A avaliação da aprendizagem do IFPA Campus Belém, bem como as práticas avaliativas e procedimentos adotados pelos docentes terão como objetivo principal o aspecto formativo do aluno. Deve-se considerar o desenvolvimento e a trajetória no processo de ensino e aprendizagem, combatendo-se práticas de avaliação de cunho unicamente classificatório, meritocrático e punitivo, que ao invés de colaborar para a aprendizagem significativa do educando, contribuem para sua exclusão do processo educativo formal. Ressalta-se que tais práticas estão em desacordo não somente ao que dispõe a Lei de Diretrizes Bases da Educação 9.394/96, mas, sobretudo por ferirem os princípios que norteiam a construção e consolidação de uma escola que promova educação-formação, numa perspectiva democrática e com vistas à inclusão social do educando.
A avaliação da aprendizagem deve se dar a partir da diagnose sobre os pontos fortes e frágeis do processo ensino- aprendizagem, de modo a possibilitar estratégias para que o aluno tenha condições de superar suas dificuldades e prosseguir seus estudos. Isto não quer dizer que o aluno não possa ficar reprovado/retido, significa que devem ser construídas práticas pedagógicas que diminuam esta incidência.
A aprovação do discente e sua consequente progressão no curso devem estar atreladas à aprendizagem efetiva e deve ser resultado de um trabalho pedagógico comprometido com a função social da escola, envolvendo professores, setor pedagógico, assistência estudantil, diretorias sistêmicas, bem como outros setores estratégicos da instituição que estejam diretamente vinculados ao ensino, pesquisa e extensão. Faz-se necessário a adoção de práticas que favoreçam a aprendizagem baseada numa perspectiva crítica, capaz de favorecer ao licenciando não apenas o exercício da cidadania, mas também a atuação sobre a realidade, com vistas à transformação da sociedade.
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Partindo do pressuposto de que a avaliação da aprendizagem deve ser formativa, processual, cumulativa e, sobretudo dialógica, a LDB 9.394/96 preconiza, que a verificação do rendimento escolar deverá observar os seguintes aspectos:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos; (BRASIL, 1996).
Em consonância com a LDB 9.394/96, a Res. CNE/CP 02/2019, também prevê a avaliação como parte integrante do processo formativo da Formação Inicial de Professores para a Educação Básica:
“Avaliação como parte integrante do processo da formação, que possibilite o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso que se fizerem necessárias” (Res. CNE/CP 02/2019, Art.. 8º, V).
No Art. 12., II, item d, destaca-se:
d) elaboração e aplicação dos procedimentos de avaliação de forma que subsidiem e garantam efetivamente os processos progressivos de aprendizagem e de recuperação contínua dos estudantes Res. CNE/CP 02/2019, Art.. 12º, II, d).
Outros aspectos avaliativos merecedores de destaque e que constituem a identidade do curso, consideram também o previsto nos seguintes parágrafos da Res.
CNE/CP 02/2019, em seu Art. 23:
§ 1º As avaliações da aprendizagem e das competências devem ser contínuas e previstas como parte indissociável das atividades acadêmicas.
§ 2º O processo avaliativo deve ser diversificado e adequado às etapas e às atividades do curso, distinguindo o desempenho em atividades teóricas, práticas, laboratoriais, de pesquisa e de extensão.
§ 3º O processo avaliativo pode-se dar sob a forma de monografias, exercícios ou provas dissertativas, apresentação de seminários e trabalhos orais, relatórios, projetos e atividades práticas, entre outros, que demonstrem o aprendizado e estimulem a produção intelectual dos licenciandos, de forma individual ou em equipe.
De maneira mais específica no âmbito do IFPA, a Resolução 092/2019-CONSUP que trata do Regulamento Didático Pedagógico do Ensino do IFPA, em seu capítulo VI que trata “Da Avaliação da Aprendizagem”, de maneira geral estabelece os procedimentos da avaliação, instrumentos de avaliação, fluxos, periodicidade,
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parâmetros para práticas avaliativas, critérios de avaliação dentre outras diretrizes pertinentes à verificação e acompanhamento da aprendizagem do educando. O Art.
260 rege:
“A avaliação da aprendizagem deve ser um processo amplo, contínuo, gradual, cumulativo, sistemático e cooperativo envolvendo todos os aspectos qualitativos e quantitativos da formação do educando, conforme prescreve a Lei nº 9.394/96 (Resolução 092/2019-CONSUP).
Com relação ao aspecto qualitativo da avaliação, de acordo com o Art. 263 da Resolução 092/2019-CONSUP, ressalta-se que “A avaliação da aprendizagem deverá tomar como referência os parâmetros orientadores de práticas avaliativas qualitativas”, a saber:
I) Domínio cognitivo – capacidade de relacionar o novo conhecimento com o conhecimento já adquirido;
II) Cumprimento e qualidade dos trabalhos acadêmicos – execução de tarefas com requisitos previamente estabelecidos no prazo determinado com propriedade, empenho, iniciativa, disposição e interesse;
III) Capacidade de realizar trabalhos acadêmicos em grupo com disposição, organização, liderança, cooperação e interação na atividade grupal;
IV) Autonomia – iniciativa, capacidade de compreensão, de tomar decisão e/ou e propor alternativas para solução de problemas.
A esse respeito, Luckesi (2008, pág.92) entende o processo ensino-aprendizagem como “a ação formulada a partir das determinações da conduta de atribuir um valor ou qualidade a alguma coisa, ato ou curso de ação, que por si, implica um posicionamento positivo ou negativo em relação ao objeto, ato ou curso de ação avaliado (...)”. O autor ressalta ainda que a avaliação requeira coleta, análise e síntese dos dados e percursos metodológicos, além de aferir valor ao aspecto qualitativo da avaliação.
Diante do exposto, para fins de operacionalização e aplicabilidade no que tange à avaliação da aprendizagem, por meio de estudos teórico-práticos, investigação e reflexão crítica (§ 2º Re. 05/2019), LDB Nº 9394/96, na Res. 092/2019-CONSUP, bem como na resolução do CNE/CP 02/201, ficam estabelecidos os dispostos previstos
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nas resoluções, bem como diretrizes gerais a serem cumpridas no âmbito do curso de Pedagogia do IFPA/Campus Belém.