As taxas do IRC para 2014 são as seguintes: • Regime Geral e Regime Simplificado Continente e Madeira = 17%/21% Açores = 13, 6%/16,8%
Entidades sem fins lucrativos = 21,5% Não residentes = 25%
• Regime de redução de taxa
Entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira = 5%
No caso de sujeitos passivos que exerçam, diretamente e a título principal, uma atividade económica de natureza agrícola, comercial ou industrial que sejam qualificados como
micro, pequena ou média empresa, nos termos previstos no anexo ao Decreto-Lei n.º
372/2007, de 6 de novembro, a taxa de IRC aplicável aos primeiros € 15.000,00 de matéria coletável é de 17%, aplicando-se a taxa de 23% ao excedente.
Temos assim como benefício máximo = 15 000 x (23%-17%) = € 900,00
Informação vinculativa da AT proc. 683/2014 – Despacho de 16/9/2014 do Diretor-Geral: Tendo em conta que o objetivo do n.º 2 do artigo 87.º do CIRC foi estabelecer uma taxa de IRC mais baixa para as pequenas e médias empresas e estando as micro empresas incluídas na categoria das PME, conforme n.º 3 do artigo 2.º do Anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, é-lhes também aplicável esse normativo.
No que respeita à comprovação de PME, as entidades que obtenham essa comprovação através da existência de Certificação emitida pelo IAPMEI, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, detêm prova bastante para efeitos da usufruição da taxa de 17%.
As entidades que não sejam detentoras dessa Certificação devem fazer a prova dos pressupostos de que depende o benefício.
5. As taxas do IRC para 2014 e tributações autónomas
As taxas do IRC para 2014 são as seguintes: • Regime Geral e Regime Simplificado Continente e Madeira = 17%/21% Açores = 13, 6%/16,8%
Entidades sem fins lucrativos = 21,5% Não residentes = 25%
• Regime de redução de taxa
Entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira = 5%
No caso de sujeitos passivos que exerçam, diretamente e a título principal, uma atividade económica de natureza agrícola, comercial ou industrial que sejam qualificados como
micro, pequena ou média empresa, nos termos previstos no anexo ao Decreto-Lei n.º
372/2007, de 6 de novembro, a taxa de IRC aplicável aos primeiros € 15.000,00 de matéria coletável é de 17%, aplicando-se a taxa de 23% ao excedente.
Temos assim como benefício máximo = 15 000 x (23%-17%) = € 900,00
Informação vinculativa da AT proc. 683/2014 – Despacho de 16/9/2014 do Diretor-Geral: Tendo em conta que o objetivo do n.º 2 do artigo 87.º do CIRC foi estabelecer uma taxa de IRC mais baixa para as pequenas e médias empresas e estando as micro empresas incluídas na categoria das PME, conforme n.º 3 do artigo 2.º do Anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, é-lhes também aplicável esse normativo.
No que respeita à comprovação de PME, as entidades que obtenham essa comprovação através da existência de Certificação emitida pelo IAPMEI, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, detêm prova bastante para efeitos da usufruição da taxa de 17%.
As entidades que não sejam detentoras dessa Certificação devem fazer a prova dos pressupostos de que depende o benefício.
Tributações autónomas
Encargos com viaturas (artigo 88.º n.º 3 do CIRC)
Com a aprovação da reforma do IRC, as taxas de tributação autónoma incidentes sobre viaturas ligeiras de passageiros deixaram de estar indexadas ao valor de aquisição fiscalmente aceite nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 34.º do CIRC.
Assim, as novas taxas de tributação autónoma constantes do n.º 3 do artigo 88.° do Código do IRC aplicam-se aos encargos efetuados ou suportados por sujeitos passivos relacionados com todas as viaturas ligeiras de passageiros, motos ou motociclos, excluindo os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica, independentemente da respetiva
data de aquisição ou locação.
Deste modo, os encargos efetuados ou suportados com viaturas ligeiras de passageiros (deixa-se de fazer referência a viaturas mistas), motos ou motociclos, excluindo veículos elétricos, passam a ser tributados às seguintes taxas:
• 10% se respeitarem a veículos com valor de aquisição inferior a € 25.000;
• 27,5% se respeitarem a veículos com valor de aquisição igual ou superior a € 25.000 e inferior a € 35.000; e,
• 35% se respeitarem a veículos com valor de aquisição igual ou superior a € 35.000 Com a aprovação da Reforma da tributação ambiental (Fiscalidade Verde), conforme Lei n.º 82-D/2014, de 31 de dezembro, foram introduzidas significativas alterações, com entrada em vigor em 2015.
