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IV COLÓQUIO INTERNACIONAL COLEÇÕES DE ARTE EM PORTUGAL E BRASIL NOS SÉCULOS XIX E XX

ARTE E SEUS LUGARES: COLEÇÕES EM ESPAÇOS REAIS 109 9

Sylvie DESWARTE-ROSA, Ideias e Imagens em Portugal na época dos Descobrimentos. Francisco de Holanda

e a Teoria da Arte, Lisboa, Difel, 1992. 10

Vitor SERRÃO, «As artes decorativas na colecção palaciana de D. Fernando de Castro, 1º Conde de Basto, na Évora do final do século XVI», Artis – revista de História da Arte e Ciências do Património, nº 2, 2014, pp. 8-21. 11

O conceito surge exposto por Vitor SERRÃO, «O Instável Conceito de Gosto Artístico: encontros e desencontros com um ‘pintor de catástrofes’ do século XVII», in O Gosto Português na Arte, coordenado por Ana Duarte Rodrigues, Lisboa, ed. Scribe, 2015, pp. 8-19.

12

Julius VON SCHLOSSER, Kunst und Wunderkammern der Spatrenaissance, Monographien des

Kunstgewerbes, Leipzig, 1908. 13

Patricia FALGUIÉRES, Julius VON SCHLOSSER, Les Cabinets d'art et de merveilles de la Renaissance

tardive. Une contribution à l'histoire du collectionnisme, Paris, Éditions Macula, Collection La littérature artistique

(trad. do alemão por Lucie Marignac), 2012. 14

Cf. José de Oliveira BERARDO, «O pintor Vasco Fernandes, de Vizeu», O Liberal, nº 57, 31 de Outubro de 1857, e nº 85, 21 de Fevereiro de 1858; e Maximiano d’ARAGÃO, Grão Vasco ou Vasco Fernandes, Pintor

Portuguez, Principe dos Pintores Portuguezes, Vizeu, 1900, pp. 26-42. 15

José-Augusto FRANÇA, A Arte em Portugal no Século XIX, Lisboa, Liv. Bertrand, 1966, vol. II, p. 360. 16

Tal tarefa, sendo por certo gigantesca, reclama um projecto de âmbito interdisciplinar, que merece ser cumprido.

17

Cf., entre outros estudos recentes considerados de referência sobre a génese do mito, Dalila RODRIGUES,

Modos de expressão na pintura portuguesa. O processo criativo de Vasco Fernandes (1500-1542), tese de

Doutoramento, Universidade de Coimbra, 2001; Ana da Costa ROÇADO, António José Pereira: o artista e a obra

no quadro da Cultura e do Turismo em Viseu, tese de Mestrado, Universidade Católica Portuguesa, Centro

Regional das Beiras, 2012; António Manuel RIBEIRO, O Museu de Imagens na Imprensa do Romantismo.

Património Arquitectónico e Artístico nas Ilustrações e Textos do ‘Archivo Pittoresco’ (1857-1868), Coimbra,

Imprensa da Universidade, 2014; e Hugo XAVIER, O Marquês de Sousa Holstein e a formação da Galeria

Nacional de Pintura da Academia de Belas Artes de Lisboa, tese de Doutoramento, Faculdade de Ciências

Sociais e Humanas, 2015. 18

Le Comte Atanasius RACZYNSKI, Les Arts en Portugal. Lettres adressées à la Societé Artistique et

Scientifique de Berlin, et accompagnées de documents, Paris, Jules Renouard & Cie, 1846 ; idem, e Dictionnaire historico-artistique du Portugal, Paris, Jules Renouard & Cie, 1847.

19

A. RACZYNSKI, Les Arts en Portugal, p. 373 e segs. 20

Idem, Dictionnaire…, pp. 94-95. 21

Idem, Les Arts en Portugal, pp. 306-308. 22

Idem, ibidem, pp. 365-373. 23

Idem, ibidem, p. 372. 24

Idem, Dictionnaire…, cit., p. 227. 25

Cf. o «catálogo» no vol. II da tese de Ana da Costa ROÇADO, António José Pereira: o artista e a obra no

quadro da Cultura e do Turismo em Viseu, cit., Universidade Católica Portuguesa, 2012. 26

Vera MARIZ, «A magnificente work: o entusiasmo da Inglaterra vitoriana em torno do São Pedro da Sé de Viseu, obra-prima do Grão Vasco», Artis, 2ª série, nº 5, 2017 (no prelo).

