� " DO
PERlODO
1930-t945 4.57 7.51 t951-1954 '.00 7.97 t93G-t954 ,." 8.24 1920-t980. �_ vS � . U4 139
A composição do PIB foi esttmlda por villcl9 e $uzlgan 11973). Segundo esses lutores. em 1919. o valor liquido da produção agricola era 3.8 vezes superior ao da produção Industrial. Em 1939. a produção agricola era apenas 32% mjor que a Industrial. Ao final dos anos 40. Já agora de acordo com dldos do IBGE. os dois setores se equiparavam.
Dí
para a ente. a supremacia Induirlal consolidou-se Irrevcrsivclmente. Em 1954. por exemplo. o P18 Industrial superava em 9.6% o agricola.O comercio uterior espelhava a base agricola da economia. de ronna ainda maIs concentrada. o final dos anos 20. quase doIs terços das receItas de uportaçOes provinham do calc. A mudança de compo' slção do PIB não se refletiu imediatamente em reestruturação das exportaçOcs. Em 1954. o
ec
aínda era responslvel por 60% das vendas ao exterior. A excessiva depcnd;ncla das receitas em relação a um un"o produto. sobretudo num periodo de grande Instabilidade das condlçlcs ccom'lmlcas intenacionais. Impunha severas rcstrlções ás Importaçôcs. Por não poder contar com fluxos de capitais que finan· ciassem déficls comerciais continuas. o país era obrigado a se subme· ter a uma disciplina espartana em suas cantas externas. Durante toda a Era Vargas. apesar das flutuações no preço do ca;. nenhum dêflclt na balança comercial foi reglstrado.A Impossibilidade de progmar melhor as ImportaçOCs deve ter
contribuído .lra a difusão da Idcla de subslltui·las. O relativo suso desta polillea. em especial nos convulsionados anos 30 e 40. explicam o crescente deslnleresse pelas c<portações.a Nos anos 20 e 30. as exportações representavam. em média. 12% do PI3. Nos anos 40. em parte pelos obstáculos criados pela guerra. a fração caIu p.1ra 9%. Já nos dourados anos 50. quando a economia mundial crscia a 5% ao ano. as exportaçOCs. contrariando a maré. declinaram ainda mais. si· tuando·se em tomo de 6.5% do P3.
A
medida que se industrlalb:ava e se urbanl.avl.30 Brasil ne· cessltava exp1ndlr sua Infra·estrutura. O transporte de mercadOrias era fclto basicamente por ferrovIas e. secundariamente. por embarcaçOCs. Em 1930. havIa 32.478 km de estradas de ferro e 45.042 vagOCs. No mesmo ano. navegavam 196 embarcaçõcs com capacidade para trans· portar 400 mil toneladas de peso bruto. HavIa ainda em uso aproldma·, lrma·e. tom
f"lO�ncl3
qu�o c
O11�clo Intenadonal � u"a via
k mao du
pla.
Ponanlo. \ mellda qu� diminui a ntt.ldade de Importar. diminui a11�B alenta0 dRdR os expoM�ÓelI .
• O
Impu!" urbanlzador
a a I,nar ""> a prUr dos
a"os 40. �gundo " !BC:. em 1940. B IIBtll urbana represem""" 26,4% a popUl5tão 1I!. Em t960.a
faç\o urbana haia aun�"15d"para
44,7o.dmente 2.100 caminhôcs. Dur.mte os anos 30 e 0. as modaidades predominantes foram perdendo
s
ição. A expansão das ferrovias foi modesta. A malha cresceu 8.6% ate 1945. e dai ate 1954. outros 5.4%, O número de vagõcs resceu mais depressa. indicando Utili.açâo mais Intensiva da capacidade Instalada: de 1930 para 1945. 19.3%: de 1945a
1954. o aumento foi de 14.1%.Q
uantu s embarcaçõcs em tráfego. em 1945 o número havia recuado para 181. embora a capacidade tenha crescido 20%. De 1945 a 1954. houve um Impulso mais forte à nave gação. O número de cmua:açôes saltuu para 344. e a capacidade subiu 75.2%. Nesse interlm. a frota de caminhões chegou a 6.00 em 1945 - um aumento de 210% em relação a 1930 -. e a 2 1 .695 em 195 1.' ampllando para 70.810 em 1958. çum a instalação da indústria automobilística. quando o transporte rodoviário firmou-se em definitivo como a modaidade preferencial.s barrelms ao desenvolvimento Industrial epresentadas pelas carências enrgéticas nos anos 40 começamm a ser removidas nos anos 50. atraves de Intensa participação estatal. Em 1930. a potência Ins talada correspondla a 27,5 me