Assim, o artigo 1.º da Portaria n.º 467/2010, de 7 de julho, que define o custo de aquisição ou o valor de reavaliação das viaturas ligeiras de passageiros, para efeitos de IRC, passou a ter a seguinte redação:
Por outro lado, com a publicação da Lei n.º 82-C/2014, de 31 de dezembro, diploma com várias alterações ao IRC, foram igualmente introduzidas importantes alterações com entrada em vigor em 2015.
Tributação autónoma de encargos com viaturas – n.º 17 do artigo 88.º do CIRC (2015) No caso de viaturas ligeiras de passageiros híbridas plug-in, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º 3 são, respetivamente, de 5 %, 10 % e 17,5 %, em vez de 10%, 27,5% e 35%.
Um automóvel híbrido plug-in é um automóvel híbrido cuja bateria utilizada para alimentar o motor elétrico pode ser carregada diretamente por meio de uma tomada. Em regra, possui as mesmas características dos automóveis híbridos convencionais, tendo um motor elétrico e um motor a explosão de apoio. No híbrido tradicional a bateria é carregada unicamente por meio do motor a explosão.
Tributação autónoma de encargos com viaturas – n.º 18 do artigo 88.º do CIRC (novo) No caso de viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL ou GNV, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º 3 são, respetivamente, de 7,5 %, 15 % e 27,5 %, em vez de 10%, 27,5% e 35%.
A abreviatura GPL significa gás de petróleo liquefeito A abreviatura GNV significa gás natural veicular
Exemplo comparativo 2014/2015 para uma viatura híbrida plug-in:
Admita-se que uma dada empresa vai adquirir uma viatura híbrida plug-in no período de 2015, cujo custo de aquisição é € 45.000,00. A viatura vai ser depreciada em 5 anos, tendo- se reconhecido contabilisticamente um valor residual de € 5.000,00.
Dedução das depreciações:
Em 2015 = 40.000 x 20% = 8.000 (valor integralmente dedutível nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 34.º do IRC, conjugado com a Portaria n.º 467/2010, de 7 de julho).
Caso a viatura tivesse sido adquirida em 2014, as depreciações aceites seriam apenas de 5.000 (25.000 X 20%).
Cálculo da tributação autónoma incidente sobre a depreciação da viatura: Em 2015 = 40.000 x 20% = 8.000 x 17,5% = 1.400
Por outro lado, com a publicação da Lei n.º 82-C/2014, de 31 de dezembro, diploma com várias alterações ao IRC, foram igualmente introduzidas importantes alterações com entrada em vigor em 2015.
Tributação autónoma de encargos com viaturas – n.º 17 do artigo 88.º do CIRC (2015) No caso de viaturas ligeiras de passageiros híbridas plug-in, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º 3 são, respetivamente, de 5 %, 10 % e 17,5 %, em vez de 10%, 27,5% e 35%.
Um automóvel híbrido plug-in é um automóvel híbrido cuja bateria utilizada para alimentar o motor elétrico pode ser carregada diretamente por meio de uma tomada. Em regra, possui as mesmas características dos automóveis híbridos convencionais, tendo um motor elétrico e um motor a explosão de apoio. No híbrido tradicional a bateria é carregada unicamente por meio do motor a explosão.
Tributação autónoma de encargos com viaturas – n.º 18 do artigo 88.º do CIRC (novo) No caso de viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL ou GNV, as taxas referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º 3 são, respetivamente, de 7,5 %, 15 % e 27,5 %, em vez de 10%, 27,5% e 35%.
A abreviatura GPL significa gás de petróleo liquefeito A abreviatura GNV significa gás natural veicular
Exemplo comparativo 2014/2015 para uma viatura híbrida plug-in:
Admita-se que uma dada empresa vai adquirir uma viatura híbrida plug-in no período de 2015, cujo custo de aquisição é € 45.000,00. A viatura vai ser depreciada em 5 anos, tendo- se reconhecido contabilisticamente um valor residual de € 5.000,00.
Dedução das depreciações:
Em 2015 = 40.000 x 20% = 8.000 (valor integralmente dedutível nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 34.º do IRC, conjugado com a Portaria n.º 467/2010, de 7 de julho).
Caso a viatura tivesse sido adquirida em 2014, as depreciações aceites seriam apenas de 5.000 (25.000 X 20%).