27

Cf. Maria João NETO, «O Palácio de Monserrate: uma "peça de colecção" de Francis Cook», Artis, 2ª série, nº 2, 2014, pp. 72-79; e Vera MARIZ, «John Charles Robinson, o amigo e conselheiro», in catálogo de Monserrate –

exposição comemorativa do centenário do nascimento de Francis Cook, comissariada por Maria João NETO, Sintra, Palácio de Monserrate, 2017 (no prelo).

28

J. C. ROBINSON, A antiga Escolla Portugueza de Pintura. Estudo sobre os quadros atribuídos a Gram Vasco, Lisboa, Typographia Universal (trad. do Marquês de Sousa Holstein), 1868.

29

Devemos esta valiosa informação à senhora Doutora Vera Mariz, a quem nos confessamos gratos. Esta historiadora de arte prepara um grande estudo pós-doutoral sobre o colecionismo de arte em Portugal.

30

Maurice W. BROCKWELL, A Catalogue of the Pictures at Doughty House, Richmond, & elsewhere in the

collection of Sir Frederick Cook BT, Visconde de Monserrate, London, William Heinemann, 1915, vol. III, p. 129.

A reprodução da peça poderá ajudar à sua relocalização na propriedade actual. 31

Agradecemos esta informação inédita à senhora Doutora Vera Mariz, a quem nos confessamos gratos. 32

Por informação recebida de Mme Claudie Ressort (Musée du Louvre), soubemos da existência desta pintura, em Março de 2012, numa colecção particular em Bonn, na Alemanha), data em que, por falecimento do proprietário, foi posto à venda, ignorando-se o seu actual paradeiro.

33

Agradecemos as informações a este respeito transmitidas pela senhora Dra Alcina Silva, técnica do Museu Nacional Grão Vasco.

34

Contudo, uma carta do director do Museu de 4 de Maio de 1934, ao Director Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, solicita «autorização para que sejam adquiridas para o Museu de Grão Vasco (…) Santo André, do

pintor viseense António José Pereira – já falecido – pela quantia de 3.000$00». Num docmento do arquivo do

MNGV, sem data, é também referido o interesse na aquisição da pintura, «pois era uma cópia de um original de

Grão Vasco que se encontrava desaparecido», ainda que com valor bastante inferior ao indicado na carta de

1934 (apenas 600$00 ao invés dos três mil escudos). 35

Ana Carla da Costa ROÇADO, António José Pereira. O artista e a obra no quadro da cultura e do turismo em

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José de Oliveira BERARDO, in O Liberal de 31 de Outubro de 1857, dando conta do achado de António José Pereira num tríptico que acabara de submeter a limpeza.

37

João Christino da SILVA, «carta», Jornal do Commercio de 30 de Setembro de 1862, dando conta em primeira mão da descoberta de António José Pereira no mosteiro dos crúzios de Coimbra.

38

Sobre esta obra, cf. Maximiano d’ARAGÃO, Grão Vasco ou Vasco Fernandes, Pintor Viziense, Principe dos

Pintores Portuguezes, Viseu, 1900, pp. 36-38; Vergílio CORREIA, Vasco Fernandes mestre do retábulo da Sé de Lamego. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1924, pp. 55-65; Luís REIS-SANTOS, Vasco Fernandes e os pintores viseenses do século XVI, Lisboa, 1946, p. 10; Dalila RODRIGUES, Grão Vasco. Pintura Portuguesa del Renacimiento. Salamanca Ciudad Europea de la Cultura, 2002, pp. 140-145; Ana Carla da Costa

ROÇADO, António José Pereira. O artista e a obra no quadro da cultura e turismo em Viseu, tese de Mestrado, Viseu, Universidade Católica Portuguesa, Departamento das Beiras, 1º vol., 2011, pp. 45-46, 54 e 132-133; Joana SALGUEIRO, A pintura portuguesa quinhentista de Vasco Fernandes: estudo técnico e conservativo do

suporte, Viseu, Universidade Católica Portuguesa, 2012, pp. 171-189. 39

O reconhecimento internacional do tríptico do pintor viseense deveu-se ao facto de, como parte da colecção Cook em Doughty House, Richmond, figurar em 1913 na Exhibition of Spanish Old Masters (Londres, Grafton Galleries).

