CAPÍTULO II CONCEÇÕES E PRÁTICAS DOS ENFERMEIROS NO CONTEXTO HOSPITALAR: CONTRIBUTOS PARA A QUALIDADE DOS
96 O LGA R IBEIRO quaisquer outras diferenças, ou seja, esta conceção está igualmente de acordo com a
2.3 As características dos enfermeiros e as conceções
2.3.1 As características dos enfermeiros e as conceções de enfermagem
Na conceção de enfermagem de Florence Nightingale, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo (aquelas cujos parâmetros estimados têm valor de p inferior ao nível de significância adotado de 0,05, mostrando que são estatisticamente significativos), ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região e o serviço.
Em relação à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Alentejo e, por fim, os que trabalham no Norte, Centro ou Algarve que não se distinguem entre si e que têm o menor grau de concordância.
110 OLGA RIBEIRO Relativamente ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas e, por fim, os que trabalham em Medicina e Especialidades Médicas que têm o menor grau de concordância.
Na conceção de enfermagem de Virginia Henderson, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região e a condição em que exerce a profissão.
Quanto à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é mais elevado do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outra região que não se distinguem entre si.
Em relação à condição em que exerce a profissão, verificou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Dorothea Orem, os resultados da estimação apontam que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço e a condição em que exerce a profissão.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham no Centro é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Norte, no Alentejo ou no Algarve (que não se distinguem entre si) e, por fim, os que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo que têm o menor grau de concordância. Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é mais baixo do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outro serviço que não se distinguem entre si.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, constatou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Especialistas/Especializados é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Hildegard Peplau, os resultados da estimação demonstram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço, a condição em que exerce a profissão e o tempo de exercício profissional.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Alentejo e, por fim, os que trabalham no Norte, Centro ou Algarve que não se distinguem entre si e que têm o menor grau de concordância.
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Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas e, por fim, os que trabalham em Medicina e Especialidades Médicas que têm o menor grau de concordância.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, constatou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
No que se refere ao tempo de exercício profissional, verificou-se que o grau de concordância diminui à medida que o tempo de exercício profissional aumenta.
Na conceção de enfermagem de Imogene King, os resultados da estimação indicam que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço, a condição em que exerce a profissão e o tempo de exercício profissional.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Norte, no Centro ou no Alentejo (que não se distinguem entre si) e, por fim, os que trabalham no Algarve que têm o menor grau de concordância. Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas e, por fim, os que trabalham em Medicina e Especialidades Médicas que têm o menor grau de concordância.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, constatou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
No que se refere ao tempo de exercício profissional, verificou-se que o grau de concordância diminui à medida que o tempo de exercício profissional aumenta.
Na conceção de enfermagem de Callista Roy, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço, o género, a condição em que exerce a profissão e o tempo de exercício profissional.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham no Algarve é mais elevado do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outra região e que não se distinguem entre si. Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas é mais baixo do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outro serviço que não se distinguem entre si.
112 OLGA RIBEIRO No que se refere ao género, constatou-se que o grau de concordância dos enfermeiros é mais baixo do que o das enfermeiras.
Relativamente à condição em que exerce a profissão, concluiu-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
No que concerne ao tempo de exercício profissional, verificou-se que o grau de concordância diminui à medida que o tempo de exercício profissional aumenta.
Na conceção de enfermagem de Betty Neuman, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço e o grau académico. Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham no Alentejo é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo e, por fim, os que trabalham no Norte, Centro ou Algarve que não se distinguem entre si e que têm o menor grau de concordância. Quanto ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é mais elevado do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outro serviço que não se distinguem entre si.
No que se refere ao grau académico, constatou-se que o grau de concordância dos enfermeiros com Licenciatura ou com Mestrado (sendo o mesmo para ambos os graus) é mais baixo do que o dos enfermeiros com Bacharelato ou Doutoramento que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Moyra Allen, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção é apenas a região.
Assim, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Norte, Centro ou Alentejo que não se distinguem entre si e, por fim, os que trabalham no Algarve que têm o menor grau de concordância.
Na conceção de enfermagem de Martha Rogers, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são o serviço, a condição em que exerce a profissão e o grau académico.
Relativamente ao serviço, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas é o mais baixo, seguindo-se os que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência e, por fim, os que trabalham em Medicina e Especialidades Médicas que têm o maior grau de concordância.
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Em relação à condição em que exerce a profissão, verificou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
No que se refere ao grau académico, constatou-se que o grau de concordância dos enfermeiros com Mestrado é mais baixo do que o dos que têm qualquer outro grau académico que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Rosemarie Parse, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção é apenas o grau académico.
Desta forma, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros com Doutoramento é mais elevado do que o dos que têm qualquer outro grau académico que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Madeleine Leininger, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço, o género e a condição em que exerce a profissão.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham no Algarve é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo e, por fim, os que trabalham no Norte, Centro ou Alentejo que não se distinguem entre si e que têm o menor grau de concordância. Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Cirurgia e Especialidades Cirúrgicas é mais baixo do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outro serviço que não se distinguem entre si. No que se refere ao género, constatou-se que o grau de concordância dos enfermeiros é mais baixo do que o das enfermeiras.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, verificou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Jean Watson, os resultados da estimação apontam que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o género e a condição em que exerce a profissão.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo é mais elevado do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outra região que não se distinguem entre si.
114 OLGA RIBEIRO Em relação ao género, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros é mais baixo do que o das enfermeiras.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, constatou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é mais elevado do que o dos que têm qualquer outra condição que não se distinguem entre si.
Na conceção de enfermagem de Afaf Meleis, os resultados da estimação mostram que as variáveis explicativas a reter no modelo, ou seja, aquelas que efetivamente afetam o grau de concordância nesta conceção são a região, o serviço, a condição em que exerce a profissão, o tempo de exercício profissional e o grau académico.
Relativamente à região, de acordo com o modelo estimado, concluiu-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham no Centro é o mais elevado, seguindo-se os que trabalham no Norte, no Alentejo ou no Algarve (que não se distinguem entre si) e, por fim, os que trabalham em Lisboa e Vale do Tejo que têm o menor grau de concordância. Em relação ao serviço, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros que trabalham em Medicina Intensiva e Urgência é mais baixo do que o dos enfermeiros que trabalham em qualquer outro serviço que não se distinguem entre si.
No que concerne à condição em que exerce a profissão, constatou-se que o grau de concordância dos Enfermeiros Gestores/Chefes é o mais elevado, seguindo-se os enfermeiros Especialistas/Especializados e, por fim, os Enfermeiros, que têm o menor grau de concordância.
No que se refere ao tempo de exercício profissional, concluiu-se que o grau de concordância diminui à medida que o tempo de exercício profissional aumenta.
Em relação ao grau académico, verificou-se que o grau de concordância dos enfermeiros com Mestrado é mais elevado do que o dos que têm qualquer outro grau académico que não se distinguem entre si.
A Figura 1 sintetiza as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros que determinaram maior concordância com as conceções de enfermagem.
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Figura 1 - As características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros e a concordância com as conceções de enfermagem