A INTER- RELAÇÃO DO ECOSISTEMA RESPONSAVEL DA ESCOLARIZAÇÃO DOS CIDADÃOS ANGOLANOS
7. ARTICULAÇÃO CURRICULAR FACE A REFORMA EDUCATIVA ANGOLANA
Parece não termos dentro da literatura portuguesa uma definição específica que podesse explicar de forma clara o que significa articulação curricular. Para o fazermos, foi necessario recorremos ao dicionário de língua portuguesa, e, então, fazermos uma ligação de ideias. Por exemplo, vimos que a articulação é, ponto de união entre peças de uma extrutura, aparelho ou máquina que permite a rotação ( Costa, 2010).
Entretanto, considerando o sistema educativo como uma máquina, e as diversas peças que compõe a máquina como sendo articulação curricular, diriamos que, a articulação curricular vai ser os diferentes mecanismos utilizados pelos professores para promover a transição entre ciclos diferentes, o da continuidade educativa.
Por outro, quando abordamos sobre a tematica da articulação curricular, aparece-nos em determinadas circunstâncias ligadas a um outro conceito. Se recorrermos a uma imagem aproveitada por Dinello citado por Serra (2004) podemos entender aos conceitos de continuidade e articulação como uma“ fila comprida de carruagem de um comboio ao longo, da sensação de uma única unidade que se desloca de uma forma contínua”. (p.75). Indo ao encontro da ideia da articulação publicado por Pinto (2009), veremos que quando se refere da educação escolar, visa a formação integral das crianças e jovens, com isto parece dizermos duas coisas muito simples:
• Que a personalidade é multilateral e harmoniosamente desenvolvida;
• Que as disciplinas escolares cooperam no desenvolvimento dos diversos aspectos da personalidade.
A organização do sistema educativo, os conteúdos curriculares e os programas de ensino, devem estar devidamente articulados, isto é, harmoniosamente articulados, porque se crê que a harmonia do sistema escolar é conexada à harmonia do desenvolvimento criterioso da personalidade quer das crianças quer dos jovens (Pinto, 2009).
38 A articulação curricular do sistema antigo para a reforma educativa em Angola, provocou para muitos alunos as melhorias na aquisição facíl das compêtencias, e, para outros criou uma certa confusão na aprendizagem, duma vez que a articulação curricular não é mais do que uma forma de facilitar ou dificultar a assimilação de cultura às crianças e jovens; também é uma forma de tornar mais eficiente o processo educativo. Na Lei de base mais recente, a Lei nº 17/16 a articulação entre os subsistemas de ensino foi acautelada na medida em que, entre a articulação, os conhecimentos e competências garantidos pelos diferentes subsistemas de ensino e o sistema Nacional de Qualificações é objecto de regulamentação em diploma propria. A mesma Lei admite que na articulação entre os subsistemas de ensino, as areas transversais tais como, o ensino de linguas, o ensino artistico e cultural, a educação politica e patriotica e outras, têm estratégias específicas de desenvolvimento, tendo em conta as particularidades de cada subsistema, nos termos a regulamentarem diploma propria.
7.1. Dificuldades
A articulação curricular na mudança do sistema do ensino antigo para o sistema da reforma educativa em Angola, provocou muitas dificuldades em adaptar-se na algumas normas tendentes a reforma. Até hoje, muitos professores reclamam sobre os resultados proporcionados pela reforma educativa. Outros dizem mesmo que, a articulação curricular do sistema antigo para a vigente, apenas aumentou o índice de dificuldades na aprendizagem dos alunos.
Parece – nos que, a reforma educativa em curso no país, e a articulação curricular emplementada em Angola, não foi um projecto pre-concebido a longo prazo, mas, tudo indica que, de forma espontanea, e, com a necessidade de mudança dos critérios do ensino, buscou – se uma experiencia de um país ocidentel de forma a copiada e calada em Angola. Por outro, alguns professores ainda não conseguem saber qual é o curriculo para a reforma e como este deve ser dado, quais são os critérios da reforma educativa angolana.
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7.2. Os programas
O programa é a técnica econométrica que visa distribuir por várias actividades os meios de produção, de modo a tornar máximo o aproveitamento desses meios. No processo de aprendizagem, é o acto ou efeito de programar os conteúdos escolares que visa desenvolver compatências e aptidões dos alunos.
Em Angola, a elaboração dos programas requerem cuidados, obedecendo momentos didácticos e atende os objectivos da nação, de acordo as políticas tendentes às necessidades da sociedade.