40

O “Tríptico Cook” é formado pela Lamentação sobre o Corpo de Cristo, São Francisco de Assis e Santo

António de Lisboa, obra de Vasco Fernandes, o Grão Vasco, c. 1520-1525. Invº nº 1868 Pint MNAA. Dimensões:

painel central A. 131cm x L. 66 cm, os postigos A. 121 cm x L. 51,5 cm. 41

Artigo no Diario Illustrado, Vizeu, 12 de Janeiro de 1876, assinado V.B. 42

Cf. a este respeito Sandra LEANDRO, Joaquim de Vasconcelos: historiador, crítico de arte e museólogo - uma

ópera, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2014.

43 Joaquim de VASCONCELLOS, «Grão Vasco», in Portugal Antigo e Moderno… de Augusto Soares de PINHO LEAL, vol. XII, 1890, p. 1877.

44

Sobre o achado e a ulterior identificação documental, cf. João Christino da SILVA, in Jornal do Commercio, 1862; J. C. ROBINSON, op. cit., pp. 43-44; Maximiano d’ARAGÃO, op. cit., pp. 114-117; Joaquim de VASCONCELLOS, A pintura portuguesa nos séculos XV e XVI, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1929, p. 65; Reynaldo dos SANTOS, «Carta sobre a autoria do ‘Pentecostes’ de Santa Cruz de Coimbra», Diário de Notícias de 10 de setembro de 1921; Vergílio CORREIA, Vasco Fernandes, mestre do retábulo da Sé de Lamego, Lisboa, 1924; Luís REIS-SANTOS, Estudos de Pintura Antiga, Lisboa, 1943, pp. 141-143; José-Augusto FRANÇA, A

Arte em Portugal no Século XIX, Lisboa, Liv. Bertrand, 1966, vol. II, p. 360; e Dalila RODRIGUES, Grão Vasco,

Lisboa, Alethêia, 2007, pp. 121-128. 45 Maximiano d’ARAGÃO, op. cit., p. 60. 46 Maximiano d’ARAGÃO, op. cit., pp. 107-110. 47

Cf. Joaquim Oliveira CAETANO e José Alberto Seabra CARVALHO (coord.), Além do Grão Vasco Do Douro

ao Mondego: a Pintura entre o Renascimento e a Contrareforma, exposição, Museu Nacional Grão Vasco, 2016;

e Bárbara Campos MAIA, Joana SALGUEIRO e Stefan Alves, «O invisível no S. Pedro de Grão Vasco: estudo material e técnico dos estratos pictóricos e suporte», DGPC/ MNGV/ Projecto Património, Outubro de 2016. 48

Lê-se nesta crónica lóia que a bisneta do pintor «ouvira dizer à sua mãy houvera um Bispo nesta cidade

chamado do Azul tido na terra por Santo, e affirmava a dita sua Mãy que seu avo Vasco Fernandes pintor hia tirar oleo do que corria da sepultura do Bispo santo para aperfeiçoar as tintas das pinturas de mais porte». 49

O trecho foi revelado por José de BRAGANÇA no artigo «O Problema Nacional dos Painéis. É Vasco Fernandes, o esquecido Grão Vasco da fama, o autor do Políptico do Infante Santo», Diário Popular, 28 de Dezembro de 1961, pp. V-VI. A delirante interpretação anunciada nesse artigo (Grão Vasco, autor dos Painéis de São Vicente !), sendo totalmente desprovida de crédito, não deixa de se inserir numa tardia ressonância do mito

Grão Vasco e numa errónea tentativa de o explicar… 50

Cf., sobre este tratado, Pedro DIAS, «Alguns aspectos da recepção das correntes artísticas em Coimbra durante o século XVI», Actas do Congresso Internacional A Sociedade e a Cultura de Coimbra no Renascimento, ed. Epartur, Coimbra, 1982; Vítor SERRÃO, A pintura proto-barroca em Portugal, 1612-1657. O triunfo do

naturalismo e do tenebrismo, Universidade de Coimbra, 1992, vol. I, p. 835; António João CRUZ e Patrícia

