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ATRIBUTOS, CONCEITOS E SÍNTESE DOS RESULTADOS

Visando apresentar os estudos obtidos na revisão, os resultados foram disponibilizados e apresentados no quadro 1.

Quadro 1– Apresentações das publicações sobre cuidados paliativos em oncologia indexadas segundo a fonte, autoria, título e ano

Nº de publicações

Fonte Autor (s) Título Ano

1.

LILACS MARCELINO, S.R RANDUNZ, V ERDMANN, A. L

Cuidado Domiciliar: Escolha ou Falta de Opção?

2000

2.

LILACS SILVEIRA, R.S LUNARDI, V.L

A enfermagem cuidando de quem vivencia o processo de morrer

2001

3.

LILACS SIMONI, M SANTOS, M.L

Considerações sobre Cuidado Paliativo e trabalho Hospitalar: uma abordagem plural sobre o processo de trabalho de enfermagem

2003

4.

LILACS MCCOUGHLAN, M As necessidades de Cuidados Paliativos 2003

5.

LILACS PESSINI, L A filosofia dos cuidados paliativos: uma resposta diante da obstinação terapêutica

2003

6.

LILACS BREITBART, W Espiritualidade e sentido nos cuidados paliativos 2003

7.

LILACS MELO, A.G.C Os cuidados paliativos no Brasil 2003

8.

LILACS SILVA, M.J.P Comunicação com pacientes fora de possibilidades terapêuticas: reflexões

2003

9.

LILACS KÓVACS, M.J Comunicação nos programas de cuidados paliativos: uma abordagem multidisciplinar

2003

10.

LILACS RODRIGUES, I.G ZAGO, M.M.F

Enfermagem em cuidados paliativos 2003

11.

LILACS PIMENTA, C.A.M Dor oncológica: bases para avaliação e tratamento

2003

12.

LILACS MOTA, D.D.C.F PIMENTA, C.A.M

Fadiga em pacientes recebendo cuidados paliativos

2003

13.

LILACS GIMENES, M.G.G A passagem entre a vida e a morte: uma perspectiva psico-espiritual em cuidados paliativos domiciliares

2003

14.

LILACS FIGUEIREDO, M.T.A Educação em cuidados paliativos: uma experiência brasileira

2003

15.

LILACS ARAÚJO, M.C.A O papel do tratamento quimioterápico na oncologia clínica no cenário hospitalar

2003

16.

LILACS FRANCO, M.H.P Cuidados paliativos e o luto no contexto hospitalar

2003

17.

LILACS LEPARGNEUR, H Um poeta fala nos últimos dias do ser humano:

introdução aos cuidados paliativos

2003

18.

LILACS RODRIGUES, I.G ZAGO, M.M.F CALIRI, M.H

Uma análise do conceito de cuidados paliativos no Brasil

2005

19.

LILACS GIROND, J.B.R KEMPER, R.W

Sedação, eutanásia e o processo de morrer do paciente com câncer em cuidados paliativos:

compreendendo conceitos e inter-relações

2006

20.

LILACS SUSAKI, T.T SILVA, M.J.P POSSARI, J.F

Identificação das fases do processo de morrer pelos profissionais de enfermagem

2006

21.

LILACS SILVA, M.F

FERNANDES, M.F.P

A ética do progresso ante o gerenciamento de enfermagem em cuidado paliativo

2006

22.

LILACS ARAÚJO, M.M.T SILVA, M.J.P

A comunicação com o paciente em cuidados paliativos: valorizando a alegria e o otimismo

2007

O câncer entrou em meu lar: sentimentos expressos por familiares de clientes

2008

24.

LILACS FERREIRA, N.M.L.A SOUZA, C.L.B STUCHI, Z

Cuidados paliativos e família 2008

25.

LILACS GUEDES, J.A.D SARDO, P.M.G BORENSTEIN, M.S.K

A enfermagem nos Cuidados Paliativos 2009

26.

LILACS RODRIGUES, I.G. Uma análise do conceito de cuidados paliativos no Brasil

27.

LILACS SILVA, R.C. F. da. Cuidados paliativos oncológicos: reflexões sobre uma proposta inovadora na atenção à saúde

28.

