Capítulo 2. Os debates em torno do primeiro Calico Act: reflexões sobre o dinheiro, as
2.3. Os argumentos do debate
Passando para o debate propriamente dito, pode-se dizer que, em linhas gerais, os dois lados do debate se colocavam da seguinte maneira: enquanto os defensores da EIC buscavam mostrar as vantagens proporcionadas pela comercialização dos tecidos indianos e a necessidade de manter os privilégios da companhia para prosseguir com aquele comércio197, os favoráveis à proibição da venda desses tecidos tinham a sua argumentação centrada na leitura de que os calicoes indianos representavam uma ameaça para o setor têxtil nacional, sobretudo a produção de manufaturas de lã, entendidas como a principal fonte da riqueza inglesa. Assim, uma questão fundamental que perpassava esse debate era o tema da relação entre tecidos indianos e tecidos ingleses: no caso, tratava-se de demonstrar se eles atrapalhavam ou não a venda das manufaturas de lã inglesas.
Pelo lado dos defensores do comércio com a Índia o que se viu foi o uso de diferentes estratégias discursivas para sustentar que os tecidos indianos não atrapalhavam
196 PINCUS, Steve. Rethinking Mercantilism: Political Economy, the British Empire, and the Atlantic Worldin the Seventeenth and Eighteenth Centuries.The William and Mary Quarterly.
Vol. 69, No. 1 (January 2012a).
197 Como pode ser visto pelo posicionamento de Josiah Child: ele defendeu o comércio dos calicoes e monopólio da Companhia como partes vitais de um sistema de comércio abrangendo Índia e colônias atlânticas. Na sua visão, o comércio com a Índia colapsaria sem o monopólio e as colônias atlâncias eram mais valiosas como mercados. Ver em: EACOTT, Jonathan P. Op. Cit., p. 736.
os ingleses. Josiah Child, o eminente diretor da Companhia, entendia que os calicoes não criavam uma competição significativa para produtos de lã e sedas inglesas, por serem “so different in quality and price”, ao mesmo tempo em que apontava o comércio ilegal de manufaturas de New England como a maior ameaça competitiva198. Porém, a resposta mais comum dos defensores desse ponto de vista enfatizava que as manufaturas importadas não seriam prejudiciais em razão delas serem trazidas para a Inglaterra e depois reexportadas para mercados estrangeiros, gerando a importação de mais bullion do que foi exportado – argumento que opositores negavam, como faz Pollexfen ao afirmar que na realidade metade desses bens eram consumidos na Inglaterra, sendo por isso um fator que atrapalhava as manufaturas nacionais199.
Davenant, por sua vez, além de destacar o valor que era conseguido pela reexportação desses bens em mercados estrangeiros, entendia que essa parcela dos tecidos consumidos na Inglaterra até poderia atrapalhar alguns setores nacionais, mas no geral era positiva para o tesouro do país200. Na sua concepção, “Nothing can be a clearer gain to the kingdom, than the returns of the 200,000l. consumed at home”201 – diz Davenant referindo-se ao valor que calculava ser “poupado” ao ocorrer esse consumo de 200 mil libras em tecidos indianos na Inglaterra -, pois sem isso seria necessário importar tecidos de competidores europeus202. Pollexfen rebate esse argumento, indicando que os tecidos de seda e linho europeus tinham usos diferentes dos bens indianos. Por isso, não teria fundamento a visão de que o consumo interno dos tecidos importados pouparia os cofres
198apud CHILD; EACOTT, Op. Cit., p. 736.
199 POLLEXFEN, John. Op. Cit., p. 1.
200 “That the East-India goods do something interfere with the woollen manufacture must undoubtedly be granted; but the principal matter to be considered is, which way the nation in general is more cheaply supplied” (DAVENANT, Charles. Op. Cit., p. 103).
201 Ibidem, p. 95.
202 Davenant projeta que se consumia cerca de 200 mil libras em tecidos indianos na Inglaterra e que sem esse consumo seria gasto o triplo para comprar sedas e linhos estrangeiros (Ibidem, p.