MONTEIRO, “Sobre um tratado inédito de pintura da primeira metade do século XVII: o Breve Tratado de Iluminação, composto por um religioso da Ordem de Cristo”, cf. Luís Urbano AFONSO (Ed.), The materials of the

Image / As matérias da Imagem, Série Monográfica Alberto Benveniste, nº 3, Lisboa, 2010, pp. 147-169 e 237-

286; e Vitor SERRÃO, Tratados de pintura, iluminura e caligrafia no Maneirismo português: entre Giraldo Fernandes de Prado (1560-1561) e o anónimo autor do Breve Tractado de Iluminaçam (c. 1635)», in Tratados de

Arte em Portugal, coord. de Rafael Moreira e Ana Duarte Rodrigues, ed. Scribe, Lisboa, 2011, pp. 73-87. 51

Mss. cit., fl. 38 vº.

52 Maximiano d’ARAGÃO, op. cit., pp. 13-16. Existe uma edição do manuscrito, anotada por Alexandre de Lucena e VALE, Viseu, edição Beira Alta, 1955.

53

Frei Agostinho de SANTA MARIA, Santuario Mariano. Lisboa, 5º volume, 1716, pp. 240-241, 248, 273 e 376- 277.

54

Idem, ibidem, pp. 376-277. 55

Pietro GUARIENTI, Abecedario Pictorico cel Pellegrino Antonio Orlandi, accreciuto da Pietro Guarienti, Venezia, 1753.

56

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ARTE E SEUS LUGARES: COLEÇÕES EM ESPAÇOS REAIS 111 57

RACZYNSKI, Les Arts en Portugal..., pp. 399-400 58

Joaquim Oliveira CAETANO (coord.), Garcia Fernandes, pintor renascentista, eleitor da Misericórdia, catálogo da exposição, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Museu de São Roque, Lisboa, 1999.

59

Roland de VIRLOYS, Dictionnaire d’architecture… , Paris, 1771, vol. 3, p. 91. 60

William BECKFORD, Recollections of an Excursion to the Monasteries of Alcobaça and Batalha, London, ed. Samuel Bentley, 1835. Também neste caso a pintura descrita (que chegou aos nossos dias e se expõe no MNAA) não é de Vasco Fernandes e sim de Cristóvão de Figueiredo, pintor que em 1538 estava justamente a pintar para a Capela do Fundador no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

61

Carlos da Silva TAROUCA (org.), Inventário das pinturas que em 1758 possuía a Casa dos marqueses de

Penalva por Francisco Vieyra Lusitano, Lisboa, Instituto para a Alta Cultura, 1945. 62

Joaquim Oliveira CAETANO, «A identificação de um pintor», Oceanos, nº 13, Lisboa, 1993; idem, «O pintor Diogo de Contreiras e a sua Actividade no Convento de S. Bento de Castris», A Cidade de Évora, Boletim de

Cultura da Câmara Municipal, 1993, pp. 73 e segs. 63

Vitor SERRÃO, «Pesquisas e prospecções levadas a cabo na região de Sintra pelo Gabinete de Estudos de Arqueologia, Arte e Etnografia (1977-1982) – Pintura Portuguesa dos Séculos XVI-XVIII», revista Sintria, vol. I-II, 1989, tomo 2º.

64 Adriano de GUSMÃO, «Os ‘Grão Vasco’ de Lisboa. Um ‘Retauolo’ de Santa Cruz de Coimbra no Museu das Janelas Verdes, João Couto In Memoriam, Lisboa, 1971, pp. 37-55.

65

Rui do Amaral LEITÃO (coord.), Uma Família da Beira Alta, Pinho e Seixas da Gama, Viseu, 2008, descreve com pormemores as circunstâncias em que ocorreu a aquisicao dos quadros desse altar familiar. Agradece-se a informação ao senhor Embaixador António Cotrim.

66

Um documento inédito do fim do século XVIII, comunicado pela Dra Ana Paula Assunção, a quem agradecemos, inventaria o citado hospital de Góis e considera ser de Grão Vasco, apesar de todas as evidências de época e estilo, a referida pintura com um milagre antoniano.