SCIELO KOVÁCS, M.J Bioética nas questões da vida e da morte 2003

29.

SCIELO SKABA, M.F Humanização e Cuidados Paliativos 2004

30.

SCIELO SILVA, R.C.F HORTALE, V.A

Cuidados paliativos oncológicos: elementos para o debate de diretrizes nesta área

2006

31.

O conhecimento do diagnóstico de câncer não leva à depressão em pacientes sob cuidados paliativos

2006

32.

SCIELO SALAMONDE, G.L.F VERÇOSA, N BARRURAND, L COSTA, A.F.C

Análise Clínica e Terapêutica dos Pacientes Oncológicos Atendidos no Programa de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho no ano de 2003

2006

33.

SCIELO FLORINI, C.A SCHRAMN, F.R

Desafios morais e operacionais da inclusão dos cuidados paliativos na rede de atenção básica

2007

34.

SCIELO SILVA, C.A.M ACKER, J.I.B.V

O cuidado paliativo domiciliar sob a ótica de familiares responsáveis pela pessoa portadora de neoplasia

2007

35.

SCIELO OLIVEIRA, A.C SÁ, L

SILVA, M.J.P

O posicionamento do enfermeiro frente à autonomia do paciente terminal

2007

A importância da integração da espiritualidade e da religiosidade no manejo da dor e dos

cuidados paliativos

Programa de treinamento sobre4 a intervenção terapêutica relaxamento imagens mentais e espiritualidade (RIME) para re-significar a dor espiritual de pacientes terminais

2007

38.

SCIELO FLORIANI, C.A SCHRAMN, F.R

Cuidados paliativos: interfaces, conflitos e necessidades

Como implementar cuidados paliativos de qualidade na Unidade de Terapia Intensiva

2008

40.

MEDLINE SALES, C.A

ALENCASTRE, M.B

Cuidados Paliativos: uma perspectiva de assistência integral à pessoa com neoplasia

2003

Os dados apresentados a seguir correspondem às publicações obtidas em fontes não indexadas e por busca manual.

Quadro 2 - Apresentações das publicações sobre cuidados paliativos em oncologia não indexadas e obtidas por busca manual segundo a fonte, autoria, título e ano

Nº das

FILHO, W. D. L. et al Percepções e condutas dos profissionais de enfermagem frente ao processo de morrer e morte

2001

42.

O Mundo da Saúde

PESSINI, L.;

BERTACHINI, L.

Novas perspectivas em cuidados paliativos:

ética, geriatria, gerontologia, comunicação e espiritualidade

A não-ressuscitação do ponto de vista da enfermagem, em uma unidade de cuidados paliativos

2007

44.

CuidArte GONÇALVES, A. C.

et al.

Cuidados paliativos: análise dos conceitos à luz da teoria de Walker e Avant

2008

Cuidador principal de paciente oncológico fora de possibilidade de cura, repercussões deste encargo

Cuidados paliativos: respeito, alívio e dignidade para o paciente

2003

47.

Prática Hospitalar

BRANDÃO, C. Sedação terminal reflete necessidade de ensino e pesquisa em medicina paliativa e cuidados paliativos

2004

48.

Prática Hospitalar

BIFULCO, V. A. Reflexões sobre a morte e o morrer nos atendimentos psicológicos de cuidados paliativos

2004

49.

Prática Hospitalar

BIFULCO, V. A. Espiritualidade: conceito e aplicação dentro da prática em cuidados paliativos

2004

50.

Prática Hospitalar

MACIEL, M.G. S. Morte no domicílio: experiência da equipe de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo

2004

Projeto CATHIVAR: relato de uma experiência em cuidados paliativos

2004

52.

Prática Hospitalar

BRANDÃO, C. Câncer e cuidados paliativos 2005

53.

Prática Hospitalar

BRANDÃO, C. Dor, câncer e cuidados paliativos: uma nova

abordagem 2005

54.

Prática Hospitalar

FIRMINO, F. Implantação de serviços de cuidados paliativos:

nossos marcos históricos2005

2005

55.

Prática Hospitalar

BRANDÃO, C. Cuidados paliativos: celebração mundial pela vida

Avaliação da eficácia do alívio da dor por equipe de cuidados paliativos em atendimento domiciliar

Humanização da finitude do homem – cuidados paliativos

Perfil do atendimento domiciliar ao paciente oncológico fora de possibilidades terapêuticas

2005

59.