95).
do reino. Para Pollexfen, em vez de poupar, tal consumo fazia com que as manufaturas estrangeiras fossem consumidas no lugar das nacionais, acarretando ainda em uma enorme exportação anual de bullion – razões pelas quais ele caracterizava que o comércio com a Índia era “pernicious in the highest degree203”.
Segundo os seus cálculos, o comércio com a Índia drenava cerca de 400 mil libras por ano do tesouro inglês, sendo esse um dos principais fatores para ele sustentar em seus dois textos sobre o tema a tese de que “our riches have not increased ever since Anno 1666, but have annually decreased very much by trade”204. Por sinal, essa avaliação vai ser um dos fios condutores de toda a polêmica travada entre Pollexfen e Davenant.
Enquanto o primeiro afirma que houve esse empobrecimento da nação em função de comércios desvantajosos, Davenant vai fazer a avaliação oposta, entendendo que por meio do comércio exterior e das manufaturas domésticas houve um crescimento da riqueza inglesa entre os anos de 1656 até 1688 equivalente a um acréscimo de 2 milhões de libras anuais de acordo com seus cálculos205. Davenant sustenta essa posição mesmo reconhecendo que se tratava de um comércio movido por um grande volume de exportação de metais preciosos206, pois avaliava que o ganho com a reexportação gerava um retorno ainda maior207. E isso ainda se articulava com o seu argumento de que os
203 POLLEXFEN, John. Op. Cit., p. 11.
204 Ibidem, p. 6.
205 Importante ressaltar que entre o texto “An essay on the East-India-trade” e o “Discourses on the Publick Revenues and Trade of England” há uma diferença nas projeções de Davenant sobre como essa riqueza foi adquirida, o que é criticado por Pollexfen como uma mostra da inconsistência nas suas projeções. Em resposta, Davenant diz que nunca pretendeu mais do que mostrar conjecturas prováveis para outras pessoas avaliarem. E sobre a mudança na projeção, avisa que a primeira tentativa de mostrar o “general trade” teve erro na repartição e que sua segunda projeção era o “best inquiry he is able to make”, ao que ele complementa afirmando: “we come very near the truth”. Em: DAVENANT, Charles. Discourses on the Publick Revenues and Trade of England, part 2. London, 1698b, p. 223.
206 O próprio Davenant afirma que a exportação da Inglaterra para manter esse comércio consistia em 1/8 de manufatura e 7/8 em bullion (DAVENANT, Charles. An Essay on the East India Trade.
London, 1697, p. 92).
207 Na sua primeira projeção, avalia que eram 400 mil libras por ano importados em bens indianos, sendo 200 mil consumidos na nação e 200 mil reexportados. Nesse esquema, a reexportação
tecidos indianos consumidos na Inglaterra podiam ser contados como uma vantagem, porque poupavam os cofres do Império de gastar o triplo caso não ocorresse essa importação208.
Na interpretação de Davenant, a exportação de moeda não devia ser vista como algo negativo por si só, mas sim avaliada a partir da observação de todas as relações comerciais da nação e as conexões que existiam entre elas209. Evidentemente, isso não significava uma diminuição da importância que ele dava aos metais. Na verdade, o ponto era justamente visualizar todas essas conexões para conseguir ao final o melhor saldo comercial possível. Nesse sentido, é importante destacar que nesse seu esquema, o ouro e prata da América do Sul tinham um lugar especial, pois em sua maioria eram esses metais que chegavam à Inglaterra como pagamento pelo comércio de reexportação dos bens indianos210. Além disso, Davenant e outros participantes desse debate sabiam que as colônias espanholas na América eram um mercado importante para esses produtos211, o que era visto como um motivo de peso para a Inglaterra não abandonar esse comércio - como se vê por este trecho:
since their silks are pleasing every where to the better sort, and since their callicoes are a useful wear at home, and in our own plantations, and for the
produzia pelo menos 4 vezes mais (800 mil libras). Por isso, nas suas contas o comércio trazia um total de 1 milhão de libras em produtos e moeda. Abatendo com o custo inicial de 400 mil, calcula 600 mil de lucro líquido. Depois, faz uma nova projeção em: DAVENANT, Charles.
