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3. Ferramentas Utilizadas

3.1. Bases Tecnológicas

O conhecimento aprofundado das seguintes tecnologias são pertinentes para uma maior eficácia e orga-nização do nosso projeto. Desta forma, apresentaremos as principais tecnologias utilizadas durante o manusea-mento da ferramenta Outsystems.

3.1.1. MICROSOFT .NET

Plataforma de desenvolvimento pertencente à empresa Microsoft, que apresenta a possibilidade de de-senvolver código numa plataforma (designada por .NET) para vários sistemas ou dispositivos. É baseada nos princípios utilizados pela tecnologia Java, onde os programas são compilados duas vezes: na destruição e execu-ção de cada implementaexecu-ção. O código fonte, construído na base de cada programa gera ficheiros baseados numa linguagem de baixo nível (Assembly). De acordo com cada tipo de projeto, as extensões possíveis para cada tipo de ficheiro são:

EXE – Arquivos Executáveis (Programas); DLL – Biblioteca de funções;

ASPX – Página Web; ASMXWebservice.

Esta plataforma de desenvolvimento apresenta, nos dias de hoje frameworks, ou seja, estruturas prepa-radas para apoiar as várias áreas no desenvolvimento de cada projeto. Fornece serviços e bibliotecas abrangentes, que permite aos programadores aproveitar código robusto e confiável, com a possibilidade de ser aplicado, em cada um dos seus projetos [7].

3.1.2. JAVA

Linguagem de programação orientada a objetos desenvolvida pela empresa Sun MicroSystems (conhe-cida hoje por Oracle), na década de 90. Com mais de 9 milhões de programadores em todo o mundo, Java per-mite que seja possível desenvolver e implementar aplicações e serviços [8].

A grande diferença é visível na compilação dos seus projetos, porque não são implementados direta-mente na arquitetura de cada máquina, apenas conseguem ser implementados numa máquina virtual específica. Ao contrário de outras linguagens que convertem o seu código, esta necessitará sempre de um componente Java

A base da programação são classes e objetos, que podem facilitar o desenvolvimento de cada projeto, onde as classes possuem métodos e características que são comuns a todos os objetos.

Por exemplo, os carros são uma classe, onde cada roda é um objeto da mesma, cada porta também pode-rá igualmente ser um objeto, que pode obter as suas próprias características, no seio da sua própria classe (carro).

3.1.3. MICROSOFT SQL SERVER

Conhecido por SGBD (Sistema de gestão de base de dados), atualmente a maioria das empresas, legal-mente alocadas em Portugal, possuem um sistema de base de dados, onde registam todas as informações do seu quotidiano empresarial, necessário para os seus sistemas de faturação, CRM’s, aplicações internas e outros afins. Neste caso vamos especificar algumas características, sobre o sistema de base de dados Microsoft SQL Server Express, utilizado para o desenvolvimento deste projeto. A principal função deste software é o armazenamento e recuperação de dados. É um componente bastante importante para aplicações que necessitem de armazenar ou solicitar dados, sejam estas aplicações locais ou online. Todas as solicitações poderão ser realizadas a partir de pedidos à base de dados realizados nas linguagens primárias: T-SQL e ANSI SQL. Estas linguagens permitem, como já referimos a consulta dos dados e ainda algumas funções necessárias para o melhoramento da apresenta-ção dos dados [9].

A versão acima referida é gratuita e possui algumas limitações, abaixo referidas:

Recurso Limites de Utiilização

Máxima capacidade computacional utilizada por uma única instância Menos de 1 socket ou 4 núcleos

Memória máxima utilizada 1GB

Memória máxima utilizada (Analysis Services) N/A

Memória máxima utilizada (Reporting Services) N/A

Tamanho máximo da base de dados 10GB

Tabela 4 - Limitações de Utilização SQL Server Express

O guia de instalação SQL está disponível na bibliografia deste documento [10].

3.1.4. TECNOLOGIAS WEB

As tecnologias seguintes são utilizadas no desenvolvimento de aplicações web. Estas centralizam-se em várias vertentes (back-end e/ou front-end) preferencialmente, tendo em conta a escalabilidade e segurança de cada aplicação [22].

HTML:

Esta linguagem não é uma linguagem de programação, mas sim uma linguagem de estruturação. Apre-senta-se atualmente na versão cinco e é utilizada na construção de páginas web. Esta versão enquadra novas fun-cionalidades na área da semântica e acessibilidade, melhorando a legibilidade aos seres humanos. Quando fala-mos na linguagem HTML, não podemos deixar de especificar as tags utilizadas por esta linguagem.

As figuras 7 e 8 apresentam uma estrutura básica de uma página web, com as suas tags necessárias e o seu resultado.

Figura 7 – Estrutura HTML

Figura 8 – Resultado da estrutura HTML

CSS:

Esta linguagem é utilizada para estilos de uma página HTML. Preferencialmente o código da mesma é escrito num ficheiro à parte, onde cada estilo pode ser invocado para fazer parte de frações da página web. A atual, versão três desta linguagem, apresenta melhoramentos a nível de funcionalidades e escrita.

JAVASCRIPT:

Linguagem utilizada para controlar o HTML e o CSS de forma a gerir comportamentos na página, ou seja, é da responsabilidade desta linguagem alterar ou adicionar funcionalidades aos componentes existentes nas páginas web. Por exemplo, nos dias de hoje, cada vez mais as páginas web são acedidas por dispositivos móveis, onde é predominante o “scroll down”, ou seja, a navegação é realizada com um deslize do dedo para cima, o que faz com que as páginas deslizem para o lado oposto. Ao encontro deste tipo de navegação foram criadas novas funcionalidades para ajudar o utilizador na sua navegação, incluindo ao código HTML e CSS, código javascript

3.1.5. API’S UTILIZADAS

API é uma solução que apresenta um conjunto de padrões na área da programação, que permite a cons-trução de aplicações que pretendem usar serviços externos. Nesta subsecção apresentaremos a API da rede soci-al, Facebook e Google Maps.

GOOGLE MAPS

Google Maps representa um serviço, disponibilizado pela Google, com a finalidade de apoiar a pesquisa de mapas e rotas a partir de imagens satélite do nosso planeta [11]. Neste serviço é possível ao utilizador arrastar o mapa para se deslocar geograficamente e ampliar a visão de cada localização.

A funcionalidade da visão de rua (street view) revolucionou a forma como, normalmente, eram utiliza-dos os mapas. Concede ao utilizador a sua deslocação virtual ao longo de ruas e cidades do mundo, graças a mi-lhões de fotos tiradas pelo Google, utilizadas para criar mapas panorâmicos.

A plataforma que pretendemos desenvolver, apresentará a localização das empresas de restauração, com a finalidade de facilitar a escolha do consumidor. Assim, pretendemos com o apoio da API do Google Maps uma localização exata de cada uma destas empresas através das suas informações de localização. Colocamos um ma-pa interativo ao dispor de cada utilizador com acesso à visão ma-panorâmica de cada rua e de cada localização.

Esta funcionalidade será conseguida com a API Google Maps Embed, após a pertinente inserção dos dados de localização de cada empresa de restauração [12]. O mapa resultante desta API será um ponto forte na determinação da localização exata das empresas de restauração disponíveis na plataforma, por parte de cada con-sumidor.

FACEBOOK

Após um prévio registo dos utilizadores, nesta rede social é possível criar o seu perfil pessoal e interli-gar-se com outros amigos ou grupos do seu interesse. Nesta rede existem cerca de 4.100.000 utilizadores ativos por mês em Portugal (dados de 2014) [13].

Pela sua grande afluência de utilizadores, seria pertinente alocar na nossa plataforma uma ligação com esta rede social. A API do Facebook está disponível apenas para programadores, membros desta rede. Esta API

fornece conexões de perfis de utilizadores, empresas ou grupos com a possibilidade de realizar publicações ou enviar mensagens. Esta API usa o protocolo RESTFUL com respostas enviadas no formato JSON e ainda, não podemos deixar de referir que, possui o grafismo dos botões de ligação, necessários para o seu desenvolvimento, que podem ser utilizados de várias formas, consoante a sua finalidade [14]. Utilizamos na página inicial da nossa plataforma o Facebook social plugins, apresentando ao utilizador três botões de integração com esta rede social:

Funcionalidade Descrição Imagem

Botão “Gosto”

Os consumidores têm a possibilidade de colocar um gosto diretamente na página do Facebook da empresa de restau-ração a partir da nossa plataforma.

Botão “Partilhar”

Permite que os utilizadores partilhem conteúdo da nossa plataforma no Facebook com determinados amigos ou grupos.

Botão “Enviar”

Permite aos utilizadores enviar em modo privado conteúdo da nossa plataforma com outros utilizadores.

Tabela 5- API da Rede Social

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