Manifestações depressivas identificadas no tratamento paliativo no serviço de terapia da dor e cuidados paliativos da Fundação CECON – um estudo de caso panorâmico

2005

60.

Prática Hospitalar

BIFULCO, V. A. O cuidar do paciente fora de possibilidades de cura

2005

61.

Prática Hospitalar

ARAÚJO, C. de. O. Brasil celebra o Dia Mundial de Cuidados Paliativos e Hospice e é um dos países mais atuantes nas comemorações

2005

62.

Prática Hospitalar

PESSINI, L. Cuidados paliativos: alguns aspectos conceituais, biográficos e éticos

2005

O estudante de medicina e a vivência em cuidados paliativos

2006

64.

Prática Hospitalar

RODRIGUES, L. F. Sugerindo as bases para uma boa prática de cuidados paliativos – um ensaio curricular

2006

65.

Prática Hospitalar

FERREIRA, S. P. Sedação paliativa: experiência do programa de cuidados paliativos do Hospital do servidor Público Estadual de São Paulo

2006

Reações psíquicas à vivência da morte iminente, e a assistência ao paciente e família na

enfermaria de cuidados paliativos do HSPE

2006

67.

Prática Hospitalar

REIRIZ, A. B. et al. Cuidados paliativos, a terceira via entre eutanásia e distanásia: ortotanásia

2006

68.

Prática Hospitalar

BIFULCO, V. A. A morte na formação dos profissionais de saúde 2006

69.

Prática Hospitalar

FIGUEIREDO, M.

T.de. A.

Reflexões sobre os cuidados paliativos no Brasil 2006

70.

Prática Hospitalar

BUFFON, V. R. O estudante de medicina diante da finitude do homem

2006

71.

Prática Hospitalar

MACIEL, M.G. S. A terminalidade da vida e os cuidados paliativos no Brasil: considerações e perspectivas

2006

72.

Prática Hospitalar

BUSS, L. S. Vivências em cuidados paliativos: o olhar de uma estudante de medicina

2006

73.

Prática Hospitalar

COSTA, J. F. da. et al. Uma visão de enfermagem sobre os cuidadores familiares e suas dificuldades no cuidado domiciliar do paciente oncológico

2006

74.

Prática Hospitalar

JUVER, J. Cuidados paliativos no Hospital Geral 2007

75.

Prática Hospitalar

HENNEMANN, L. Considerações sobre a resolução do CFM sobre a suspensão ou limitação de tratamentos e procedimentos que prolonguem a vida de pacientes terminais

2007

relacionados aos cuidados paliativos.

Os dados foram desenvolvidos, interpretados e estão apresentados segundo o modelo de Ganong(1987)

Quadro 3 – Apresentação dos artigos e teses sobre cuidados paliativos em oncologia quanto à autoria, conceitos, atributos e síntese dos resultados paciente com câncer em fase avançada remete o cuidador a reflexões sobre a vida e o viver. Quando a possibilidade de morte se aproxima, o medo de lidar com esta realidade em domicílio pode ser a razão das dificuldades

Respeito às limitações da família frente à morte Cuidado domiciliar Ética

Estudo descritivo. Apresenta uma reflexão sobre a prática assistencial sobre o cotidiano de trabalho dos enfermeiros em cuidados paliativos em domicílio. A decisão de manter o paciente em internação hospitalar ou domiciliar é um processo complexo e difícil. A melhor opção hoje poderá não ser a de amanhã. A equipe de saúde deve manter a atenção na comunicação, especialmente a não verbal, afim de contemplar o desejo do paciente aliado às possibilidades da família. É necessário respeitar as limitações da família quando não consegue conviver com a presença da morte em casa. Apesar de todo o avanço da ciência, ainda há pouco preparo para lidar com as questões subjetivas que envolvem a decisão de levar o paciente terminal para casa ou deixar o paciente no hospital. É imprescindível,

portanto, valorizar os anseios da família com relação a decisão e dispor de medidas de apoio para que possam juntos optar pela melhor escolha.

2 SILVEIRA, R.S.;

LUNARDI, V.L.

A enfermagem cuidando de quem

Cuidar de quem está vivenciando o “morrer”

requer ser receptivo e estar atento aos estímulos

Controle da dor

Cuidados de enfermagem Qualidade de vida

Equipe interdisciplinar

Estudo descritivo sobre algumas vivências da equipe de enfermagem junto a pacientes terminais. Para os

profissionais de enfermagem humanizarem o cuidado de quem vivencia o processo de morrer e de morte, é

processo de sensibilidade e a intuição para que seja possível adentrar no mundo dos clientes, ouvindo-os, olhando-os, envolvendo-se de uma maneira empática, procurando

Processo de morrer Morte

Formação profissional Equipe de enfermagem Cuidados paliativos na UTI

humanidade frente e este saber, para então, poder

reconhecer o cliente como um ser humano que se encontra no processo de finitude, compreendendo as múltiplas experiências presentes nesta interação e neste tipo de cuidado. As emoções negativas podem ocorrer neste período, podendo nos fazer sentir impotentes, fragilizados, mas não se pode esquecer que é necessária a presença de profissionais alegres, mesmo para trabalhar com coisas tristes. É gratificante descobrir a importância de nossa presença enquanto profissionais da área da saúde juntamente a estes pacientes e seus familiares, pois a segurança que se transmite ao dizer que ficaremos ao seu lado, segurar sua mão, oferecer um abraço, também a sensação transmitida através do toque, procurando

compreender seus medos, diminuir seu sofrimento, sua dor e sua angústia, são fundamentais.

3 SIMONI, M.; solidária e estão sendo modificadas lentamente pela introdução do modelo de cuidados paliativos que se estabelece entre uma equipe interdisciplinar. No Brasil, a reflexão sobre cuidados paliativos pode

Estudo baseado em um capítulo de uma tese de doutorado.

Refere-se não só a um conjunto de direitos do paciente garantidos por lei, mas à possibilidade de construção de um espaço onde a sociedade, os profissionais de saúde e os doutores médicos possam investir, conjuntamente, para uma qualidade de vida melhor dos pacientes e dos trabalhadores de saúde. A importância da ênfase na dimensão relacional do trabalho de enfermagem tem repercussões, não apenas para a qualidade da assistência aos pacientes e familiares em serviços onde está implicado o cuidado paliativo, como também para a saúde mental da equipe de enfermagem que deve sempre lutar por um trabalho significativo e ético, no contexto de reestruturação do trabalho.

cuidado é muito recente.

Os poucos avanços na área política dificultam a sua regularização social, o que requer outras ações de cidadania. modernos ou hospice referem-se a cuidados ativos e totais a pacientes cuja enfermidade não outros problemas sociais e espirituais, fundamentais para contemplar as necessidades do paciente/família que enfrenta o processo de morrer. O objetivo dos cuidados paliativos é atingir a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família.

Diretrizes dos cuidados

Estudo descritivo, expõe a necessidade de introdução da filosofia de cuidados paliativos nos sistemas de saúde em esfera mundial a partir da análise dos elementos

constitutivos da OMS. É necessário considerar a inclusão de serviços de cuidados paliativos nos sistemas de saúde, quer seja em nível nacional, regional ou local. A questão da educação nesses serviços é de grande importância para a comunidade, nas políticas públicas, nos currículos e cursos voltados a formação de profissionais da saúde. Precisa-se de atenção especializada para o cuidado da dor e dos sintomas físicos, mas também dos sintomas psicossociais e espirituais. Nada e ninguém substitui a pessoa humana como fonte e fator de cura para o doente. É sugerido no estudo que se inclua na definição de cuidados paliativos da OMS, três elementos fundamentais no cuidado: compaixão, humildade e honestidade em contexto e visão

multidisciplinar.

5 PESSINI, L. A Hospice Diretrizes do cuidado Estudo descritivo que trata de algumas questões éticas

cuidados paliativos: uma resposta da obstinação terapêutica

um lugar físico, mas antes uma filosofia de cuidados, que se concretiza no serviço prestado onde quer que o paciente se encontre.

Em alguns casos o hospice provê um lugar

institucional para morrer, porém, em geral

proporciona cuidados aos pacientes na fase final de suas vidas em suas próprias residências.

Visam aliviar a dor e o sofrimento psíquico, salvaguardar a dignidade da pessoa doente e apoiar os seus familiares e amigos.

Cuidados paliativos no Brasil Ética

paliativos. A filosofia dos cuidados paliativos procura atender a pessoa na fase final da vida na sua globalidade de ser humano, promove o bem-estar global e a dignidade do doente crônico e terminal, em respeito à autonomia da pessoa. Não significa abandoná-la à sua própria sorte no individualismo; saber a verdade sobre sua condição de saúde e ser partícipe no processo de tomada de decisões são fundamentais, ajudando-os a elaborar sua própria verdade; ter sua dor cuidada e tratada evitando-se não ser tratada como mero objetivo de cuidados, pois a vida pode ser abreviada ou prolongada segundo as conseqüências tomadas/assumidas pela família, a equipe médica e/ou do hospital. Essa filosofia procura praticar a visão da

ortotanásia, ou seja, morrer com dignidade e em paz, cercado de amor e ternura, sem abreviação de vida ou mesmo o prolongamento artificial da mesma. Quanto à questão ética, a desumanização no final da vida é evidente, apontando desafios de trabalho e a necessidade de

humanização da assistência à saúde, embora os benefícios promovidos pela tecnologia à nossa disposição. O fator humano nunca será dispensável ou descartável. Neste contexto devemos trabalhar embasados nos princípios dos cuidados paliativos, contemplando a dignidade pessoal de que experiencia o processo de morrer.

6 BREITBART, W.

À medida que amadurece a disciplina Medicina Paliativa mundialmente torna-se evidente e busca ampliar os focos dos conceitos sobre cuidados

Aspecto espiritual / religioso Controle da dor

Sintomas Finitude

Doente terminal

Estudo descritivo. Relata e propõe a inclusão dos domínios psiquiátricos, psicossocial, existencial e espiritual nos cuidados ao final da vida. Os temas espirituais nos cuidados ao final da vida tornam-se prioridade para o oferecimento de cuidados paliativos otimizados. As necessidades espirituais estão vinculadas com a

dispensar atenção aos domínios físico,

psicológico e espiritual, para alcançar um sentido de paz espiritual, alívio das angústias e

de vida, diante do câncer que avança. Têm sido

identificadas como prioritárias, tanto por pacientes, como por profissionais de saúde. Há urgência em desenvolver intervenções piscoterapêuticas renovadoras e inovadoras para ajudar pacientes com câncer em estado avançado a enfrentarem o sofrimento espiritual, a desmoralização e a perda de sentido tão comuns, neste período do tratamento.

7 MELO, A. G.C.

Os cuidados paliativos no Brasil

Falta de informação do paciente e formação adequada para os profissionais da área da saúde ainda são uma realidade no Brasil. A abordagem

multidisciplinar, compreendendo o paciente, a família e a comunidade, são recentes e muitos desses aspectos em cuidados paliativos são aplicáveis durante o curso da doença, visando reduzir o sofrimento, pois

permitem oferecer o cuidado integral. Visam aliviar as expectativas e as

Cuidados paliativos no Brasil Diretrizes do cuidado

Estudo descritivo. Em nossa sociedade se atendem pacientes dentro da realidade de cada instituição, com poucos recursos ou com ausência total de formação por parte dos profissionais. Os pacientes procuram os serviços de saúde tardiamente, o que dificulta a cura ou melhoria na sobrevida das pessoas, colocando a equipe frente à urgente necessidade urgente de melhor conhecer esses cuidados. Os cuidados paliativos são um direito do paciente, um dever dos profissionais de saúde e não um luxo. Muitas questões éticas devem ser discutidas, assim como, novas pesquisas e a disseminação da informação para os pacientes e

familiares e toda a sociedade, para que estes possam ter subsídios para optarem e opinarem sobre o que é melhor para si, por ocasião do tratamento.

psicológicas, sociais e espirituais, integrando os valores culturais,

religiosos, crenças e as demais práticas

alternativas.

8 SILVA, M. J. P.

Comunicação com o paciente fora de

possibilidades terapêuticas:

reflexões

A comunicação é o fator mais importante dentre as definições de cuidados paliativos. A boa relação entre a equipe e o paciente e familiares são essenciais para o sucesso da

terapêutica e a satisfação pessoal.

Comunicação Qualidade de vida Morrer

Doente terminal Equipe interdisciplinar Cuidados paliativos em UTI Direitos do paciente

Estudo descritivo - teve como objetivo refletir como ocorre e sobre como pode ocorrer a comunicação interpessoal se o profissional da saúde estiver atento e com a intenção de cuidar, e não apenas tratar, ressaltando a importância da interação e a comunicação com o paciente fora das

possibilidades de cura. A comunicação verbal e não-verbal com o paciente é muito importante. É preciso prestar atenção na linguagem do corpo de uma maneira geral e total. Ajuda muito a comunicação quando são oferecidos as informações básicas e concretas, quando se dialoga com o paciente, família e amigos, buscando suprir aquilo que eles precisam; quando somos capazes de ouvir e estar atentos aos sentimentos demonstrados por eles, e assim, sermos capazes de lidar com eles da melhor maneira possível, e estes complementados pelo toque, uma ótima forma de comunicação. Quando re-significamos o que fazemos diante de um paciente fora de possibilidades terapêuticas, podemos entender a diferença entre nos comunicarmos com alguém que está morrendo e sermos tecnicamente muito bons, rápidos e precisos no

atendimento dessa pessoa; entender que estamos

partilhando de um momento único na vida de qualquer ser humano e que, a maneira como estivermos presentes e partilhando desse momento, poderá transformá-lo em algo

9 KOVÁCS, M.J. paternalista na qual a equipe de saúde tudo sabe e toma decisões,

adotando-se a posição participativa e simétrica, envolvendo também os pacientes e familiares na condução do tratamento, abrindo um canal de comunicação que busca a efetividade.

Estudo descritivo, aborda como o morrer atualmente pode ser acompanhado de muito sofrimento e dor, e uma “má morte”, marcada pela solidão, desconhecimento e medo, cabendo, portanto aos profissionais da saúde buscarem a melhor qualidade de vida possível, atendendo às demandas do paciente, propondo uma comunicação mais aberta, favorecendo a morte com dignidade. Um ponto

fundamental para programas de cuidados paliativos, pois a qualidade de vida nos últimos dias, e a dignidade no processo de morrer, são muito importantes. Não se deve associar a idéia de boa morte com eutanásia abreviando-a e a distanásia que envolve um prolongamento de morrer com grande sofrimento. Nos programas de cuidados paliativos o que se busca é uma morte natural e com dignidade,

aliviando o sofrimento, sem no entanto, induzí-la. Os programas de cuidados paliativos abrem nova discussão sobre ética e sobre os cuidados no fim da vida em meio à diversidade de valores. São prioridade destes programas:

desenvolver a comunicação entre pacientes, seus familiares e a equipe, sendo o psicológico o elemento chave nesse processo. O verdadeiro trabalho de equipe implica em um trabalho conjunto e não em um jogo de empurrar

ações/intervenções. O contato com a morte não é uma tarefa só para o fim da vida, e sim para toda a existência, desde a infância. É necessário educar-se para vivenciar o processo de finitude durante toda a vida.

I.G.;ZAGO,

competência e da equipe, tem como meta comum o

Aspecto espiritual e religioso Relação paciente/enfermeiro

enfermagem na equipe de cuidados paliativos, na qual a identificação das necessidades emocionais, físicas, sociais e espirituais possibilita o cuidado integral ao paciente em fase terminal. Cuidar é a essência da enfermagem e só podemos cumpri-la se o fizermos com conhecimento científico, ética e, acima de tudo, com amor. Lutando para que sejam preservados os direitos e a dignidade do paciente até o final da vida, ações que competem ao enfermeiro e a

enfermagem na equipe de cuidados paliativos, na qual a identificação das necessidades emocionais, físicas, sociais e espirituais possibilita o cuidado integral ao paciente em fase terminal. Cuidar é a essência da enfermagem e só podemos cumpri-la se o fizermos com conhecimento científico, ética e, acima de tudo, com amor. Lutando para que sejam preservados os direitos e a dignidade do paciente até o final da vida, ações que competem ao enfermeiro e a