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4.3 Proposta do modelo lógico do PNAES na UFV

4.3.3 Atividades

As atividades são o que o programa faz com os recursos disponíveis. ou seja, os processos, ferramentas, eventos, tecnologias e ações que são uma parte intencional da execução do programa. Estas intervenções são usados para fazer com que o programa pretendido alcance resultados planejados (W.F KELLOGG FOUNDATION, 2004).

As atividades, que são o trabalho efetuado por aqueles envolvidos no processo de execução do programa, deverão atacar as causas do(s) problema(s) principal(is). Desta forma, o fato de as partes interessadas empreenderem uma análise exaustiva do problema constitui uma condição necessária para uma bom delineamento das atividades (ASDI, 2003). Nessa linha, para alocar as atividades na estrutura lógica do PNAES, foi necessária uma análise criteriosa dos descritores do problema para se alcançar com clareza o problema a ser resolvido.

Na listagem das atividades buscou-se elenca-las em uma lógica ancorada com o problema explicitado e de acordo com as áreas estratégicas definidas no Decreto nº. 7.234/2010. A primeira atividade é a definição de critérios e metodologias de seleção dos beneficiários para que se possa proceder a divulgação de ações de assistência estudantil na recepção de calouros (estudantes de primeiro curso) quando da matrícula dos aprovados no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) para cursar a graduação na UFV. Os critérios e a metodologia foram definidos em um documento institucional intitulado Critérios de Avaliação Socioeconômicos de Estudantes e é permanentemente revisado pela equipe técnica da PCD.

Após a divulgação das ações de assistência estudantil vinculadas a PCD para o público alvo, parte-se, então, para a seleção dos beneficiários. Atividade extremamente importante para que possa atender as exigências legais do Decreto no 7.234/2010 e obter beneficiários bem focalizados, evitando erros de insuficiência (beneficiários elegíveis

o benefício). A seleção dos estudantes para concessão de benefícios da assistência estudantil acontece por meio da avaliação socioeconômica, realizada por equipe técnica da PCD e tem por objetivo definir o perfil de vulnerabilidade socioeconômica do estudante, que é o critério de priorização do público-alvo, ou seja, dentre aqueles elegíveis para receber o benefício, escolhe-se aquele cujo grau de vulnerabilidade seja maior.

Adiante, inicia-se as atividades relacionadas às áreas estratégicas do PNAES e suas linhas temáticas. Dentro da área permanência (moradia – alimentação – saúde (física e mental) – transporte – creche – condições básicas para atender os portadores de necessidades especiais), o modelo lógico do PNAES na UFV apresenta uma estrutura de atividades bem consolidadas que vão promover produtos e serviços de grande valor agregado ao estudante como: Atividades como licitar, empenhar, liquidar e pagar empresas e materiais de consumo para o funcionamento dos restaurantes universitários vão viabilizar o fornecimento de alimentação gratuita e de qualidade aos estudantes. Outra atividade-chave para alcançar resultados de melhoria da permanência nas IFES é a concessão e viabilização de moradias e serviços de moradias estudantis. O modelo lógico também agrega uma variedade de atividades subjacentes em grandes atividades, como no caso da alimentação e moradia. Ancoradas a essas atividades estão outras de cunho administrativo e gerencial que vão produzir os produtos das atividades chaves. O foco do Modelo Lógico é conectar os recursos e/ou atividades com os resultados desejados em um programa exequível, descrevendo a lógica de maneira clara e objetiva e sendo mais uteis no monitoramento e avaliação do programa (FOUNDATION, 2004).

Carol Weiss (1998) explica que para o planejamento, monitoramento e avaliação de um programa, é importante saber não apenas o que o programa espera alcançar (resultados e impactos), mas também como (o caminho, seus pressupostos, suas atividades). Nessa ótica, as atividades do modelo lógico do PNAES ligadas as áreas estratégicas da permanência, desempenho acadêmico, cultura, lazer e esportes, além de assuntos ligados a juventudes (política, ética e cidadania – saúde, sexualidade e dependência química) são o como se pretende alcançar os resultados definidos pelo programa.

O esforço de pesquisa realizado proporcionou visualizar no modelo lógico que algumas linhas temáticas enfatizadas pelos formuladores do programa não vêm sendo oferecidas aos beneficiários. Não foi identificada nenhuma atividade na área de auxilio transporte aos beneficiários. Importante mencionar que essa ausência pode estar

diretamente ligada às características geográficas e culturais de cidades do interior cujos campus acadêmicos, centro da cidade e periferia não estão muito distantes uns dos outros, consequentemente não produzindo demandas de subsídio para deslocamento

Adiante, o mapeamento das atividades possibilitou observar que uma Ação Orçamentária da assistência estudantil na LOA, Viver sem limite – PROGRAMA

INCLUIR não apresentou nenhuma atividade da PCD, dentro das áreas estratégicas do

PNAES, direcionada exclusivamente para solucionar demandas de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação. É oportuno mencionar que os valores financeiros dessa ação foram alocados em contratos de manutenção predial do campus Viçosa, beneficiando todos os estudantes, inclusive os portadores de necessidades de locomoção.

Atividades inclusivas para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos para estudantes em vulnerabilidade social são realizados com recursos orçamentários gerais da UFV, devido ao valor alocado no PROGRAMA INCLUIR não ser suficiente para as atividades nessa área. No entanto, observa-se que os recursos do PROGRAMA INCLUIR são alocados em atividades que poderiam ser subsidiados com recursos gerais da UFV. Há nesse aspecto uma troca de recursos realizada pelos gestores que poderia ser melhor executada, melhorando a eficiência do programa se houvesse o direcionamento correto do recurso para as atividades de acessibilidades.