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ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS

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Academic year: 2021

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Cap Eng SAULO DOS SANTOS MARQUES

A DOUTRINA DA ENGENHARIA DE COMBATE DA BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA: UMA SUGESTÃO DE ADEQUAÇÃO DO APOIO PRESTADO AOS

ELEMENTOS EMPREGADOS EM PRIMEIRO ESCALÃO NAS OPERAÇÕES OFENSIVAS

Rio de Janeiro

2018

(2)

Ficha catalográfica elaborada pelo Bibliotecário Márcio Finamor CRB7/6699

M357e

2018 Marques, Saulo dos Santos

A doutrina da engenharia de combate da brigada de cavalaria mecanizada: uma sugestão de adequação do apoio prestado aos elementos empregados em primeiro escalão nas operações ofensivas / Saulo dos Santos Marques. – 2018.

166 f. : il.

Dissertação (Mestrado em Ciência Militares) – Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Rio de Janeiro, 2018.

1. Brigada de Cavalaria Mecanizada. 2. Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada. 3. Projeto

Estruturante Novo Sistema de Engenharia. I. Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais II. Título.

CDD:357.1

(3)

Cap Eng SAULO DOS SANTOS MARQUES

A DOUTRINA DA ENGENHARIA DE COMBATE DA BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA: UMA SUGESTÃO DE ADEQUAÇÃO DO APOIO PRESTADO AOS

ELEMENTOS EMPREGADOS EM PRIMEIRO ESCALÃO NAS OPERAÇÕES OFENSIVAS

Dissertação apresentada à Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Ciências Militares.

Orientador: Cel Eng André Cezar Siqueira

Rio de Janeiro

2018

(4)

A Deus, por ter-me abençoado com mais este trabalho, assim como tem feito com minha vida.

(5)

AGRADECIMENTOS

Ao meu orientador, pela paciência e dedicação em mostrar-me o correto caminho.

Aos instrutores do CAO 2018, pela colaboração na transmissão de tão importantes conhecimentos para o capitão da Arma de Engenharia.

Aos companheiros do Centro de Instrução de Blindados - General Walter Pires, pelo inestimável exemplo do espírito de camaradagem, dedicação e excelência do ensino, cujos pilares me guiarão por toda a minha vida profissional.

À minha família, a qual sou eternamente grato pelas orações a Deus e pelo oportuno apoio e carinho, os quais foram cruciais para a transposição dos obstáculos mais difíceis que se apresentaram no presente ano.

(6)

RESUMO

A capacidade de uma tropa está baseada nos fatores, doutrina, organização, adestramento, material, emprego, pessoal e instrução. Para o sistema de engenharia, destaca-se ainda mais a importância do conjunto formado pelo material, pessoal e organização. O Projeto Estruturante Novo Sistema de Engenharia, visa reestruturar esse sistema, que tem influência significativa na capacidade da engenharia cumprir suas missões como arma de apoio. Alinhado com esse objetivo, este trabalho analisou a estrutura das Brigadas de Cavalaria Mecanizada, que são compostas por Regimentos de Cavalaria Mecanizada e Regimentos de Cavalaria Blindada, os quais receberam, respectivamente, as Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Médias de Rodas Guarani e as Viaturas de Combate Carro de Combate Leopard 1 e M60 A3-TTS. Embora os projetos Guarani e Leopard tenham influenciado na melhoria dos materiais utilizados pelos regimentos, a Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, não teve a adequação dos seus fatores base. Então, surgiu a necessidade de, por meio da análise dos fatores emprego e materiais, sugerir uma proposta de adequação desse apoio prestado aos elementos empregados em primeiro escalão da brigada, a partir da análise do apoio a Operação de Aproveitamento do Êxito.

Palavras-chave: Brigada de Cavalaria Mecanizada. Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada. Projeto Estruturante Novo Sistema de Engenharia. Operação de Aproveitamento do Êxito.

(7)

ABSTRACT

The capacity of a troop is based on factors, doctrine, organization, training, material, employment, personnel and instruction. For the engineering system, the importance of the set formed by the material, personnel and organization stands out even more.

The Strategic New Engineering System Project aims to restructure this system, which has a significant influence on the ability of engineering to fulfill its missions as a support weapon. Aligned with this objective, this work analyzed the structure of the Mechanized Cavalry Brigades, which are composed of Mechanized Cavalry Regiments and Armored Cavalry Regiments, which received, respectively, the Armored Personnel Carrier Vehicle - Medium Wheeled Type and the Main Battle Tank Leopard 1 and M60 A3-TTS. Although the Guarani and Leopard projects influenced the improvement of the materials used by the regiments, the Mechanized Combat Engineering Company did not have the adequacy of its base factors. Then, the need arose, through the analysis of the factors of employment and materials, to suggest a proposal for adequacy of this support provided to the elements employed in the first step of the brigade, based on the analysis of the support for Deliberate Attack.

Keywords: Mechanized Cavalry Brigades. Mechanized Combat Engineering Company. Structurant New Engineering System Project. Deliberate Attack.

(8)

1 INTRODUÇÃO... 10

1.1 PROBLEMA... 12

1.2 OBJETIVOS... 13

1.3 QUESTÕES DE ESTUDO... 14

1.4 JUSTIFICATIVA... 15

2 METODOLOGIA... 16

2.1 OBJETO FORMAL DE ESTUDO... 16

2.1.1 Definição conceitual das variáveis... 17

2.1.2 Definição operacional das variáveis... 18

2.1.3 Alcances e limites…....……….. 19

2.2 AMOSTRA..………...… 20

2.3 DELINEAMENTO DA PESQUISA...………. 21

2.3.1 Procedimentos para revisão de literatura... 21

2.3.1.1 Fontes de busca... 22

2.3.1.2 Estratégia de busca para as bases de dados... 22

2.3.1.3 Critérios de inclusão ...………. 22

2.3.1.4 Critérios de exclusão ..……… 22

2.3.2 Procedimentos Metodológicos …...……… 23

2.3.3 Procedimentos Experimental ...……… 23

2.3.4 Instrumentos... 23

2.3.4.1 Elaboração dos questionários... 24

2.3.4.2 Questionário destinado aos oficiais em função de desenvolvimento, coordenação ou chefia do Projeto Guarani ...…. 24

2.3.4.3 Questionário destinado aos comandantes e ex-comandantes de regimento de cavalaria de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada (Apêndice A)………...……….. 24

2.3.4.4 Questionário destinado aos comandantes e ex-comandantes de regimento de cavalaria de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada (Apêndice B)...……… 25 2.3.4.5 Questionário destinado aos oficiais de engenharia que tenham

(9)