Os programas obedecem uma tragectória cronológica, cumprindo de forma acumulativo até chegar ao nível superior. Significa dizer que, hoje, a trajectõria escolar começa no jardim de infancia, onde se cumpre os seguintes programas:
Segundo Cláudio (2011, pp.11), “o programa de educação infantil está concebido de forma a ter expressão nacional e organizado como elemento que integram o processo educativo, garantindo a consecusão e o cumprimento dos objectivos do sistema”. Para ela, existe os temas seleccionados que permite a criança possuir algumas compotências tais como:
• Participe em actividades que involvem histórias, brincadeiras, canções, jogos canções relacionadas com a sua tradição;
• Explore diferentes objectos de suas propriedades e de relação simples de causa e efeito;
• Contacte com pequenos animais e plantas;
• Conheça o seu próprio corpo por meio da utilização e da exploração das suas habilidades fisícas, motoras e perspectivas;
• Participe sem discriminação quanto ao sexo em brincadeiras, construção de objectos, actividades competitivos;
• Tenha cuidado dos materiais de uso individual tais como: o caderno, o lápis, aborracha, lápis de cera, as fichas individuais, o uniforme ou bata; e em casa que tenha cuidado com a sua roupa, a escova de dentes, brinquedos, etc.
40 • Tenha cuidados com os materiais de uso colectivo da sala, vasos de flores, etc. É importante que, os temas são vários, permitem o aluno ao conjunto de competências. Entretanto, Cláudio apresenta algumas áreas a considerar para se alcançar os objectivos da educação infactil:
• Comunicação linguística; • Literatura infantil;
• Representação matemática; • Expressão manual e plástica; • Expressão psicomotora; • Educação Musical; • Meio social e físico.
Tendo em conta a realidade angolana, isto é, o padrão sociocultural em que as crianças estão inseridos, servindo também de preparação para as subsequentes áreas de escolaridade, o programa integra os seguintes elementos:
• Introdução geral
• Objectivos gerais da classe • Objectivos gerais da disciplina • Objectivos específicos
• Objectivos da área na classe
• Temas e objectivos específicos de cada tema • Sugestões metodológicas
• Bibliografia.
Para a Octávio (2011), os programas como componentes fundamentais dum curriculo, devem ser contextualizados, ou seja, desenvolvidos tendo em conta quer as condições da comunidade escolar no sentido restrito (da escola e dos que nela trabalham) quer da comunidade envolvente, para promoverem o sucesso, não só escolar, mas também educativo dos alunos. Para que esta contextualização possa ser feita, os professores só poderão basear-se no conhecimento dos aspectos que integram a apresentação e fundamentação do curriculo que antecede os programas.
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7.3. Os conteúdos
Os conteúdos escolares podem definir –se em diferentes orientações, conforme as diferentes teorias da educação angolana históricamente construída (Octávio,2011). A importancia de se organizar, sistematizar selecionar os contiúdos é um factor indíspensavel. Para alguns pedagogos, a organização do conteúdo se constituí numa unidade, onde a teoria e prática se fundem.
Os outros procuram definir os conteúdos a partir de um determinado ponto de vista de classe. Outros defedem a caractérização dos conteúdos atrvés de sistematização dos conhecimentos dos problemas postos pela prática social.
Em suma, podemos nos basear em teoricos que definem o conceito de saber sistematizado ou fonte de conteúdos levando em conta a extrutura lógica da matéria, das condições psicosociais dos alunos e as questões socioeconômicas e culturais do contexto em que o aluno está inserido, no caso vertente angolano.
Embora alguns educadores terem de forma sequencial a maneira de organizar os seus conteúdos, é recomendavel a observação de alguns critérios, isto é, ver a coerencia com a estrutura e o objecto da disciplina, gradaluidade na distribuição adequada que se confina na experiencia anterior do aluno.
A apresentação dos conteúdos deve conter inter-relação entre as sequências, de forma organica e dinâmica. Também importante diferenciar os conteúdos essenciais dos desnecessários e definir o necessário para preparar suficientemente o aluno para ler, escrever, interpretar e resolver problemas. Sabe-se que no conteúdo e conhecimento, só se adquire significado vinculado a necessidade real.
Em Angola, os conteúdos são elaborados olhando pelas necessidades reais, capaz de fornecer instrumentos téoricos e pratícos com propósito na vida social do aluno. Para tal, não basta apenas o olhar científico mesmo de postura crítica do conteúdo, é necessário vivenciar e trabalhar o processo de valiação e organização, são instrumentos de fazer educativo angolano e politicamente definido.
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