Discourses on the Publick Revenues and Trade of England, part 2. London, 1698b, p. 221.
208 DAVENANT, Charles. An Essay on the East India Trade. London, 1697, p. 95.
209 DAVENANT, Charles. Discourses on the Publick Revenues and Trade of England, part 2.
London, 1698b, p. 72 – 73.
210 Em: EACOTT, Jonathan P. Op. Cit., p. 740.
211 “(...) since their silks are pleasing every where to the better sort, and since their callicoes are a useful wear at home, and in our own plantations, and for the Spaniards in America, it can never be advisable for England to quit this and leave it to' any other nation” (DAVENANT, Charles.
An Essay on the East India Trade. London, 1697, p. 91). Ainda sobre esse tema, Eacott afirma que as colônias espanholas “had particular importance in the equation”, já que muitos dos calicoes reexportados de Londres para Europa, Barbados e Jamaica acabavam tendo como destino final as colônias espanholas, sendo frequente o uso das colônias americanas inglesas como meio de passagem para burlar as regulações espanholas (EACOTT, Jonathan P. Op. Cit., p. 744).
Spaniards in America, it can never be advisable for England to quit this and leave it to' any other nation212.
Esses elementos nos ajudam a entender como esses autores refletiam os aspectos globais do comércio, bem como nos oferece as primeiras indicações sobre os motivos pelos quais o império espanhol teve destaque nos argumentos que constituíram esse debate envolvendo o comércio de tecidos indianos no império britânico. Conforme foi abordado no início deste texto, o pensamento econômico e político desses autores mercantilistas era todo construído com base nessa leitura mais ampla sobre a situação internacional, afinal, era essa avaliação que permitia desvelar o campo de possibilidades que existia para adotar medidas concretas.
Tendo isso em vista, passemos para uma análise mais detalhada sobre os argumentos em torno do ao tema dos benefícios, no que tange à competição no comércio global e aos aspectos geopolíticos, que o comércio da EIC com a Índia gerava para o império britânico. Começando pela posição de Davenant, o autor tory, ao comentar sobre essas implicações do comércio com a Índia no comércio global, chega a admitir que as nações europeias estariam mais ricas sem esse comércio em função da grande exportação de metais preciosos que ele acarretava. No entanto, como os produtos indianos já gozavam de grande aceitação na Europa e nas plantations, ele considerava ser um caminho sem volta: a Inglaterra não poderia abandonar esse comércio, pois outras nações passariam a lucrar com ele213. Na sua visão, a drenagem de metais promovida por esse comércio acabava recaindo mais sobre países que não estavam presentes na Índia e apenas consumiam os seus produtos pelas mãos de países europeus 214 – ou seja, temos aqui a
212DAVENANT, Charles. Op. Cit., p. 91.
213 Ibidem.
214 Ibidem, p. 91 - 92. Por isso, ele considera correto a França ter proibido os calicoes importados por outros países.
visão do comércio como jogo de soma zero, segundo a qual consumir de um país estrangeiro é ceder a sua riqueza para ele.
Quanto ao tema da geopolítica e das disputas na economia-mundo, é preciso levar em conta que tanto Pollexfen quanto Davenant faziam suas elaborações para o império britânico sabendo que havia uma forte concorrência entre os países centrais: França, Inglaterra e Holanda215. Nas palavras de Davenant, o império britânico estava imerso em uma disputa contra o “power of France and wealth of Holland”216. Por isso, um dos pontos da sua argumentação contra a proibição estava relacionada com o peso da Holanda nesse comércio com a Índia, dizendo que uma hipotética saída da Inglaterra faria a Holanda ganhar ainda mais espaço217. Além disso, as suas projeções apontavam que a proibição acabaria por tornar o empreendimento insustentável para a EIC – por conta da perda econômica que ocorreria caso os tecidos fossem retirados da pauta de importações da companhia- e acabaria por provocar a perda de todo o tráfico na região e também a redução pela metade de todo o comércio externo do Império218.
