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BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA

No documento ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS (páginas 34-169)

3 REVISÃO DE LITERATURA

3.2 BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA

A missão precípua da Brigada de Cavalaria Mecanizada é cumprir missões de segurança, conquanto, tem a capacidade de executar operações ofensivas e defensivas em operações de segurança ou como elemento de aplicação do princípio de guerra “economia de meios” (BRASIL, 2000, p. 1-2). Dentre as operações ofensivas, a brigada tem possibilidade de executar as manobras de flanco, o aproveitamento do êxito e a perseguição (BRASIL, 2000, p. 1-3).

Algumas características da Bda C Mec destacam-se pelo impacto que causam nas necessidades do apoio prestado pela engenharia, como: a boa mobilidade tática e estratégica, que permite grande raio de ação, deslocamento em alta velocidade em estrada e realização de manobras rápidas e flexíveis; a proteção blindada, que permite razoável grau de segurança no combate embarcado; e a flexibilidade, o que permite o emprego em largas frentes e grande profundidade (BRASIL, 2000, p. 1-2).

Pelas características que lhe atribuem mobilidade, destacam-se como limitações: a vulnerabilidade a ataques aéreos, a sensibilidade ao largo emprego de minas e obstáculos artificiais e mobilidade restrita em terrenos montanhosos, arenosos, pedregosos, cobertos e pantanosos, além de sua restrição às condições meteorológicas adversas e grande dependência de uso de rede rodoviária (BRASIL, 2000, p. 1-4).

Na Operação de Aproveitamento do Êxito, a Bda progride em larga frente, sendo mantidas em reserva apenas forças que possibilitem assegurar a flexibilidade, a impulsão e a segurança. Para isso, é empregada tão vigorosamente quanto possível contra forças que encontrem dificuldade de manter suas posições, evitando o seu engajamento contra tropas de poder insuficiente para ameaçá-la, a fim de atingir rapidamente seus objetivos e mantê-lo. Para isso, a decisão de

desbordar ou engajar forças pode ser delegada aos Cmt subordinados (BRASIL, 2000, p. 5-20).

A dependência do deslocamento por estradas está associada aos meios de transporte utilizada pelas brigadas mecanizadas. Suas viaturas sobre rodas tem uma extrema vulnerabilidade no deslocamento através campo, principalmente, em deslocamentos em períodos chuvosos ou através de terrenos alagadiços, ocasionando, normalmente, o atolamento das mesmas.

A Bda C Mec possui, como peças de manobra orgânicas para emprego em primeiro escalão, dois Regimentos de Cavalaria Mecanizado e um Regimento de Cavalaria Blindado (BRASIL, 2000, p. 1-11). A engenharia responsável por dirimir suas restrições é uma Cia E Cmb Mec, conforme demonstrado na FIGURA 4.

FIGURA 4: Organograma de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada Fonte: Instrução do C I Bld

Depois das brigadas blindadas, a Bda C Mec é a tropa mais apta para realizar operações como força de aproveitamento do êxito. Essa grande unidade pode ser

empregada como força de Apvt Êxi ou de acompanhamento e apoio do Esc Sup, ou aproveitar o êxito de suas próprias operações (BRASIL, 2000, p. 5-18).

Nesse tipo de operação a brigada progride em larga frente, desde que o terreno e a rede de estradas permitam, permanecendo o mínimo de forças em reserva.

3.2.1 Regimento de Cavalaria Mecanizado

O Regimento de Cavalaria Mecanizado é empregado pela Brigada nas missões de reconhecimento e segurança (BRASIL, 2002, p. 1-1), ou como elemento de aplicação do princípio de economia de meios pela Bda (BRASIL, 2002, p 6-1).

O Regimento é constituído organicamente por um comando, 3 Esquadrões de Cavalaria Mecanizada (Esqd C Mec) (BRASIL, 2000, p. 1-11), conforme representado na Figura 2.

FIGURA 5: Organograma de um Regimento de Cavalaria Mecanizado Fonte: Instrução do C I Bld

Dentre as operações ofensivas, o RC Mec, considerado unidade blindada leve, é o elemento mais apto para as missões de aproveitamento do êxito e perseguição, em razão das características de suas viaturas (BRASIL, 2002, p. 1-1).