Unidos ou na Alemanha (Apêndice C)...……… 25

2.3.4.6 Questionário destinado aos oficiais na função de instrutor do Centro de Instrução de Blindados, que tenham realizado curso de Comandante de Subunidade nos Estados Unidos ou na Alemanha (Apêndice D)...………. 25

2.3.5 Análise dos Dados …...………... 26

2.3.5.1 Tabulação dos dados ...………. 26

3 REVISÃO DE LITERATURA... 27

3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 28

3.1.1 Operações de Aproveitamento do Êxito... 28

3.1.2 Situação de Comando Reforço... 29

3.1.3 Função de Combate Movimento e Manobra... 29

3.1.4 Modularidade... 30

3.1.5 Projeto Guarani... 31

3.2 BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA... 33

3.2.1 Regimento de Cavalaria Mecanizado... 35

3.2.2 Regimento de Cavalaria Blindada... 36

3.3 COMPANHIA DE COMBATE MECANIZADA... 38

3.3.1 O Pelotão de Engenharia de Apoio... 40

3.3.2 O Pelotão de Equipagem de Assalto... 40

3.3.3 O Pelotão de Engenharia de Combate Mecanizado... 43

3.4 MATERIAIS DE EMPREGO MILITAR DISPONÍVEIS NO MUNDO PARA REFORÇO AOS PEL E CMB NO APOIO À MOBILIDADE... 45

3.4.1 Viatura blindada especial lançadora de pontes de pequena brecha... 46

3.4.2 Viatura Blindada Especial de Engenharia ...……….. 49

3.4.3 Viaturas Blindadas Especiais de Abertura de Brecha... 50

3.4.4 Outros sistemas e implementos... 55

3.5 APOIO DE ENGENHARIA ORGÂNICA ÀS BRIGADAS MECANIZADAS EM OUTROS PAÍSES... 60

3.5.1 SBCT, a brigada americana Stryker …...……….. 60

3.5.2 Brigada de Infantaria Mecanizada da Alemanha ……... 63

(10)

4.1 DISCUSSÃO REFERENTE AOS INSTRUMENTOS UTILIZADOS. 71

4.1.1 Revisão da literatura... 72

4.1.2 Entrevistas... 73

4.1.3 Coleta documental... 73

4.2 CAPACIDADES OPERATIVAS DA COMPANHIA DE ENGENHARIA DE COMBATE MECANIZADO NO APROVEITAMENTO DO ÊXITO... 74

4.2.1 Adequabilidade da organização... 74

4.2.2 Adequabilidade do material... 78

4.3 APOIO DE ENGENHARIA AOS REGIMENTOS DE UMA BRIGADA DE CAVALARIA MECANIZADA... 79

4.3.1 Organização adequada... 80

4.3.2 Comparação com outros exércitos... 82

4.3.3 Características dos meios... 91

4.3.4 Quantidade de VBE por BE Cmb... 96

5 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES... 99

REFERÊNCIAS 103 APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO DESTINADO AOS COMANDANTES E EX-COMANDANTES DOS REGIMENTOS DAS BRIGADAS DE CAVALARIA MECANIZADA... 109

APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO DESTINADO AOS COMANDANTES E EX-COMANDANTES DAS COMPANHIAS DE ENGENHARIA MECANIZADA... 120

APÊNDICE C - QUESTIONÁRIO DESTINADO AOS MILITARES DE ENGENHARIA COM CURSO DE COMANDANTE DE SUBUNIDADE NA ALEMANHA OU ESTADOS UNIDOS... 131

APÊNDICE D - QUESTIONÁRIO DESTINADO INSTRUTORES DO CENTRO DE INSTRUÇÃO DE BLINDADOS COM CURSO DE COMANDANTE DE SUBUNIDADE NA ALEMANHA OU ESTADOS UNIDOS... 143

APÊNDICE E - PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL... 150

ANEXO A – NCD NR 02/2016... 151

ANEXO B – NOTA COMPLEMENTAR À NCD NR 02/2016... 160

(11)

1 INTRODUÇÃO

Os novos manuais doutrinários, publicados a partir do ano de 2014, reformularam as bases da doutrina do Exército. Através deles, a Doutrina Militar Terrestre (DMT) ratificou alguns conceitos já existentes, mas trouxe novos, que devem ser entendidos e incorporados às capacidades da força, a fim de acompanhar a evolução do combate mundial.

O conhecimento de conceitos, como Operação de Amplo Espectro (atuação simultânea ou sucessiva em Operações Ofensivas, Defensivas, de Pacificação e de Apoio a Órgãos Governamentais), permite entender quais são as capacidades que devem ser almejadas pelas Brigadas Mecanizadas (Bda Mec), consideradas Grandes Unidades (GU) vocacionadas para essa Operação. Destas GU, destacam-se as de Cavalaria Mecanizada, que, segundo o Manual de DMT, tem a aptidão às missões de Reconhecimento, Vigilância e Segurança.

As Brigadas de Cavalaria Mecanizada, apresentam limitações, como: a vulnerabilidade a ataques aéreos, a sensibilidade ao largo emprego de minas e obstáculos artificiais e mobilidade restrita em terrenos montanhosos, arenosos, pedregosos, cobertos e pantanosos, além de sua restrição às condições meteorológicas adversas, e com grande dependência de uso de rede rodoviária, conforme discriminado pelo manual C 2-30 - Brigada de Cavalaria Mecanizada (BRASIL, 2000, p. 1-4).

Tais limitações afetam, principalmente, a mobilidade da Bda em Operações Ofensivas, na qual os RC Mec, (Brasil, 2000, p. 1-14) estão mais capacitados a executar as operações altamente móveis, as manobras de flanco, o aproveitamento do êxito e a perseguição. Por sua vez, o RCB que, por suas características é o elemento de manobra mais eficaz para conduzir as operações ofensivas e defensivas continuadas da Bda, apresenta uma série de restrições na sua capacidade de manobra, diminuindo sua eficácia e eficiência no emprego do fogo, do combate aproximado e da ação de choque.

Para reduzir as limitações das Brigadas de Cavalaria Mecanizada na mobilidade, contramobilidade e proteção, as Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada (Cia E Cmb Mec) empregam os Pelotões de Engenharia de Combate Mecanizado (Pel E Cmb Mec), conforme Nota de Coordenação Doutrinária Nr 02/2016, de 31 de maio de 2016, As Estruturas de Engenharia no Teatro de Operações (documento de

(12)

caráter experimental, portanto, não definitivo), a fim de atender às necessidades mínimas dos Regimentos de Cavalaria Mecanizado (RC Mec) e Regimento de Cavalaria Blindado (RCB).

