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5.11 – Biblioteca – Museu do Desporto (B/MD)

No documento INDICE Plano de atividades 2012 (páginas 93-95)

Em 2012 será inaugurado o novo museu, que irá funcionar em Lisboa, no Palácio Foz (Restauradores).

Pretende-se repor o funcionamento da biblioteca, mediante a organização temática e tratamento documental da coleção bibliográfica.

Qualificar e prestigiar o estatuto social e cultural da realidade desportiva através da salvaguarda e difusão do património do desporto será a missão da Biblioteca – Museu do Desporto.

São atribuições para 2012 a recolha, o estudo, a identificação, a conservação do seu contexto histórico, a exposição e a divulgação de espécies relativas ao desporto e outras formas de manifestação com ele relacionadas.

Tornar-se-á possível atingir um elevado grau de qualidade no serviço público prestado ao cidadão através da implementação de uma cuidada gestão do património do desporto, através da sua preservação, documentação e comunicação.

O acesso à informação e ao conhecimento (científico, técnico, social e cultural) sobre a realidade desportiva através do património do desporto ficará acessível a todos. A facilidade de acesso à investigação permitirá o aumento do conhecimento.

Será realizada uma campanha para informar diversas entidades desportivas, que a Biblioteca – Museu do Desporto estará aberta a doações de troféus.

6. Motivar os jovens para participarem de forma ativa nas suas

comunidades e na cidadania

A forma privilegiada de participação dos jovens, na sua dimensão coletiva, é o associativismo jovem. Assim, urge manter o apoio e o fomento desta forma de participação, desde logo na esteira do previsto na Lei 23/2006 de 23 de Junho, estimulando a capacidade de intervenção social e cívica das associações de jovens, juvenis e estudantis, quer no plano das infraestruturas e equipamentos, quer na concretização de projetos e atividades. Mas na atual conjuntura social e económica, este incentivo é ainda mais indispensável, pois estas associações constituem referências com expressão diversificada na atuação que desenvolvem nas regiões e comunidades, onde atuam como escolas de cidadania e veículos privilegiados de educação não-formal, voluntariado, inovação, criatividade, diálogo intergeracional, cultura e empreendedorismo; as associações de jovens são ainda catalisadores de dinâmicas que se expressam em níveis de atuação local, regional, nacional e internacional.

O movimento associativo constitui naturalmente um universo decisivo para auscultação e diálogo estruturado, sendo um referencial a reter para a definição de projetos e atuações, assim como para a sua realização concertada, tendo a experiência mostrado a necessidade e o valor acrescido de um trabalho permanente, transversal, com as plataformas de juventude, com destaque para o CNJ – Conselho Nacional de Juventude e a FNAJ – Federação Nacional de Associações Juvenis. Este trabalho e perspetiva de atuação, constituem, a par de outros mecanismos previstos legalmente, a verdadeiro substância de um trabalho “com e para jovens”.

A participação dos jovens não se esgota na participação coletiva, nesse sentido, fazendo eco de um amplo debate que vem sendo partilhado por diversos atores do universo de atuação da Juventude, importa atentar nas necessidades e possibilidades dos jovens que não se encontram integrados em movimentos ou associações. Por um lado apresentando-lhes e pondo-os em contacto com o movimento associativo, deixando-os conhecer aquela forma de participação como uma forma de opção para estruturarem as suas ideias e motivações de participação. Por outro dando-lhes instrumentos, informação e apoio, no sentido de expressarem as suas capacidades e determinação de mudança e atuação cívica, permitindo- lhes encontrar incentivo, formas e caminhos para a sua plena cidadania.

Há assim que encontrar formas de participação para todos aqueles que não se reveem nos quadros associativos mas que se encontram disponíveis para o exercício da sua cidadania, quer seja através de projetos de voluntariado quer seja através de projetos no quadro da empregabilidade sazonal, por exemplo, como forma de contactar com o mundo do trabalho, adquirindo competências no âmbito na educação não formal e mesmo informal.

Sabendo-se que o movimento associativo, assim como os jovens, têm por prática a mudança sistemática, dado que vão experimentando novos caminhos, no quadro da sua integração

social, é necessário, desenvolver ações pedagogicamente eficazes, por um lado, e é necessário, por outro, garantir a capacidade de diálogo e acompanhamento das práticas de cidadania através de serviços de proximidade, onde as Direções Regionais do IPDJ, I.P., têm um papel importante.

A participação e o exercício pleno da cidadania implicam cidadãos livres e autónomos, cidadãos emancipados, pelo que o Estado deve desencadear as ações que possibilitem essa emancipação promovendo de forma eficaz o acesso à habitação, ao emprego e à educação.

6.1. Um plano de estímulo e desenvolvimento do Associativismo Jovem e da

cidadania participativa, valorizando a educação não-formal, adequado às

características de cada região.

Entende-se que o desenvolvimento técnico efetivo de uma política de motivação dos jovens, quer a título coletivo, quer individual, deverá recorrer a uma ação concertada, congregando os mecanismos já previstos legalmente e criando outros, se necessário, para, numa óptica de convergência das suas virtudes, serem postos em favor dos jovens e de resultados sinérgicos. Considera-se ainda ser decisivo o reforço da política de proximidade aproveitando os saberes e atividade desenvolvidos pelos serviços desconcentrados do IPJ ao longo dos anos, que permitirão às associações contar com um apoio logístico (aproveitando a rede de recursos do próprio IPJ em todo o pais) e técnico mais efetivos, salvaguardando a capacidade de intervenção personalizada, assim como promovendo uma maior efetividade da avaliação e impacto das medidas e ações desenvolvidas, pela sua confrontação com os resultados no terreno

Deverá ainda manter-se e melhor se possível, a capacidade de fornecimento de conteúdos de informação adequados e opções de interação fundada nas novas tecnologias de informação, ao mesmo tempo que deverão afinar-se os mecanismos de diagnóstico e avaliação, para melhor dirigir os apoios disponíveis e os instrumentos existentes, bem como, propiciar a criação de outros que possam ser mais adequados e efetivos às características dos jovens, e do associativismo em cada região, na sua especificidade cultural, económica, social, demográfica, etc.

Finalmente como projeto de reconhecimento do movimento associativo e do seu papel na sociedade, deverão encontrar-se os meios para a concretização do projeto “Monumento ao Associativismo Jovem”.

6.1.1 – RNAJ – registo nacional do associativismo jovem e processos administrativos

No documento INDICE Plano de atividades 2012 (páginas 93-95)