As viaturas empregadas pelo regimento são, além das Viaturas Táticas Leve, as viaturas EE-9 Cascavel e a VBTP-MR 6x6 Guarani (DEFESANET, 2017), as quais possuem grande mobilidade e baixa classe, sendo elas, respectivamente, classe 11 e 20, porém, alta dependência de utilização de estradas.

A Bda pode ainda organizar o RC Mec como Força-Tarefa (FT), a fim de aumentar as possibilidades de êxito em determinadas funções, podendo receber Esquadrão de Carro de Combate (Esqd CC), Esquadrão de Fuzileiro Blindado (Esqd Fuz Bld), Companhia de Fuzileiro Blindado (Cia Fuz Bld), FT Esqd CC, FT Esqd Fuz Bld, FT Cia Fuz Bld e Cia Fuz Mtz (BRASIL, 2002, p. 1-9).

3.2.2 Regimento de Cavalaria Blindada

O RCB, elemento responsável por proporcionar capacidade ofensiva à Bda (BRASIL, 2002, p. 7-6), possui uma organização semelhante a de uma Força Tarefa (FT), empregando 2 (dois) esquadrões de fuzileiros (Esqd Fuz) e 2 (dois) esquadrões de carro de combate (Esqd CC), além de um Esquadrão de Comando e Apoio (Esqd C Ap) (BRASIL, 2000, p. 1-12).

FIGURA 6: Organograma de um Regimento de Cavalaria Blindado Fonte: Instrução do C I Bld

O Esqd Fuz é dotado das viaturas de transporte de pessoal VBTP M113 (Mesquita, 2015) (FIGURA 7), viatura anfíbia de origem americana de classe 11.

FIGURA 7: Viatura Blindada de Transporte de Pessoal M113

Fonte: Sítio eletrônico "EXÉRCITO BRASILEIRO". Acesso em 22 dez. 2017

O Esqd CC possui as viaturas de combate VBC CC M60 A3-TTS (Mesquita, 2015) (Figura 8), viatura americana de classe 55 e capacidade de transposição submersa em curso de água de até 2,40 m de profundidade com preparação.

FIGURA 8: Viatura Blindada de Combate Carro de Combate M60 A3-TTS Fonte: Sítio eletrônico "20RCB". Acesso em 22 dez. 2017

Esta viatura foi substituída, na maioria dos regimentos, pela VBC CC Leopard 1 BR (Mesquita, 2015) (Figura 9), de origem alemã, classe 45, com capacidade de transposição submersa de cursos de água de até 2,25 com preparação e 4 m com snorkel.

FIGURA 9: Viatura Blindada de Combate Carro de Combate Leopard 1BR Fonte: Sítio eletrônico "DEFESANET". Acesso em 22 dez. 2017

Com suas viaturas sobre lagartas, o RCB é a força da brigada para emprego da ação de choque, proteção blindada e mobilidade (BRASIL, 2000, p. 6-25). Por características de suas viaturas, o regimento possui grande vulnerabilidade a ataques aéreos, armas anticarro e minas.

3.3 COMPANHIA DE ENGENHARIA DE COMBATE MECANIZADA

A Cia E Cmb Mec tem por missão, multiplicar o poder de combate da Bda, proporcionando-lhe mobilidade, contramobilidade e contribuindo para sua proteção (BRASIL, 2000, P. 4-1).

As capacidades que cabem à Cia E Cmb Mec são fruto das necessidades da Bda C Mec, a quem está subordinada. Essas capacidade estão intimamente ligadas às limitações dos seus meios.

Na Bda, as necessidades de apoio fazem-se sentir, particularmente, junto aos elementos de primeiro escalão, exigindo, desta forma, a colocação dos meios mais à frente possível. A Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada (Cia E Cmb) é organizada com meios destinados a atender às necessidades mínimas e mais imediatas da frente de combate (BRASIL, 2000, p. 1-16).

Face às necessidades da Brigada serem maiores junto aos elementos em primeiro escalão, a Cia E Cmb menos esses elementos deve ser capaz de realizar os trabalhos de apoio ao conjunto, realizando trabalhos de interesse da Bda como um todo, aumentar o apoio aos elementos em primeiro escalão e, ainda, ficar em condições de apoiar a reserva, quando empregada (BRASIL, 2000, p. 2-4).

