• Nenhum resultado encontrado

4 MATERIAL E MÉTODOS

6.1 Artigos confeccionados

Como exigência do Programa de Pós-Graduação em Geologia para a conclusão de tese de Doutorado, foram confeccionados dois artigos no âmbito do tema proposto, sendo o primeiro já publicado e o segundo no prelo.

O primeiro artigo com referência:

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S. Revision of the Sphagesauridae KUHN, 1968 (Crocodyliformes, Mesoeucrocodylia). In: CARVALHO, I.S.; CASSAB, R.C.T.; SCHWANKE, C.; CARVALHO, M.A.; FERNANDES, A.C.S.; RODRIGUES, M.A.; CARVALHO, M.S.S.; ARAI, M.; OLIVEIRA, M.E.Q. (Orgs.). Paleontologia: Cenários de Vida. 1 ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2007, v. 1, p. 589-599.

Esse artigo teve como objetivo atualizar a diagnose da família Sphagesauridae, que até então era baseada apenas em dois dentes. Nesse trabalho foi incluído material osteológico de Sphagesaurus huenei publicado por POL (2003) e Adamantinasuchus navae à família.

A revisão da família cuja última citação havia sido realizada por STEEL (1973), ainda baseada nos dois dentes de Sphagesaurus huenei, foi importante

uma vez que novos e mais completos materiais foram encontrados permitiram a inclusão de Adamantinasuchus navae dentro de Sphagesauridae e compará- los quanto sua morfologia funcional dentária.

O segundo artigo encontra-se no momento no prelo já revisado pelos autores:

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S., An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Brazil. Journal of South American Earth Sciences (2008), doi: 10.1016/j.jsames.2008.11.005.

Esse artigo descreve um novo gênero e espécie do Sphagesauridae mais completo e com o maior número de exemplares conhecidos até o momento, dois indivíduos distintos. Armadillosuchus arrudai divide características análogas a dos Dasypodidae (Mammalia, Cingulata), tais como uma ampla armadura dérmica dividida em um amplo escudo rígido na região cervical e início da região dorsal (Figura 10), e como as outras espécies da família, esse animal era possivelmente onívoro com base no grau de abrasão dos dentes posteriores, que ultrapassa facilmente a espessa camada de esmalte chegando até a região pulpar. Outra característica análoga que Armadillosuchus arrudai compartilha com os tatus são as altas e largas falanges carpais distais, antebraço mais longo do que o braço e um processo ulnar proximal que ultrapassa o rádio e a articulação com o úmero, algo semelhante a um olecrano observado em vários mamíferos, em especial os escavadores e fossoriais, o que pode sugerir que esses animais escavavam ou até mesmo construíam tocas nas margens secas dos rios onde foram depositados os sedimentos que formaram as rochas da Formação Adamantina.

Figura 10: Crânioarticulado com parte do pós-crânio de Armadillosuchus arrudai, oad, porção ornamentada da depressão antorbital; sad, porção lisa da depressão antorbital; cs, escudo cervical; hu, úmero; ms, escudo móvel.

Figura 11: Reconstrução in vivo do crânio de Armadillosuchus arrudai (Arte de Deverson da Silva, “Pepi”).

Figura 12: Reconstrução in vivo de dois Armadillosuchus arrudai em um cenário de início de estação de chuvas ao fundo (Arte de Ariel Milani Martine).

7 CONCLUSÕES

- Até o momento é um grupo restrito à Formação Adamantina, e, portanto, exclusivo do Turoniano-Santoniano;

- É um grupo altamente derivado dentre os Notosuchia (sensu Ortega et al., 2000);

- Os padrões de desgaste dentário demonstram o quão variada foi a dieta dos crocodilos terrestres;

- Esses animais eram onívoros com certo grau de herbivoria e durofagia, alimentando-se potencialmente de moluscos, raízes e outros materiais vegetais bem como carcaças desidratadas;

- As morfologia observada na dentição e armadura dérmica indicam um alto grau de adaptação às condições climáticas e ambientais durante o Cretáceo Superior.

