O ALICERCE DO AVIVAMENTO
AS IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS DO ABORTO VOLUNTÁRIO
Não podemos falar de orfandade sem falar de aborto. O espírito de orfandade é homicida e o seu principal crime é o aborto. É dessa forma que muitas pessoas ainda estão amarradas ao altar de Moloque. Espiritualmente, uma aliança é inaugurada e perpetuada através do derramamento de sangue. Assim como a nossa aliança com Deus se baseia no sangue de Jesus, Satanás, o arquiimitador de Deus, perpetua sua aliança com pessoas que oferecem a ele o sangue que ele exige. A autoridade de Satanás se baseia sempre na injustiça e criminalidade humanas.
O aborto é a versão mais satânica do sacrifício de Jesus. Alguém que está dando não uma mera oferenda, mas um sacrifício; não apenas um sacrifício, mas um sacrifício humano; e não só um sacrifício humano, mas um sacrifício
do próprio filho. Alguém já disse que sangue é “moeda espiritual”. Se sangue
é dinheiro espiritual, o aborto seria talvez a maior nota.
Atualmente, o principal altar de Moloque é o ventre de mães que abortam. Isso é muito duro de dizer, mas é necessário. Muitas mulheres estão com a vida e com o corpo amaldiçoados e precisam ser livres.
Espíritos Territoriais
A Bíblia é muito clara ao explicar que quando um sangue inocente é derramado em uma terra ela fica contaminada. Esse crime concede uma legalidade espiritual para espíritos territoriais se instalarem. Essa é a verdadeira explicação para os locais assombrados e amaldiçoados. Qualquer casa, bairro ou território que apresenta manifestações espirituais e físicas estranhas e caóticas possui também uma história horrível de derramamento de sangue e satanismo.
Estudando os livros de Josué e Apocalipse, podemos entender os princípios de redenção da terra que envolve dois elementos básicos da justiça divina: o sangue e o fogo. No caso dos cananeus que banharam o território com o sangue dos sacrifícios a Moloque, Baal, etc., muitas cidades precisaram ser destruídas e seu habitantes mortos para que a maldição territorial fosse quebrada e os espíritos malignos desalojados. Deus não intencionava colocar seu povo num território infestado por demônio, mas numa terra prometida.
Em uma determinada cidade na Alemanha, ao visitar a igreja de um pastor amigo nosso, ele começou a nos relatar uma lista de maldiçoes, complicações sociais e sintomas espiritualmente estranhos que sucediam naquele local. Nenhuma igreja evangélica havia conseguido sobreviver naquela região, e a igreja dele continuava com sérias dificuldades após anos a fio de persistência.
Mapeando a história daquele local rapidamente descobrimos que ali havia sido um dos principais campos de concentração do regime nazista. O sangue de dezenas de milhares de pessoas havia sido cruelmente derramado ali, o que permitiu a infestação demoníaca na região.
Quando Saul derramou o sangue dos gibeonitas com que Josué havia feito uma aliança que os preservaria vivos, foi uma questão de poucos anos e a fome assolou Jerusalém durante a gestão governamental do rei Davi. Apesar de o próprio Saul já estar morto, toda a cidade permanecia debaixo de uma terrível maldição. Após três anos de fome. Davi discerniu o caráter espiritual da situação e recorreu a Deus.
Nos dias de Davi houve uma fome de três anos consecutivos; pelo que Davi consultou ao Senhor; e o Senhor lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. (2 Sm 21:1).
A causa da fome foi desvendada pela forte terminologia usada por Deus:...a
casa sanguinária de Saul matou os gibeonitas. Havia ocorrido derramamento
de sangue inocente e quebra de aliança. Só depois que sete homens da casa de Saul foram mortos é que a maldição da fome se quebrou e a terra novamente tornou-se favorável. Pensando nestes descendentes de Saul que tiveram que ser mortos, entendemos ainda mais profundamente o valor do sacrifício de Jesus para redimir territórios.