No aproveitamento do êxito, as necessidades de apoio ao conjunto aumentam, sendo necessária a distribuição de elementos de engenharia no terreno de acordo com o avanço do ataque, porém, sem deixar de preservar a atenção precípua ao emprego oportuno do apoio aos Regimentos em primeiro escalão (BRASIL, 1999, p. 5-14).

O comandante da engenharia da brigada faz sentir sua influência na conduta do combate, ao manter os meios de engenharia sempre em condições de atender às necessidades de apoio, tanto as planejadas, como as imprevistas (BRASIL, 1999, p. 5-14).

O apoio de engenharia aos elementos de manobra da brigada é feito sob a forma de apoio direto ou reforço. No aproveitamento do êxito, a situação de comando reforço, normalmente, é adotada emprego dos pelotões de combate (BRASIL, 1999, p. 5-14).

No apoio à mobilidade a Cia E Cmb busca manter a liberdade de manobra dos Regimentos e sua impulsão do ataque, minimizando os efeitos dos obstáculos naturais e artificiais (BRASIL, 1999, p. 5-4).

Para apoiar o RCB e o RC Mec, a Companhia de Engenharia tem a possibilidade de apoiar até 3 peças de manobra simultaneamente, lançar ou construir obstáculos, abrigos e outros trabalhos de organização do terreno que

requeiram mão-de-obra e/ou equipamentos especializados, lançar e remover obstáculos, realizar abertura e fechamento de passagens em obstáculos, montar e operar até duas portadas pesadas, lançar três pontes de pequena brecha, construir, manter e operar portadas pesadas recebidas do escalão superior, conservar e reparar estradas e realizar o estudo técnico do terreno, apontando os corredores de mobilidade (BRASIL, 2000, p. 4-2, 2-2 e 2-3).

Para isso, a Companhia está organizada da seguinte forma: uma Seção de Comando, um Pelotão de Engenharia de Apoio, um Pelotão de Equipagem de Assalto e três Pelotões de Engenharia de Combate (BRASIL, 2000, p. 4-1), conforme FIGURA 10.

FIGURA 10: Organograma de uma Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada

Fonte: Adaptado do manual BRASIL (2000, p. 4-1)

3.3.1 O Pelotão de Engenharia de Apoio

O Pelotão de Engenharia de Apoio (Pel E Ap) é responsável por reforçar os Pel E Cmb com caminhões basculantes, viaturas blindadas especiais de engenharia (VBE), equipamentos pesados de engenharia, pessoal especializado ou não e

equipamentos especializados na guerra com minas, conforme previsto no manual C5-10 (p. 4-5).

Para a execução de suas missões, o Pel E Ap emprega: uma Seção de Comando, um Grupo de Comando, um Grupo de Mineiros, um Grupo de Equipamento de Engenharia, um Grupo de Engenharia de Construção, um grupo de Caminhão Basculante e um Grupo de Engenharia de Combate (BRASIL, 1999, p. 4-6), conforme organograma da Figura 11.

FIGURA 11: Organograma de um Pelotão de Engenharia de Apoio Fonte: Brasil (2000, p. 4-1)

Ainda de acordo com o material disponível descrito no manual C5-10, os principais materiais e equipamentos com que o Pel E Ap pode reforçar os Pel E Cmb no apoio à mobilidade no Aproveitamento do Êxito são: viaturas blindadas especiais de engenharia (VBE); reboque com equipamento para abertura de trilhas em obstáculos (o qual se refere ao equipamento de abertura de brecha) e reboque com Eqp para disseminação de minas; motosserra; compressor de ar e jogo de ferramentas pneumáticas; aparelho de solda arco voltaico; e, conjunto para balizamento de passagens.

Dos citados materiais, cabe salientar que não existe nas Cia E Cmb Mec viaturas especiais de engenharia, equipamentos para abertura de brecha, para disseminação de minas, nem jogo de ferramentas pneumáticas.

3.3.2 O Pelotão de Equipagem de Assalto

O Pelotão de Equipagem de Assalto (Pel Eq Ass) tem como missão junto aos Pel E Cmb, reforçar com seus equipamentos e materiais e/ou com pessoal especializado, principalmente, missões relacionadas à transposição de curso de água (BRASIL, 1999, p. 4-7).

