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Atividades administrativas

No documento Memorial acadêmico (páginas 34-37)

Tenho sido uma pessoa atuante nos ambientes e grupos de que participo, observan- do a realidade, identificando problemas e propondo melhorias. Essa característica tem me levado, muitas vezes, a posições de liderança e, consequentemente, a representações em órgãos colegiados e a cargos administrativos. Devo dizer que nunca se tratou de uma aspira- ção na carreira ou vocação natural, mas sim uma decorrência das circunstâncias. As ativida- des administrativas que exerci na carreira são apresentadas nesse capítulo, divididas em administração direta, representação em órgãos colegiados e comissões e bancas de concur- sos públicos.

7.1. Administração direta

Coordenação do Laboratório de Informática da Graduação (LIG)

No ano de 1994, praticamente coincidindo com o meu ingresso na Universidade, a FAEM destinou um espaço e verbas para a criação do LIG, para que seus estudantes pudes- sem, finalmente, ter um acesso institucional a recursos computacionais. Foram adquiridos 11 computadores pessoais, os quais foram ligados em rede e disponibilizados aos estudan- tes. Em função de meu envolvimento com informática na época, fui convidado a coordenar o LIG, que além de mim contava com uma servidora e dois estudantes bolsistas.

Esta foi a minha primeira atuação em administração na UFPel, a qual durou até 1999. Os desafios principais foram organizar o uso dos equipamentos para um número muito grande de usuários e manter a rede em funcionamento.

Chefia do DER

Primeiramente, em 1998 fui nomeado sub-chefe do DER, exercendo a chefia apenas durante os impedimentos do Chefe. Posteriormente, em 2004 fui chefe do Departamento por quase dois anos. Era um tempo de escassos recursos na Universidade em função da crise econômica pela qual passava o país. No entanto, houve a grande oportunidade de aprendi-

zado da burocracia administrativa do serviço público e de, mais uma vez, ter assento no Conselho Departamental (CD) da unidade. Essa experiência me prepararia para o que viria a seguir em termos administrativos.

Vice-Direção da FAEM

No primeiro semestre de 2005 o CD da FAEM deflagrou o processo eleitoral para a escolha da nova direção da unidade. Havia já duas candidaturas estabelecidas e em campa- nha quando a profª. Tânia Beatriz Gamboa Araújo Morselli me convidou para concorrer jun- to com ela para a direção. Fomos eleitos com a maioria dos votos nas três categorias: estu- dantes, servidores técnico-administrativos (TAs) e docentes.

Por ser uma das maiores unidades da Universidade, a sua administração não é algo trivial. Na época a Unidade contava com aproximadamente 800 estudantes de graduação, 900 estudantes de pós-graduação, 100 professores, 80 TAs, sete departamentos, sete pro- gramas de pós-graduação stricto sensu e um prédio com mais de 15.000 m2 de área constru- ída. Perpassando esses números nada desprezíveis, havia que se lidar com as questões polí- ticas e ideológicas comuns numa comunidade tão diversa. Auxiliava a Diretora na rotina ad- ministrativa diária e a substituía nos períodos de férias.

Em 2010, frente às alterações na estrutura organizacional na Universidade com a cri- ação de centros de ensino, o CD resolveu adiar o processo eleitoral que escolheria a nova direção, pois havia a perspectiva de criação de um centro de ciências agrárias com a partici- pação da FAEM, o que, como se sabe, não ocorreu. Diante disso, a profª. Tânia Morselli re- solveu se demitir do cargo, pois já havia cumprido os quatro anos de mandato. Assim, fui nomeado diretor pro tempore da Unidade de março a agosto.

Coordenação do PPG SPAF

Depois de quase quatro anos afastados das lides administrativas, fui nomeado coor- denador do Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar em 2014. Embora os desafios administrativos e do trato com pessoas sejam parecidos com a- queles vivenciados na direção da FAEM, há questões de desempenho qualitativo do próprio Programa, o que é regularmente avaliado pela CAPES, que precisaram ser entendidas e a- prendidas.

Quando assumi o cargo, o Programa havia ascendido para o conceito 5, que significa excelência nacional em pesquisa e formação de recursos humanos, no ano anterior. O siste- ma de avaliação que era trienal passava a ser quadrienal e a forma de preenchimento do

relatório anual estava em mudança. Foi um período de muito trabalho e dedicação, pois mesmo naquele ambiente de implantação de novos conceitos, a coordenação tinha a meta de consolidar o conceito 5, com a melhora dos indicadores de desempenho. Passados quatro anos, o resultado da nova avaliação demonstrou o acerto das estratégias adotadas e do es- forço envidado: o PPG SPAF manteve o conceito 5.

Permaneci por dois mandatos à frente do PPG SPAF, até 2018.

7.2. Representação em órgãos colegiados

Iniciei a participação em órgãos colegiados como representante dos professores as- sistentes no Conselho Departamental da FAEM em 1995, permanecendo até 1998. Voltaria àquele conselho no período que exerci a chefia do Departamento de Engenharia Rural em 2004, para sair somente em 2010, pois o vice-diretor é membro nato do Conselho.

Também fui membro do Colegiado do PPG SPAF de 2012 a 2014, representando os professores da área de máquinas agrícolas.

7.3. Participação em comissões

Fui membro de várias comissões internas da FAEM e da UFPel, como comissão de monitoria, comissão de horários, comissão de espaço físico, comissão de avaliação do curso de agronomia. No entanto, entendo que seja digno de destaque, pela relevância e pela quantidade de trabalho executado, a minha participação nas seguintes comissões: (a) Co- missão de Estudo e Elaboração da Unidade Mista de Pesquisa – UMIP, em conjunto com ou- tros colegas da UFPel e dirigentes da Embrapa Clima Temperado, nos anos de 2015 e 2016; (b) Comitê Institucional de Infraestrutura de Pesquisa da UFPel, nos anos de 2015 e 2016.

7.4. Bancas de concursos públicos

Participei das seguintes bancas de concursos públicos na UFPel:

− Processo seletivo para professor substituto na área de irrigação e drenagem. 2003.

− Concurso público para professor adjunto na área de máquinas agrícolas. 2009.

No documento Memorial acadêmico (páginas 34-37)

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