EIXO III: Particularidades dos Programas e Projetos de Assistência Estudantil na CODAE/PROEST/UFS após o PNAES
BOLSA ALIMENTAÇÃO POR MODALIDADE E CAMPI (2008)
Campi
Modalidade Laranjeiras Itabaiana
São Cristóvão e da Saúde
Total Geral Bolsa Alimentação coletiva
(para residentes) 28 44 227 299
RESUN e Individual (Bolsa
de Trabalho) 15 11 366 392
Bolsista Alimentação
individual 54 275 - 329
Total por Campi 97 330 593 1020
FONTE: CODAE, 2010 (Tabela modificada).
O programa bolsa alimentação existe, como já foi dito, bem antes do PNAES, por meio do RESUN. Porém, passou por mudanças, tendo sido ampliado para melhor atender as exigências oriundas da expansão e do PNAES. Observe-se, desde já, que este é o único dos programas já existentes que sofreu alterações não somente quantitativas, pois foram criadas novas modalidades: coletiva e individual. O programa passou a funcionar em 2008 nos campi de Itabaiana e Laranjeiras, conforme se observa. Em Itabaiana, por ser um campus onde os cursos são em sua maioria na área das licenciaturas, a procura é sempre maior, pois estes
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É preciso chamar bastante atenção a alguns elementos desta Tabela: 1) o fato de que os dados disponíveis mostram a existência da modalidade de bolsa alimentação coletiva já em 2008, e ela realmente existia nos campi do interior. Contudo, sua normatização se dá apenas em 2009, através da Resolução N.º 37/CONSU; 2) para o campus de São Cristovão a Bolsa Alimentação coletiva passou a existir somente após a regulação de 2009, embora a tabela, que diz reproduzir dados de 2008 do Programa, mostra um número alto de bolsistas neste ano (227). Em 2008, para São Cristovão, o que existia, além do RESUN, era a concessão de Cestas Básicas que deveriam cobrir as necessidades de alimentação dos residentes nos finais de semana, quando o restaurante universitário não funciona.
cursos normalmente têm suas vagas ocupadas por estudantes com perfil para inserção nos programas de assistência.
Em 2009, após grande mobilização dos alunos da UFS123 em prol de melhoria na assistência, diante das demandas que surgiram oriundas da expansão dos campi da UFS do interior do estado, foi necessária a mudança na Resolução, permitindo a criação de outras modalidades de bolsas, como demonstrado acima, passando a disponibilizar também a transferência de renda para o aluno custear as despesas com a alimentação nas residências mantidas com verbas da UFS (PRU). A bolsa alimentação coletiva consiste numa inovação deste programa após o PNAES, que objetivou inicialmente atender somente os residentes dos campi do interior (Itabaiana e Laranjeiras). Porém, foi também estendido para o campus de São Cristovão, após muitas reivindicações dos residentes. Atualmente a bolsa alimentação coletiva é destinada para todos os residentes, sendo que no caso de São Cristovão o valor é menor (R$ 337,00 para cada casa) como já dito, por causa da existência do RESUN, funcionando apenas como renda complementar para custear as despesas referentes ao café da manhã, feriados e final de semana. Mesmo com as limitações em virtude do valor da bolsa ser muito baixo, o programa possibilitou a substituição da prática antiga de distribuição de cesta básica.
Uma análise dos editais da bolsa alimentação individual realizado nos campi do interior os resultados divulgados no período de 2008 a 2012 não apontou nenhum excedente neste programa, talvez porque o valor da bolsa individual até 2012 era bastante reduzido, apenas R$ 80,00.
