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Aspectos normativos que envolvem a profissão do oficial de justiça no Poder

2. Contexto da atividade de trabalho do oficial de justiça

2.3. Aspectos normativos que envolvem a profissão do oficial de justiça no Poder

No âmbito do Judiciário do RN, as principais atribuições do oficial de justiça estão descritas na Lei Complementar nº 372, (2008, 19 de novembro), DOE 20.11.2008, que compreendem as atividades listadas a seguir:

I – fazer, pessoalmente, as citações, intimações, notificações, prisões e demais diligências que lhe forem ordenadas; II – lavrar, no processo, certidões dos atos de que trata o inciso anterior e autos de penhora, de depósito, de resistência ou de arrombamento, nos casos previstos em lei; III – prender e conduzir à presença do Juiz ou autoridade competente os que forem encontrados em flagrante delito, ou por ordem escrita da mesma autoridade; IV – convocar pessoa idônea para auxiliá-lo nas diligências e testemunhar os atos de seu ofício,

quando necessário; V – executar as ordens emanadas do Juiz perante o qual servir; VI – exercer as funções de Porteiro dos Auditórios e do Tribunal do Júri; VII – comparecer diariamente ao expediente do foro, na Vara perante a qual servir; VIII – solicitar o auxílio de força pública para o cumprimento dos autos de ofício, quando necessário, mediante prévia autorização do Juiz; IX- portar por fé, sob as penas da lei, a autenticidade e veracidade dos atos de ofício (p. 10).

Alguns normativos do Poder Judiciário do RN abordam aspectos diversos da atividade dos oficiais de justiça, podendo-se destacar, em ordem cronológica de publicação, os seguintes: a) o Provimento 005, de 28 de junho de 2000; b) o Provimento 154, de 09 de setembro de 2016; c) a Portaria Conjunta nº 10, de 29 de maio de 2017; e d) a Portaria Conjunta nº 959, de 15 de agosto de 2018.

2.3.1. Provimento 005, de 28 de junho de 2000

O primeiro documento – Provimento 005, de 28 de junho de 2000 – estabelece normas concernentes à instalação e ao funcionamento da Central de Cumprimento de Mandados (CCM) que, vinculada à Direção do Foro, tem o objetivo de receber, entregar e efetuar o controle do cumprimento dos mandados expedidos dos feitos em tramitação na comarca. Excluem-se, do escopo da CCM, as diligências provenientes dos Juízos das Varas Criminais com competência privativa para presidir as sessões do Tribunal do Júri, das Varas da Infância e da Juventude, dos Juízos Distritais e Juizados Especiais Cíveis e Criminais.

A antedita norma refere que os mandados, para que sejam entregues ao oficial de justiça, devem estar em conformidade com os protocolos legais e conter as documentações indispensáveis ao seu cumprimento, cabendo a esse servidor recebê-los pessoalmente na CCM, de segunda a sexta feira, no horário compreendido entre 12h e 18h, e devolvê-los no período de

08h às 18h. Contudo, algumas situações exigem que o oficial compareça à Central em horário diverso, ainda que sem expediente forense, para buscar mandados que demandem cumprimento urgente.

O Provimento 005 também define, dentre outros aspectos, os prazos para devolução dos mandados, a escala de oficiais de justiça destinados diariamente ao cumprimento de mandados urgentes e a possibilidade de designação de dois (ou mais) servidores para execução de certas diligências. Preconiza, ainda, que a indicação do servidor responsável por executar os mandados ocorrerá por meio de sorteio eletrônico e aleatório, mediante sistema informatizado.

2.3.2. Provimento 154, de 09 de setembro de 2016

O Provimento 154, de 09 de setembro de 2016 – publicado pelo Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte e pela Corregedoria Geral de Justiça – instituiu o novo código de normas da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.

Além de reforçar aspectos introduzidos pela portaria anterior e apresentar nuances da atividade profissional em questão, definiu ser de competência da Direção do Foro das Comarcas onde houver Central de Cumprimento de Mandados a determinação de suas incumbências, a definição das regiões e os prazos para cumprimento das diligências, bem como a maneira como ocorrerá o rodízio entre os Oficiais de Justiça.

2.3.3. Portaria Conjunta nº 10, de 29 de maio de 2017

Esta portaria, publicada conjuntamente pelo Presidente do TJRN e a Corregedoria Geral de Justiça, surgiu em consideração à limitação de recebimento de mandados por oficiais de justiça em algumas Direções de Foro no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.

Determinou que os oficiais receberiam as diligências para cumprimento sem limitação de quantidade e que os mandados recebidos deveriam ser executados integralmente para que fosse concedida a concessão de férias.

2.3.4. Portaria Conjunta nº 959, de 15 de agosto de 2018

Essa portaria, publicada em conjunto pela Direção do Foro da Comarca de Natal, Juizados Especiais Cíveis e Criminais e Juizado Especial da Fazenda Pública do Estado do RN, dentre outras providências, tornou públicas as escalas para plantões diários e judiciários dos oficiais de justiça para o quadrimestre setembro a dezembro de 2018 e recesso judiciário 2018 – 2019.

Dentre outros aspectos, definiu que o plantão diário – dias úteis de segunda a sexta feira – contemplaria oito oficiais de justiça da CCM do Fórum Miguel Seabra Fagundes, que cumpririam expediente das 08h às 18h, devendo devolver os mandados cumpridos em até 24 horas. O plantão judiciário – sábados, domingos e feriados, por sua vez, contaria com quatro oficiais da Comarca de Natal, os quais atuariam em dois turnos (das 08h às 13h e das 13h às 18h). Em ambas as modalidades, os servidores deveriam permanecer na sede dos Foros, ausentando-se apenas para cumprir diligências.

Já no plantão noturno, haveria a disponibilidade de dois servidores previamente escalados, igualmente divididos em dois turnos (da 01h às 08h e das 18h à 01h), sendo obedecido o regime de sobreaviso.