a
watls por bllhão de dóhu de PI3, Em 1954. O coeflclente havia crescido. ainda que lentamente. paro 32.5." Em rdação ao petróleo. as mudanças foram maiS evidentes. Nos anos 30 e 40. importava·se em tomo de 35 mll metros cúbicos de petrÓleo por ano. Com a Instalação da Petrobrãs e a entrada em operação das primeiras unidades rdlnadoras. a Importação saltou Instantaneamente para aa
de5
milhões de metros cúbicos. duplicados em pouco mais de meia década. Movimento similar verlflcou-se na produção de gaso lina. que cr:sceu mais de dez vezes de ]954 para 1955.Para um pais com a tradição Inflacionária do Brasil. a "Ta Vrgas transcorreu com T.oáve] estabilidade. Representa. a rigor. uma
fase de transiçáo entre um Brasil com prâtlcas monetárias austeras e outro que tomou a moeda passiva. Usando como Indicador de inflação o indiee construido por Haddad ( 1 9741. a taxa média anual para o periodo que vai de 1930 a 1945 fo] de 5.5% ao ano. Excluindo-se as taxas referentes ás deflações de ] 930 e 193]. respectivamente de - 12.4% e - 10.9%. a média sobe para 8.5% ao ano. No período de 1940 a 1945. a taxa media : ainda mais elevada. em tomo de 17.2% ao ano. Em 1944. a Inflação registrou uma alIa recorde at: então. de 20.8%. Esse percentual e atribuido i enda anomalmente elevada de
•
No
hA dado' dlsponivds para 1954.I
N""
an .. 90. a pottncla Instalada ""rr�spondla a apro<lmadam�nlc 100A A V.s . A C""" I" I
divisas estrangctras que. eorwenldas em moeda naciona. exerceram prslo sobre os preços. No pcriodo de 190 a 19S4. segundo a Fun daçlo Getulio Vargas. a !n!laç.o média fOI de 17.7% ao ano. com tendencla de alta. Em 1953. o indtcc variou 20.6%. e em 1954. a varlll'ão l100u em 25.8%. Nos meses que se seguiram ao fim da Era Vargas. por obra do professor Eugênio Gudln. que ocupou a pasta da Fzenda. a Infiação roi temporarimente contida a logo depois rctntclar sua scalada.
1. gle1t
...e pollUe. cdeelra
Em 1931. das dez prlnclpats lavourml eulUvadas no Brasil'. o cnr� ocupava 37.5% da ire;! colhida_ O milho 32.5% e o algod1o. o arroz e o feIJIo. somados. p"rfazlam 20.3%. se perlll modificou-se substan· clalmente a partir da Grande Dcpressâo. A produção de ca: foi forte· mente dsUmulada pelo duplo efeito da retração da demanda mundial e do aumento da oferta doméstica. que reagiu
m
a deasagem que lheê peculiar' s s condtçcs \igcntes no mercado Intenacional desde o primeiro quinquénlo dos unos 20. A produção de algodão experimen tou crc&lnento veriginoso. i taxa de 2 1 .3% ao ano. saltando de 375 mil toneladas. em 1931. para 1.450 mil toneladas. em 1938. A produ çlo de alimentos' tam!:m ganhou Impulso. Ao longo da década. a oferta per cita su de aproximadamente 47 kg para 68 kg anuais. Our.mte a 11 Guerra Mundial. prosseguiram as tendénclas denagradas pela Grande Oepresslo. A área colhida com café redu zlu·se proressivante de 3.5 llhS de hectares. em 1938. para 2.4 mJlhs. em 1946. Confirmando a perda de Ilartlcipaçâo no produto agricola. o ca: ocupou. naqueles dots anos. respectivamente. 25%
e
17% da árca cultivada com as mesmas de� lavouras. Em sentido Inverso. o algodão continuava sua trajetór1l fulminante. prallcamenle empatando com o caf: em h:mlos de partlclplç.o percentual na ra cultivada. O dnvolvlmento de novasns.
mais longas c aptas ao aplYeltncnto pela Indústria. fot decisiVO a a expansão do clO. No plano maeo
nOmico. o algdão pouco pOde razera
compensar adclde
cafeelra. Embora os embarques flstcos da matéria-prima, o.
