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EIXO III: Particularidades dos Programas e Projetos de Assistência Estudantil na CODAE/PROEST/UFS após o PNAES

DEFERIDOS E EXCEDENTES NO PROGRAMA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA 118 (2008 a 2012)

2008 2009 2010 2011 2012 Deferido* Excedente* Deferido* Excedente* Deferidos=152 Excedentes=23 Deferidos= 203 Excedentes= 101 Deferidos= 347 Excedentes= 172 FONTE: Editais da PROEST (2010, 2011 e 2012) * Não encontrado.

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Os residentes do campus de São Cristóvão recebem uma bolsa coletiva no valor de R$ 337,00, além de isenção da taxa do RESUN. A bolsa alimentação coletiva foi criada em 2009 para custear as despesas com alimentação nos finais de semana e no café da manhã em substituição ao RESUN, sendo que no caso das residências localizadas nos campi do interiordo estado o valor atual é de R$ 1.560,00 onde não há RESUN.

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Os Editais referem-se aos campi de São Cristovão e Laranjeiras até 2010 e a partir de 2011 se inclui o campus de Lagarto. Os Editais do PRU de Itabaiana, existentes desde 2007, é realizado em separado dos demais campi da UFS.

Para a análise dos dados foram considerados os resultados dos editais da PROEST com as demandas e respostas da assistência por meio do programa considerado de maior peso na assistência ao estudante da UFS, ou seja, o Programa Residência Universitária (PRU). A análise dos dados mostrou que o ano de 2009 foi considerado pela gestão da UFS e da PROEST como o “ano de consolidação de programas de assistência estudantil [...]” (UFS- RELATÓRIO DE GESTÃO, 2009, p.06). No entanto, também se considerou como sendo o momento mais difícil para colocar em prática o que prevê o PNAES, evidenciando os efeitos da expansão na UFS sem um planejamento antecipado das demandas potenciais, as quais nesse “momento se apresenta bem mais complexo do que os [anos] anteriores, visto que, a política de expansão e inclusão social possui multifacetas para serem postas em prática” 119

. Os editais referentes aos anos de 2008 e 2009 não foram encontrados, por isso não foi possível verificar quantos alunos foram deferidos e quantos ficaram como excedentes. Contudo, foi encontrada nos relatórios de gestão a evolução do número de residências abertas nestes dois anos. Em 2008 foram abertas 04 casas, sendo que 02 delas eram do PRU de São Cristovão e as outras 02 em Itabaiana, passando o programa a disponibilizar ao todo 30 casas. Já em 2009 foram abertos, no campus de São Cristovão, mais 05 núcleos residenciais, sendo 03 masculinos e 02 femininos.

A tabela 6 mostra que em 2010 dos 152 deferidos 23 não conseguiram se efetivar no PRU, ficando algumas demandas não atendidas. Mesmo assim, o Relatório de Prestação de Contas da UFS de 2010 afirma que as metas legais físicas da assistência ao estudante de graduação da UFS foram alcançadas, mesmo com existência de ausência vagas nas residências. O mesmo ocorre em 2011, quando se verifica uma demanda elevada para o PRU e a existência de um número ainda maior de excedentes. Dados divulgados pela PROEST mostram que nesta época, dos 203 alunos deferidos para o PRU, 101 ficaram na excedência porque não havia vagas suficientes naquele momento para o programa abarcar todas as demandas, dificultando a permanência dos alunos na UFS.

Em 2012 houve ao todo 02 editais lançados para seleção para o PRU120 sendo que o resultado do edital mostrou que das 347 solicitações 172 alunos não tinham conseguido vagas nas residências. Porém, após a divulgação do resultado, diante das pressões dos alunos, foi

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Idem (p. 92).

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Geralmente é realizada somente uma vez ao ano a seleção para o PRU, porém em 2012 em virtude do grande numero de alunos excedentes que conseguiram ser chamados para as vagas ociosas foi necessário fazer mais outro edital para contemplar uma segunda chamada no PRU, dentre outras situações não comuns, como aquelas em que alunos perderam o horário das entrevistas agendadas previamente.

autorizada a abertura de mais casas para acomodar os residentes excedentes, permitindo que os alunos tivessem assegurado o direito à moradia. Contudo, alguns dos alunos que foram convocados não compareceram ao Serviço Social para serem encaminhados não sendo informado o motivo, possivelmente os mesmos já tivessem encontrado alternativa de moradia ou mesmo desistido do curso.

O direito a moradia como se percebe ainda não se tornou realidade nas IFES. Uma pesquisa realizada em âmbito nacional em 2010, através do SIPE-Brasil (2011) mostrou que 28,52% dos alunos das classes C, D e E precisam de moradias custeadas pelas IFES, porém apenas 2,52% estão vivendo em república mantida pelas IFES. Nestas os estudantes que não residem com os pais/ cônjuges ou em casas mantidas pelas famílias e que pertencem a categoria C, D e E constituem a demanda potencial por moradia estudantil.

Os dados divulgados em nível nacional servem também para revelar que na UFS, apesar do crescimento das vagas oferecidas no PRU, ainda é insuficiente o atendimento das demandas dos alunos considerados público alvo deste programa. Portanto, o acesso à moradia mesmo sendo um direito dos estudantes ainda não é de fato assegurado não sendo esta realidade peculiar a UFS. Segundo a pesquisa realizada nas IFES, 26% dos discentes de todas as universidades públicas não conseguem acessar vaga nas residências, mas somente 2,52% tem assegurado este direito, sendo a região norte quem mais disponibiliza residências universitárias públicas para universitários (SIPE- BRASIL, 2011).

A pressão por moradia estudantil não é algo novo no Brasil, existe há muito tempo, porém até hoje a UFS ainda não dispõe de residências próprias, optando pelo repasse das verbas para custear as despesas com a mobília e a manutenção das casas. Isso também pode ser associado à ausência de um projeto nacional que defina uma política de moradia dentro das IFES. Desde 1999 um Projeto de Lei, de N.º 1018/99, que trata da Política Nacional das Moradias Estudantis tramita no congresso.

b) Programa Bolsa Alimentação: É regulamentado pela Resolução 37/2009/CONSU e visa assegurar a permanência do aluno por meio do acesso à alimentação. Uma novidade no programa hoje é que este se ampliou, passando a existir após o PNAES por meio de outras modalidades além do RESUN: individual e coletiva.

O aluno que estuda no interior do estado, em campus que não dispõe de restaurante universitário, recebe uma bolsa alimentação individual no valor de R$ 160,00121 para custear as despesas com alimentação. Nesta modalidade individual este programa atende alunos, em

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sua maioria, do campus de Itabaiana; no segundo caso, a bolsa é destinada para os alunos residentes, sejam do interior ou da capital, que durante a semana se alimentam no RESUN, mas precisam de cobertura para o fim de semana. O valor é pago conforme o número de residentes do núcleo. Os alunos dos campi do interior recebem um valor maior, aproximadamente R$ 1.590,00 (para 08 pessoas) para compensar a ausência do RESUN (Restaurante Universitário). Neste todos os alunos da UFS podem ter acesso a alimentação (almoço e jantar) por apenas R$ 1,00, enquanto aqueles assistidos pelos programas da PROEST têm acesso gratuito, notadamente os alunos cadastrados em Programas Residência e Bolsa Trabalho da CODAE.

Tabela 7