O Pel Eq Ass é constituído por um Gp Cmdo, Grupo de Botes de Assalto, Grupo de Passadeiras, Grupo de Portadas e Grupo de Ponte de Pequenas Brechas (BRASIL, 1999, p. 4-8), conforme Figura 12.

FIGURA 12: Organograma do Pelotão de Engenharia de Assalto Fonte: Brasil (2000, p. 4-1)

Os principais equipamentos que o pelotão possui são: botes de assalto, equipagem de passadeira, portada pesada e veículos lançadores de pontes de pequenas brechas. Embora não especificados nos manuais que fazem referência, se seriam sobre rodas ou sobre lagartas, foi considerado pelo autor que as viaturas

lançadoras de ponte de pequena brecha da Cia E Cmb Mec seja sobre rodas, partindo do princípio que, no DAMEPLAN existe ponte, de classe 30, lançada por viatura.

Dos materiais acima citados com que o Pel E Cmb Mec precisa ser reforçado, no Aproveitamento do Êxito, o principal meio é a viatura lançadora de pontes sobre rodas, a qual, não existe no Exército Brasileiro.

3.3.3 O Pelotão de Engenharia de Combate Mecanizado

O pelotão, fração básica de apoio junto às armas (BRASIL, 1999, p. 1-10), que tem por missão, realizar, dentro de suas possibilidade, os trabalhos técnicos de engenharia em proveito da brigada como um todo ou da peça de manobra da arma-base apoiada (BRASIL, 2000, p. 4-9). Composto por um grupo de comando e 3 Grupos de Engenharia (GE), os quais, estes, constituem elemento básico de trabalho (BRASIL, 1999, p. 1-10), o Pel E Cmb está organizado conforme representado na FIGURA 13.

FIGURA 13: Organograma de um Pelotão de Engenharia de Combate Mecanizado Fonte: Brasil (2000, p. 4-1)

Segundo o manual C 5-10, nas operações ofensivas, o Cmt Cia E designa, normalmente, um Pel E Cmb para apoiar cada regimento da Brigada (BRASIL, 1999, p. 4-2). Para isso, o Pel E Cmb tem as seguintes capacidades: produção de cortina de fumaça; trabalhos de minagem e desminagem (manual, tendo em vista que a Cia E Cmb não possui equipamento especializado); trabalho de destruições e de explosivos; e, trabalho de fortificação de campanha, limitado aos seus equipamentos de engenharia (BRASIL, 1999, p. 4-9) (equipamentos inadequados para o aproveitamento do êxito, pois não possuem proteção blindada, nem conseguem acompanhar os elementos apoiados).

Além disso, o pelotão pode conduzir consigo o material para abertura de passagem em campo de minas. O único material com o qual o Pel E tem contato, por ocasião do adestramento, tanto por tropas mecanizadas, como blindadas, é o RAMBS.

O RAMBS consiste em uma carga linear explosiva que abre uma trilha de 0,6 metros de largura por 6 metros de comprimento em campo de minas, abrindo um caminho para tropa a pé (BRASIL, 2000, p. D-2), portanto, ineficiente para a transposição de qualquer viatura, as quais necessitam de uma abertura de brecha, com medidas mínimas de 3,5 metros (BRASIL, 2000, p. D-8).

Além desse equipamento, o único material para remoção de minas é o utilizado em desminagem humanitária, ou seja, material de desminagem manual. O material para desminagem manual consiste em: bastão de sondagem, roupa de proteção, capacete de minas, bandeirolas, entre outros, os quais ineficientes para abertura de brecha sob fogos inimigos, devido a inexistência de proteção para os membros da equipe, embora eficientes para missões humanitárias (BRASIL, 2000, p. 5-18).

Além desse material básico que acompanha o pelotão, outros materiais podem reforçar as capacidades do pelotão, conforme o estudo da missão. Os meios de transposição de obstáculos oriundos da Cia E Cmb são, normalmente, passados em reforço pelo Pelotão de Equipagem de Assalto e pelo Pelotão de Engenharia de Apoio.