Esse entendimento é combatido por Pollexfen, que chega a dizer que “would not be so much troubled to have that part of the trade lost”219. Para ele, a alternativa a se seguir para tornar o comércio lucrativo passava por “confining ourselves to those
215 Em diversos momentos nos textos de Pollexfen e Davenant eram feitas comparações com os dois países e vinha à tona essa imagem da Holanda como um exemplo a ser seguido em vários aspectos, pela austeridade e riqueza pelo comércio, ao mesmo tempo em que se pensava a França como a principal concorrente militar. Contudo, como veremos nos tópicos seguintes, cabe destacar que vai se consolidando cada vez mais a percepção da França como a principal ameaça para a Inglaterra, inclusive entre tories que anteriormente viam a Holanda nessa posição.
216 DAVENANT, Charles. Discourses on the Publick Revenues and Trade of England, part 2.
London, 1698b, p 124.
217 Ibidem, p. 121.
218 Ibidem, p. 96. Davenant sustenta isso pelo seu entendimento de que “All trades have mutual dependance, enlarged our commerce and brought home a great overbalance in foreign goods or in bullion” (Ibidem, p. 97).
219 POLLEXFEN, John. Op. Cit., p. 35.
commodities220, that we may send out little Money, and by trading from Port to Port, and making gains there in trafficking with the indians”221. Embora em suas reflexões o tema da disputa com França e Holanda também esteja presente, essa questão aparece de maneira subordinada ao que considera a tarefa principal do governo naquele contexto:
tomar medidas para reverter a participação inglesa em negócios que tinham como efeito a perda de metais preciosos e/ou que atrapalhavam a venda das manufaturas inglesas, os quais estariam empobrecendo o reino. Isto é, o centro da sua argumentação consistia em fazer de tudo para favorecer a produção inglesa, garantir o lucro dos produtores de manufaturas, a renda dos proprietários de terra nacionais e direcionar o comércio externo apenas para aquelas trocas que não drenam o tesouro do reino.
Por outro lado, Davenant considerava que deixar de lado esse comércio significava abrir mão de um negócio muito lucrativo, que rendia diversas conexões e trocas no comércio global, uma presença militar e comercial em uma área importante para o Império, além de duvidar do funcionamento efetivo de uma proibição desse tipo222. Contudo, é importante ressaltar que a sua estratégia discursiva passava por negar a associação entre a defesa da continuidade desse comércio com a falta de apoio às manufaturas de lã. Nesse âmbito, Davenant também dizia apoiar medidas para a proteção dessa indústria – exceto a proibição da importação dos tecidos indianos –, mas especificava que esse apoio se dava apenas para as manufaturas de lã, e não para as de seda e linho que estavam tendo uma importância crescente223.
220 Aqui Pollexfen se refere a “salt- petre, druggs, spices and course callicoes” (Ibidem, p. 35).
221 Ibidem.
222 Ele entende que “luxury is so deeply rooted in the nation, that should this prohibition pass, it only carry us to European markets, where we shall pay perhaps 50 per cent, dearer, may be, for the same, or for vanities of the like nature” (DAVENANT, Charles. An Essay on the East India Trade. London, 1697, p. 112).
223 Quanto a esses setores havia um contraste entre Davenant e Pollexfen. Se o último defendia entusiasmaticamente esses novos ramos, Davenant dizia que nem o solo nem a inclinação geral do povo eram apropriados e por isso “a trade forced in this manner brings no natural profit, but
O ponto é que essas divergências em torno dos elementos mais concretos da polêmica estavam relacionadas à existência de visões distintas sobre algumas categorias econômicas importantes, como a discussão sobre o que constituía a riqueza ou acerca do papel da moeda nas economias – o que desdobrava, por exemplo, em leituras diferentes sobre como interpretar uma balança comercial. Por sinal, são essas diferenças que nos permitem compreender de maneira mais profunda por que esses autores mercantilistas faziam avaliações opostas sobre os fenômenos econômicos que estavam observando – tendo como consequência direta a elaboração de propostas de políticas econômicas para o império britânico também divergentes224.
Nesse sentido, a raiz da polêmica entre Davenant e Pollexfen pode ser encontrada primeiro pelas caracterizações que eles fizeram sobre o que constituía a riqueza de uma nação. A esse respeito, Pollexfen, embora considere que “the original of our riches is from the labour of our people225”, advoga por uma compreensão de riqueza centrada nos metais preciosos226. Na sua interpretação, as diferentes mercadorias, por serem convertíveis em ouro e prata, até podem ser consideradas riquezas (riches), mas não devem ser consideradas “treasure”227. Partindo dessa conceituação, ele tenta fazer uma distinção entre as conveniências obtidas pelo comércio e a efetiva adição de riqueza por meio dele. Por essa ótica, todos os bens que são conseguidos pelas relações de troca, os ganhos individuais, a movimentação da economia, os empregos gerados, etc. são
its prejudicial to the public” (Ibidem, p. 105), podendo ser considerado apenas em um momento futuro que ele não especifica quando seria.
224 Sem que isso mude o fato dos autores partirem de premissas teóricas similares, de uma perspectiva mercantilista tal qual observamos no primeiro capítulo.
225 POLLEXFEN, John. A Vindication of some assertions relating to coin and trade from the reflections made by the author of the Essay on ways and means in his book intituled Discourses on the publick revenues and on the trade of England, &c., Part II. London, 1699, p. 5.
226 “Some being of opinion that nothing doth deserve that name, or to be so steemed, but gold and silver” (POLLEXFEN, John. England and East-India inconsistent in their manufactures being an answer to a treatise intituled An essay on the East-India trade. London, 1697, p. 6).
227 Ibidem, p. 7.
entendidas como conveniências, as quais seriam “consequências naturais” do comércio228. No entanto, adverte Pollexfen, ganhar tesouro por meio do comércio não era algo natural, devendo ser direcionado pelos governos. Mais do que isso, ele considerava que o ganho de ouro e prata era o único meio de enriquecer pelo comércio exterior229. Por esse motivo, avaliava que “(..) all nations under well constituted governments, are vigilant and careful to preserve what they steem their treasure”230, ou seja, bons governos eram aqueles que não permitiam a saída dos seus metais preciosos por meio do comércio.
Essas noções são duramente criticadas por Davenant, que compreende a riqueza de um povo de uma maneira mais extensiva231. Na sua conceituação, riqueza é “which maintains the prince, general body of people in plenty, ease and safety”232, enquanto a categoria tesouro é definida como “which for the use of man has been converted from gold and silver into buildings and improvements of the country, as also other things convertible into those metals, as the fruits of the earth, manufactures”233. A partir desse entendimento mais amplo sobre o que é tesouro, Davenant afirma que todos os tipos de bens, inclusive os perecíveis, podem ser considerados “riches of a nation”, mas a condição se mantém: “if they are convertible into gold and silver”234.Com isso, mesmo sendo definições que embasaram leituras diferentes sobre os fatos econômicos, pode-se notar como, em última instância, tanto Davenant quanto Pollexfen seguiram condicionando a riqueza aos metais preciosos. Em outras palavras, através delas é
228 POLLEXFEN, John. A Vindication of some assertions relating to coin and trade from the reflections made by the author of the Essay on ways and means in his book intituled Discourses on the publick revenues and on the trade of England, &c., Part II. London, 1699, p. 46.
229 Para Pollexfen (Ibidem, p. 8), ouro e prata são o único tesouro que pode ser adquirido pelo comércio exterior. Por isso, defende que o envio de bens para receber outros bens é apenas
“Exchange of goods and not as an addition of wealth” (Ibidem, p. 101).
230 Ibidem, p. 37.
231 “(...) we think it has a signification far more extensive” (DAVENANT, Charles. Discourses on the Publick Revenues and Trade of England, part 2. London, 1698b, p. 60).
232 Ibidem.
233 Ibidem.
234 Ibidem, p. 61.
possível entender não apenas as suas divergências, mas também o fato de ambos partilharem a mesma ótica de análise: a que enfatiza o ciclo do capital monetário235.
Diante disso, Davenant compreende que, embora o ouro e a prata fossem “the measure of trade”, o correto seria conceber que “the real and effective riches of a country,
Diante disso, Davenant compreende que, embora o ouro e a prata fossem “the measure of trade”, o correto seria conceber que “the real and effective riches of a country,