As atribuições que a Engenharia tem para com seus elementos apoiados se apresentam da seguinte forma:

A Engenharia tem como missão principal apoiar, com as vertentes do combate e construção, os elementos de emprego da F Ter nas operações desencadeadas no amplo espectro dos conflitos. Participa das Funções de Combate Movimento e Manobra, proporcionando mobilidade às armas-base e contra-mobilidade ao inimigo; Proteção aos órgãos e estruturas de combate; Logística, em diversas atividades; dentre outras (BRASIL, 2014, p.

6-3).

Nesta última década, concomitantemente com a atualização doutrinária, novos Materiais de Emprego Militar (MEM) foram distribuídos em diversas OM do Brasil, frutos de Projetos Estratégicos do Exército (PEE), alterando suas capacidades e limitações. Dentre eles, destaca-se, para as tropas de natureza blindada, o Projeto Leopard, o qual levou à troca dos Carros de Combate (CC) M41 pelas Viatura Blindada de Combate Carro de Combate Leopard 1 A5 BR (VBCCC Leopard 1 A5 BR) desde 2009.

Para as tropas mecanizadas, o principal impacto foi causado pelo Projeto Guarani, o qual já modernizou a frota de algumas Organizações Militares (OM) com esta Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média de Rodas (VBTP-MR), a qual está em fase de produção e entrega. Concomitantemente com a produção dessas viaturas, estão sendo desenvolvidos protótipos e adquiridos materiais para o desenvolvimento dos demais componentes da Nova Família de Blindados Sobre Rodas Guarani (NFBSR).

O presente trabalho tem por objetivo, analisar as Capacidades Operativas que os elementos de engenharia deverão possuir, considerando os reflexos da evolução doutrinária e dos novos Materiais de Emprego Militar, para apoiar a mobilidade dos Regimentos de Cavalaria Mecanizada e Regimentos de Cavalaria Blindado empregados em primeiro escalão, por uma Brigada de Cavalaria Mecanizada na Operação de Aproveitamento do Êxito (Apvt Êxi) (BRASIL, 2014, p. 7-2).

(13)

O objetivo geral do presente estudo é, partindo do estudo das Capacidades da Cia E Cmb Mec, analisar, no âmbito da mobilidade, as necessidades mínimas e imediatas dos elementos a serem empregados em primeiro escalão. Baseado nessa análise, busca-se apresentar uma proposta de adequação do apoio prestado pela Cia E Cmb Mec no Aproveitamento do Êxito (Apvt Êxi).

1.1 PROBLEMA

Em manual datado de 1989, C 5-10 - Apoio de Engenharia no Escalão Brigada, e reeditado em 2000, consta a missão, organização, atribuições, equipamentos e forma de emprego do pelotão de engenharia de combate. O manual C 5-1 - Emprego da Engenharia, datado de 1999, em sua 3ª edição, caracteriza o Pel E Cmb como o elemento responsável por prestar apoio aos elementos em primeiro escalão da Bda C Mec.

A Nota de Coordenação Doutrinária Nr 02/2016 (NCD Nr 02/16) trouxe a atualização de alguns conceitos, modificando, inclusive, o escalão de apoio de engenharia às Brigadas Blindadas e de Infantaria Mecanizada (Bda Inf Mec), passando do valor subunidade (Companhia) para unidade (Batalhão).

Nesta mesma NCD, porém, foi mantido o estabelecido nos dois manuais citados acima, ratificando que uma Cia E Cmb Mec, constituída por 3 Pel E Cmb Mec, é o elemento de apoio aos Regimentos da Bda.

O Comandante da Cia E Cmb Mec, denominado engenheiro da brigada, ao empregar pelotões em reforço, restringe sua capacidade de realizar um apoio suplementar a esses pelotões e de realizar trabalhos em prol da própria companhia, dos demais elementos da brigada e do apoio ao conjunto (mais de um elemento).

Além disso, por sua limitação em meios na realização de trabalhos, o Pel E Cmb, na maioria de suas missões, é reforçado por equipagens e equipamentos pelo Pelotão de Equipagem de Assalto e pelo Pelotão de Engenharia de Apoio. Esses, porém, não possuem materiais adequados reforçar os pelotões de engenharia de combate.

Face ao exposto, formulou-se o seguinte problema: Em que medida a Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada tem capacidade de atender às necessidades mínimas dos elementos empregados em primeiro escalão de uma Bda C Mec no Aproveitamento do Êxito, no que tange à mobilidade?

(14)

1.2 OBJETIVOS

O presente trabalho tem por objetivo, analisar as Capacidades Operativas que os elementos de engenharia deverão possuir, considerando os reflexos da evolução doutrinária e dos novos Materiais de Emprego Militar, para apoiar a mobilidade dos Regimentos de Cavalaria Mecanizada e Regimentos de Cavalaria Blindado empregados em primeiro escalão por uma Brigada de Cavalaria Mecanizada na Operação de Aproveitamento do Êxito.

Com o intuito de conduzir o estudo para uma solução, foram elencados os seguintes objetivos específicos:

a. Apresentar os conceitos, novos ou não, que sejam relevantes para a exploração do assunto;

b. Descrever a forma de emprego de uma Bda C Mec em Operações de Aproveitamento do Êxito;

c. Descrever a organização e as características dos elementos empregados em primeiro escalão por uma Bda C Mec;

d. Descrever a organização, características e forma de emprego em Operações Ofensivas de uma Cia E Cmb Mec;

e. Descrever a organização, características e missão junto aos Pel E Cmb de um Pelotão de Engenharia de Apoio (Pel E Ap);

f. Descrever a organização, características e missão junto aos Pel E Cmb de um Pelotão de Equipagem de Assalto (Pel Eq Ass);

g. Descrever a organização, características, missão, possibilidades e limitações do Pel E Cmb Mec;

h. Analisar a capacidade do Pel E Cmb Mec em atender às necessidades mínimas dos regimentos de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada em Operações Ofensivas;

i. Apresentar viaturas especiais de engenharia disponíveis no mercado mundial;

j. Analisar o emprego de uma engenharia de Bda do exército alemão e estadunidense, semelhante à Bda C Mec, concluindo sobre a adequabilidade do emprego realizado pelo exército brasileiro;

(15)

k. Apresentar uma proposta de apoio de engenharia, capaz de atender às necessidades mínimas de regimentos orgânicos de uma Bda C Mec.

1.3 QUESTÕES DE ESTUDO

Através da análise da capacidade de apoio de um Pel E Cmb orgânico de uma Cia E Cmb Mec, frente às necessidades de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada, à luz dos novos manuais doutrinários, projetos estratégicos e dos meios de dotação (ou em aquisição pelo Exército), será analisada a adequabilidade desse apoio. Para isso, foram relacionadas algumas questões de estudo, listadas abaixo, a fim de guiar o trabalho ao objetivo proposto:

a) quais os conceitos associados ao emprego e ao material são necessários para desenvolvimento de uma proposta adequada de organização da Cia E Cmb Mec?

b) como a Brigada de Cavalaria Mecanizada é empregada em uma Operação de Aproveitamento do Êxito?

c) como se caracterizam os elementos empregados em primeiro escalão pela Brigada de Cavalaria Mecanizada?

d) como a Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada das Brigadas de Cavalaria Mecanizadas são empregadas em Operações Ofensivas?

e) como se caracterizam os elementos empregados em primeiro escalão pela Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada?

f) quais os meios que disponíveis atualmente para o Pelotão de Engenharia de Combate Mecanizado apoiar os Regimentos empregados em primeiro escalão no Aproveitamento do Êxito?

g) quais os materiais disponíveis no mundo necessários para atribuir capacidade de junto aos Regimentos em um Aproveitamento do Êxito?

h) como é prestado o apoio de engenharia, em outros países, a tropas que possuam organização semelhante à da Brigada de Cavalaria Mecanizada?

i) qual a sugestão de emprego da engenharia de brigada para que seja realizado um apoio adequado que atenda às necessidades mínimas dos regimentos orgânicos da Bda C Mec?

1.4 JUSTIFICATIVAS

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Este trabalho justifica-se pela necessidade de ser avaliada a manutenção ou não da capacidade da Cia E Cmb Mec frente às mudança relacionadas às características apresentadas pelos novos cenários mundiais e pela evolução do material utilizado pelo Exército Brasileiro, advindo dos Projetos Leopard e Guarani, a fim de acompanhar o Processo de Transformação do Exército Brasileiro que está em desenvolvimento atualmente.

Tal justificativa, encontra-se alinhada com os objetivos do Projeto Estruturante Novo Sistema de Engenharia (PENSE), concebido pelo EME em 2014, o qual teve a Diretriz de Implantação aprovada pela Portaria Nº 031-EME, de 26 de fevereiro de 2018.

O objetivo decisivo do programa está centrado nos pilares de sustentação da capacidade operacional da Engenharia, quais sejam: a obtenção do Material de Engenharia adequado e suficiente, o desenvolvimento e a atualização da doutrina e a capacitação de pessoal.

A inovação dos MEM, bem como, a transformação doutrinária, demandam análises, retificação e ratificação de conceitos, quebra de paradigmas e uma busca pelo reequilíbrio entre as capacidades e necessidades geradas.

Com o intuito de corroborar com a evolução do Sistema Engenharia, tendo em vista, a modernização doutrinária e dos novos MEM, este trabalho buscará analisar as Capacidades Operativas desejáveis, a fim de propor uma adequação de apoio de engenharia na mobilidade dos RC Mec e RCB orgânicos de uma Bda C Mec no Aproveitamento do Êxito.

Com essa adequação, busca-se dar efetividade à doutrina, atinente à Engenharia da Brigada, tornando-a atual e compatível com as necessidades dos elementos apoiados, principalmente, exequível e efetiva.

(17)

2 METODOLOGIA

Nesta seção, está detalhada a forma que a pesquisa foi dirigida, a fim de, atender aos objetivos específicos, os quais visaram desenvolver uma solução adequada ao objetivo geral, através do desenvolvimento de respostas às questões de estudo levantadas.

Por meio do estudo das possibilidades e limitações da Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, buscou-se apresentar uma análise da capacidade de atender às necessidades dos elementos empregados em primeiro escalão pelas Bda C Mec e sugerir uma proposta de adequação de sua forma de emprego e do material necessário.

Para atingir esses objetivos, a metodologia foi dividida em: objeto formal de estudo, amostra e delineamento de pesquisa.

2.1 OBJETO FORMAL DE ESTUDO

O presente trabalho é classificado quanto à sua forma de abordagem qualitativa e ao seu objetivo geral como exploratória e descritiva. A sua finalidade é desenvolver uma proposta de adequação do apoio prestado pela Companhia de Engenharia de Combate aos Regimentos de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada em Operações Ofensivas, por meio do estudo específico das capacidades operativas da Cia E Cmb Mec em operações de Aproveitamento do Êxito, face à evolução doutrinária, presente na publicação dos novos manuais doutrinários, publicados a partir de 2014, e dos MEM, frutos dos Projetos Estratégicos Leopard e Guarani.

Para atingir esse objetivo, será descrita a doutrina em vigor relacionada à Bda C Mec e à Cia E Cmb que a apoia e analisados os reflexos da transformação doutrinária ocorrida nos últimos anos (de 2014 a 2017) e da aquisição de novos MEM.

Com base na análise das capacidades e limitações, será proposta uma solução de adequação do apoio de engenharia, que atribua capacidade de emprego de acordo com a doutrina, baseado na bibliografia vigente, e atualizado, com base no emprego de exércitos de outros países e no material disponível no mundo atualmente.

(18)

Para a pesquisa, a variável “Capacidades Operativas da Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada no Aproveitamento do Êxito”, que analisou as capacidades em material e de acordo com a organização atuais da Companhia no apoio à mobilidade no aproveitamento do êxito, foi considerada a variável independente.

Através desta, procurou-se estudar modificações que influenciassem significativamente sobre a dependente “Apoio de Engenharia aos Regimentos de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada”, a fim de adequar o apoio prestado aos regimentos durante a Operação de Aproveitamento do Êxito pela engenharia da brigada.

A relação entre a variável dependente e independente é alterada pelo fator

“Necessidades Mínimas dos Regimentos”, que são as necessidades de trabalhos de engenharia aos regimentos existentes após a modernização do material e doutrina nacionais, no que tange à Operação de Aproveitamento do Êxito.

2.1.1 Definição conceitual das variáveis

“Capacidades Operativas da Companhia de Engenharia de Combate no Aproveitamento do Êxito”, variável independente, pode ser definida como a análise às capacidades atuais da Cia E Cmb Mec para emprego do Pel E Cmb em uma Operação de Aproveitamento do Êxito em apoio ao Rgt de uma Bda C Mec.

Para isso, foi analisado por meio dos questionários “A” e “B”, a adequabilidade da organização da Cia E Cmb Mec para apoio aos regimentos de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada e do material disponível para apoiá-los na mobilidade em uma Operação de Aproveitamento do Êxito.