. oo.
.. �. n."ae-�r. Jio. taranja.d
..,,�Io.
,-
, A pio . duçio e uni dro � aUnda 10 I
.jM
oln.
r 1. o . •a�
a _ fa , d�m
142 S INS1ÇCS < A VA�S
tenham dtsparado de 25 mil toneladas. no final dos anos 20. para 20 mil toneladas. de! anos depois. a receita cambiai dai oriunda Jamais conseguiu representar mais do que 2% das recelas cafeelras. Empre sarialmente. CQntudo. o plantio do algodão funcionou como altenativa inanceira para os cafeicultores. Há diversas evidências. sobretudo pela disposição geográfica dos dois cultlvos�. de que vários empresários migraram de uma lavoura para outra. Somente na década de 50. outra vez pelo deito defasado das condlçOcs favoráveis de mercado que igo raram a partir dos anos 40. o caf: r�,ncontrou o dinamismo perdido. voltando a se espalhar por mais de quatro mllhOcs de hectares.
O comercio exterior brasileiro sofreu diretamente
08 Impactos
da conjuntura Intenacional. DUrallc a scgunda metade dos anos 20.o Brasil exportava aproximadamente 95 milhões de libras esterlinas: três quartos desta receita cambial provinham do café. Em 1938. s exportações totais haviam caido a 36 milhões de libras esterlinas. contribuindo o caf: agora CQm apenas i metade. Nesse Intervalo. o
preço de exportação da bebida despenoou dc euberants 5.5 libras por
sacu de 60 kg para ínimos 0.95. Nos anos seguintes. O efeito combi nado de sucessivas geadas e secas com a política de abandonar a produçlo dos cafés de baixa qualidade produziu uma elevação de
1%
nas cotações intenacionais. A bonança. CQntudo. nlo pôde ser aprovei tada. Adversidades c1lmâlicas C dificuldades próprias do período de guerra comprimiram as exportaç6cs para 10.1 milhões de sacas de 60 kg. em média. entre 1910 c 1943. Esta cifra contrasta fortemente com as 17.6 mlhOcs de sacas vendidls !lo exterior em 1931. mTca alias superada apenas quatro veles ao longo dos 50 anos que se seguiram. A Era Vargas. apesar de Inumeras Iniciativas em defesa da produção. representou o Início de um lento processo de declinlO do Brasil como lidcr no mercado mundial de clfê.Isto não significa a reprovação pura e simples da poliUca careelm. Seus reais ob
j
etivos e o alcance e a efiCácia de suas açõcs estiveram no foco do debate económlco por muito tcmpo. A seu respeito foram CQnstruidas hipóteses Interpretativas connitantes. Para Ilustrar a pola·• r.11u. citado por vm�l. � Suzlgay (1973), encoolrou elevado coen�lente de
correlação ordl"al aUn .s �r1e. ele produão de ct e agodão em <kz ngl6s aWicoJas do �Iado de sao Paulo. de acordo co", ,, CC"", �l . de 1940. au)(erlndo quc a produção de algod> se exl"'",llu "M '''$11M l11unlciptos que produziam ca; .
.. fUMado. Ce!.,. The Economlc Crowth of Urazll. Citado or Vl1lela e Su"gan 1 19731.
" r.lácz. Carlos Manuel. i\n Ecooomlc i\nalysls of lhe Brazlllan eor"" SUpoM Proran . 1906·194>: Theo<y. I"ollcy and Measuremenl. Citado por Vlllel .. e Sulgan
rlwçlo das
diuS.
bastldr s
opini5 de furtado'" e Pelâe:." O prl:lm autor classlflca a poliUca afedrn praticada durante ° Inicio da Era Vargas como uut.cnllcamente keyn."lana" e po(krosa o bas tantePI
devolver ao lrasl1 em tempo mais curto que os EstadJ Unidos. o mesmo nive] de renda anterior n Crande Depress�o. DIametralmente opostoê o
entendime
nto de 'eláez. que destaea a busca do equilibrlo orçamentllo omo objetivo primordial da politlca econômlca_ A ortodoxia lscal que prevalecia entre os ronnuladors da polillca n\o e compaUbl1izarla com o kcyneslanlsmo percebido por 'urtado_ Dada a Importlnda Intena e extena da nomia cafeeio plra o Brasil. vale a pena rcvlsar sumariamente alguns de seus fun damentos.CiCO I