Neste item são apresentados os resultados quantitativos alcançados por meio da aplicação dos questionários encaminhados através de correspondência eletrônica. Entende-se pertinente avaliar os resultados dos questionários separadamente por categoria de respondentes. Primeiramente, na alínea “a”, a
apresentação dos dados coletados é referente aos questionários endereçados aos gerentes regionais e encarregados de almoxarifados. Na sequência, na alínea “b”, a apresentação recai sobre os questionários destinados aos chefes de agências.
a) Descrição do resultado do questionário (Anexo C):
Os dados a seguir apresentados mostram a opinião dos gerentes regionais e encarregados de almoxarifados sobre a gestão de estoques no âmbito da CEEE-D.
Inicialmente, comenta-se quanto ao estabelecimento do volume dos estoques, o qual leva em consideração aspectos externo como de natureza legal, política, econômica e tecnológica, onde 36,36% dos gestores entendem que esse gerenciamento é realizado no âmbito da regional. Por outro lado, 63.64% dos gestores informam que os serviços ofertados por sua regional são cumpridos dentro das programações estabelecidas.
No tocante aos recursos humanos utilizados em sua regional para o desenvolvimento das atividades de recebimento, armazenagem e distribuição no âmbito das regionais, 45,45% dos gestores informam que utilizam até 5 pessoas, 36,36% dos gestores afirmam utilizar de 6 a 10 pessoas e 18,19% utilizam mais de 15 pessoas.
No que diz respeito à área em metros quadrados, destinadas para almoxarifado pelas regionais, 100% dos gestores informam ser preciso mais de 100m2 para o desenvolvimento de suas atividades. Por outro lado, 25% da área utilizada para almoxarifado, assim como, para estaleiro de postes são locadas como forma de disponibilizar espaços para a guarda do material em estoque.
Por outro lado, 63,64% dos gestores desconhecem os custos indiretos que são necessários para manter os estoques. Quanto ao volume em estoques, no âmbito das regionais, os dados coletados estão representados pela Figura 29.
Figura 29—Volume de materiais estocados em %
Fonte: elaborado pelo autor
Na direção da análise anterior os valores médios aplicados na área das regionais estão representados pela Figura 30.
Figura 30 – Aplicações realizadas por regionais em %
Fonte: elaborado pelo autor
No que tange ao planejamento e o controle da realização da obra 81,82% dos gestores entendem que é uma das atribuições da unidade. Nessa linha de raciocínio a questão 11, do anexo c, tratou de verificar qual o modelo adotado para controle
até R$ 500.000,00 R$ 500.000,00 a R$ 1.500.000,00
estocar, independente do momento de sua utilização, isto é, não utilizam o just in time como modelo para controle dos seus estoques, apenas se baseiam na media histórica para realização das aquisições.
Por outro lado 72,73% dos gestores entendem que o sistema corporativo permite a integração entre suprimentos, produção e contabilidade. De outra banda a periodicidade dos inventários para 63,64% dos gestores é anual e para 36,36% é semestral.
No que diz respeito à utilização de uma metodologia para determinação da previsibilidade de materiais para estoque, 72,73% dos gestores informam que não utilizam a curva ABC, tampouco o lote econômico de compra. Em contrapartida, 72,73% dos gestores questionados afirmam que utilizam a série histórica de consumo como fator empregado para a previsibilidade de materiais.
Destaca-se a informação de 72,73% dos gestores de que as divergências de materiais entre os quantitativos físicos e os registrados no sistema da empresa não são muito elevados e 27,27% afirmam que não ocorreram divergências. Sendo que os percentuais para aqueles gestores que informaram que tiveram divergências encontravam-se na faixa até o limite de 3%.
Quanto à utilização de indicadores de desempenho operacionais para gerenciamento dos estoques, 100% dos gestores afirmam que não utilizam nenhum tipo de indicador. Por outro lado, 72,73% dos gestores entendem que na sua unidade de negócio os recursos alocados em estoques não afetam o capital de giro da empresa. Para 72,73% dos gestores o valor dos estoques sem movimentação a mais de 12 meses é de até R$ 20.000,00 e o restante dos 27,27% afirmam que os estoques sem movimen6ação encontram-se entre R$ 20.000,00 a R$ 50.000,00.
Quanto ao ciclo operacional médio de uma obra 72,73% dos gestores afirmam que o período fica entre 90 a 180 dias e 27,27% acreditam que o ciclo operacional é entre 180 a 360 dias. Por outro lado 100% dos gestores afirmam que o almoxarifado, em termo de organização, não segue nenhum padrão estabelecido pela empresa.