Cálculo da tributação autónoma incidente sobre a depreciação da viatura: Em 2015 = 40.000 x 20% = 8.000 x 17,5% = 1.400
Em 2014 seria = 8.000 x 35% = 2.800
Tributação autónoma de encargos com viaturas – n.º 3 do artigo 88.º do Código do IRC
Por seu lado, como já referimos, a Lei n.º 82-C/2014, de 31 de dezembro veio alargar de uma forma pouco clara, o âmbito de incidência das tributações autónomas sobre viaturas ligeiras de passageiros.
As taxas de tributação autónoma previstas no n.º 3 do artigo 88.º do Código do IRC, passam a aplicar-se, a partir de 2015, às viaturas ligeiras de mercadorias referidas na alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Código do Imposto Sobre Veículos.
Para se entender quais são as viaturas ligeiras de mercadorias abrangidas pela norma, é necessário analisar o conteúdo da alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Código do Imposto Sobre Veículos.
Esta disposição refere-se aos automóveis ligeiros de utilização mista e aos automóveis ligeiros de mercadorias, que não sejam tributados pelas taxas reduzidas nem pela taxa intermédia, ou seja, aos automóveis que na esfera deste imposto são tributados de acordo com a tabela A.
Ficam fora do âmbito da tributação autónoma os veículos ligeiros de mercadorias que
sejam tributados pela tabela B, ou seja, todos os veículos que estão referidos no n.º 2 do artigo 7.º bem como nos artigos 8.º e 9.º do Código do Imposto Sobre Veículos, uma vez que estes são tributados por taxas intermédias ou reduzidas.
Analisando estes artigos do CISV no que toca aos veículos ligeiros de mercadorias, concluímos que não estão abrangidos pela tributação autónoma, as seguintes viaturas: a) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa fechada, com lotação máxima de três lugares, incluindo o do condutor, e altura interior da caixa de carga inferior a 120 cm (abrangidos pela tabela B);
b) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa fechada, com lotação máxima de três lugares, incluindo o do condutor, e tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos pela tabela B);
c) automóveis ligeiros de utilização mista que, cumulativamente, apresentem peso bruto superior a 2300kg, comprimento mínimo da caixa de carga de 145 cm, altura interior mínima da caixa de carga de 130 cm medida a partir do respetivo estrado, que deve ser contínuo, antepara inamovível, paralela à última fiada de bancos, que separe completamente o espaço destinado ao condutor e passageiros do destinado às mercadorias, e que não apresentem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos por taxas reduzidas);
d) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta ou sem caixa, com lotação superior a três lugares, incluindo o do condutor e sem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos por taxas reduzidas);
e) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta, fechada ou sem caixa, com lotação máxima de três lugares, incluindo o do condutor, com exceção dos abrangidos pelo n.º 2 do artigo 7.º (abrangidos por taxas reduzidas);
f) veículos fabricados antes de 1970 (abrangidos por taxas intermédias);
g) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta ou sem caixa, com lotação superior a três lugares, incluindo o do condutor que apresentem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos por taxas intermédias);
Em resumo, é hoje convicção generalizada que a alteração introduzida no n.º 3 do artigo 88.º do Código do IRC teve por intenção sujeitar a tributação autónoma apenas os veículos ligeiros de caixa fechada com lotação superior a três lugares que sejam homologados como veículos de mercadorias, na designada categoria N1 (veículos destinados ao transporte de mercadorias com peso bruto não superior a 3,5 t).
A informação vinculativa da AT relativa ao processo n.º 750/2015, cujas conclusões foram sancionadas por despacho de 17 de abril de 2015 da Diretora-Geral, vai neste sentido.
d) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta ou sem caixa, com lotação superior a três lugares, incluindo o do condutor e sem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos por taxas reduzidas);
e) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta, fechada ou sem caixa, com lotação máxima de três lugares, incluindo o do condutor, com exceção dos abrangidos pelo n.º 2 do artigo 7.º (abrangidos por taxas reduzidas);
f) veículos fabricados antes de 1970 (abrangidos por taxas intermédias);
g) automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta ou sem caixa, com lotação superior a três lugares, incluindo o do condutor que apresentem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável (abrangidos por taxas intermédias);
Em resumo, é hoje convicção generalizada que a alteração introduzida no n.º 3 do artigo 88.º do Código do IRC teve por intenção sujeitar a tributação autónoma apenas os veículos ligeiros de caixa fechada com lotação superior a três lugares que sejam homologados como veículos de mercadorias, na designada categoria N1 (veículos destinados ao transporte de mercadorias com peso bruto não superior a 3,5 t).
A informação vinculativa da AT relativa ao processo n.º 750/2015, cujas conclusões foram sancionadas por despacho de 17 de abril de 2015 da Diretora-Geral, vai neste sentido.