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as capacidades instaladas e o quadro legal existente

Estresse I:

Urbanização rápida e sem regulamentação

Estressores combinados: Assentamentos informais, cobertura inadequada (insuficiente) das

infraestruturas básicas e estruturas inadequadas causadas pelo cumprimento inadequado de leis e regulamentos.¹²

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Existe uma falta de capacidade do CMM de conseguir fiscalizar toda a área do Município. Poderia não ter esse impacto negativo se os munícipes e as autoridades ao nível dos bairros assumissem o seu papel no funcionamento da cidade. Como estabelece a Política do Ordenamento do Território e a sua Lei de Ordenamento do Território (LOT-19/2007) e o Regulamento da LOT (no Decreto 23/2008) em relação à elaboração dos PEU, Planos de Pormenor, etc, a participação da Comunidade é fundamental pois ela é quem melhor conhece a realidade local.

Contudo, o seu papel não deve parar só no estagio inicial de identificação, planificação e proposta de qualquer tipo de iniciativa na sua área; mas devia tomar uma especial relevância o seu papel como fiscal ou supervisor da implementação dessas ações, do cumprimento do acordado (sempre no marco legal em vigor).

Ϙ O Decreto 7/2016 aprova o Regulamento da Lei 15/2014, estabelece o regime jurídico da gestão das calamidades.

No artigo 30 estabelece especificamente que "nas zonas de risco, devidamente demarcadas e sinalizadas, não pode ser atribuído o DUAT, sendo igualmente proibida a construção de infraestruturas". O Plano de Estrutura Urbana do Município de Maputo (PEUMM) identificou estas zonas, mas devido à demanda de solo assim como à falta de rigor na aplicação da lei, são muitas as áreas de Maputo que sofrem periodicamente problemas derivados da sua localização. A proximidade das residências à lixeira de Hulene, sem respeitar distâncias de segurança teve como consequência algumas mortes, depois do seu desabamento em 2018 (como já foi explicado atrás).

Ϙ Existe também legislação que permite aos Munícipes perguntar às instituições questões que possam ser do seu interesse (Lei 34/2014 e Decreto 35/2015) e sempre dentro do respeito à privacidade. Mas a participação cidadã parece ter ficado numa simples questão de cumprir o mínimo estabelecido pela lei (consultas comunitárias) sem existir um sentimento e comprometimento real por ambas partes. Munícipes e Município devem trabalhar juntos em prol do desenvolvimento da cidade, pois ambos estão interessados em melhorar as condições de vida das pessoas.

¹² Veja o Apêndice 3. Lista de Choques, Estreses e Estressores.

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Ϙ Desde a realização do PEUMM em 2008, muitos foram os avanços até hoje, dentre:

1. Estabelecimento dos Distritos Urbanos e as correspondentes estruturas

2. Aprovação da estratégia de intervenção nos AIs (em 2010), com três linhas de Ação:

Melhoria de bairros;

Regularização massiva de DUATs;

Intervenção em áreas de risco.

3. Intervenções conjuntas com outros Atores para melhorar as infraestruturas existentes:

Wateraid e Wasup - melhora do saneamento (casas de banho comunitárias);

Arquitectos Sem Fronteiras - ordenamento urbano (ampliação de ruas) no âmbito do Projecto HABITAT -

"Defender o Direito ao acesso à cidade através do reordenamento urbano participativo e ao acesso ao título de DUAT nos bairros informais de Maputo" (nas diferentes fases desde 2015);

Construção de uma base de dados GIS no âmbito do Projecto SEC-GD - Plano de ação urbanístico de melhoria estratégica do bairro George Dimitrov, participativo e com perspectiva de gênero para a conectividade e accessibilidade segura, e de qualidade de/aos Espaços Coletivos (equipamentos e serviços, transportes, espaços públicos e áreas de actividade terciária).¹³

¹³ Projecto SEC-GD: Departament d'Urbanisme i Ordenació del Territorio de la Universitat Politècnica de Catalunya·BarcelonaTech.

Parceiros locais: Conselho Municipal de Maputo e Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da UEM. Contacto: maputo.

Estresse I:

Urbanização rápida e sem regulamentação

Estressor associado: Mobilidade

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Relação deste estressor com a necesidade de considerar o Grande Maputo como um todo, as capacidades instaladas e o marco legal.

Ϙ Perante esta interrelação existente e a necessidade de trabalho conjunto, foi definida a área do Grande Maputo, denominação que inclue a cidade de Maputo, os municípios de Matola e Boane e uma parte do Distrito de Marracuene.

Ϙ Outro resultado dasta abordagem mais inclusiva foi a criação da Agência Metropolitana de Transporte em 2018, sob a responsabilidade do Ministério de Transportes e Comunicações e que tem como objectivo a cooordenação dos Atores envolvidos nas questões de mobilidade do Grande Maputo. Esta agência apresenta desde a sua criação um grande desafio: o estabelecimento e definição do escalão administrativo área ou região metropolitana, inexistente actualmente na legislação moçambicana; e que pode ser aplicada noutras áreas do país como nos Municípios de Beira e Dondo.

Ϙ O Município de Maputo, dando à mobilidade a importância que merece, fez inúmeros esforços para melhorar a situação. Em 2013 foi presentado o Plano Director de Mobilidade e Transporte para a área Metropolitana de Maputo 2013 – 2035, elaborado pela Cooperação Japonesa e aprovado pelo CMM como estratégia de desenvolvimento do sector¹4. Desde então, foram realizadas ações a níveis muitos diferentes e em áreas muito diversas, dentre outras:

Foi aumentado o cumprimento de muitas das principais vias de acesso à cidade

Foi introduzida a faixa especial para transporte público a determinadas horas do dia

Foram alterados os sentidos de circulação de muitas ruas secundárias para facilitar o trânsito

Foram instalados semáforos e câmeras (ainda com um funcionamento muito aquém o desejável)

Foi potenciado a alternância de transporte (comboio-autocarro) - Metrobus

Foram construídas novas paragens

Foi elaborado o Mapa de transporte público do Município de Maputo

Questões ligadas aos intercambiadores ou nodos de transporte, a introdução de um bilhete único acessível às camadas mais defavorecidas, estudantes e idosos são alguns dos desafios que o Município tem a frente.

Foi elaborada uma proposta de pedonalização da Avenida Samora Machel, desde o CMM até a Praça 25 de Junho (realizada pelo Ajuntament de Barcelona, em parceria com o CMM, em 2012), com o objectivo de recuperar os passeios para o cidadão. Esta ação foi incluída no Plano Estratégico do Ministério de Turismo como uma iniciativa que ajudaria a alavancar o turismo na cidade em geral e a economia dessa zona em particular. A proposta ainda não foi implementada por falta de financiamento.

Ϙ Todas as ações acima referidas são consequência do trabalho coordenado do Município com outros Atores (parceiros de cooperação, ONGs, ministérios e outras administrações), com o fim de melhorar a mobilidade desde as pequenas ruas dos bairros até o Grande Maputo.

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Capítulo 2: Cenário de Tendência

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¹5 Para o Estresse II (Inequidade socio-económica) e os estressores associados (Segregação espacial – Zonificação - Falta de inclusão social - Economia informal) não foi possível encontrar nenhuma informação específica sobre o quadro legal.

¹6 Decreto 60/2006 de 26 de Dezembro de 2006, Regulamento de Solo Urbano (art.5).

Estresse II:

Desigualdade socio-económica

Estressor associado: Insegurança na posse da terra¹5

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Consoante o estabelecido no art. 109 da Constituição da República de Moçambique de 1990:

1. A terra é propriedade do Estado.

2. A terra não deve ser vendida, ou por qualquer outra forma alienada, nem hipotecada ou penhorada.

3. Como meio universal de criação da riqueza e do bem-estar social, o uso aproveitamento da terra é direito de todo o povo moçambicano.

Ϙ No art. 110, determinam-se as condições para o Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT):

1. O Estado determina as condições de uso e aproveitamento da terra.

2. O direito de uso e aproveitamento da terra é conferido às pessoas singulares ou colectivas tendo em conta o seu fim social ou económico.

Ϙ Embora a nível legal pareça estar garantida a segurança na “posse” da terra (ou pelo menos no direito ao seu uso e aproveitamento), a realidade é bem diferente. No Decreto 60/2006 que aprova o Regulamento de Solo Urbano, artigo 21, estabelece-se a urbanização como pré-requisito indispensável para a atribuição do DUAT, definindo-se no art. 22 três níveis de urbanização (básica, intermediária e completa).

A urbanização básica é estabelecida quando na zona estão cumulativamente reunidas, pelo menos, as seguintes condições:

a. Às parcelas ou talhões destinados aos diferentes usos estão fisicamente delimitados;

b. O traçado dos arruamentos é parte de uma malha de acessos que integra a circulação de automóveis com acesso pedonais a cada morador;

c. Existe fornecimento de água em quantidade e qualidade compatível com os usos através de fontes dispersas, nomeadamente fontanários públicos, poços ou furos;

d. Os arruamentos estão arborizados.

Ϙ Assim, os elementos e instrumentos legais estão estabelecidos¹6, mas a sua aplicabilidade é muito baixa.

actualmente, o Município de Maputo conta com o seu Plano de Estrutura Urbana; sendo o seguinte nível de ordenamento o plano geral e parcial de urbanização e por último, o nível mais baixo, o plano de pormenor.

Contudo, a população residente nas áreas informais enfrenta o problema da insegurança na posse de terra como consequência da falta de planos de ordenamento e da inexistência de uma infra-estrutura básica (sendo o Município responsável por ambas).

Ϙ Várias foram as iniciativas do CMM para melhorar a situação nestes bairros:

Em 2010 o CMM elaborou a sua Estratégia Municipal de intervenção em assentamentos informais e o respectivo Plano de Ação. Um dos eixos deste plano é a regularização massiva de DUATs, que tem acontecido em várias áreas de diferentes bairros da cidade (Albasine, Ferroviário e Laulane (D.M 4), bem como em Magoanine e Zimpeto (D.M 5);

Desde 2015, Arquitectos Sem Fronteiras implementa junto do CMM o Projecto HABITAT (fase I e II finalizadas, em implementação a fase III) - "Defender o Direito ao acesso à cidade através do

reordenamento urbano participativo e ao acesso ao título de DUAT nos bairros informais de Maputo". Esta intervenção tem como último objectivo a obtenção do DUAT por parte da população residente nas áreas de implementação do projecto, tendo-se alcançado este objectivo em algumas áreas de Chamanculo C.

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Estresse III:

Gestão ineficiente do metabolismo urbano

Estressor associado: Gestão ineficiente do ciclo da água

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Em Moçambique, compete ao Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) todos os assuntos relacionados a àgua e saneamento, mais concretamente à Direção Nacional de Água e Saneamento (DNAS) e à Direcção Nacional de Recursos Hídricos (DNRH). Foi aprovada em Novembro de 2011 a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Urbano (2011-2025), que marca os principais objectivos do sector, assim como as grandes linhas de trabalho e o marco legal existente. Esta Estratégia alinha-se com os ODM (ODS):

Abastecimento de água: atingir o 70% de cobertura (6,6 milhões de pessoas) para 2015 e a cobertura universal para 2025;

Saneamento: aumentar a cobertura em 2015 para o 67% (6,3 milhões de pessoas) e a cobertura universal para 2025.

Ϙ Os principais Atores do sector são:

1. FIPAG - Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (1998), cuja responsabilidade principal é investir e assegurar a operação dos sistemas principais de abastecimento de água;

2. AIAS - Administração de Infraestruturas de Água e Saneamento (2009), responsável pelos sistemas secundários de abastecimento de água e pelas redes de esgotos em todas as áreas urbanas;

3. CRA - Conselho de Regulação de Abastecimento de Água (1998), regula as operações dos serviços de água e as relações entre o FIPAG e o operador privado.

Existem as Administrações Regionais de Água (ARA Sul para Maputo), com uma misão mais abrangente e de carácter nacional – supra-nacional (gestão de bacias hidrográficas).