A variável “Apoio de Engenharia aos Regimentos de uma Brigada de Cavalria Mecanizada” pode ser definida como a sugestão doutrinária para atender, à luz dos novos conceitos e fundamentos e materiais, as necessidades dos Regimentos.

Por meio das respostas dos questionário “A”, “B”, “C” e “D”, chegou-se a uma organização adequada e atual, quando comparada com outros exércitos, permitindo a melhoria do emprego da engenharia no emprego junto aos regimentos de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada.

(19)

Os referidos questionários também permitiram a análise das caracterísitcas dos meios e a quantidade de viaturas necessárias para o apoio de engenharia da brigada na abertura de passagem em obstáculos durante uma Operação de Aproveitamento do Êxito.

Para a variável interveniente, foi considerada as Necessidades Mínimas dos Regimentos no que se refere a apoio de engenharia, as quais foram apresentadas na revisão de literatura, reforçada pelas respostas presentes nos citados questionários, cujas respostas foram analisadas individualmente.

Esta análise porcurou confirmar ou refutadar os comentários presentes nos questionários de acordo com as informações encontradas na própria bibliografia estudada e no Treinamento Tático em Ambiente Virtual (TTAV) realizado no Centro de Instrução de Blindados.

2.1.2 Definição operacional das variáveis

Nos Quadros 1 e 2, estão expostos a dimensão, os indicadores e a forma de medição das variáveis independente e dependente, a fim de permitir uma visualização de como serão abordados no presente estudo.

VARIÁVEL

INDEPENDENTE DIMENSÃO INDICADORES FORMA DE MEDIÇÃO

Capacidades Operativas da Cia

E Cmb no Apvt Êxi

Emprego no apoio aos Rgt

da Bda C Mec

Adequabilidade da organização

Questões Nr 1 e 2 (Apd A) e Nr 1 e 2 (Apd B)

Material para apoio à mobilidade

Adequabilidade do material

Questões Nr 3 (Apd A) e Nr 3 (Apd B)

QUADRO 1 - Definição operacional da Variável Independente "Capacidades Operativas da Cia E Cmb Mec no Apvt Êxi"

Fonte: O autor

(20)

VARIÁVEL

DEPENDENTE DIMENSÃO INDICADORES FORMA DE MEDIÇÃO

Apoio de Engenharia aos Rgt de uma Bda

C Mec

Emprego da engenharia

Organização adequada

Questões 6 e 7 (Apd A), questões 6 e 7 (Apd B)

Comparação com outros exércitos

Questão 1, 2 e 3 (Apd C) e questão 1, 2 e 3 (Apd D)

Material para abertura de passagem em

obstáculo

Características dos meios

Questões 4 e 5 (Apd A), questões 4 e 5 (Apd B), questão 4 e 5 (Apd C) e questão 4 e 5 (Apd D)

Quantidade de

viaturas Questão 6 (Apd C)

QUADRO 2 - Definição operacional da Variável Dependente "Apoio de Engenharia aos Rgt da Bda C Mec"

Fonte: O autor

2.1.3 Alcances e Limites

Para a análise das operações ofensivas, foram excluídos os tipos de Reconhecimento em Força, Perseguição, Ataque de Oportunidade e Marcha para o Combate. O objetivo do autor foi dar ênfase aos trabalhos de mobilidade com emprego dos pelotões de forma descentralizada. Desta forma, o pelotão que acompanha o regimento precisa conduzir todo o material necessário, não sendo adequado solicitar apoio à companhia devido a sua distância e necessidade de acompanhamento da velocidade das operações.

Nesse sentido, foi escolhido o estudo da Operação de Aproveitamento do Êxito, situação que o Pelotão encontra-se, normalmente, empregado na situação de comando reforço.

O sistema Engenharia, constituído por material, pessoal e doutrina, visa proporcionar aos elementos apoiados mobilidade, contramobilidade, proteção e apoio geral. Dentre estes, foram abordados neste estudo o apoio à mobilidade,

(21)

situação onde a falta de meios especiais junto aos pelotões é mais nítida, deixando de ser trabalhados contramobilidade, proteção e apoio geral,.

Na mobilidade, o estudo abarcou trabalhos de abertura de passagens em obstáculos, transposição de curso de água obstáculo, conservação e reparação de vias e estradas e desorganização de posições organizadas do inimigo, trabalhos os quais podem ser realizados por viaturas blindadas especiais. Excluiu-se, portanto, o estudo da transposição de curso de água de vulto ou grande vulto, que exigem o apoio de escalões superiores à brigada, a navegação e o reconhecimento.

Como a Cia E Cmb Mec desdobra seus trabalhos, normalmente, em toda área da Bda, o estudo limitou-se aos realizados em prol dos elementos em primeiro escalão (os regimentos de cavalaria), excluindo o estudo dos trabalhos de apoio ao conjunto e suplementar.

Para tal, os meios a serem analisados foram limitados aos de emprego imediato pelos pelotões, ou seja, que seja de dotação ou passados em reforço ao pelotão. Um exemplo de meio incluído, foi uma Ponte de Pequena Brecha (Pnt P Bre), pois pode ser transportada por reboque ou por uma viatura blindada. Em contrapartida, foi excluído o estudo do emprego de portada pesada, tendo em vista que a mesma não tem emprego em transposição imediata, mas preparada.

2.2 AMOSTRA

As pesquisas, as quais foram enviadas por endereço eletrônico através de consulta aos e-mails cadastrados no DGP, buscaram abranger, em caráter voluntário, militares que tivessem conhecimentos ligados ao tema.

Enquanto algumas pesquisas procuraram abranger militares que tiveram experiência no emprego do apoio de engenharia (como cliente ou como fornecedor), outras pesquisas buscaram militares especializados no emprego de blindados e, por fim, pesquisas que exploraram a experiência de militares que realizaram curso de comandante de subunidade no exterior, confrontando o questionamento com os conhecimentos e experiências vividas nos Estados Unidos e na Alemanha.

Os questionários elaborados, embora tenha como universo apenas militares com posto acima de capitães aperfeiçoados, não procuraram levar em consideração a experiência nos respectivos postos, mas a experiência dos mesmos na função que exercem, ou exerciam, ou nos conhecimentos adquiridos no exterior.

(22)

Desta forma, foi considerado irrelevante a descrição dos mesmos, considerando apenas as respostas por grupo, os quais tiveram por objetivo demonstrar os diferentes posicionamentos em relação ao assunto em pauta.

Com isso, os referidos militares foram divididos em quatro grupos, conforme descrito abaixo:

a. comandantes e ex-comandantes de regimento de cavalaria de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada;

b. comandantes e ex-comandantes de Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada;

c. oficiais de engenharia que tenham realizado curso de Comandante de Subunidade nos Estados Unidos ou na Alemanha;

d. oficiais na função de instrutor do Centro de Instrução de Blindados, que tenham realizado curso de Comandante de Subunidade nos Estados Unidos ou na Alemanha.

2.3 DELINEAMENTO DA PESQUISA

O delineamento da pesquisa teve uma abordagem qualitativa, em que o estudo das relações entre variável dependente (Capacidades Operativas da Cia E Cmb Mec no Aproveitamento do Êxito) e independente (Apoio de Engenharia aos Regimentos de uma Bda C Mec) é indissociável e não pode ser traduzida por números (Rodrigues, 2006, p. 36).

O método de abordagem utilizado foi o indutivo, fundamentado na experiência e construído a partir da observação de casos da realidade concreta (Rodrigues, 2006, p. 29) do emprego do Pel E Cmb Mec, apresentados neste trabalho por meio de situações particulares e análise de questionários e procedimento experimental realizado pela Seção de Simulação do Centro de Instrução de Blindados.

Para responder ao objetivo geral, a pesquisa foi abordada de forma descritiva, contando com a experiência do autor, que descreveu a relação entre as variáveis e contribuiu com a descrição doutrinária através de pesquisa bibliográfica.

2.3.1 Procedimentos para revisão de literatura

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Com o objetivo de responder ao problema do trabalho, foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos descritos abaixo:

2.3.1.1 Fontes de busca

Foram utilizados como fontes para descrição do conhecimento doutrinário, que influencia no emprego da Cia E Cmb Mec, e para a construção da proposta do trabalho: manuais, monografias, dissertações e artigos científicos (nacionais, dos Estados Unidos e da Alemanha), livros e Notas de Coordenação Doutrinária (NCD).

2.3.1.2 Estratégia de busca para as bases de dados

Com a finalidade de estabelecer parâmetros doutrinários, foram selecionados documentos que contribuam para o direcionamento e limitação para uma proposta mais adequada.

Foram realizadas buscas por dados em sítios eletrônicos na internet, como Google, sendo selecionadas, dentre os resultados obtidos, as páginas oficiais de instituições, como instruções, trabalhos, periódicos e documentos, nacionais e estrangeiros, e em estabelecimentos de ensino, como Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e Centro de Instrução de Blindados.

2.3.1.3 Critérios de inclusão

Foram selecionados documentos de caráter qualitativo em português, inglês e alemão, que estivessem relacionados ao emprego de pelotão de engenharia em apoio a tropas dotadas de meios blindados e mecanizados nas Operações Ofensivas.

Também foram incluídos, documentos relacionados aos materiais e programas de aquisição de materiais relacionados às tropas blindadas e mecanizadas.

2.3.1.4 Critérios de exclusão

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Dos documentos selecionados, foram excluídos os manuais revogados, os documentos que não abrangem tropa blindada ou mecanizada e os que não estão relacionados com Operações Ofensivas.

2.3.2 Procedimentos Metodológicos

Com o propósito de coletar dados e opiniões sobre o assunto, no que tange ao emprego em pessoal e material do Pel E Cmb em Operações Ofensivas, foram enviados, eletronicamente, questionários aos grupos, conforme critérios anteriormente elencados.

Concomitantemente, foi realizada a coleta de dados da bibliografia relacionada e com os dados coletados por meio dos questionários, gerando a base para a proposta de adequação de apoio da Cia E Cmb Mec.

2.3.3 Procedimentos Experimental

O procedimento experimental foi realizado no Centro de Instrução de Blindados, o qual realiza, anualmente, o Treinamento Tático em Ambiente Virtual com as brigadas mecanizadas e blindadas.

Neste ano, foi realizado o treinamento com a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, a qual empregou seus Quadros em ambiente virtual confeccionado pelo Chefe da Seção de Simuladores.

A proposta inicial era empregar uma Bda C Mec em um Aproveitamento do Êxito, reforçada por um Pel E dotado de Viaturas Blindadas Especiais. Entretanto, o exercício visava o treinamento em uma operação de Movimento Retrógrado, o que, embora não tenha sido a situação ideal, não prejudicou o resultado, pois o principal objetivo não foi o emprego em si, mas a capacidade de acompanhamento da velocidade das viaturas dos regimentos mecanizados.

2.3.4 Instrumentos

Os questionários enviados a 5 (cinco) grupos, conforme anteriormente definidos, tiveram por objetivo principal identificar a opinião dos especialistas sobre

(25)

os aspectos relativos ao apoio de engenharia aos elementos de emprego em primeiro escalão de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada, bem como analisar as necessidades em material e a possibilidade de emprego para atender as necessidades mínimas imediatas dos Regimentos.

Assim, buscou-se uma reflexão sobre o assunto, que fosse rica em sugestões e dados qualitativos para fundamentar uma sugestão baseada em conhecimentos e experiências distintos.

2.3.4.1 Elaboração dos questionários

Tendo em vista o caráter qualitativo da presente pesquisa, buscou-se a confecção de questionários com questões fechadas, porém, com espaço para discussão e geração de sugestões sobre o tema.

O pré-teste foi aplicado em militares que já tinham sido instrutores do Centro de Instrução de Blindados, que, pelo conhecimento sobre blindados sobre rodas e sobre lagartas, envolvimento em exercícios de simulação virtual e no terreno e experiência no exterior, apresentam condições de orientar, corrigir ou incrementar as questões propostas.

2.3.4.2 Questionário destinado aos oficiais em função de desenvolvimento, coordenação ou chefia do Projeto Guarani

Pretendeu-se, por meio da relação desses militares com o assunto, obter uma análise do projeto inicial Guarani, os objetivos buscados para compra dos implementos dessa viatura e análise das capacidades que se espera atingir com o projeto, para que ao final da presente pesquisa, a sugestão esteja alinhada ao projeto Guarani.

2.3.4.3 Questionário destinado aos comandantes e ex-comandantes de regimento de cavalaria de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada (Apêndice A)

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Esse questionário buscou realizar, do ponto de vista do cliente da engenharia da brigada, a análise da capacidade de apoio de engenharia empregada atualmente nas Bda C Mec e identificar uma forma adequada de organização e emprego desse apoio. Da mesma forma, foi procurado identificar meios necessários e apresentar uma solução para o apoio a tropas que empregam viaturas sobre rodas e sobre lagartas, analisando seus impactos no emprego e na logística.

2.3.4.4 Questionário destinado aos comandantes e ex-comandantes de regimento de cavalaria de uma Brigada de Cavalaria Mecanizada (Apêndice B)

Esse questionário buscou realizar, do ponto de vista do fornecedor do apoio de engenharia, a análise da capacidade de apoio de engenharia empregada atualmente nas Bda C Mec e identificar uma forma adequada de organização e emprego desse apoio. Da mesma forma, foi procurado identificar meios necessários e apresentar uma solução para o apoio a tropas que empregam viaturas sobre rodas e sobre lagartas, analisando seus impactos no emprego e na logística.

2.3.4.5 Questionário destinado aos oficiais de engenharia que tenham realizado curso de Comandante de Subunidade nos Estados Unidos ou na Alemanha (Apêndice C)

Com base na experiência desses militares, buscou-se analisar soluções para adequação do apoio e emprego de tropas e meios de engenharia, a fim de capacitar a engenharia da brigada ao apoio imediato aos Regimentos da Bda C Mec.

2.3.4.6 Questionário destinado aos oficiais na função de instrutor do Centro de Instrução de Blindados, que tenham realizado curso de Comandante de Subunidade nos Estados Unidos ou na Alemanha (Apêndice D)

Com base na experiência desses militares, buscou-se analisar soluções para adequação do apoio e emprego de tropas e meios de engenharia, a fim de capacitar a engenharia da brigada ao apoio imediato aos Regimentos da Bda C Mec..

(27)

As respostas e sugestões apresentadas nessas questões proporcionarão ratificarão ou retificarão das ideias iniciais apresentadas no trabalho, conduzindo o autor a uma proposta amparada na experiência e conhecimentos de diferentes especialistas.

2.3.5 Análise dos Dados

Os dados resultantes dos questionários contribuiram para questionamento e reforço das ideias inicialmente apresentadas, por meio da experiência nas funções de comandantes, no emprego de tropas mecanizadas e blindadas e com conhecimento do emprego de tropas americanas e alemãs.

2.3.5.1 Tabulação dos dados

Os dados serão categorizados quanto aos aspectos organizacionais, materiais, de emprego e logística, por meio do levantamento das diversas amostras que compõem a presente pesquisa,.

A codificação e tabulação seguirá a verificação da correta compreensão dos questionários por parte dos participantes e se as respostas foram transcritas de forma coerente e com linguagem compreensível.

As questões fechadas foram diretamente tabuladas dentro do universo de determinado público-alvo. Para isso, foram estabelecidos gráficos como recurso de representação dos resultados e analisados por processo de técnica de análise estatística inferencial.

Os comentários foram posicionados após a apresentação dos gráficos, de forma a permitir a análise do conteúdo qualitativo apresentado, sendo os dados analisados por processo de técnica de análise estatística descritiva.

Ao final de cada resultado das análises das questões, foram apresentadas as conclusões parciais referente ao respectivo questionário.

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3 REVISÃO DE LITERATURA

O conjunto de ideias e entendimentos que define, ordena, distingue e qualifica as atividades de organização, preparo e emprego das Forças Armadas deve ser harmônico, de acordo com a definição de Doutrina Militar (BRASIL, 2014, p. 1-1).

Com este propósito, evoluções doutrinárias buscam equilibrar as capacidades atuais do Exército com as necessidades projetadas para futuras operações, mantê- lo adequado ao futuro imediato em termos de desenvolvimento organizacional, intelectual e tecnológico (EUA, 2011, p. ix, tradução do autor).

Para que o Exército acompanhe a transformação que ocorre na Era do Conhecimento, período atual marcado pela rápida geração e obsolescência do conhecimento, essa harmonia deve ser constantemente analisada e retificada (BRASIL, 2014, p. 1-1).

A dúvida quanto à efetiva capacidade de uma força em cumprir a missão a que se destina origina-se da desarmonia entre sua doutrina e emprego (fruto da ineficiência de um MEM, por exemplo), o que deve ser uma premissa satisfatória para motivar estudos que contribuam para o alcance da máxima prontidão operativa.

Este estudo deve, para tanto, ser analisado por meio dos fatores determinantes, interrelacionados e indissociáveis: doutrina, organização, adestramento, material, educação, pessoal e infraestrutura (DOAMEPI), os quais contribuem para o desenvolvimento de uma das capacidades prioritárias para a F Terr: a efetividade da doutrina (BRASIL, 2014, p. 3-3).

A fim de facilitar o entendimento, esta seção está dividida da seguinte forma:

Considerações iniciais, onde serão abordados os fundamentos básicos para entendimento de conceitos que permeiam o assunto, contribuindo para uma correta avaliação e desenvolvimento de uma solução doutrinariamente harmoniosa; Brigada de Cavalaria Mecanizada, onde serão abordadas as necessidades de apoio de engenharia nas Operações de Aproveitamento do Êxito; Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, onde serão apresentadas as características de seu emprego em Operações Ofensivas; Materiais de Emprego Militar disponíveis no mundo para reforço dos Pel E Cmb no apoio à mobilidade, os quais podem ajustar as capacidades das Cia E Cmb; e, por último, será analisado o emprego de tropas

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semelhantes às Bda C Mec nos EUA e na Alemanha, onde a engenharia de brigada preste apoio à tropa mecanizada que tenha em sua constituição elementos de reconhecimento.

3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

As seguintes considerações iniciais são importantes para uma análise precisa da capacidade da Cia E Cmb Mec em apoiar os Regimentos da Bda C Mec na mobilidade em operações ofensivas e, consequentemente, para a construção de uma proposta satisfatória com o objetivo do trabalho.

3.1.1 Operações de Aproveitamento do Êxito

As Operações Ofensivas são operações decisivas que visam engajar forças superiores ao do inimigo, em local e momento decisivos, a fim de destruí-lo por meio do fogo, do movimento e da ação de choque (BRASIL, 2014, p. 4-3). A ação de choque, por sua vez, deve ser entendida como o impacto psicológico causado pelo carro de combate ao inimigo por meio do poder de fogo, aparente invulnerabilidade, ruído e capacidade de transpor obstáculos (BRASIL, 2016, p. 29).

Dentre os tipos de Operação Ofensiva, o trabalho explorou o Aproveitamento do Êxito, o qual destaca-se pela maior necessidade de apoio imediato à mobilidade por elementos mais próximos às peças de manobra de ataque (os Pel E Cmb).

Nesses casos, em que os elementos empregados em primeiro escalão necessitam de apoio imediato e contínuo, normalmente, a engenharia da brigada emprega seus pelotões sob a Situação de Comando Reforço (BRASIL, 1999, p. 2-28).

O Aproveitamento do Êxito, operação que conquista os resultados mais decisivos, se discorre após o aproveitamento de um ataque bem sucedido, no qual a força inimiga encontra dificuldades para se defender. O avanço contínuo e rápido sobre as forças inimigas desorganizadas, buscam ampliar as vantagens, impedindo uma reorganização ou a realização de um movimento retrógrado (BRASIL, 2000, p.

5-17).

Na Bda C Mec, o RCB, normalmente, constitui o escalão avançado no Aproveitamento do Êxito. Cabe à engenharia, por sua vez, reduzir a ação dos obstáculos, naturais ou artificiais, permitindo a adoção de um deslocamento de força

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mais adequado, garantindo a conquista de resultados decisivos em menor tempo e com mínimo de perdas. Com o intuito de manter o movimento contínuo e permanente, o apoio de engenharia aos regimentos é realizado de forma descentralizada, permitindo o apoio a elementos afastados do escalão superior, desde que adequadamente reforçado em meios (BRASIL, 2000, p. 5-18).

Tanto o Aproveitamento do Êxito, quanto o Ataque de Oportunidade, são ações que decorrem de uma interpretação do comandante sobre os acontecimentos do combate. A incerteza de sua realização, além de quando, onde e como será realizada, será definida pela imediata expedição de ordens fragmentárias pelo comandante, as quais exigem que o pelotão tenha, permanentemente, condições de apoiar (BRASIL, 2000, p. 5-9). Para a engenharia, a proximidade e a disponibilidade de meios adequados, determinará a efetividade do apoio prestado aos elementos em primeiro escalão desta brigada.

3.1.2 Situação de Comando Reforço

Quando empregado em situação de comando reforço, o Pel E Cmb subordina- se diretamente ao comandante do regimento. No aproveitamento do êxito, esta é a situação de comando normalmente empregada, devido à necessidade de plena autonomia e pela incapacidade de apoio da companhia, devido ao seu afastamento em relação aos pelotões (BRASIL, 1999, p. 1-14).

Cabe ao pelotão, portanto, o apoio aproximado, imediato e contínuo com equipamentos adequados, devendo, para isso, ser reforçado pela Cia E Cmb em meios e, se necessário, em pessoal (BRASIL, 1999, p. 1-14), garantindo a rapidez do movimento, a fim de multiplicar o poder de combate, contribuindo para o melhor emprego da potência de fogo e da ação de choque do elemento apoiado. Desta forma, busca-se diminuir o risco, com base na premissa de que: quanto maior o tempo de exposição do escalão de ataque aos fogos, maiores serão suas perdas (BRASIL, 2000, p. 5-15).

3.1.3 Função de Combate Movimento e Manobra

A Função de Combate Movimento e Manobra está relacionada com o conjunto de atividades, tarefas e sistemas inter-relacionados, empregados para deslocar

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forças, de modo a posicioná-las em situação de vantagem em relação ao inimigo (BRASIL, 2014, p. 5-10).

Para este estudo, cresce de importância o entendimento de manobra como se segue:

A manobra concentra e dispersa o poder de combate para manter o inimigo em desvantagem. Consegue resultados que de outra forma seriam dispendiosos. Manobra eficaz mantém forças inimigas fora do equilíbrio, fazendo-as enfrentar novos problemas e novos perigos mais rápido do que eles podem combatê-los. As forças do Exército ganham e preservam a liberdade de ação, reduzem a vulnerabilidade e exploram o sucesso através da manobra. Manobra é mais que fogo e movimento. Inclui a aplicação dinâmica e flexível de todos os elementos do poder de combate (EUA, 2011, p. A-2, tradução do autor).

O emprego da Engenharia está intimamente ligada à função de combate movimento e manobra, particularmente, no que tange à promoção da mobilidade às tropas subordinadas ao escalão a que pertence (BRASIL, 2014, p. 6-3).

3.1.4 Modularidade

A modularidade é a aptidão de um elemento de combate de receber módulos que ampliem seu poder de combate ou lhe agreguem capacidades (BRASIL, 2014, 6-14).

Este conceito surgiu da necessidade de empregar forças em torno de formações menores e mais versáteis. No nível tático e operacional, a rotineira necessidade de operação em áreas não-contíguas por unidades subordinadas, se contrapunha ao contíguo e hierárquico arranjo das forças terrestres (EUA, 2011, p.

C-1, tradução do autor).

Embora o conceito seja novo, a engenharia já emprega seus elementos com certa modularidade. Um exemplo é o Pel E Cmb, que não possui meios adequados para, por exemplo, realizar o lançamento de um campo minado em poucos minutos.

Ele necessita que, uma viatura dotada de um sistema de dispersão de minas, bem como, a guarnição da mesma, sejam adicionados ao Pelotão.

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3.1.5 Projeto Guarani

O Projeto Guarani teve sua origem a partir da necessidade de substituição das Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP) EE-11 Urutu (FIGURA 1) e Viatura Blindada sobre Rodas (VBR) EE-9 Cascavel (FIGURA 2), as quais se encontram em fase de obsolescência e atraso tecnológico perante os moderno cenário de batalha, conforme informado pelo Escritório de Projetos do Exército (EPEx).

FIGURA 1 – Viatura Blindada de Transporte de Pessoal EE-11 Urutu Fonte: Sítio eletrônico "Youtube". Acesso em 1 ago. 2018

FIGURA 2: Viatura Blindada de Rodas EE-9 Cascavel

Fonte: Sítio eletrônico "Defesanet". Acesso em 22 dez. 2017

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O projeto, que remonta a origem de sua concepção no final da década de 1990, tem em sua proposta inicial o objetivo de modernizar as Brigadas de Infantaria Motorizadas, recentemente transformadas em Brigadas de Infantaria Mecanizada, bem como, modernizar as Brigadas de Cavalaria Mecanizada.

Atualmente, as Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Média de Rodas (VBTP-MR) Guarani já começaram a ser distribuídas.

FIGURA 3: Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média de Rodas Guarani Fonte: Sítio eletrônico "EPEx". Acesso em 22 dez. 2017

O projeto originalmente era constituído de duas versões de viatura, uma 6x6 e uma 8x8. Esta última versão, que contaria com um canhão 105 mm, encontra-se, atualmente, paralisada. Além disso, era previsto uma família de blindados constituída de viaturas morteiro, lançadoras de ponte, especial de engenharia, desminagem, entre outras, as quais teriam seus protótipos ainda a serem desenvolvidos (DEFESANET, 2017).

Quanto à substituição das Viaturas Cascavel, foi adiada, conforme Boletim do Exército Nr 48, publicado em 1º de dezembro de 2017. A portaria cria o Projeto de Obtenção da Viatura Blindada de Reconhecimento – Média sobre Rodas (VBR- MSR) 6x6, que consiste na modernização da Viatura Cascavel (DEFESANET, 2017).

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