Voltando no início da história da raça humana, percebemos claramente essa mesma ligação entre o sangue derramado e a contaminação espiritual da terra. Deus estava explicando a Caim as conseqüências do seu crime:
E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando a mim deste a terra. Agora maldito és tu deste a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. (Gn 4:10-12.).
Este texto revela como o crime de Caim afetou principalmente a terra. A própria maldição que veio sobre ele estava ligada com a terra, que se tornou menos produtiva e o palco da sua vagabundagem.
Quando um sangue inocente é derramado numa terra, espíritos territoriais passam a gozar de uma concessão espiritual que podemos denominar de direito territorial de posse. Eles habitam neste território demarcado pelo sangue e passam a afligir seus moradores. Isto perdura, até que este território seja redimido.
I corpo como altar da morte – o aborto
Estou explicando todas essas coisas para entendermos melhor as conseqüências de um aborto voluntário. No aborto, o sangue é derramado dentro do corpo da mulher. Nesse caso, o corpo da mulher torna-se um solo contaminado e infestado por espíritos malignos. Volte ao texto de gênesis e
substitua a palavra “terra” por “corpo” e a palavra “irmão” por “filho (a)”.
Muitas maldições e enfermidades se instalam. Esterilidade, abortos involuntários, problemas menstruais crônicos, tumores, dores e enfermidades constantes e anormais em órgãos do aparelho reprodutor são sintomas físicos, enquanto culpa, depressão, profunda dor emocional, frigidez sexual, bloqueio conjugal, etc. são sintomas psicoemocionais do aborto.
A maioria das pessoas ignora que o aborto é um pacto espiritual com o
“deus morte”, proporcionando uma infestação demoníaca e torturante
incapacidade de se perdoar e receber o perdão de Deus. Moloque passa a parasitar esta ferida da alma.
Quando Moloque se instala através do aborto, tudo que havia de vida, saúde e esperança começa a morrer. A produtividade em todas as áreas da vida é fortemente golpeada e a linhagem familiar passa a ser duramente castigada e perseguida por um espírito de morte, depressão e falência.
Eu e minha esposa temos sido procurados por muitas mulheres que fizeram aborto. Alegro-me quando isso acontece porque sei que o aborto é praticado ocultamente pela maioria das pessoas. Muitas dessas mulheres iniciam o
diálogo conosco com estas palavras: “O que vou contar para vocês nunca contei para ninguém!” Quando alguém toma coragem para uma confissão
como essa, rompe-se o vínculo com as trevas e a dor enclausurante da culpa é liberada.
Lembro-me de uma querida irmã em Cristo que vinha carregando sozinha esse fardo por anos. Vivia sempre deprimida e bloqueada espiritualmente. Ao nos contar sobre o aborto praticado, algo se rompeu sobre a sua vida a partir daquele momento. A unção de Deus veio sobre o lugar. Oramos com ela confessando aquele aborto com um crime e retiramos o sangue do seu filho que fora oferecido ao espírito de morte, entregando-o a Deus no nome de Jesus. Pedimos que Deus purificasse seu ventre e o seu corpo o qual ela profanara.
É muito importante desligar espiritualmente os efeitos do aborto considerando especificamente os detalhes em relação ao método que foi usado. Se a criança foi tirada com ferro, sugada, envenenada, etc. é fundamental retirar espiritualmente estes mecanismos de morte da vida da pessoa.
Repentinamente, toda aquela carga emocional e espiritual transbordou numa forte libertação. O fogo purificador de Deus estava sobre a sua vida. Toda dor e muitos demônios foram saindo através de muito choro, gritos e
vômitos.
Sentindo-se perdoada por Deus, ela pôde então se perdoar também. Foi como um doloroso processo de parto, mas sua libertação veio à luz de forma maravilhosa. Ela sentia uma tonelada a menos sobre suas costas. Seu espírito estava livre. A sobrecarga espiritual, o tormento emocional, a memória ferida, a maldição da morte e todo o jugo de Moloque fora arrancado por Jesus.