Ϙ Considerando a importância da água na vida humana, quer na quantidade suficiente e com a qualidade necessária, assim como a necessidade de garantir a salubridade quanto aos dejectos humanos, cabe destacar algumas ações que envolvem, não só a CMM, mas outras administrações e parceiros:

Construção de novas barragens na Província de Maputo para aumentar a capacidade de armazenamento;

Alinhamento de ações com a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Urbano 2011-2025 do MOPHRH;

Aprovação da Postura de Saneamento e Drenagem (Resolução 68/AMM/2016);

Elaboração do Plano Director de Saneamento e Drenagem da Área Metropolitana de Maputo (2016-2040);

Apoio a projectos específicos de água e saneamento (abertura de valas de drenagem, construção de sanitários comunitários, etc.), principalmente nas áreas peri-urbanas.

Ϙ Ciente da importância deste recurso e o seu deficiente aproveitamento, foi estabelecido por Despacho Ministerial no dia 7 de Outubro de 2005 a obrigatoriedade da recolha de águas pluviais em todos os edifícios públicos de nova construção, assim como a adequação progressiva das edificações já existentes. Esta indicação não é observada na maioria das edificações. Contudo, alguns sectores (educação, saúde) obrigam à recolha de água pluvial para seu posterior armazenamento e uso. O sistema escolhido geralmente consiste em caleiras e tanques plásticos que, devido à falta de manutenção e cuidado por parte dos utentes, acabam sendo inúteis em pouco tempo.

Estresse III:

Gestão ineficiente do metabolismo urbano

Estressor associado: Gestão ineficiente dos resíduos sólidos

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Na estrutura administrativa do CMM, a recolha do lixo é responsabilidade da Direcção de Ambiente e Salubridade, dentro da Vereação de Ordenamento Territorial, Ambiente e Urbanização (VOTAU). No Plano Director 2017-2027, afirmam-se três aspectos que são fundamentais para enfrentar o problema da gestão de resíduos sólidos:

1. Falta de recolha selectiva do lixo;

2. Falta de suporte à política das dos R (reduzir, reutilizar e reciclar);

3. Falta de visão do potencial económico do lixo.

CIDADE PERIFÉRICA

CIDADE RURAL (KATEMBE E KAINHAKA)

Recolha de RSU

Figura 27: Resumo dos três fluxos. Fonte: Conselho Municipal de Maputo, (2018). Plano Director de Resíduos Sólidos Urbanos.

Ϙ Houveram várias iniciativas do Conselho Municipal em relação à gestão de resíduos:

Contratação de micro-empresas de recolha de lixo nos bairros, adequando-se à realidade urbana (impossibilidade de entrada do camião de lixo);

Criação da plataforma MOPA;

O projecto do CMM em colaboração com Engenheria Sem Fronteiras (ESF).

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Capítulo 2: Cenário de Tendência

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Estresse III:

Gestão ineficiente do metabolismo urbano

Estressor associado: Gestão ineficiente dos ecossistemas e as infraestruturas relacionadas

Listagem dos principais documentos (legais e estratégicos) e a sua relação com cada um dos estresses, assim como ações que o Município implementou ou está levando a cabo, colocando a cidade numa posição mais resiliente e sustentável.

Ϙ Existem várias estratégias, políticas e legislação, principalmente de âmbito nacional:

A Estratégia Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável do MICOA (actual MITADER) foi aprovada em 2007. Identifica as grandes áreas problemáticas e estabelece os principais eixos de atuação;

A importância da conservação dos ecossistemas é um elemento contemplado na Estratégia de Adatação e Mitigação das Mudanças Climáticas (aprovada em 2012) e outros documentos sucessivos ligados a ela, tais como a Lei de Gestão de Calamidades (2014) e o seu regulamento (2016), dentre outras;

Considerando o caráter transversal deste estressor (estreitamente vinculado com os anteriores), toda a legislação e documentação existente para essas áreas (água, resíduos, poluição atmosférica, drenagem, etc.) contempla a problemática ambiental e a necessidade de manter o equilibro dos ecossistemas, evitando a sua destruição.

