Personal information
No caderno do aluno, a Situação de aprendizagem 3 aborda as informações pessoais, trazendo cartões de identificação. O ideal seria uma faixa de áudio que acompanhasse o exercício. Na falta desta e com a proposta de um material complementar, é interessante que os alunos possam praticar a habilidade de ouvir e reconhecer informações. Para tanto, proponho uma atividade com faixa de áudio, onde os alunos possam escutar as apresentações, assimilar as informações e completar os cartões segundo o áudio. É um exercício totalmente relacionado à apostila e até mesmo os cartões seguem o modelo disponível no caderno do aluno.
O professor começa a atividade fazendo um levantamento de conhecimento prévio, através da identificação do gênero em questão. É importante que o aluno possa reconhecer o gênero cartão de identificação e fazer inferências. O professor pergunta aos alunos sobre as ilustrações e acolhe as respostas, direcionando a discussão de maneira que os alunos possam dizer onde os cartões de identificação podem ser encontrados e qual é sua função. É importante mencionar a carteirinha da escola, da biblioteca e até mesmo o RG. Após o primeiro contato, o professor faz uma relação com a atividade previamente trabalhada no Caderno do Aluno e explica que eles irão escutar uma faixa de áudio e completar a informação faltante no cartão.
Nessa atividade, o professor pode explorar o vocabulário presente no cartão para que, ao término do exercício, seja possível verificar a compreensão dos alunos,
inclusive sobre os outros itens não explícitos na atividade, fazendo perguntas como: a) when is her birthday? Is the person in the first card a girl or a boy? (apontando as figuras) what’s her name? Tais perguntas, conforme o Caderno do Professor (SÃO PAULO, 2009, p.26), são apresentadas para que “os alunos as reconheçam como chunks, sequências de palavras que formam um todo de significado”.
O Caderno do Professor (SÃO PAULO, 2009, p.26) sugere, inclusive, que “No início da aula seguinte, [o professor] convide alguns alunos a fazer as perguntas e a respondê-las, mesmo que ainda titubeiem em relação à pronúncia”. Assim, esta é uma atividade que contribui diretamente com o Caderno do Aluno e o Caderno do Professor, transpondo os mesmos itens lexicais do Caderno, no intuito de ampliar as habilidades orais dos alunos e facilitar o trabalho do professor com relação à compreensão e produção orais.
Além disso, o professor pode explorar a pronúncia, tocar a faixa de áudio e pedir que os alunos repitam em voz alta, retomando a pronúncia das palavras que representarem alguma dificuldade. Em um segundo momento, o aluno irá preencher seu próprio cartão de identificação para, posteriormente, compartilhar as informações com os colegas, de maneira oral.
3.7.6 Situação de aprendizagem 3 - Listen and Repeat the Months of the Year and the days of the week - Exercício 2
Este é um exercício que vem enriquecer o vocabulário e dar subsídios para que os alunos tenham conhecimento dos meses do ano para que possam completar seus cartões de identificação e compreender a resposta dos colegas com relação às datas de nascimento, validade do cartão etc.
É um exercício de compreensão oral que visa incentivar a produção oral. O professor pode pedir que repitam alternadamente e que tentem adivinhar o mês de nascimento dos colegas, criando outras oportunidades de produção oral.
O exercício: Non-stop month deve ser realizado após o exercício de Listening. Para realizá-lo, os alunos devem ficar em círculo ou em uma disposição que seja simples e ordenada. O professor aponta 1 (um) aluno que deve começar falando o primeiro mês (January); o segundo deve dizer o segundo mês (February), e assim
por diante. Quando o aluno se distrair e/ou cometer um erro, o jogo recomeça. O jogo termina quando chegar ao último aluno.
A sugestão 2, denominada Predicting the month, prevê dividir os alunos em pequenos grupos de 3 ou 4 integrantes, solicitando que eles escrevam 3 meses de sua preferência em filetes de papel. Um deles começa a rodada tentando adivinhar o que os colegas escreveram. Por exemplo: September. Todos que tiverem escrito September devem entregar sua filetinha ao colega adivinho. O próximo arrisca um novo palpite. A rodada se encerra quando não for possível recolher mais filetinhas, determinando o participante que vence a rodada. O professor pode selecionar o colega adivinho através dos números da chamada, proporcionando um momento de treino dos números, também em inglês.