Em relação aos programas de alimentação, a pesquisa do FONAPRACE afirma que em torno de 15% dos estudantes utilizam os programas, abrangendo todas as classes; no entanto, os estudantes das classes C, D e E são os mais beneficiados por estes programas. Na
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Nesta época os residentes do campus de Laranjeiras, apoiados pelo movimento estudantil, encabeçaram uma mobilização no final de 200, exigindo, dentre outras reivindicações, que fossem atendidos três pontos principais: 1º) a equiparação da bolsa residência fornecida pela universidade aos residentes do campus de São Cristóvão e Laranjeiras, que na época apresentava uma diferença de cerca de R$ 250,00; 2º) a regularização da bolsa trabalho; 3º) a saída da coordenadora de Assistência e Integração Estudantil, Neilza Barreto(Fonte:Disponívelemhttp://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?acao=todos_comentarios&id=7937 7. Acesso em 08/07/2013). O movimento que ocupou as salas da reitoria da UFS foi formado por residentes dos Campi de São Cristóvão e Laranjeiras, assim como por estudantes de ambas as cidades. O valor da bolsa residência naquela época era de R$ 702,00(IDEM). Esta, após as reivindicações dos residentes, foi ampliada, no ano seguinte, para R$ 780,00 – valor que permanece até os dias atuais. Também a bolsa alimentação foi modificada, sendo a mesma ampliada com a criação da bolsa coletiva, inclusive para os residentes do campus de São Cristovão.
UFS o programa tem uma procura muito grande pelos alunos, no entanto, o acesso gratuito ao RESUN se dá prioritariamente para alunos atendidos pelo PRU e BT124.
c) Programa Bolsa Viagem: Outro item que compõe as ações voltadas para a permanência é a Bolsa Viagem. O programa existe bem antes do PNAES, porém em virtude da ausência de documentos oficias que comprovem a existência de normatização deste programa, acredita-se que somente em 2006 foi criada uma Resolução (N.º 04/2006/CONSU) que o regule. Seu objetivo é oferecer um auxílio financeiro aos estudantes que tem interesse em divulgar os resultados das pesquisas realizadas na UFS. É o único em que o aluno não precisa passar por avaliação socioeconômica para acessá-lo, mesmo que este critério seja exigido pela última resolução, de 2006125.
Este programa parece estar atrelado, e de alguma forma ligado, ao item transporte, uma das ações de assistência prevista no PNAES. O acesso ao transporte é uma das demanda dos estudantes126. Porém, o único que podemos dizer é que, na UFS, na categoria transporte, aparecem somente ações denominadas Bolsa Viagem, cujo funcionamento se dá hoje não só por meio de bolsas, mas também através de liberação de veículos da UFS para realizar viagens para outros estados.
Até 2012 o acesso a “bolsa” era realizado sem levar em consideração os critérios socioeconômicos dos alunos, mesmo que a Resolução, desde 2006, já estabelecesse sua concessão mediante critério socioeconômico. Atualmente para acessá-lo os alunos devem comprovar situação socioeconômica mediante apresentação de documentos comprobatórios. No caso de Bolsa Transporte, voltado para alunos de baixa renda para custear despesas diárias com transporte coletivo, ainda não existe na UFS.
Conclui-se, com o exposto, que a política de transporte mantida pela PROEST/UFS ainda não contempla as reais necessidades dos alunos considerados em situação de vulnerabilidade social, mesmo sendo esta uma das ações indicadas pelo PNAES. Esta situação mostra a necessidade de criação de políticas articuladas com órgãos responsáveis pelo
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Alguns alunos que não estão em nenhum dos dois programas são isentos porque, durante o período de reforma do restaurante, concluído em julho de 2013, foi aberto um edital para os alunos do campus de São Cristovão, sendo assegurado o acesso gratuito destes ao RESUN após o retorno das atividades do restaurante.
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Não foi encontrada nenhuma resolução anterior a de 2006, porém os relatórios de gestão da UFS da década a de 1990 mostram o número de bolsas concedidas. Diante disso, não se sabe se a mesma atrelava o valor do beneficio a comprovação de critérios socioeconômicos. Somente em2013 a gestão atual da PROEST determinou que a Bolsa Viagem fosse concedida mediante avaliação socioeconômica do aluno requerente, atendendo o que dispõe a Resolução 04/2006/CONSU.
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Pesquisa realizada pelo FONAPRACE (SIPE-BRASIL, 2011) revelou que a maioria dos estudantes (60,60%) utiliza transporte coletivo para deslocamento até a universidade.
transporte urbano, com vistas a assegurar o direito dos alunos ao acesso aos campi a custos baixos ou zero.
Tabela 8