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CAPÍTULO 2 – Actividades Desenvolvidas

2.3. ACTIVIDADES QUE SE INSEREM NO APURAMENTO DE

2.3.3. Imposto sobre Rendimento de Pessoas Colectivas

2.3.3.1. Apuramento de imposto pela Modelo 22

É o sujeito passivo que procede a liquidação do imposto em IRC, coisa que não acontecia em sede de IRS, esse procedimento é feito através do preenchimento de uma declaração (Modelo 22) existente para esse efeito.

A Modelo 22 (Anexo 5) possui na sua primeira página apenas elementos de identificação. Nomeadamente possui no Quadro 03 os elementos identificativos do sujeito passivo, tais como, designação, Número de Identificação Fiscal (NIF) e o seu regime de tributação. No Quadro 04 sublinha qual o tipo de declaração, se a 1ª declaração de exercício se uma declaração de substituição.

Na segunda página da Modelo 22, Quadro 07, vamos proceder ao cálculo do Lucro Tributável. De que forma, partindo do Resultado Liquido do Exercício e efectuando todas as correcções segundo o CIRC.

No Quadro 09 é apurada a matéria colectável, é também neste Quadro que se mencionam prejuízos de anos anteriores caso existam.

Finalmente, na quarta e última página, é calculado o imposto:

1º) Cálculo da colecta – multiplicando a matéria colectável pela taxa

2º) Cálculo do IRC Liquidado – Subtrair a Colecta as respectivas deduções (Dupla tributação internacional, benefícios fiscais e pagamentos especial por conta). O IRC Liquidado é sempre maior ou igual que zero, quer isto dizer que quando o montante das deduções for superior ao da colecto o IRC Liquidado é igual a zero.

3º) Cálculo do IRC a pagar ou a recuperar – pela diferença entre o IRC liquidado e a soma, das retenções na fonte com os pagamentos por conta, chegamos ao:

IRC a pagar se a diferença for positiva;

IRC a recuperar se a diferença for negativa.

4º) Cálculo do imposto a pagar ou recuperar – somando ao valor calculado em 3º), o IRC de anos anteriores, reposições de benefícios fiscais, a derrama, tributações autónomas e os juros (compensatórios e de mora), obtemos:

Imposto a pagar se a soma for maior que zero;

Imposto a recuperar se a soma for inferior a zero.

Figura 3 – Apuramento do IRC

Fonte: Elaboração Própria

Resultado líquido do exercício

+ Variações patrimoniais positivas não reflectidas no resultado líquido do exercício

- Variações patrimoniais negativas não reflectidas no resultado líquido do exercício +/-

Correcções fiscais

Lucro Tributável

- Prejuízos fiscais - Benefícios fiscais

Matéria Colectável X Taxa Colecta do IRC - Benefícios fiscais - Retenções na fonte - Pagamentos por conta IRC Liquidado IRC a pagar ou a reembolsar - Dupla trib. Intern. - Pag. Especial por Conta

2.3.3.1.1. Análise da Modelo 22 da empresa “Alta tensão, Lda.”

De seguida vamos analisar a Modelo 22 da empresa “Alta Tensão, Lda.” (Anexo 5 – Declaração de remunerações – modelo 22), como foi referido anteriormente esta declaração é composta por quadros, mais exactamente 12 quadros.

Quadro 01 a 05

Os cinco quadros da folha de rosto da Modelo 22 são essencialmente informativos:

 Quadro 01 – Período de tributação: 2008-01-15 a 2008-12-31 Exercício: 2008

 Quadro 02 – Área da Sede, direcção efectiva ou estabel. estável: Celorico da Beira - Código: 1180

 Quadro 03 – Designação: Alta Tensão, Lda.

Número de Identificação Fiscal: 512 345 678

Tipo de Sujeito Passivo: Residente que exerce, a titulo principal actividades comercial, industrial ou agrícolas

Regime de Tributação dos Rendimentos: Redução de taxa  Quadro 04 – Tipo da Declaração: 1º Declaração do exercício

 Quadro 05 – NIF do Representante Legal: xxx xxx xxx NIF do Técnico Oficial de Contas: yyy yyy yyy

Quadro 07

Na página seguinte da Modelo 22 encontramos o Quadro 07 que tem como finalidade determinar o lucro tributável. Partindo do Campo 201 (Resultado Líquido do Exercício), no nosso caso, um resultado negativo de 4.694,58 euros chegamos a um Prejuízo para efeito fiscal de valor idêntico, visto não ter havido ao longo de Quadro 07 nenhuma correcção.

No Quadro 07 vão ser acrescidos ao Resultado Líquido do Exercício todas as despesas e outros encargos não aceites para efeitos fiscais, e deduzidos, por exemplo, as menos valias fiscais, mais valias contabilística ou ainda benefícios fiscais.

Quadro 08

O Quadro 08 indica qual o regime em que se encontra a empresa se num dos regimes

de redução de taxa se no regime geral. No caso da “Alta Tensão, Lda.”, ela é abrangida pelo artigo 43.ª do Estatuto dos benefícios fiscais (Benefícios relativos à interioridade) mais concretamente pela alínea b) do nº 1, pois alem de se situar numa zona de interioridade beneficia ainda do facto de ser o ano de instalação da empresa, podendo desta forma usufruir da taxa de 10%.

Quadro 09

No Quadro 09 é apurado o valor da matéria colectável, inicialmente é introduzido o valor obtido no quadro 07, havendo prejuízo, como no nosso caso será colocado na

linha 1 na coluna referente ao regime em que se situa a empresa. Assim sendo vamos

colocar no campo 312 os 4.694,58 euros de prejuízo.

Caso a empresa tivesse obtido lucro seria colocado na linha 2, e é também neste quadro que segundo o artigo 15.º do CIRC seriam deduzidos quer os prejuízos fiscais (artigo 47.º do CIRC) quer os benefícios fiscais, obtendo desta forma a matéria colectável.

Quadro 10

A finalidade do Quadro 10 é apurar o imposto, no entanto esse quadro encontra-se em branco devido aos seguintes acontecimentos:

 Primeiro ano de actividade

Quadro 11

O Quadro 11 discrimina alguma informação relevante para a compreensão de alguns valores mencionados nos restantes quadros. Na Modelo 22 em análise podemos encontrar:

 Campo 410 – Total dos proveitos: 8.339,06 euros

 Campo 411 – Volume de negócios do exercício: 8.336,14 euros

Nos pontos seguintes vão ser explicados alguns dos itens que aparecem na Modelo 22 mas se encontravam em branco.

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