67

Teresa Isabel de Lima Pimentel Almiro do Vale de Sande e LEMOS, O leilão da coleção Arroyo e o mercado

de arte em Portugal no final da Monarquia, tese de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade de

Lisboa,2015. Para se dar uma ideia do confucionismo reinante na historiografia de arte portuguesa de então, duas tábuas maneiristas presentes nesse leilão e que hoje se sabe serem de Diogo Teixeira foram transacionadas como de… Rafael de Urbino !

68

Maria Antónia Pinto de MATOS (coord.), catálogo da Exposição sobre Uma Família de Coleccionadores. Poder

e Cultura. Antiga colecção Palmela, Lisboa, Casa-Museu Anastácio Gonçalves, Lisboa, 2000. 69

Sónia Gomes PEREIRA, «A Curadoria do Novo Museu D. João VI e os Problemas Metodológicos da História da Arte” in Sarah Fassa BENCHETRIT (org.), Museus e Comunicação: exposições como objeto de estudo, Rio de Janeiro, Museu Histórico Nacional, 2010, vol. 1, pp. 221-236; idem, «O Projeto Petrobrás e a reformulação do Museu D. João VI», in Marize MALTA (org.), O ensino artístico, a história da arte e o museu D. João VI, Rio de Janeiro, Escola de Belas Artes, 2010, vol. 1, pp. 20-28.

70

Marize MALTA, «Arte em casa: colecionismo de objetos em fins do século XIX no Rio de Janeiro e a coleção

Ferreira das Neves», pp. 123-139, e Sónia Gomes PEREIRA, «O acervo do Museu D. João VI da Escola de

Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a coleção Jerônimo Ferreira das Neves», in Coleções

de Arte em Portugal e Brasil nos séculos XIX e XX: perfis e trânsitos, cit., 2014. 71

Coube a este autor belga avançar a hipótese de as quatro tábuas serem da órbita do Mestre de Morrisson, um pintor flamengo que trabalhou em Espanha no início do século XVI, aventando-se mesmo a possibilidade, aliás falsa, de elas procederem desse país.

72

Vitor SERRÃO, «Quatro ignorados painéis dos Mestres de Ferreirim no Museu D. João VI da Universidade Federal do Rio de Janeiro», Seminário internacional Estudo da Pintura Portuguesa. Oficina de Gregório Lopes, ed. Instituto José de Figueiredo, direcção de Ana Isabel SERUYA e Luísa Maria ALVES, Lisboa, 1999, pp. 123- 127; idem, «Pinturas dos ‘Primitivos’ nas antigas Colecções Reais do Rio de Janeiro e no actual Museu D. João VI da UFRJ», in Marize MALTA, Maria João NETO, Ana CAVALCANTI, Emerson Dionisio de OLIVEIRA e Maria de Fátima Morethy COUTO (orgs.), Histórias da Arte em Coleções: Modos de ver e exibir em Brasil e Portugal, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio Books, 2017, pp. 7-26.

73

Antes de publicar em 1900 o seu Grão Vasco ou Vasco Fernandes, Pintor Viziense, Principe dos Pintores

Portuguezes, Maximiano d’ARAGÃO revelou a súmula das suas descobertas num modesto artigo de jornal na

Voz Publica, de 6 de setembro de 1896, dando conta das novidades documentais sobre Vasco Fernandes.

Todavia, a reacção foi, ou de estranha

74 Vergílio CORREIA, Vasco Fernandes mestre do retábulo da Sé de Lamego, volume 13 da colecção ‘Subsídios para a História da Arte portuguesa’, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1924.

75

Tal justificou a publicação do artigo de José Augusto Pereira, «A propósito de Grão Vasco», jornal A Voz da

Verdade, 16 de Fevereiro de 1924, onde diz: «A descoberta da assinatura do pintor Grão Vasco, pelo Dr. Vergílio

Correia, desfaz uma calúnia de Joaquim de Vasconcelos acerca da assinatura do quadro vendido pelo falecido pintor visiense Antonio José Pereira».