Ϙ O CMM já leva tempo trabalhando com vários parceiros em âmbitos diferentes relacionados com o cuidado e a manutenção dos vários ecossistemas existentes no seu território:

Terra e recursos afins – apoio às hortas urbanas, que supõem também uma fonte de rendimento para muitas famílias (principalmente ao longo do vale do Infulene);

Recursos hídricos e seus associados – limpeza periódica das valas de drenagem;

Oceano, costa e ilhas – construção de elementos que ajudaram a minimizar a erosão na Av. Marginal (passeios, etc.), estabelecimento de uma zona de proteção especial para Ka-Inhaka; apoio às iniciativas das OSC em relação à limpeza das praias;

Biodiversidade, espécies e espaços especiais - estabelecimento de medidas de proteção especial para os distritos urbanos mais rurais (Ka-Inhaka e Katembe);

Ar e poluição atmosférica – apoiar projetos que visam o seguimento destes indicadores para estabelecer medidas de melhoria da qualidade do ar, com a subsequente diminuição de doenças respitarórias;

Promover a sensibilização das questões ambientais através de várias ONGs nos bairros e escolas.

Imagem 16: Hortas urbanas no Vale do Infulene.

Fonte: Google Images.

Imagem 17: Exemplo do apoio do CMM à iniciativa de algumas OSC na limpeza das praias. Fonte: Google Images.

Imagem 18: Av. Marginal antes (esq.) e depois (dir.) da intervenção do CMM. Fonte: Google Images.

Imagem 19: Av. Marginal antes (esq.) e depois (dir.) da intervenção do CMM. Fonte: Google Images.

Capítulo 2: Cenário de Tendência

Capítulo 2: Cenário de Tendência

2.3 Definição das linhas de ação ou áreas temáticas críticas

O trabalho desenvolvido até a seção anterior estava orientado para a análise dos cenários actual e Tendencial da cidade. Daqui em diante, se inicia um exercício completamente diferente: a construção de novas propostas voltadas à ações de mudança com impacto na melhoria da resiliência e da sustentabilidade do sistema urbano de Maputo como um todo.

Como visto ao longo da explicação dos diferentes estresses, é difícil separar a informalidade da falta de infraestruturas, a economia informal da segregação espacial e esta da situação da terra. Juntos atuam como um novelo de lã, impossível de desenrolar. Há certos assuntos mais facilmente diferenciáveis, como é o caso da mobilidade. No caso deste estressor, pode-se dizer possui identidade própria e possíveis soluções ad-hoc. Contudo, as decisões adotadas não deverão negligenciar o entorno em que se inserem.

Por outro lado, os estressores ligados ao metabolismo urbano têm uma abrangência que, claramente, ultrapassa os limites municipais, sem que tenha de ser esquecido o nível mais básico e próximo do cidadão.A desigualdade sócio-económica se manifesta de forma diferente em cada um dos estressores; sendo importante não perder o foco na melhoria da vida das pessoas. Estas mesmas são, ao mesmo tempo, responsáveis directas da situação de deterioramento de alguns dos ecossistemas; mas também são as mais prejudicadas por esta situação.

Assim, desde uma posição externa, e como resultado de tudo o que foi referido anteriormente, propõem-se quatro áreas temáticas críticas:

Linhas de Ação

I.Informalidade urbana

Ϙ Planeamento do uso do solo sensível ao risco

Ϙ Redução da informalidade

II.Transporte e mobilidade urbana

Ϙ Considerações em relação à recuperação dos passeios

III.Gestão do metabolismo urbano

Ϙ Ciclo da água

Ϙ Gestão de resíduos

IV.Gestão e Recuperação dos principais ecossistemas

Qualquer exercício de proposta começa, logicamente, do conhecimento detalhado da situação actual (ponto de partida); no entanto, não emana diretamente dele, mas é uma tomada de decisões com uma intenção específica.

Propor é decidir, escolher, priorizar, em última análise, é potencialmente assumir um risco, uma direção e materializar umas competências estabelecidas pela lei.

Figura 28: Linhas de Ação. Fonte: CRPP (2019).

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Cap. 3

Capítulo 3 Cenário Resiliente e Sustentável:

Ações para a Resiliência

Capítulo 3: Cenário Resiliente e Sustentavel: Ações para a Resiliência

Capítulo 3: Cenário Resiliente e Sustentavel: Ações para a Resiliência

Capítulo 3

Cenário Resiliente e Sustentável:

Ações para a Resiliência

3.1 Ações para a Resiliência: