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1 OS PRINCIPIOS DA LOGÍSTICA

3.2 OS MULTIMODAIS DE TRANSPORTE DA SOJA DO ESTADO MATO

3.2.4 Armazenamento

O armazenamento é uma atividade essencial para a conservação de alimentos e redução das perdas, e na agricultura isto não é diferente, pois tem a função de armazenar e conservar os grãos in natura, como é o no caso da soja. Segundo Sasseron (1995), a armazenagem é a atividade que auxilia na conservação dos produtos, de maneira a manter em ambiente natural, a integridade qualitativa e quantitativa dos grãos de soja.

Segundo Sasseron (1995) as funções da armazenagem estão classificadas em intrínsecas e extrínsecas. As funções intrínsecas da armazenagem são: conservação, da produção redução de perdas e estocagem dos excedentes agrícolas. As funções extrínsecas estão relacionadas com o transporte e a comercialização da produção agrícola, são elas: racionalizar o transporte, coleta de safra, suporte de comercialização, formação de estoques reguladores e auxílio às políticas governamentais.

Os armazéns estão presentes nos mais diversos elos de escoamento da soja para exportação, pois durante o processo de comercialização, por exemplo, tem que passar por um armazém para a retirada de impurezas e para redução de sua umidade, para conservar o produto e otimizar a utilização do modal de transporte utilizado (FERRARI, 2006).

De acordo com a Conab (2004), o Brasil conta com uma infra-estrutura de 13,7 mil unidades armazenadoras, com capacidade estática para estocar cerca de 93,8 milhões de toneladas de grãos. Os armazéns graneleiro representam 75% dessa capacidade, sendo o restante relativo à capacidade das unidades armazenadoras convencionais. As regiões Sul e Centro Oeste detêm respectivamente 45% e 33% da capacidade dos armazéns graneleiros. A região Sudeste, Nordeste e Norte representam, respectivamente, 16%, 4% e 2% da capacidade de armazenamento do país.

A existência de uma boa estrutura de armazenagem permite uma melhor negociação das safras por parte dos produtores. Sem ter onde estocar a colheita, os produtores são obrigados a negociar a produção nos períodos de safra, quando os preços estão menores e são obrigados a contratar fretes elevados, com a produção brasileira de grãos crescendo ano a ano, o sistema logístico não tem o investimento de armazenagem e estruturas para absorver esta produção.

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CONCLUSÃO

Um dos fatos marcantes observados na economia agrícola brasileira foi o rápido crescimento e desenvolvimento tecnológico da soja tornado o Brasil como o segundo maior produtor mundial e exportador. Onde destaca se ano a ano com produção recordes e com fronteiras cada vez mais longe de polos exportadores foi ocupando grandes áreas do cerrado brasileiro e regiões do norte e nordeste do país através de modernas tecnologias e melhoramento genético juntamente com fornecedores de insumos, armazenadores e indústrias de processamento que vão se aglomerando ao redor das zonas de produção, visando principalmente para minimização dos custos de transporte envolvidos no escoamento da safra.

Por um lado sabe-se que os agricultores tem a eficiência na produção, mas a falta de infraestrutura da logística de transporte e isto tem preocupado produtores e exportadores da commodity com a demora de embarque e recebimento nos portos, formando grandes filas de caminhões e navios à espera para desembarque e embarque, conhecido como gargalo logístico principalmente na época de safra, fazendo a soja estragar nas lavouras, atrasar na colheita e assim afetando a qualidade do grão e reduzindo a receita do produtor. A crise no sistema logístico de transporte da histórica safra brasileira de grãos, começou a produzir os efeitos concretos. Produtores de soja de Mato Grosso, nova e promissora área para grãos, começaram a contabilizar o aumento no valor do frete e perdas da produção por falta de caminhões para o transporte da lavoura aos portos e terminais, onde os caminhões enfrentam longos congestionamentos nos entrepostos, porque não conseguem descarregar para a carga seguir de trem para o porto.

A soja poderia ser colhida e armazenada, mas no Brasil não há silos suficientes para toda esta demanda, a falta de estradas, de terminais e de portos reduz a carência do transporte rodoviário. Os caminhoneiros que fazem a rota Centro-Oeste a Santos estão levando nove dias para completar a viagem. O trajeto deveria ser feito em seis dias. Na Baixada Santista, os caminhoneiros não têm conseguido alcançar os terminais para descarregar, o que provoca filas gigantescas na rodovia.

Com os elevados índices de crescimento nas últimas safras, as rodovias não cumprem o seu papel de promover a integração e assegurar uma ligação eficiente

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com os grandes centros consumidores, é preciso programar um plano arrojado de logística, que contemple os modais ferrovia-hidrovia-rodovia.

A médio prazo a malha rodoviária continuará sendo fundamental para o escoamento de commodities, as medidas referentes à redução dos custos de transporte, no curto prazo, devem dizer respeito ao aumento da produtividade dos veículos rodoviários, melhorando os processos de carga e descarga

Finalizando, cabe ressaltar que o governo federal vem desenvolvido programas e projetos como o PAC que tem como objetivo principal resolver o deficiente transporte de carga no Brasil, viabilizando as atividades nas mais diversas regiões e fortalecendo a inserção internacional do País. São projetos de construção e manutenção de novas rodovias, ferrovias, hidrovias, e ampliação de portos e aeroportos que vão atender à demanda de transportes até o ano de 2015. A previsão do Governo é de que o Brasil seja um país integrado por uma eficiente rede intermodal de transportes utilizando-se eficazmente de modernos padrões logísticos.

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