8 REFERÊNCIAS

ANDRADE, M.B & BERTINI, R.J. A new Sphagesaurus (Mesoeucrocodylia: Notosuchia) from the Upper Cretaceous of Monte Alto City (Bauru Group, Brazil), and a revision of the Sphagesauridae. Historical Biology, 20 (2): 101- 136. 2008.

BARCELOS, J.H. Reconstrução paleogeográfica da sedimentação do Grupo Bauru baseada na sua redefinição estratigráfica parcial em território paulista e no estudo preliminar fora do Estado de São Paulo. 1984. 190f. Tese (Livre Docência) - Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 1984.

BERTINI, R. J., MARSHALL, L. G., GAYET, M. & BRITO, P. M. Vertebrate faunas from the Adamantina and Marília formations (Upper Bauru Group, Late Cretaceous, Brazil) in their stratigraphic and paleobiogeographic context. Neues Jahrbuch für Geologie und Paläontologie Abhandlungen, v.188, n.1, p.71-101. 1993.

BONAPARTE, J.F. Los vertebrados fosiles de La Formacion Río Colorado, de la Ciudade de Neuquén y cercanias, Cretacico Superior, Argentina. Revista del Museo Argentino de Ciências Naturales Bernardino Rivadavia, Paleontologia, Buenos Aires, 4(3): 17-123. 1991.

CARVALHO, I.S., CAMPOS, A.C.A. & NOBRE, P.H. Baurusuchus salgadoensis, a New Crocodylomorpha from the Bauru Basin (Cretaceous), Brazil. Gondwana Research, v.8, n.1, p.11-30. 2005.

COIMBRA, A.M. Sistematização crítica da obra. 1991. 54f. Tese (Livre- Docência) - Instituto de Geociências Universidade de São Paulo, São Paulo.

DIAS BRITO, D., MUSACCHIO, E.A., CASTRO, J.C., MARANHÃO, M.S.A.S.,SUÁREZ, J.M. & RODRIGUES, R. Grupo Bauru: uma unidade continental do Cretáceo do Brasil - concepções baseadas em dados micropaleontológicos, isotópicos e estratigráficos. Revue Paléobiologie, v.20, p.245-304. 200.

FERNANDES, L.A. & COIMBRA, A.M. A Bacia Bauru (Cretáceo Superior, Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ciências, v.68, p.195-205. 1996.

FERNANDES, L.A. & COIMBRA, A.M. Revisão estratigráfica da parte oriental da Bacia Bauru (Neocretáceo). Revista Brasileira de Geociências, v.30, n.4, p.717-728, 2000.

HASUI, Y. & HARALYI, N.L.E. Aspectos lito-estruturais e geofísicos do soerguimento do Alto Paranaíba. Geociências, v.10, p.57-77. 1991.

HUENE F. Verschiedene mesozoische Wirbeltierreste aus Südamarika. Neus Jahrbuch fur Mineralogie, Geologie und Paläeontologie, v.66(B), p.181-198. 1931.

KELLNER A.W.A., CAMPOS D.A. & PRICE L.I. Material of Sphagesaurus (Sphagesauridae, Crocodilia) from the Late Cretaceous of Brazil. In: Congresso Brasileiro de Paleontologia XIV. Atas... Uberaba. 1995. p.70–71.

KELLNER, A.W.A. & CAMPOS, D.A. Vertebrate Paleontology in Brazil - a review. Episodes, vol. 22, p. 238-251. 1999.

KUHN, O. Die Vortzeitlichen Krokodile. Verlag Oeben, Krailing, München, 1968. p.124.

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S. Revision of the Sphagesauridae KUHN, 1968 (Crocodyliformes, Mesoeucrocodylia). In: CARVALHO, I.S.; CASSAB, R.C.T.; SCHWANKE, C.; CARVALHO, M.A.; FERNANDES, A.C.S.; RODRIGUES, M.A.; CARVALHO, M.S.S.; ARAI, M.; OLIVEIRA, M.E.Q. (Orgs.). Paleontologia: Cenários de Vida. 1 ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2007, v.1, p.589-599.