Os Pel E Cmb, quando não reforçados, tem condições ainda mais limitadas de apoio, por conduzir material de pequena capacidade de trabalho, os quais estão contidos na caixa de sapador. Embora estejam previstas ferramentas pneumáticas,

suas caixas de sapador são constituídas de materiais básicos, como enxada, pá, picareta, fateixa, boca-de-lobo, trena, martelo.

3.4 MATERIAIS DE EMPREGO MILITAR DISPONÍVEIS NO MUNDO PARA REFORÇO AOS PEL E CMB NO APOIO À MOBILIDADE

Os meios utilizados em reforço dos Pel E Cmb atribuem a capacidade de realizar trabalhos e diminuem o tempo de execução e, consequentemente, o tempo de exposição aos fogos inimigos. Para as Cia E Cmb que possuem blindados como viatura de transporte (Cia E Cmb Mec/Bld), destaca-se a importância dos meios que podem ser utilizados mantendo a proteção blindada durante sua operação, como é o caso das Viaturas Blindadas de Engenharia, aumentando a segurança da guarnição e do equipamento, os quais são considerados meios muito nobres, devido sua especificidade.

O emprego das viaturas, denominadas especiais, proporciona proteção blindada, o que garante considerável manutenção da funcionalidade da viatura sob fogos de determinado calibres, rapidez na abertura da passagem e segurança. Essa última característica contribui para garantir a preservação do Poder Relativo de Combate (PRC), o emprego oportuno e eficiente dos meios pelo Cmt Pel, conforme previsto no Manual EB20-MC-10.208 – Proteção (2015, p. 1-1).

As viaturas também proporcionam grande mobilidade, pois seus meios primam pelo máximo emprego de seus implementos de forma embarcada. Desta forma, além da segurança, evitando a exposição da guarnição da viatura, evita-se a perda de tempo no desembarque de militares e dos meios, embarque e preparação.

No manual C 5-10 - O apoio de engenharia no escalão brigada – as viaturas

que o Pel E Ap e o Pel Eq Ass possuem para reforço dos pelotões são: Viatura Blindada Especial Lança-Pontes (VBEL Pnt) e Viatura Blindada de Combate de Engenharia (VBCE).

O manual C 5 – 37 – Minas e armadilhas, descreve alguns outros materiais

como o reboque com MICLIC, Giant Viper, viatura rolo e viatura arado. No DAMEPLAN, é feito menção ao equipamento para abertura de brecha, equipamento de tubos para transposição de fosso, além dos implementos: lâmina frontal, rolo e equipamento para disseminação de mina AC, lança para guindaste e escavadeira.que também será abordada, não existem nas Cia E Cmb Mec. Para

entendimento da importância e capacidades de cada um, serão abordadas suas características e possibilidades.

3.4.1 Viatura blindada especial lançadora de pontes de pequena brecha

Embora não tenha sido encontrado nenhum dado limitador que definisse o limite para ser considerada uma ponte de pequena brecha, foi delimitada pelo autor como ponte de pequena brecha aquela transportada por uma única viatura blindada, capaz de ser lançada sem desembarque e/ou complemento em procedimento por outro elemento, mesmo que embarcado em outra viatura.

As VBEL Pnt são viaturas que tem a capacidade de realizar o lançamento de pontes sobre cursos d’água, valetas e como rampas ascendentes ou descendentes. Essas viaturas podem ser divididas em dois tipos de lançamento: vertical e horizontal.

O lançamento horizontal, cuja sequência de lançamento é apresentada na figura 16, é o tipo de lançamento no qual a ponte desloca-se, em quase sua totalidade, na horizontal, característica esta que diminui a exposição excessiva da viatura no campo de batalha.

FIGURA 14: Sequência de lançamento do tipo horizontal de ponte de pequena brecha

O lançamento vertical é o deslocamento realizado onde a ponte projeta-se no sentido vertical antes de ser projetada na horizontal para lançamento sobre o solo.

A Viatura Blindada Especial Lança-Pontes Leopard 1BR (VBEL Pnt Leo 1 BR) é viatura alemã modificada da versão alemã BIBER para o Brasil. Construída a partir do chassi do Leopard 1 esta é capaz de lançar uma ponte de classe 50 de 22 metros sobre um vão de 20 metros (MANUAL DE OPERAÇÃO DA VIATURA BLINDADA ESPECIAL LANÇA-PONTES LEOPARD 1 BR, p. 2).