Ao afirmarem que a gestão estratégica de operações influencia a estratégia competitiva das organizações, 63,64% dos gestores concluíram que os estoques são baseados nas experiências diária dos envolvidos nas áreas de operações. Outros 27,27% entenderam que a gestão baseia-se naquilo que a empresa deseja que a área de operações faça. Já 60% dos gestores entendem que a decisão estratégica
em nível de estoques tomada em sua regional deveria influenciar a direção de longo prazo da organização devendo existir uma política no âmbito da empresa.
Para 100% dos gestores as agências não possuem almoxarifados regulares, isto é, contabilmente constituídos. Os materiais ao serem entregues às agências são aplicados em obras, e através desta permite-se a sua identificação. E destes, 27,27% entende que o sistema não facilita essa rastreabilidade.
Como forma de uma melhor interpretação dos dados acima descritos é apresentada, no Anexo “F”, uma tabela demonstrativa dos resultados constatados.
b) Descrição do resultado do questionário (Anexo D)
A seguir são apresentados os dados que refletem a opinião dos chefes de agências sobre a gestão de estoques no âmbito da CEEE-D. Inicialmente, para 61,54% dos gestores os serviços ofertados por sua agência são cumpridos dentro das programações estabelecidas.
As atividades de gestão de almoxarifados são realizadas nas agências, e, inclusive, são utilizados um número considerável de pessoas conforme se verifica na Figura 31.
Figura 31 – Número de pessoas envolvidas nas tarefas de almoxarifado %
Fonte: elaborado pelo autor
Dos respondentes, 61,54% entendem que os almoxarifados das agências possuem até 50 m2 e 38,46% dos gestores possuem almoxarifados com área entre 51 a 75m2. 80,77% dos chefes afirmam que a área utilizada para almoxarifado e
estaleiro de postes são próprias e o restante dos 19,23% são locadas. Dos gestores 69,23% não conhecem os custos necessários para manter estoques.
Quanto aos valores em estoques nas agências os mesmos estão representados pela Figura 32.
Figura 32 – Valores em estoques por agências em %
Fonte: elaborado pelo autor
Entretanto, no âmbito das agências, 30,77% comentam que seus estoques estão entre R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00, outros 42,32% dos gestores afirmam que possuem estoques para mais de R$ 100.000,00 e finalizando 26,91%
desconhecem o valor em estoque. Na linha da análise anterior os valores médios aplicados na área das agências, segundo 76,92% dos gestores afirmam possuir aplicado até R$ 100.000,00, sendo que o restante dos 23,08% dos gestores desconhece o valor que possuem aplicados em obras.
Para 76,92% dos respondentes afirma que na estrutura das agências não está contemplada a atribuição de planejamento e controle de obras. 61,54% dos gestores entendem que os materiais recebidos são oriundos do Centro de distribuição e outros 38,46% entendem que recebem o material do almoxarifado regional. Uma questão de consenso é a entrega de materiais no âmbito das agências, os quais são realizados às empresas terceirizadas e equipes de manutenção da própria CEEE-D.
Porém, 61,54% não possui nenhum tipo de controle sobre o material entregue, apenas 38,46% dos gestores mantém uma formalização dessa entrega.
Os gestores foram unânimes ao afirmarem que o sistema corporativo não permite um controle sobre o material em estoque. Quanto à previsão dos estoques para utilização das agências 61,54% dos gestores informaram que se baseiam em uma série histórica para determinarem os seus estoques. Para 100% dos respondentes as agências não possuem qualquer tipo de avaliação de desempenho para gerenciamento dos estoques:
Porém, 69,23% dos gestores afirmam que a gestão estratégica de operações influencia a estratégia competitiva das organizações, e as decisões sobre os estoques são baseadas naquilo que os recursos de operações podem fazer e os outros 30,77% na experiência diária dos envolvidos nas áreas de operações.
Dos 84,62% dos gestores das agências afirmam manter almoxarifados, mesmo que de forma irregular, como forma de atender as demandas de obras, inclusive alocando empregados próprios para o desenvolvimento das atividades de recebimento, armazenagem e distribuição. Porém, no que diz respeito à identificação dos materiais em poder das agências não há um procedimento padrão que determine a forma como esses materiais são controlados e identificados, passando de uma simples identificação visual até mesmo através de controles em planilhas do Microsoft Excel.
No tocante a rastreabilidade dos materiais 61,54% dos gestores das agências afirmam que esse problema inicia no momento da saída do material do almoxarifado regional e outros 38,46% quando o mesmo sai do centro de distribuição. Já 88,46%
dos respondentes afirmam que o sistema atualmente utilizado não permite uma perfeita rastreabilidade dos materiais.
Como forma de uma melhor interpretação dos dados acima descritos é apresentada, no Anexo “G”, uma tabela demonstrativa dos resultados constatados.