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S. An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Brazil. Journal of South American Earth Sciences, doi: 10.1016/j.jsames.2008.11.005. 2009, no prelo.

MELFI, A.J., PICCIRILLO, E.M. & NARDY, A.J.R. Geological and Magmatic Aspects of the Paraná Basin – an Introduction. In: PICCIRILLO, E.M. & MELFI, A.J. eds. The Mesozoic Flood Volcanism of the Paraná Basin - petrogenetic and geophysical aspects. São Paulo, USP/Instituto Astronômico e Geofísico. 1988. p. 47-72.

NOBRE P.H. & CARVALHO I.S. Adamantinasuchus navae, a new Gondwanan Crocodylomorpha (Mesoeucrocodylia) from the Late Cretaceous of Brazil. Gondwana Research. v.10, n.4, p.370–378, 2006.

PAULA E SILVA, F. Geologia de subsuperfície e hidroestratigrafia do Grupo Bauru no Estado de São Paulo. 2003. 166f. (Tese de Doutorado) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.

POL, D. New remains of Sphagesaurus huenei (Crocodylomorpha: Mesoeucrocodylia) from the Late Cretaceous of Brazil. Journal of Vertebrate Paleontology 23 (4): 817–831. 2003.

PRICE, L.I. Os crocodilideos da fauna da Formação Baurú do Cretáceo terrestre do Brasil meridional. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 22 (4): 473-491. 1950.

RICCOMINI, C. Arcabouço estrutural e aspectos do tectonismo gerador e deformador da Bacia Bauru no Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Geociências. v.27, n.2: p.153-162. 1997.

SOARES, P.C., LANDIM, P.M.B.; FULFARO, V.J. & SOBREIRO NETO, A.F. Ensaio de caracterização estratigráfica do Cretáceo no Estado de São Paulo: Grupo Bauru. Revista Brasileira de Geociências, v.10, n.3, p.177-185. 1980.

STEEL, R. Handbuch der Päleoherpetologie: Crocodylia. Vol. 16. Fischer- Verlag, Portland, OR, 1973. p. 116

SUGUIO, K. & BARCELOS, J.H. Paleoclimatic evidence from the Bauru Group, Cretaceous of Paraná Basin, Brazil. Revista Brasileira de Geociências, v.13, n.4, 232-236, 1983.

WOODWARD A.S. On Two Mesozoic Crocodilians Notosuchus (Genus Novum) and Cynodontosuchus (Genus Novum) from the Red Sandstone of the Territory of Neuquén (Argentine Republic). Anales del Museo de la Plata, Paleontologia Argentina. v.6, p.1-20, 1896.

Anexo I

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S. Revision of the Sphagesauridae KUHN, 1968 (Crocodyliformes, Mesoeucrocodylia). In: CARVALHO, I.S.; CASSAB, R.C.T.; SCHWANKE, C.; CARVALHO, M.A.; FERNANDES, A.C.S.; RODRIGUES, M.A.; CARVALHO, M.S.S.; ARAI, M.; OLIVEIRA, M.E.Q. (Orgs.). Paleontologia: Cenários de Vida. 1 ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2007, v.1, p.589-599.

Anexo II

MARINHO, T.S. & CARVALHO, I.S., An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Brazil. Journal of South American Earth Sciences (2008), doi: 10.1016/j.jsames.2008.11.005.

An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Bra‐ zil

Thiago S. Marinho, Ismar S. Carvalho

PII: S0895-9811(08)00123-5

DOI: 10.1016/j.jsames.2008.11.005

Reference: SAMES 789

To appear in: Journal of South American Earth Sciences Received Date: 11 September 2007

Revised Date: 12 May 2008 Accepted Date: 11 November 2008

Please cite this article as: Marinho, T.S., Carvalho, I.S., An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Brazil, Journal of South American Earth Sciences (2008), doi: 10.1016/j.jsames.2008.11.005

This is a PDF file of an unedited manuscript that has been accepted for publication. As a service to our customers we are providing this early version of the manuscript. The manuscript will undergo copyediting, typesetting, and review of the resulting proof before it is published in its final form. Please note that during the production process errors may be discovered which could affect the content, and all legal disclaimers that apply to the journal pertain.