76 Luís REIS-SANTOS, Vasco Fernandes e os pintores de Viseu no século XVI, Lisboa, 1946. O ‘corpus’ apresentado neste livro é praticamente definitivo. Após 1946, só se acrescentaram duas peças (além duas predelas de santos, por António Vaz, em colecção particular): o Calvário de Vasco Fernandes, que era da col. Alpoim Galvão, o painel A Virgem, Menino e Anjos Músicos da igreja de Aldeia Viçosa (Vitor SERRÃO, «Le

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ARTE E SEUS LUGARES: COLEÇÕES EM ESPAÇOS REAIS 112 panneau de Vasco Fernandes, dit Grão Vasco, dans l’église de Santa Maria de Porco (Guarda)», Revue de l’Art, 2001, nº 4, pp. 57-70), além do Santo André referenciado neste texto e cujo paradeiro actual é desconhecido. 77

Idem, Vasco Fernandes, Lisboa, Realizações Artis, 1963. 78

Idem, Estudos de Pintura Antiga, Lisboa, 1943, p. 243. 79

Dalila RODRIGUES, Modos de expressão na pintura portuguesa. O processo criativo de Vasco Fernandes

(1500-1542), tese de Doutoramento, Universidade de Coimbra, 2001. 80

Vitor SERRÃO, «A propósito do Grão Vasco e do antigo retábulo da igreja matriz de Freixo de Espada-à-Cinta: notas de reflexão crítica e acerto autoral», Revista CEPHIS (Centro de Estudos e Promoção da Investigação

Histórica e Social (CEPHIS), nº 5, 2015, pp. 455-485. 81

Teresa Leonor M. do VALE, «Palácio Poli: residência de um embaixador de Portugal na Roma barroca»,

Ciências e Técnicas do Património – Revista da Faculdade de Letras (do Porto), nº IV, 2005, pp. 155-168. 82

F. M. de SOUSA VITERBO, Notícia de alguns pintores portugueses…, Lisboa, 3ª série, 1911, pp.11-27. 83

José-Augusto FRANÇA, A Arte em Portugal no Século XIX, Lisboa, Liv. Bertrand, 1966, vol. I, p. 390. Outra versão da mesma anedota diz-nos que o guia do viajante lhe teria dito: «Eis o célebre São Pedro, obra de Grão Vasco da Gama, grande pintor e grande navegador» ! Foi assim que a lenda mais se consolidou a nível popular...

Nota Final: O autor manifesta o seu reconhecimento a Agostinho Ribeiro, Alberto Correia, Alcina Silva, António Cotrim, Clara Soares, Fernando Grilo, Francisco Bilou, Hugo Crespo, Jaelson Bitran Trindade, Luís Afonso, Guilherme Abreu Loureiro, Mário Roque, Maria João Neto, Marize Malta, Maurício Cunha, Miguel Cabral Moncada, Miguel Faria, Nelson Rebanda, Sónia Gomes Pereira, Sylvie Deswarte-Rosa, Teresa Leonor Vale, Vanessa Antunes, Vera Mariz e demais pessoas com quem pôde discutir o mito Grão Vasco.

Vitor Serrão (nascido em Toulouse-França, 1952) é Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige o centro ARTIS-IHA-FLUL. É autor de muitos trabalhos sobre Teoria da Arte e arte portuguesa dos séculos XVI, XVII e XVIII. É vice- presidente da Academia Nacional de Belas Artes e membro da Academia Portuguesa da História e da Academia das Ciências. Formou algumas gerações de mestres e doutores em História da Arte. Desenvolveu muitos projectos de investigação, conservação e restauro e salvaguarda do Património cultural, e organizou exposições, congressos e seminários nestas áreas. Recebeu o Prémio Nacional José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas-Artes pelo livro O Maneirismo e o Estatuto Social dos Pintores Portugueses (1983), o Prémio Nacional Gulbenkian de História da Arte pela obra Josefa de Óbidos e o tempo

barroco (1991), e o Prémio APOM de melhor catálogo com A Pintura Maneirista em Portugal – arte no tempo de Camões (1995). Além destes títulos, publicou também os livros A Cripto- História da Arte. Análise de Obras de Arte Inexistentes (2000), Ensaios de Micro-História da Arte (2007) e Arte, Religião e Imagens em Évora no tempo do Arcebispo D. Teotónio de Bragança, 1578-1602 (2015).

ARTE E SEUS LUGARES: COLEÇÕES EM ESPAÇOS REAIS

ADRIANA SANAJOTTI NAKAMUTA