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As Tecnologias da Informação e a Formação de Professores

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4 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO

4.4 As Tecnologias da Informação e a Formação de Professores

As novas concepções de aprendizagem através dos recursos das tecnologias da informação e comunicação na educação, além de oferecer autonomia ao educando no processo de construção do conhecimento, utiliza recursos interativos que estimulam a argumentação das atividades de sala-de-aula, facilitando o aprendizado e mostrando, que com o auxilio dessas tecnologias, as oportunidades de conhecer e compreender melhor o processo pedagógico do aprender a aprender, tem se tornado cada vez mais indispensável ao mundo do ensino.

Portanto, é fundamental que o professor tenha autonomia, recursos disponíveis e capacitação para que amplie seu desenvolvimento nos métodos pedagógicos eficientes ao futuro do ser humano e bem mais criterioso em relacionar os conteúdos pedagógicos, oferecendo uma estrutura qualificada e necessária em seu currículo gradual e com isso possibilitar sistematicamente o processo de ensino-aprendizagem da informatização na educação, tendo integralmente a mesma programação estendida na grade curricular tanto do professor quanto do aluno, uma evolução integrada e construtiva.

Somente através das análises das experiências realizadas é que torna-se claro que a promoção dessas mudanças pedagógicas não depende simplesmente da instalação dos computadores nas escolas. [...]. A sala de aula deve deixar de ser o lugar das carteiras enfileiradas para se tornar um local em que professor e alunos podem realizar um trabalho diversificado

em relação a conhecimento e interesse. O papel do professor deixa de ser o de "entregador" de informação para ser o de facilitador do processo de aprendizagem. O aluno deixa de ser passivo, de ser o receptáculo das informações para ser ativo aprendiz, construtor do seu conhecimento. Portanto, a ênfase da educação deixa de ser a memorização da informação transmitida pelo professor e passa a ser a construção do conhecimento realizada pelo aluno de maneira significativa, sendo o professor o facilitador desse processo de construção (VALENTE & ALMEIDA, 1997, p. 9).

Porém, sem essa tecnologia, os conteúdos tornam-se insuficientes e não prepara uma base sólida e reflexiva na formação adequada do futuro cidadão e profissional globalizado. Todavia, torna-se necessário que o professor seja familiarizado com esses recursos tecnológicos e possam proporcionar maior flexibilidade em explanar seu conteúdo em sala de aula de maneira construtiva, reflexiva, fomentando novos conhecimentos e técnicas para uma melhor qualificação do ensino. Nesse aspecto Libâneo (2010), enfatiza:

O novo professor precisaria, no mínimo, de uma cultura geral mais ampliada, capacidade de aprender a aprender, competência para saber agir na sala de aula, habilidades comunicativas, domínio da linguagem informacional, saber usar meios de comunicação e articular as aulas com as mídias e multimídias (LIBÂNEO, 2010, p.12).

Nesse sentido, faz-se necessário repensar os métodos de ensino, mas não apenas acatando propostas de modernização da educação através da sua informatização, mas repensar o papel do professor como mediador deste novo processo, tornando-se fundamental investir na formação continuada dessas novas tecnologias, para que se torne o principal elemento reflexivo desta nova postura acadêmica.

Entretanto, a formação de professores em informática na educação, por outro lado, gera uma problemática pelo fato de alguns não conseguirem se adaptar aos aparatos tecnológicos e também pela dificuldade, depois de sua capacitação, no local de trabalho, por falta de equipamentos e materiais, de softwares educativos, de laboratórios de informática e de ambientes modernos para as práticas das atividades docentes. Assim, boa parte dos professores só se qualifica nos cursos preparatórios, mas não utilizam em seu dia-a-dia os conhecimentos adquiridos. Na realidade alguns se sentem ameaçados e amedrontados pela quantidade ilimitada de informações dessas novas tecnologias.

É sabido que os professores e especialistas de educação ligados ao setor escolar tendem a resistir à inovação tecnológica, e expressam dificuldade em assumir, teórica e praticamente, disposição favorável a uma formação tecnológica. Há razões culturais, políticas, sociais para essa resistência, que geram atitudes difusas e ambivalentes (LIBÂNEO, 2010, p. 68).

Para Libâneo (2010) essas questões também perpassam pelos órgãos públicos responsáveis pela educação:

[...]. Por outro lado, setores ligados a órgãos oficiais (Secretarias de Educação, por exemplo) imaginam que a utilização das novas tecnologias seria suficiente para formar ou capacitar professores, tornando-os técnicos executores de pacotes de instruções (LIBÂNEO, 2010, p.16).

Na realidade, existe uma grande barreira na sociedade em questão dessa mudança tão radical, pois os parâmetros pedagógicos foram alicerçados praticamente no ensino tradicional, baseado nos princípios das culturas estrangeiras, com grande alicerce a ser superado. Barreira essa, que o ser humano ainda não conseguiu vencer e usufruir desse fruto. Mas sabemos que se pode construir uma formação adequada de um conhecimento didático e pedagógico, em que se possa levar o professor às metodologias que facilitam esse conhecimento e crescimento para uma educação qualificada e moderna.

Enfim, a informática na educação dá a possibilidade de pesquisar os conteúdos estudados de maneira pratica e diversificada que leva a todos ao desenvolvimento, a uma integração entre outras instituições de ensino, que se solidifica numa construção contínua de conhecimento em que todos ganham e podem apresentar novos desafios, no qual o aluno também constrói esse conhecer, motivado em aprender e ampliar seu potencial educacional.

Com isto seu nível de desenvolvimento propicia um grau de interação amplo. Esse benefício traz novas técnicas de interação, no qual o professor é o mediador principal a manipular esse conhecimento, levando-o ao domínio persuasivo de novas possibilidades tecnológicas, importantes no processo do ensino, sendo que todas essas medidas tecnológicas devem ser integradas com os projetos pedagógicos de cursos na formação educacional.

5 A INFORMÁTICA NA AGROPECUÁRIA

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