Recentemente, recebi um telefonema de um irmão que havia lido meu livro sobre sensualidade. Ele é um dos muitos pastores de uma grande igreja e vinha com sérios problemas conjugais. Impactado com o livro ligou-me na esperança de uma última chance. Já vinha de várias tentativas frustradas, inclusive com os seus líderes.
Estou dizendo isso não para menosprezar esses líderes, mas para focalizar o caráter delicado e constrangedor de determinadas situações, as quais dificilmente são abordadas. Deixei claro que só poderia atende-lo com a autorização de sua liderança, e assim nos encontramos.
Há muito tempo sua esposa havia adotado um comportamento sexual frígido. Ele se sentia defraudado e insatisfeito. Já estava sexualmente desesperado. Mesmo fazendo tudo para conseguir ressuscita-la sexualmente, às vezes ficavam até três meses sem terem uma relação. A esposa, bloqueada, não conseguia falar do problema e muito menos explicar a situação. O relacionamento vinha se desgastando, e ele, por sua vez, cada vez mais deprimido. Ela já havia deixado de freqüentar a igreja, fazendo com que ele também se sentisse isolado ministerialmente.
Seus líderes perceberam que havia um conflito conjugal crescente e sugeriram-lhe que se sabiamente que não seria vergonha se ele se ausentasse temporariamente de suas responsabilidades na igreja em prol da família. Para piorar toda a situação, estava passando por uma terrível crise financeira, como nunca havia passado antes. Tudo estava morrendo na sua vida. Alguma coisa realmente queria destruí-lo e parece que estava conseguindo.
Depois de ouvi-lo, percebi que algo sério havia acontecido com ela ou com eles. Como ele já tinha passado por outras ministrações de libertação com pessoas realmente competentes, então isso facilitou a situação. Porém, sempre sigo esta dica: se ainda continua um sintoma latente de maldição, a verdadeira causa do problema ainda não foi atingida. Cogitei a possibilidade da esposa ter sofrido algum tipo de abuso sexual na infância, mas logo percebi que não era este o ponto. Depois de várias perguntas visando mapear a raiz do problema, consegui atingir o alvo certo. Esta foi a grande pergunta: “Sua esposa já
praticou aborto alguma vez?” Percebi que ele ficou desnorteado. Abaixou a
cabeça e começou a relatar.
Enquanto eram noivos, apesar de estarem na igreja, mantinha relações sexuais. Quando resolveu parar já era tarde.Ela engravidara. Tal seria o
constrangimento perante todos, família e igreja que eles resolveram ir a uma clínica. Fizeram uma consulta, mas ele acabou desistindo do aborto. Apesar disso, poucos dias depois sua esposa retornou à clínica, e ele mesmo desembolsou uma grande soma de dinheiro, consumando a morte da criança.
Nunca haviam falado sobre isso com ninguém e nem entre eles mesmos se atreviam a fazer comentários nesse sentido. Uma única vez apenas ela lhe
perguntou: “Será que Deus já me perdoou?” Foi uma pergunta sem resposta.
Ao terminar de descrever toda a situação que acabei de resumir, naquele momento, as escamas caíram dos seus olhos e ele entendeu a culpa que havia destruído a vida espiritual e sexual da esposa. Entendeu também sua depressão e a bancarrota financeira. Havia investido financeiramente na morte do próprio filho.
Com lágrimas, ele se arrependeu e confessou seu crime. Juntos, expulsamos os demônios que entraram na sua família. Vi as feições do seu rosto mudarem. A partir daquele momento, o sangue daquele filho não estava mais nas suas mãos e muito menos nas mãos de Moloque. Tal foi a restauração que experimentou na sua vida que fez questão que seu testemunho fosse relatado neste livro.
Não é necessário apenas levantar uma bandeira contra o aborto, precisamos sarar essas pessoas que criminosamente se fizeram vítimas dele.
ORFANDADE – IMORALIDADE – ESPIRITISMO / IDOLATRIA: