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Autoavaliação

No documento Relatório Final de Estágio (páginas 42-44)

4. PROJETO DE INTERVENÇÃO “INTERVIR PARA SOMAR”

4.2 Autoavaliação

4.2.1 Autoavaliação do Estagiário A – Claudia Ramos Torrens.

O estágio supervisionado proporcionou um contato e um amplo conhecimento de como funciona o ambiente escolar, a atuação da professora colaboradora e também uma prévia aproximação com os alunos. A escola selecionada para o trabalho de estágio e de intervenção foi a Escola Municipal Rosalvo Fernandes, situada no município de Araquari, norte do estado de Santa Catarina e a turma escolhida foi do 2º ano do Ensino Fundamental. As aulas foram aplicadas no dia 18 de Novembro tendo a carga horária de 45 minutos e no dia 25 de Novembro, 5 minutos.

A autorreflexão que faço com respeito a minha ação em sala de aula, foi desconfortável nos primeiros minutos, por saber que estava sendo observada pelos colegas. Mesmo assim, acredito ter vencido um bloqueio que havia em meu coração, acredito ter me remediado. Antes de entrar na sala do 2º ano, assisti à aula do 1º ano com a professora colaboradora Rafaela; então pude acompanhar também o processo com os pequeninos.

Com o passar dos minutos, fui ficando ansiosa, procurei me convencer que seria fácil, estava ciente do que deveria falar e de como deveria agir no decorrer da aula. Apesar da emoção, agi com naturalidade e as cumprimentei em espanhol, sentindo o carinho por estar diante de crianças tão especiais pra mim. Pedi ajuda para a professora colaboradora para colar os cartazes na lousa, e logo comecei a falar das três letrinhas do alfabeto, seguido das palavrinhas em espanhol para desenvolver a pronúncia dos alunos.

O resultado foi positivo apesar de que ficou faltando o espanhol em algumas das minhas falas. Acredito que o nervosismo atrapalhou, mas consegui transmitir o ensinamento pretendido. Sempre que os alunos pronunciavam corretamente a palavra, eu os elogiava em espanhol. Os materiais utilizados para a aula foram os cartazes com as letras a serem trabalhadas na pronúncia e os trava-línguas, que todos liam e repetiam, conforme sentia a necessidade pedia novamente para escutá-los. A canção que escolhi já

43 era conhecida por eles, por isso todos cantaram e fizeram à coreografia, isso foi uma forma de motivação.

Com a “caixinha de palavras”, eles tiveram que sortear e ler em voz alta. Pude perceber a dificuldade com a pronúncia, a voz saía trêmula e baixa. Então, me ofereci para ajudá-los na leitura. E tudo deu certo! Consegui envolvê-los na brincadeira sem que eles percebessem o aprendizado. Finalizo o meu relato dizendo que a vida nos permite o conhecimento e a maturidade através de lições e para que esse aprendizado não seja retido, devemos ensinar, e em algum momento nos dá a oportunidade de aplicar o que foi ensinado.

Acredito que a vida, me levou por caminhos em que o idioma se tornou prioridade, a minha segunda pele. Primeiro tive o contato com os livros de uma escola particular. Logo viajei a trabalho e, sem saber, o destino me presenteou com um casamento e a chegada de um filho argentino. Na sala fiquei emocionada de passar adiante o meu conhecimento, e sei que de alguma forma, toquei o coração dos pequeninos.

4.2.2 Autoavaliação do Estagiário B – José Antonio Vázquez Jorge.

Enquanto eu, José Antonio Vázquez, professor estagiário, planejava e organizava as atividades para as aulas de intervenção das pronúncias corretas de algumas letras do idioma espanhol, que diferem significativamente do idioma português, refletia sobre a prática.

Preocupava-me, sobretudo com a reação dos alunos, como fazer para chamar a atenção deles sem ser repetitivo e chato. Queria muito que a pronúncia das letras CH e J ficassem prazerosamente registradas em sua consciência. Que o som dessas letras fosse lido no movimento dos meus lábios, da minha língua e fluísse da minha boca tão facilmente como se fosse uma gargalhada. Então preparei os materiais e logo percebi que é necessário bastante tempo, pesquisa, estudo e planejamento.

Os alunos têm em média 07 e 08 anos e as atividades teriam que ser lúdicas para encantar e solucionar a dificuldade na pronúncia e o material teria que ser bem atrativo. Então utilizei o recurso auditivo bem pertinente à questão da pronúncia, e o material visual, em cartazes que mostravam palavras onde eram utilizadas as letras que queriam ser trabalhadas com suas respectivas sílabas e com desenhos que ilustravam a palavra trabalhada.

44 Também foi exposto um cartaz de pregas; cuja funcionalidade permitiu que todos os 18 alunos da turma pudessem participar da atividade, formando as palavras que tinham sido trabalhadas, as letras eram grandes facilitando a visibilidade com cores bem convencionais, claras para não cansar a visão uma vez que a prioridade era a audição para que a pronúncia saísse correta.

O recurso da música foi muito estimulante, porém foi a gravação do som das sílabas que causou todo o frisson; tive que intervir, pedir silêncio no início da atividade para que todos pudessem ouvir uns aos outros. A turma é bem agitada, então foi necessário mantê-los sempre com atividades, fazendo mediações, circulando entre as carteiras e motivando. Foi muito gratificante ouvi-los pronunciar as palavras corretamente, principalmente porque as pronúncias eram gravadas e os alunos permaneciam silenciosos para ouvirem suas vozes no gravador.

Outro fato que me chamou bastante atenção foi quando fiz os movimentos de articulação com a boca e a língua para que eles observassem como era a pronúncia correta do som de cada uma das sílabas CHA, CHE, CHI, CHO, CHU e JÁ, JE, JI, JO, JU; no início eles riram, depois sopraram, fizeram bicos e caretas, mas a pronúncia saiu corretamente.

É necessário ter o domínio tanto da turma em questão quanto do conteúdo a ser trabalhado. O fato de eles continuarem pronunciando as sílabas e palavras depois de terminar a aula mostrou que realmente tinham compreendido o que foi aplicado, e que sem dúvida gostaram da atividade.

No documento Relatório Final de Estágio (páginas 42-44)