A atividade é caracterizada como um jogo, pois é um momento desafiador e de interação com os colegas. Vale dizer que "Os jogos são altamente motivadores, porque eles são divertidos e interessantes. Eles podem ser usados para colocar em prática todas as habilidades de linguagem e para a prática de vários tipos de comunicação" (MUBASLAT, 2011, p.5; tradução nossa)12.
Assim, nesse exercício os alunos terão a oportunidade de utilizar o novo vocabulário de maneira oral, compartilhando saberes com os colegas. Afinal, conforme afirma Vygotsky ([1934] 2013), a criança se desenvolve na interação com o outro, sendo que a apropriação é um processo de uso social dos objetos e da linguagem, requerendo a mediação de um parceiro mais experiente que demonstre o uso social dos objetos num processo de educação, socialmente mediado.
3.7.7 Situação de aprendizagem 3 – Exercício 3 e 4
No terceiro exercício da situação de aprendizagem 3, a proposta é o preenchimento dos cartões de identificação para uma socialização oral subsequente, ou seja, os alunos completam seus nomes e suas datas de aniversário, podendo, inclusive, colar uma foto ou fazer um “autorretrato” para que a atividade fique ainda mais parecida com uma situação real. Após o preenchimento escrito do cartão de
12 Nossa tradução para o texto original “Games are highly motivating because they are amusing and
interesting. They can be used to give practice in all language skills and be used to practice many types of communication”.
identificação, os alunos deverão apresentar seus cartões a um colega, utilizando uma das formas de apresentação anteriormente discutidas, mas, desta vez, acrescentando o mês de seus aniversários.
Nas instruções ao professor há uma orientação que diz: “Explicar que quando as datas são representadas por números, nos Estados Unidos é mais comum escrever o mês primeiro e depois o dia de nascimento. Por exemplo: 18 de setembro de 1996, ficaria 09/18/1996, ou seja, inverte-se dia e mês”. Tal informação permite ao professor fazer uma associação entre as línguas, levando os alunos a refletirem sobre as possíveis diferenças entre os países, promovendo um enriquecimento cultural, além de contribuir para o desenvolvimento das habilidades de reconhecer e comparar, previstas para serem trabalhadas na Situação de aprendizagem 1.
O exercício de número 4 é um complemento do exercício anterior: o aluno escolhe um dos colegas para perguntar o nome e a data de nascimento. Para isso, o professor deve exemplificar sobre como as perguntas devem ser feitas em inglês, pedindo que pratiquem também as respostas. Dessa maneira, o aluno terá a oportunidade de simular uma situação de interação, onde ouvinte e falante interagem numa determinada situação comunicativa.
O exercício propõe, ainda, que o professor incentive o grupo a entrevistar mais colegas, mesmo tendo preenchido apenas um cartão, de maneira que possam praticar ainda mais a compreensão e a produção em Língua Inglesa.
O exercício de número 5 é uma proposta para realização de atividade de “listening”, pois, na página 17 do Caderno do Aluno, na seção de Homework, há uma atividade envolvendo os numerais; entretanto, os alunos desconhecem suas pronúncias. Nessa direção, o exercício proposto traz um quadro com os números de 0 (zero) a 1000000 (um milhão), onde o aluno pode ler o número e, com o auxilio do material de áudio, realizar uma comparação entre palavra e som, podendo repetir o novo vocabulário, até mesmo experimentando sua pronúncia.
Após esse exercício, há a sugestão de 2 (duas) atividades com carácter de jogos, que podem ser utilizadas pelo professor para engajar os alunos na aprendizagem de Língua Inglesa, pois “O ambiente escolar, por fazer parte da vida do aluno, deve ter também ‘momentos de diversão, de competição e de cooperação’" (MAR, 2004, p.192).
Além disso, a utilização de jogos favorece a aprendizagem. Conforme Yolageldili e Arikan (2011), os jogos tornaram-se extremamente importantes para se
aprender inglês, não só porque proporcionam diversão e relaxamento, mas também porque incentivam os alunos a usarem sua língua de forma criativa e comunicativa.
A primeira sugestão é um jogo de amarelinha (Hopscotch saying the numbers), brincadeira tradicional ensinada a crianças de vários países, que, neste contexto, pode ser vista como uma atividade de carácter interdisciplinar, favorecendo a inclusão principalmente das disciplinas Arte e Educação Física, por trabalharem o corpo na movimentação e o desenho artístico na preparação do diagrama que será a base do jogo.