PRINCÍPIOS LEGAIS E NORMATIVOS
1. ASPECTOS DO MUNICÍPIO Aspectos Históricos
A colonização do Município de Castelo – Espírito Santo, não é bem clara devido à falta de suporte documental histórico. Destacaremos as explicações existentes baseados nos livros: Castelo da Pré-História ao Início do Século XX, dos autores castelenses André Dell’Orto Casagrande e Maria Helena Mion Barbiero e ‘Castello’ – Origem, Emancipação e Desenvolvimento – 1702-2004, do autor José Eugênio Vieira.
Segundo o livro: Castelo da Pré-História ao Início do Século XX, há duas versões sobre a colonização do município de Castelo.
Uma defesa é de Alberto Lamego, endossada por Tristão de Alencar Araripe. De acordo com Tristão de Alencar Araripe, Pedro Bueno Cacunda, um bandeirante paulista, partiu de Taubaté em 1705 em busca de ouro no interior de Minas Gerais, daí se dirigiu para os sertões de Cataguases de onde recebe informações sobre a existência de ouro mais próximo à costa. A partir dessa informação, ele chega ao interior do Espírito Santo.
Pedro Cacunda se dirige para a região das serras de “Castello” onde encontra ouro nos ribeirões, iniciando assim o povoamento no lugar.
A outra defesa sobre a colonização do município de Castelo é de Gomes Neto, que afirma que os trabalhos de mineração e povoamento da região das “Minas de Castello” são bem anteriores à chegada de Pedro Bueno Cacunda. Segundo ele, os trabalhos foram iniciados pelos jesuítas ainda no século XVI. Nessa defesa, destaca a construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Amparo construída em 1625, na localidade denominada: “Montes Castello”.
O livro: ‘Castelo’ – Origem, Emancipação e Desenvolvimento, de José Eugênio Vieira, destaca que o FIBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Sinopse Estatística do Município de Castello”. Rio de Janeiro.1948.15p.) foi o que melhor sintetizou as origens da história do município. Segundo esse instituto, a mais antiga referência que se tem sobre a origem da colonização do município de Castelo é de 1702. O livro destaca que no dia 25 de fevereiro de 1702
foram nomeados os capitães de entrada José Cardoso Coutinho e o sargento-mor Tomás Francisco Mendes, para explorarem as minas de ouro de “Castello”.
Vieira relata ainda que o instituto afirma que, certamente, antes dessa época a região já havia sido explorada, pois se não o fosse as referidas minas seriam desconhecidas. Vieira destaca também que há uma carta depositada na Cx-3 – ES, do arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa – Portugal em que Pedro Bueno Cacunda relata a procura de ouro na região das “Serras do Castello”, entre os anos de 1705 a 1734. Cacunda narra também na carta a sua “luta com os indígenas Puris, que assenhoravam-se da região”.
A existência de ouro na região atraiu aventureiros que aqui se estabeleceram. O crescimento da região foi tão grande que se chegou a construir uma capela católica, que no ano de 1754 foi elevada a categoria de Matriz Nossa Senhora da Conceição das Minas de Castello. Para garantir a tranquilidade do local, foi instituído a 25 de agosto de 1751, como capitão das minas de Santana do Castello, Domingos Correia da Silveira. Em 1759, os jesuítas, que exerciam grande poder junto aos índios da região, foram expulsos de nosso território. Diante disso, os índios agiram de forma mais agressiva, chegando a destruir em 1771 toda a povoação, ocasionando a fuga dos demais habitantes da região para Itapemirim. Assim sendo, a povoação ficou abandonada por muitos anos.
Em 1845, fundou-se, na região explorada pelos antigos mineradores, o aldeamento de índios “Imperial Afonsino”, que foi elevado à freguesia em 15 de novembro de 1871 pela Lei Providencial nº 9, e foi transformado em Conceição de Castello. Por volta de 1888, o aldeamento apresentava sinais de desenvolvimento, entretanto os índios o abandonaram devido ao rigor excessivo de Frei Bento de Genoveva, o qual comandava o local naquele momento.
A colônia do Castello teve origem em 18 de janeiro de 1880, e foi emancipada como colônia em 28 de maio de 1881, sendo ponto final da estrada de ferro Caravelas. Após a emancipação, recebeu 335 imigrantes espontâneos. Em 31 de julho de 1891, elevou-se a categoria de distrito sendo subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.
Em 1920, houve um movimento para a criação do município de Castello que, em 25 de dezembro de 1928, foi emancipado. A posse do primeiro prefeito Américo Viveiros Costa e Silva aconteceu no dia 12 de outubro de 1929. O Ato de Criação do
1.2. Aspectos Geográficos
A cidade de Castelo, com 664,23 Km2 , está localizada ao Sul do Estado do
Espírito Santo, a 146 quilômetros da capital Vitória. Localiza-se a uma latitude 20º36'13" sul e a uma longitude 41º11'05" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Apresenta como limites: ao norte, os municípios de Conceição do Castelo e Venda Nova do Imigrante; ao sul, o município de Cachoeiro de Itapemirim; a leste, os municípios de Domingos Martins e Vargem Alta; e a oeste, os municípios de Muniz Freire e Alegre.
1.2.1. Vegetação
O município de Castelo possui duas importantes áreas de reserva florestal: o Parque Estadual do Forno Grande e o Parque Florestal Estadual Mata das Flores.
A reserva florestal do Forno Grande, criada em 31/10/60, passou a Parque Estadual em 1998, pela Lei n° 7.528, objetivando a conservação da fauna e flora locais. Compreendendo uma área de 730 hectares, o parque abriga o segundo ponto culminante do estado, o Pico do Forno Grande (2.039m.) O Parque é administrado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) desde setembro de 2007.
O Parque Florestal Estadual Mata das Flores foi criado pela Lei
nº 4
.617, de 02 de janeiro de 1992. Possui uma área com 800 hectares e é administrado pelo IEMA. Além disso, há fauna e flora ricas, com uma grande diversidade de pássaros e animais da Mata Atlântica, além de bromélias e orquídeas que deixam a reserva ainda mais bela.1.2.2. Hidrografia
O Município é abençoado pelas águas, pois existem muitas nascentes que vão formando pequenos córregos. Esses mananciais nascem no alto das várias montanhas do município e descem para a sede de Castelo, formando os dois principais rios: o Caxixe e o Castelo. Devido ao desmatamento desenfreado na
região, o volume de água dos rios diminuiu consideravelmente nos últimos anos, tornando-os não navegáveis.
A precipitação pluviométrica registra índices anuais em torno de 1.200mm. O clima é de classificação do tipo tropical megatérmico, isto é, os verões são muito quentes com chuvas e os períodos de inverno são muito secos.
1.3. Aspectos Demográficos
Segundo o IBGE, a população em 2010 era de 34.747 habitantes. Castelo possui um bom padrão de vida, sendo sua população predominantemente descendente de italianos.