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As diretrizes introduzidas na modernidade do Estado

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. como segundo objetivo, tem-se a obtenção de informações corretas e seguras que permitem a tomada de decisões acertadas tanto no âmbito interno quanto no externo. Na Administração Pública, isto visa à realimentação de informações para a correção de políticas públicas;

. o terceiro objetivo é o de conseguir adesão às políticas gerais da organização. É preciso que os recursos e as pessoas estejam engajados nas políticas gerais da organização, promovendo uma melhor combinação de esforços;

. o quarto objetivo visa a atingir as metas e programas da organização, ou seja, o controle deve procurar levar a organização a atingir os fins que justificam a sua existência como instituição. Na Administração Pública, esse fim é o interesse público manifestado via sistema democrático;

. finalmente, o quinto e último grande objetivo é promover a eficiência e eficácia nas operações da organização, por meio de uma utilização racional dos recursos disponíveis. Esse objetivo está vinculado com todos os anteriores. A proteção dos ativos da organização, aliada a um conjunto de informações corretas e seguras, a adesão às políticas gerais e o cumprimento de metas e programas levam a uma utilização mais racional e, portanto, mais eficiente dos recursos.

SEÇÃO 2

derivados dos princípios e diretrizes constantes do decreto-lei nº 200/67. Esse decreto é freqüentemente citado como um avanço em termos de Administração Pública no país.

Entretanto, no enfoque dado no plano da reforma administrativa do governo FHC, a Constituição Federal de 1988 tem sido enca-rada como um retrocesso burocrático por pressupostas limitações ao crescimento do Estado via descentralização, imposição de Lei para a criação de entidades autárquicas e fundacionais, e, prin-cipalmente, pelas restrições impostas à admissão de servidores, criação do regime jurídico único e, ainda, pelos privilégios conce-didos ou mantidos a determinadas categorias que elevam o custo da máquina pública.

Aliás, reduzir o custo da máquina pública parece ser o principal objetivo inserido na reforma administrativa em curso no Brasil, seguindo a lógica do Fundo Monetário Internacional (FMI), pre-ocupado com o ajuste fi scal dos países com dívida externa.

A elevação do custo da máquina pública é diagnosticada como sendo resultado dos benefícios a servidores públicos e pelos ex-cessivos controles, controle a priori característicos da administra-ção burocrática. Esses benefícios e controles estariam emperran-do e reduzinemperran-do a efi ciência da administração, fazenemperran-do com que o Estado se voltasse para si mesmo e para os interesses corporativos dos funcionários públicos.

O que você pensa sobre esta questão?

A reforma administrativa do Estado também é colocada como se pudesse produzir uma elevação do controle social da Adminis-tração Pública quando descentraliza e busca uma maior partici-pação da sociedade. A descentralização ou alimento do poder local leva a um aumento do processo democrático que está em curso (Pereira, 1998). E, ainda, a Reforma procura desenvolver a governança no Estado, tornando o Estado o articulador de recur-sos de diversas instituições públicas e privadas, visando ao desen-volvimento de atividades públicas.

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É necessária uma combinação entre mecanismos de mercado, democracia direta ou controle social, devendo haver uma participação maior na fi scalização como uma forma de controle externo da sociedade.

A necessidade de estabelecimentos de mecanismos automáticos, difusos e efi cientes de controle da administração coloca em evidência as possibilidades do controle social (PEREIRA, 1998).

Assim, por meio de medidas ligadas ao Plano de Reforma Administrativa (BRASIL, 1995), a possibilidade de controle social passa a incorporar cada vez mais o ordenamento jurídico brasileiro.

Em diversas leis e na própria Constituição Federal, foram incluí-dos dispositivos que introduzem possibilidades de maior controle social dos recursos públicos. É o caso do § 3º do artigo 37 da Constituição Federal, introduzido pela Emenda n.º 19, conforme segue:

§ º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na Administração Pública direta e indireta, regulando especialmente:

I – as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;

II – o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o dispositivo no art. º, X e XXXIII;

III – a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na Administração Pública.

Além disso, outras medidas ligadas à possibilidade de controle social são incorporadas nos diversos instrumentos legais: Leis, Decretos e Portarias de estrutura na reforma administrativa. Em-bora não haja evidências ou indicadores de que a sociedade tenha

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condições de exercer esse controle, a reforma introduz alguns instrumentos legais que objetivam a participação da sociedade na fi scalização dos recursos envolvidos.

A sociedade civil tem realizado esse controle? De que maneira isso acontece? Faça uma pesquisa em jornais ou revistas (impressos ou na internet) e busque, pelo menos, duas experiências nesse sentido. Disponibilize sua pesquisa na ferramenta EXPOSIÇÃO do Ambiente Virtual de Aprendizagem.

O que é e-governo?

Na perspectiva de encontrar melhores formas de instrumentalizar a administração pública e seu funcionamento, de modo a

corresponder aos anseios da população, desde a década de 90 a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) vem buscando soluções tecnológicas para contribuir com a facilitação da relação do governo, via eletrônica, para o atendimento pronto ao cidadão.

Trata-se do e-governo (ou e-gov), a forma eletrônica de comunicação do governo com a população, uma tendência bastante atual e em acelerado crescimento na nossa sociedade.

A adoção dos mecanismos de governo eletrônico pode facilitar a reestruturação da administração pública, pois tais medidas estão voltadas para reforçar a efi ciência governamental e a transparência das suas ações para com a sociedade civil. Um artigo de Ruediger (2003, p.1257) traz essa abordagem,

destacando especialmente o impacto da tecnologia de informação sobre os custos para agregar essa informação às ações de governo.

Seu texto aponta para a diminuição de incentivos negativos derivados do “engajamento da sociedade civil na discussão da agenda pública”.

O autor acima “argumenta que mecanismos de governo eletrôni-co poderiam, potencialmente, reforçar a participação cívica, que, por extensão, poderia dialeticamente facilitar a reestruturação do

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governo, infl uenciando mudanças organizacionais no aparato de governo” (ibid).

No caso brasileiro, as iniciativas de governo eletrônico ainda são bastante recentes, mas é cada vez mais evidente essa tendência. O e-governo é mais uma ferramenta que vem responder à crescente necessidade de maior controle da sociedade civil sobre a ação dos governantes.

O governo eletrônico é uma importante forma de promover, por meio da Internet, a divulgação das informações sobre as atuações da administração pública, destacando-se as informações orça-mentárias do governo. Viabiliza a utilização da informação por diferentes grupos sociais, apontando os diversos meios para sua utilização.

De acordo com Andreoli (2002), o governo eletrônico contribui com o aumento da responsabilização dos governantes. Essa foi uma das evidências encontradas por esse autor em pesquisa re-alizada pelo site da Secretaria da Fazenda, analisando o caso do Governo do Estado de São Paulo.

O site http://www.brasil.gov.br/emquestao/ pode ser considera-do um exemplo de e-governo atualmente em operação no Brasil.

Acessando-o qualquer cidadão pode solicitar seu envio regular para sua caixa postal (e-mail). E, pelo e-mail “emquestao@secom.

planalto.gov.br” você pode interagir com o governo federal.

SEÇÃO 3

A concentração e desconcentração da administração