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65

An armadillo-like sphagesaurid crocodyliform from the Late Cretaceous of Brazil 1

Thiago S. Marinho1*and Ismar S. Carvalho1 2

1Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ciências Matemáticas e da

3

Natureza, Instituto de Geociências, Departamento de Geologia, Av. Athos da

4

Silveira Ramos, 274, Bloco F, Ilha do Fundão - Cidade Universitária, Rio de

5

Janeiro, RJ, CEP: 21949-900, Brazil.

6

*Corresponding author. 7

E-mail address: [email protected] 8

Abstract

9

The Sphagesauridae is a family of crocodyliforms exclusively known for the 10

Brazilian Late Cretaceous Bauru Basin. This lineage reveal how diverse was 11

the morphology and ecology of terrestrial crocodyliforms during the Late 12

Cretaceous of Gondwana. Here is described Armadillosuchus arrudai gen. et 13

sp. nov. a sphagesaurid that presents some mammal-like morphological 14

features, such as propalinal and alternate unilateral jaw occlusion pattern and 15

heavy body armor, composed of a rigid shield and mobile banded section as in 16

extant armadillos (Xenarthra, Dasypodidae). These unusual morphological 17

features contrast to the double row of osteoderms observed on the closest 18

relatives of A. arrudai. As it mammals analogs, A. arrudai presents some 19

evidences of fossoriality and an exclusive terrestrial life style in contrast to the 20

extant alligatorids and crocodylids. 21

Keywords: Crocodyliformes; Sphagesauridae; Bauru Basin; Late Cretaceous;

22

Brazil 23

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 1. Introduction 25

Mesoeucrocodylian remains are common finds at the Late Cretaceous Bauru 26

Basin on Southeastern Brazil (Nobre and Carvalho, 2006), and the Notosuchia 27

(sensu Ortega et al., 2000) are the most commonly found crocodylomorphs in 28

this unit. Among the notosuchians from the Bauru Basin, there is an elusive 29

group of crocodilians that in spite of the poor record, a family could be erected 30

by Kuhn (1968) based on only two teeth of Sphagesaurus huenei Price, 1950. 31

More recently, a partial snout regarded as S. huenei was reported by Kellner et 32

al. (1995), a nearly complete skull of S. huenei described by Pol (2003) and a 33

new sphagesaurid, Adamantinasuchus navae Nobre and Carvalho, 2006 was 34

described, shedding new light into the anatomy and systematics of the family. 35

The Sphagesauridae present some unusual dental features for 36

crocodilians, such as the oblique disposition of the posterior teeth, keels bearing 37

few and large tubercles positioned lingually on the upper teeth and labially on 38

the lower ones on each of the posterior teeth, worn facets that suggest 39

propalinal unilateral jaw movements and high heterodonty (Price, 1950; Kuhn, 40

1968; Pol, 2003). 41

New remains of sphagesaurids were found at General Salgado County, 42

São Paulo State, Brazil. Among these findings, a nearly complete cranium 43

articulated to part of the postcranial skeleton, left arm and a complex body 44

armor composed of a rigid cervical shield and a mobile banded section like 45

those of extant armadillos (Xenarthra, Dasypodidae), is described here as 46

Armadillosuchus arrudai gen. et sp. nov., the most complete Sphagesauridae

47

known to date. 48

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65

The institutional abbreviations used on this article are as follows: UFRJ 49

DG, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil; and 50

MPMA, Museu de Paleontologia de Monte Alto, Monte Alto, São Paulo, Brazil. 51

52

Documentos relacionados