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3. Atividades Desenvolvidas

3.3. Atividades Complementares

Durante o ano letivo, participei em três congressos, de forma a melhorar os meus conhecimentos dois deles decorreram no Instituto Politécnico da Guarda, o Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento (CIDESD) e o 4º Congresso Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto. O último congresso em que participei foi no Fórum de Treinadores de Futebol/Futsal, que decorreu em Santarém.

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Reflexão Final e Conclusão

A experiência do estágio curricular superou as minhas expetativas. Olhando para os objetivos gerais e específicos definidos, posso dizer que todos eles foram alcançados e é com grande satisfação e orgulho que o digo, porque hoje sinto-me mais preparado, competente, organizado, tanto a nível pessoal como profissional.

No que diz respeito à fase de integração, toda a estrutura me ajudou, desde o coordenador da formação até à equipa técnica e por fim aos atletas. A integração acabou por ser fácil pois soube integrar-me bem na filosofia do clube.

Na fase de intervenção supervisionada senti-me um pouco desconfortável e pouco confiante, pois era a primeira vez que coorientava uma parte de uma sessão de treino. Inicialmente tive um pouco de receio da forma como os atletas iriam reagir à minha liderança, mas aceitaram desde a primeira sessão de treino e notei, apesar da sua tenra idade, que procuravam fazer o melhor em cada exercício, cooperando comigo. No sentido de melhorar a minha prestação nesta fase, procurei junto do treinador principal conselhos que me ajudassem a melhorar, a cada sessão de treino.

Com a experiência obtida na fase anterior passei a uma intervenção autónoma, esta foi uma fase motivante e desafiante porque iria ter que resolver os problemas que pudessem existir, bem como controlar o exercício de forma a não perder muito tempo e assim rentabilizar ao máximo a sessão de treino (gestão do tempo de empenhamento motor). Apesar do desconforto e da pouca confiança que senti na fase de intervenção supervisionada, nesta fase senti que estava um pouco inibido, pois não dava muitos feedbacks, contudo com ajuda do treinador principal, gradualmente comecei a intensificar mais essa questão (não de uma forma quantitativa mas sim qualitativa) de forma a ter um impacto positivo nos atletas e também que estes ficassem na memória dos mesmos. Os imprevistos acontecem e por isso, tentei sempre chegar atempadamente ao local de treinos de forma a preparar o material e os exercícios e, caso surgisse algum contratempo ao treinador principal eu estaria preparado para iniciar a sessão de treino de modo a não perdemos tempo, já que ele também era escasso.

Sempre que necessário elaborava sessões de treino que estivessem dentro dos parâmetros e objetivos propostos do clube mas também das competências apreendidas

33 nas unidades curriculares de Didática dos Desportos, Teoria e Metodologia do Treino, Planificação do Treino, Pedagogia do Desporto e Observação e Análise do Treino.

Neste momento, com o fim do estágio, sinto que estou perfeitamente capaz de desenvolver e melhorar métodos de treino, sabendo distinguir o que é melhor para cada sessão de treino, dependente do escalão em que esteja inserido. Neste escalão devemos focar-nos essencialmente no desenvolvimento das capacidades dos atletas, com vista à melhor preparação para o futuro e não para o rendimento desportivo, pois se assim não fosse, estaríamos a queimar etapas no processo de formação de um atleta.

Segundo Araújo (2009), a preparação desportiva dos jovens é hoje considerada umas principais razões de futuros êxitos ou abandonos extemporâneos da prática desportiva, consoante os responsáveis pela intervenção nessa área de prática fomentam, ou não, uma especialização precoce. Esta preparação representa um momento decisivo, quer pela intenção nela contida de formação mental e motora e respetiva aquisição de hábitos de higiene e saúde, como pela sua importância na via a alta competição, onde só uma iniciação desportiva de âmbito multilateral irá permitir avançar, com eficácia, no treino de rendimento.

Concluindo, é com enorme orgulho e sentimento de dever cumprido que termino esta época desportiva e ano letivo, espero que coincida com a obtenção da Licenciatura de Desporto. O objetivo é continuar a enriquecer as minhas competências, sabendo que esta é uma área que está sempre a evoluir e se queremos ser os melhores temos que estar em constante formação. Para além deste desejo de formação contínua, também é meu objetivo adquirir mais experiência, pelo que quero continuar a treinar já no próximo ano (e ao que tudo indica isso será possível) e assim continuar a minha caminhada, nesta área que muito me motiva.

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Bibliografia

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de Saber. Lisboa: Instituto Nacional Formação e Estudos de Desporto.

Araújo, J. (2009). Ser Treinador. Alfragide: Editora Texto.

Brito, A. (2001). Psicologia do Desporto. Loulé: Instituto Superior D. Afonso III.

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Castelo, J. (1998). Metodologias do treino desportivo. 2ª Ed. Lisboa: FMH Edições. Curado, J. (1982). Planeamento do Treino e Preparação do Treinador. Lisboa: Ed.

Caminho.

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2004.Raposo, A. (2012). Planeamento do treino: da formação ao alto rendimento.

Site Oficial da Junta de Freguesia de Vila das Aves. (s/d). Vila das Aves. Consultado

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Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade do Porto.

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