O Brasil adquiriu essa viatura junto com a compra dos Leopard 1 A5 BR, em 2009, dando à tropa blindada a capacidade de transpor obstáculos, como cursos d’àgua e valetas.

FIGURA 15: Viatura Blindada Especial Lança-Pontes Leopard 1 BR Fonte: Sítio eletrônico “Armyvehicles”. Acesso em 30 mar. 2018

A Viatura Blindada Lança-Pontes Titan é uma viatura britânica, baseada no chassi do carro de combate Challenger 2, capaz de lançar uma única ponte de 26 m em menos de dois minutos ou duas pontes de 12 m em apenas 90 segundos. Esta viatura tem o mesmo nível de proteção da VBCC, fornecendo um nível muito alto de proteção contra armas de fogo direto, além de considerável proteção contra minas

terrestres e contra agentes QBRN (Químico, biológico, radiológico e nuclear) (MILITARY-TODAY,201?).

A FIGURA 16, a seguir, mostra que a viatura realiza um lançamento do tipo vertical, representado pela sequência de imagens abaixo apresentada:

FIGURA 16: Viatura lançadora de pontes Titan

Fonte: Adaptado do sítio eletrônico “Youtube”. Acesso em 15 ago. 2018.

A Viatura Blindada Lança-Pontes M104 Wolverine é a viatura para transposição de pequenas brechas utilizada pelos Estados Unidos. Construída a partir do chassi da viatura carro de combate M1A2 Abrams, a viatura Wolverine tem a capacidade de lançar ponte de classe 70 sobre brechas de até 24 metros (MILITARY-TODAY,201?).

A VBEL Pnt, que realiza lançamento do tipo horizontal, possui proteção semelhante à viatura carro de combate M1A2 Abrams e possui um sistema de gerenciamento de campo de batalha, a fim de aumentar a consciência situacional no campo de batalha (MILITARY-TODAY,201?).

Figura 17: Viatura Blindada Especial Lança-Pontes M104 Wolverine Fonte: Sítio eletrônico “MILITARY-TODAY”. Acesso em 15 ago. 2018

3.4.2 Viatura Blindada Especial de Engenharia

Não existe uma padronização de nomenclatura para esse tipo de viatura, nem um padrão definido, mas os recursos variam entre uma lâmina grande ou arados para minas, um canhão de demolição de grande calibre, perfuratriz, guinchos, braço e guindaste de escavadeira ou para içamento de cargas (WIKIPEDIA ,20??).

Neste trabalho, será considerada Viatura Blindada Especial de Engenharia, assim como é utilizada na documentação do Centro de Instrução de Blindados, com base na definição constante na Portaria Nr 023 – DMB, de 20 de novembro de 1998 – Normas reguladoras para classificação, registro e identificação dos veículos oficiais no âmbito do Ministérios do Exército (NORCRIVE). Essa explicação se faz necessária, porque muitos ainda descrevem, como nosso manual MD33-M-02 - Manual de abreviaturas, siglas, símbolos e convenções cartográficas das forças armadas, como sendo Viatura Blindada de Combate.

A citada norma, corretamente, considera Viatura Blindada de Combate aquela

é dotada de armamento orgânico com um apreciável poder de fogo. Por outro

lado, considera Viatura Especial aquela dotada de características muito

peculiares.

Partindo do princípio que o M113, que possui armamento orgânico com maior calibre que o constante na VBE Eng, não é considerado viatura de combate, a

viatura de engenharia também não pode ser, pois seu armamento é suficiente apenas para proteção da viatura e de sua guarnição.

A Viatura Blindada Especial de Engenharia Leopard 1BR (VBE Eng Leo 1 BR) é uma viatura modificada da versão alemã Pionierpanzer Dachs 1 para o Brasil. Construída a partir do chassi do Leopard 1 esta viatura tem as seguintes capacidades: desobstrução, escavação e trabalho de resgate.

Suas capacidades advém dos seus equipamentos: escavadeira; guindaste, o qual funciona a partir do braço da escavadeira; lâmina de terraplanagem, que realiza trabalhos de remoção de terra e obstáculos, além de executar a função de

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